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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Tratamento para câncer de próstata sem cirurgia


Método que usa o ultrassom destrói o tumor com a possibilidade de menor sequela


O Instituto da Próstata do Hospital Moriah iniciou este mês os tratamentos de câncer de próstata utilizando o ultrassom de alta intensidade denominado HiFu, por meio da tecnologia Focal One®, que combina a fusão de imagens com a terapia focal.

O tratamento é indicado para pacientes com determinado tipo de tumor, localizado e geralmente com baixa agressividade. Segundo o urologista Victor Srougi, do Moriah, “pode ser usado em pacientes que não desejam passar pela cirurgia ou radioterapia como tratamento primário”.

O ultrassom, já usado em diversos exames de imagem, neste procedimento é usado com altíssima intensidade diretamente no tumor, causando uma necrose no tecido da próstata onde está instalado, através de altas temperaturas. No entanto, por ser focalizado, o tecido sadio ao redor é totalmente preservado.

O tratamento também pode ser indicado para pacientes que tiveram uma rescidiva após a radioterapia, que é quando o tumor torna a aparecer. É um tratamento realizado sem cortes, por meio de um equipamento que processa os exames de imagem e informações clínicas do paciente e também emite as ondas de ultrassom por meio de um probe que se aproxima da próstata.

O equipamento funde as imagens de ressonância magnética da próstata do paciente, com as imagens de ultrassom feitas em tempo real, criando uma imagem em três
dimensões que permite ao médico localizar o tumor dentro da próstata com muito mais eficiência.

Para o Dr. Victor Srougi, urologista que se especializou na técnica, “O risco de incontinência urinária e impotência são substancialmente menores do que na cirurgia e na radioterapia, além de ser um procedimento que dura entre 1 e 2 horas, com alta no mesmo dia.”




Médico cardiologista une práticas de medicina tradicional e oriental para tratamentos mais eficazes


Técnicas podem ser utilizadas em conjunto no combate à dependência de álcool e tabagismo, por exemplo


A medicina oriental vem se firmando como alternativa ou recurso complementar aos tratamentos convencionais. Porém, a união das duas técnicas pode trazer resultados ainda melhores para os pacientes, especialmente em casos de doenças como transtornos de ansiedade, dependência de álcool e tabagismo.

O tratamento para a dependência tem como objetivo fazer com que o paciente consiga abandonar por completo o álcool, o cigarro ou as drogas. “Para isso, utilizamos tanto as ferramentas da medicina ocidental, com medicamentos que auxiliam no combate a ansiedade, depressão, insônia e síndrome da abstinência, quanto técnicas da medicina oriental, como a auriculoacupuntura e a acupuntura tradicional”, explica o Dr. Júlio César Kreling, cardiologista com especialização em acupuntura.

O especialista explica que utiliza essas técnicas para controle da compulsão, por meio da liberação de endorfina e serotonina no sistema nervoso, substâncias que proporcionam bem-estar. “Obtenho ótimos resultados com esse tipo de tratamento. Tenho experiência desde 1997, quando iniciei o atendimento a pacientes dependentes”, acrescenta o médico. Ele ainda ressalta que o comprometimento do paciente é um fator fundamental para o sucesso do tratamento.

A união da medicina oriental com a acupuntura faz com que o paciente se sinta mais calmo e menos irritado, além de dormir melhor e apresentar menos ansiedade. No primeiro atendimento, que dura aproximadamente uma hora, o profissional explica detalhadamente o que é a dependência, suas consequências no organismo e as dificuldades em abandonar o vício. Em seguida, começam as aplicações. Embora a sensação de dor varie de paciente para paciente, o tratamento é praticamente indolor.

Ter outros profissionais auxiliando e trabalhando em conjunto também é importante, pois o ideal é que o paciente tenha um atendimento multidisciplinar. “Em nossa clínica, desenvolvemos um tratamento em que fazem parte médico, psicólogo e nutricionista, já que os dependentes muitas vezes estão desnutridos ou têm aumento de peso quando param de fumar”, pontua o Dr. Kreling.


Sintomas e consequências da dependência

De acordo com o médico, no início o indivíduo está em “lua de mel” com o álcool, o cigarro ou as drogas, e acha que tem o controle. Os sintomas são primeiramente observados por outras pessoas, como familiares, amigos e colegas, que percebem as mudanças de fisionomia, do humor, da concentração e do sono. O que era vontade passa a ser compulsão. No caso do álcool, principalmente, os pacientes apresentam tremores e delírios que desaparecem quando eles bebem.

Em relação ao tabagismo, as consequências da dependência podem envolver problemas como câncer, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), envelhecimento precoce da pele, rouquidão e enfisema pulmonar. Os abusos do álcool podem prejudicar órgão como o fígado, o coração, os vasos e o estômago. Além disso, a dependência de álcool e drogas também acaba proporcionando o sofrimento de familiares e pessoas próximas que fazem parte da rotina do dependente.


90% dos estreitamentos das artérias renais podem reduzir ou impedir a chegada de sangue ao rim afetado

Imagem retirada da internet

Os principais fatores de risco incluem: Idade avançada, colesterol elevado, diabetes melitos, obesidade e tabagismo



Como nas obstruções das artérias coronárias do coração, os estreitamentos das artérias renais ocorrem, na maioria dos casos, em decorrência da presença de placas de gordura, conhecidos como estenoses ateroscleróticas. Este estreitamento pode reduzir ou impedir a chegada de sangue ao rim afetado, podendo levar à hipertensão e atrofia do rim, com piora ou perda da sua função.  

Alguns dos principais fatores de risco incluem: Idade avançada, colesterol elevado, diabetes melitos, obesidade e tabagismo. Também é comum que esses pacientes apresentem manifestações clínicas relacionadas à aterosclerose em outras artérias, como nas coronárias, carótidas ou dos membros inferiores. 

“O diagnóstico é confirmado por meio de exames de imagem como Ultrassom Doppler, Angiotomografia Computadorizada e Angioressonância Magnética. A arteriografia, procedimento realizado em sala de hemodinâmica no qual contraste é injetado dentro da artéria para quantificar e localizar a estenose, normalmente é reservada para guiar o tratamento por angioplastia, ” afirma o Dr. André Moreira de Assis - médico da CRIEP.

O tratamento é baseado, à princípio, no uso de medicamentos para o controle da pressão arterial. No entanto, a Angioplastia está indicada no caso de hipertensão de difícil controle, em pacientes intolerantes ao tratamento medicamentoso devido aos seus efeitos colaterais, e em pacientes com complicações relacionadas à hipertensão (edema pulmonar ou insuficiência cardíaca) ou piora da função renal.
“A Angioplastia é realizada por meio de um cateter provido de um balão ou um stent em sua extremidade, sendo introduzido através de uma artéria periférica, geralmente a artéria femoral, localizada na virilha. Em seguida a ponta do cateter é posicionada no local da obstrução. Após, o balão é inflado sob alta pressão, ” explica o médico.
Nos casos de estreitamento causado por placa de gordura, um stent é liberado nesse local visando diminuir o risco de obstruções futuras (reestenose). “O procedimento é realizado sob anestesia local, e o paciente precisa ficar internado na unidade hospitalar por pelo menos 24 horas para  monitoramento dos níveis de pressão arterial, ” finaliza o radiologista intervencionista.

 
Dr. André Moreira de Assis - médico da CRIEP - Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa - especializou-se em Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). É radiologista intervencionista do HC-FMUSP e do Hospital Sírio-Libanês, e membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice).
Instagram: @clinicacriep
Facebook: @criep.com.br


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