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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Quando os dados do PISA dizem mais do que a nossa falta de educação



A falta de educação brasileira (em todos os sentidos) é patente e suas desastrosas consequências se refletem na política, nos dados educacionais, sociais e econômicos. Em 2015, o famoso economista James Heckman (Nobel de Economia de 2000) esteve no Brasil, quando falou do preço que os países pagam por negligenciar investimentos em educação na primeira infância: altos índices de criminalidade, gravidez na adolescência, evasão no ensino médio e menor produtividade no mercado de trabalho. Passou-se quase meia década e parece que ainda não aprendemos a lição: dentre as 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), 16 estão estagnadas e apenas 4 tiveram cumprimento parcial, de acordo com relatório divulgado em maio pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), uma avaliação mundial feita a cada três anos para medir o desempenho em leitura, matemática e ciência, neste ano contou com a participação de 79 países. No resultado, o Brasil aparece entre os 20 piores colocados: mais de dois terços dos alunos brasileiros de 15 anos não atingiram o nível básico de matemática; em ciências o país caiu da 63ª para a 67ª posição em comparação com a edição de 2015 (com 70 países); e, em leitura, o Brasil permaneceu praticamente estagnado nos últimos dez anos.

Existe uma discussão entre psicólogos e neurocientistas de que inteligência vai além das habilidades cognitivas (relacionadas à leitura, memória e lógica) normalmente medidas por meio do quociente de inteligência (Q.I.). Autores como Heckman argumentam que outro grupo de habilidades conhecidas como competências socioemocionais (como motivação, esforço, responsabilidade, autoestima etc.) são tão importantes quanto ou até mais que as habilidades cognitivas. Mas o que o Brasil tem feito em termos de desenvolvimento dessas competências?

Os resultados do PISA mostram que, para os dados do Brasil, um ponto a mais em disciplina está relacionado a 12 pontos a mais em leitura. Estudantes que reportaram que seus professores levam mais tempo para manter a ordem em sala apresentaram 19 pontos a menos em média em leitura. Ainda, para a amostra em geral, alunos com menor desempenho escolar tendem a relatar uma menor satisfação com a vida. Sem falar dos dados sobre bullying, despreparo e absenteísmo dos professores.

Claramente, nossa política educacional atual não tem trazido resultados positivos em termos da avaliação do PISA e, talvez, a solução socioemocional seja algo que, a despeito das evidências científicas, não tem figurado entre as preocupações mais importantes na educação brasileira. Antes de mais nada, precisamos entender que, por trás do baixo desempenho brasileiro, do ponto de vista educacional, temos um problema crônico de desigualdade de renda, diretamente relacionado a como as pessoas se sentem motivadas a investir seu tempo em educação.

Como um aluno que precisa trabalhar para garantir comida sobre a mesa, ou que precisa dividir seu professor com uma centena de alunos, vai ter como preocupação ter motivação e disciplina no aprendizado da matemática, ou desenvolver o gosto pela leitura? Como um professor que ganha um salário na posição 30 entre 33 países, de acordo com dados da OCDE, que precisa se dividir entre vários empregos, vai se atualizar e cumprir sistematicamente seu programa de aulas? Como um salário desses pode atrair os melhores profissionais para ensinar e motivar nossas crianças?

O próprio PISA mostra que o Brasil ainda se mantém muito aquém com relação à falta de equidade e segregação social em comparação com os países da OCDE. Enquanto não pararmos de separar políticas educacionais de políticas sociais e entendermos políticas de redução da desigualdade como puramente assistencialistas, não conseguiremos superar a nós mesmos nessas estatísticas. Quem dirá chegarmos perto dos melhores do mundo. Desde sempre, nosso maior problema é a desigualdade.





Walcir Soares Junior (Dabliu) - doutor em Desenvolvimento Econômico, é professor de Economia na Universidade Positivo.

