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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Especialista do Hospital Sepaco alerta sobre saúde das cordas vocais


Cerca de 70% da população brasileira ativa é formada por profissionais da voz, como professores, atores, músicos entre outros, fato que comprova, segundo o especialista, a necessidade de conscientizar a sociedade sobre o cuidado efetivo da saúde vocal e o uso correto desta ferramenta de comunicação.

O Dr. Paulo Lazarini, otorrinolaringologista do Hospital Sepaco, chama a atenção da população sobre a importância de estar atento a qualquer alteração que ocorra na voz. É fundamental perceber os sinais de alerta das cordas vocais para prevenir algumas doenças, principalmente o câncer de laringe, que ainda figura na lista dos principais do país.

Muitas vezes, as pessoas que costumam ficar roucas não procuram ajuda médica e optam por fazer uso de mel, gengibre ou xaropes. “Mas o que elas precisam entender é que isso já pode ser um sintoma de que algo está errado no organismo e essas receitas caseiras apenas mascaram os sintomas e não curam”, avalia o otorrinolaringologista.

A voz é o som básico produzido pela laringe, por meio da vibração das cordas vocais e, quando apresentam algum distúrbio, o indivíduo pode ter a voz alterada, comprometendo sua fala e comunicação. A disfonia pode manifestar-se na forma de dificuldade em manter a voz, cansaço ao falar, rouquidão, falta de volume e projeção, perda da eficiência vocal e pouca resistência ao falar.

Segundo o Dr. Paulo, existem algumas medidas que podem ajudar a manter a saúde da voz, entre elas estão ingerir bastante água durante o dia, evitar a automedicação e soluções caseiras, fazer repouso da voz após muito tempo de fala, além de manter uma postura correta da cabeça e do corpo durante uma conversa. Porém, a dica primordial do médico é a PREVENÇÃO: ficar atento às variações da voz e buscar ajuda de um especialista o quanto antes, pois o diagnóstico precoce possibilita um tratamento mais adequado e rápido.




Hospital Dia Sepaco
www.sepaco.org.br


Por que o frio aumenta os riscos de morte por AVC e infarto?

Com temperatura abaixo de 14ºC, doenças vasculares tendem a crescer consideravelmente. O médico Robert Guimarães explica o fenômeno e ainda aconselha como prevenir os problemas


O inverno chegou com temperaturas abaixo de 14º graus. Com isso, infelizmente o número de mortes por infarto, AVC e outras doenças vasculares aumenta excessivamente.

Por conta disso, o especialista em cirurgia vascular, endovascular e angiorradiologia, Robert Guimarães esclarece questões sobre doenças vasculares, seus sintomas, causas, prevenções e tratamentos. “Complicações vasculares são mais fáceis de aparecer no inverno por conta do aumento da pressão sanguínea, falta de hidratação e sedentarismo que o frio gera, “explica o doutor.

O especialista diz que, no frio, nosso organismo trabalha para sustentar o calor dentro do corpo, portanto as terminações nervosas da pele incentivam a formação de um tipo de substância que acelera o metabolismo para proteger os órgãos internos e evitar a perda de calor. Assim, este processo faz com que o coração utilize mais força para bombear o sangue, pois as paredes dos vasos sanguíneos se contraem, gerando um grande aumento da pressão sanguínea, causando assim, infartos e acidentes vasculares cerebral.

Robert Guimarães ainda alerta sobre a importância dos exames prévios, pois as complicações podem ser evitadas se forem tratadas com antecedência. Idosos, fumantes, obesos, diabéticos hipertensos e sedentários devem redobrar o cuidado, pois o risco é ainda maior.

“Essas e outras doenças possuem uma característica importante para precaução, ao realizar um check-up, o médico especialista pode evitar que a situação se complique com medidas iniciais, como aconselhar uma mudança nos hábitos alimentares, hidratação, atividades físicas e, caso necessário, receitar uma medicação”, salienta o cirurgião.

Afinal, o que é TDAH e como diferenciar de impulsividade


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 4% da população adulta mundial têm o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH. Só no Brasil, o transtorno atinge aproximadamente 2 milhões de pessoas adultas, afeta 6% das crianças e, no caso dos jovens, 69%.

Muitas dúvidas e até informações incorretas cercam o TDAH. O transtorno foi descrito pela primeira vez em crianças, na literatura médica, em 1902, por um pediatra inglês. Trata-se de uma doença que conhecemos há um século, mas até hoje há dificuldade em seu diagnóstico e tratamento. Ao longo das últimas décadas, ela foi incluída na classificação internacional das doenças da Organização Mundial da Saúde e no manual de diagnóstico da associação psiquiátrica americana, ambos com critérios detalhados para considerar que alguém tenha o TDAH.

Embora as causas do TDAH sejam ainda desconhecidas, admite-se que resulta de uma alteração do neurodesenvolvimento. Seu diagnóstico é feito através de uma avaliação clínica bem minuciosa com um profissional médico habilitado para que não haja dúvidas sobre o diagnóstico. Se não houver dúvidas, o tratamento do TDAH pode envolver abordagens psicológica, psicopedagógica e medicamentosa.

Na maioria dos casos, o tratamento do TDAH é feito com medicações, os psicoestimulantes, estimulantes do sistema nervoso central. São medicamentos que foram criados em laboratórios por volta da década de 40 a 50, ou seja, eles têm, pelo menos, 60 anos de uso, o que nos proporciona uma boa experiência sobre estas medicações, seja reações e efeitos colaterais como também benefícios. Isso significa que o tratamento medicamentoso é bastante seguro e, em geral, tem resultados bastante satisfatórios.


Saiba como diferenciar os sinais do TDAH de um quadro de impulsividade

O TDAH se manifesta na infância, e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM) lista dezoito sintomas que nos indicam o diagnóstico. Conheça alguns deles:

a. Frequentemente, não presta atenção em detalhes ou comete erros por descuido em tarefas escolares, no trabalho ou durante outras atividades

b. Frequentemente, tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas, como conversas ou leituras prolongadas

c. Frequentemente, parece não escutar quando alguém lhe dirige a palavra diretamente, parece estar com a cabeça longe, mesmo na ausência de qualquer distração óbvia

d. Frequentemente, não segue instruções até o fim e não consegue terminar trabalhos escolares, tarefas ou deveres no local de trabalho. Costuma começar as tarefas, mas rapidamente perde o foco e o rumo

e. Frequentemente, tem dificuldade para gerenciar tarefas sequenciais; dificuldade em manter materiais e objetos pessoais em ordem; trabalho desorganizado e desleixado; mau gerenciamento do tempo; dificuldade em cumprir prazos

f. Frequentemente, evita, não gosta ou reluta em se envolver em tarefas que exijam esforço mental prolongado, como trabalhos escolares ou lições de casa. Em caso de adolescentes mais velhos e adultos, a dificuldade está no preparo de relatórios, preenchimento de formulários ou revisão de trabalhos longos

g. Frequentemente, perde coisas necessárias para tarefas ou atividades, como materiais escolares, lápis, livros, instrumentos, carteiras, chaves, documentos, óculos ou celular

h. Com frequência, é facilmente distraído por estímulos externos (para adolescentes mais velhos e adultos, pode incluir pensamentos não relacionados)

i. Com frequência, é esquecido em relação a atividades cotidianas, como realizar tarefas e obrigações. No caso de adolescentes e adultos, o desafio está em retornar ligações, pagar contas ou manter horários agendados

Já a impulsividade apresenta seis (ou mais) sintomas que persistem por, pelo menos, seis meses em um grau que é inconsistente com o nível do desenvolvimento, e têm impacto negativo diretamente nas atividades sociais e acadêmicas/profissionais.

Vale lembrar que, neste caso, os sintomas não são apenas uma manifestação de comportamento opositor, desafiador, hostil ou uma dificuldade para compreender tarefas ou instruções. Para adolescentes mais velhos e adultos (17 anos ou mais), pelo menos nove sinais são apresentados:

a. Frequentemente, remexe ou batuca as mãos ou os pés ou se contorce na cadeira.

b. Frequentemente, levanta da cadeira em situações em que se espera que permaneça sentado

c. Frequentemente, corre ou sobe nas coisas em situações em que isso é inapropriado. (Em adolescentes ou adultos, pode se limitar a sensações de inquietude)

d. Com frequência, é incapaz de brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente

e. Com frequência, “não para”, agindo como se estivesse “com o motor ligado”. A pessoa não consegue ou se sente desconfortável em ficar parado por muito tempo, como em restaurantes ou reuniões

f. Frequentemente, fala demais

g. Frequentemente, deixa escapar uma resposta antes que a pergunta tenha sido concluída

h. Frequentemente, tem dificuldade para esperar a sua vez

i. Frequentemente, interrompe ou se intromete nas conversas, em jogos ou em atividades. A pessoa pode começar a usar as coisas de outras sem pedir ou receber permissão. Com adolescentes e adultos, pode intrometer-se em ou assumir o controle sobre o que outros estão fazendo.

Estes sintomas devem estar presentes o tempo todo, em qualquer ambiente, e precisam causar algum tipo de prejuízo funcional à pessoa, como baixo rendimento escolar ou no trabalho.  

Uma vez feito o diagnóstico na criança, o ideal é realizar um acompanhamento médico contínuo, que irá avaliar se o tratamento deve ser medicamentoso ou psicoterápico/psicopedagógico. Conforme o paciente cresce, a tendência é de que o déficit de atenção, a hiperatividade e a impulsividade diminuam, chegando até a desaparecer na idade adulta, em cerca de metade das crianças.

É importante lembrar que o diagnóstico de TDAH, seja na criança, no adolescente ou adulto, deve ser feito com rigor, levando-se em consideração todos os critérios já estabelecidos pela Associação Americana de Psiquiatria e pela Organização Mundial de Saúde. Este cuidado irá evitar generalizações indesejáveis e medicações desnecessárias, principalmente nas crianças.

Em muitos casos, os sintomas persistem na idade adulta, também levando a prejuízos funcionais vários. O reconhecimento de que o adulto pode ser portador de TDAH é relativamente recente. Os critérios diagnósticos são similares aos da infância, e o tratamento envolve abordagens medicamentosas e psicoterápicas.






Prof. Dr. Mario Louzã - médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha, e Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo

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