A melhor primeira impressão


Descubra e entenda como se destacar na entrevista com o recrutador

É normal ficarmos nervosos quando estamos frente à uma situação tão importante como conseguir um novo emprego. Pensando nisso,  Madalena Feliciano, criadora do 1º MÉTODO IPC (Impacto Positivo Comportamental), chegou com dicas para lhe ajudar a se dar bem nas entrevistas.
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  • Mostre-se confiante e comunicativo: Muitas vezes pode parecer difícil para os tímidos, mas passar confiança e falar com desenvoltura é muito importante. Para isso, você pode treinar com perguntas comuns nessas situações e conversar consigo mesmo. Se possível, grave, quando ouvir, poderá perceber se está sendo redundante ou se cometeu erros de português. A prática cria a perfeição!
  • Explique sua experiência profissional sem torná-la entediante: Planeje! Quando estiver se preparando, separe os pontos fortes de sua experiência e preste atenção no tempo para que o recrutador não durma. Também é importante gravar esta parte, assim você fica a par de como está se mostrando para a pessoa que pode lhe contratar. Uma boa maneira é contar histórias, ressaltando os pontos interessantes que podem ficar marcados na memória de quem as ouviu.
  • Demonstre autoconhecimento, determinação e força de vontade: Se é o seu primeiro emprego, mostre que apesar de estar começando, está disposto a aprender e que sabe o que quer. O mesmo vale para quem já está no ramo há anos, afinal, cada nova empresa tem suas peculiaridades. Fale sobre como está disposto e entusiasmado com a chance de poder trabalhar naquele local.
Todas as dicas são preciosas e você pode treinar sozinho, mas para ir além, precisamos de ajuda profissional, afinal ninguém cresce sem investir. A Outliers Careers conta com quem entende do assunto para te colocar no caminho certo, como: orientação profissional, mapeamento de mercado, simulação de entrevistas, avaliação comportamental, reestruturação de currículo, identificação de pontos a serem melhorados, transição de carreira, orientação para plano B ou nova carreira, realocação e auxílio para todos que desejam dar a melhor primeira boa impressão de si mesmo.
“Não permita que seu piloto automático seja responsável pelos seus sonhos. Você tem muito mais a oferecer do que imagina!”, diz Madalena Feliciano, gestora de carreira.


Madalena Feliciano - Gestora de Carreira
Professor Aprígio Gonzaga 78, São Judas, São Paulo - SP.

Consumidores já estão sendo notificados sobre abertura do Cadastro Positivo; 120 milhões devem ser impactados nesta fase


Consumidores têm recebido e-mail, SMS ou correspondência física com informações sobre inclusão automática de seus dados. Assim como em outros países, iniciativa deve expandir e baratear crédito


O Cadastro Positivo, banco de dados que reúne o histórico de pagamento dos consumidores e que tem o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) como um dos seus gestores, já está em formação. Há algumas semanas, milhões de consumidores brasileiros têm sido notificados individualmente sobre a abertura do seu cadastro automático. A comunicação está sendo feita de três maneiras: e-mail, SMS ou correspondência física.

Neste primeiro momento, a comunicação está focada em consumidores que possuem operações de crédito nos cinco principais bancos do país e em outras 100 instituições financeiras. A expectativa é de que ao final desta primeira etapa, aproximadamente 120 milhões de consumidores passem a fazer parte do Cadastro Positivo. Esse número ainda deverá crescer pelos próximos meses, pois empresas de telefonia, companhias de serviços como água, luz e gás e o setor varejista também deverão compartilhar informações de pagamento, o que fará com que o Cadastro Positivo agregue a população não bancarizada.

Na notificação, o consumidor recebe uma mensagem com direcionamento para o site www.brasilnopositivo.com.br, mantido pela ANBC (Associação Nacional dos Bureaus de Crédito). A partir deste site, o consumidor poderá acessar a página do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) para entender o funcionamento do Cadastro Positivo e acompanhar seu score de crédito (pontuação utilizada por credores para concessão de crédito) após preenchimento de login e senha.

O SPC Brasil esclarece que caso o consumidor fique em dúvida ao receber a comunicação por e-mail, SMS ou carta, ele deve entrar no site oficial do SPC Brasil https://www.spcbrasil.org.br/cadastropositivo para obter mais informações e acessar os seus dados com cadastro de login e senha. Fundamental esclarecer também que a comunicação de abertura do Cadastro em nada tem a ver com negativação do CPF do consumidor ou cobrança de dívidas.


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