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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Programas de estágio apresentam média de remuneração maior que salário mínimo atual



 Modalidade é ainda mais atrativa para jovens que investem em qualificação profissional


Milhões de brasileiros têm sofrido os efeitos da mais longa recessão da história do país, com a escalada nos preços de produtos e serviços e a remuneração abaixo da inflação pela primeira vez em mais de 10 anos, as famílias buscam opções alternativas para complementar a renda e, por isso, a mão de obra mais jovem da população já está se lançando no mercado de trabalho, não só para contribuir com o orçamento doméstico, mas também para custear os próprios estudos.

É o que revela um levantamento do setor, realizado pela Companhia de Estágios, assessoria especializada no recrutamento e seleção de estagiários. Segundo a recrutadora, 36% dos estudantes que frequentam instituições privadas arcam com as mensalidades do curso, mas, com a economia do país em crise e a falta de experiência prévia, fica difícil conseguir uma oportunidade no mercado formal, por isso, os estudantes estão recorrendo aos programas de estágio que, além de serem direcionados ao complemento do aprendizado, ainda apresentam condições mais atrativas do ponto de vista financeiro e educacional.

Média nacional

O salário mínimo nacional em 2017 é de R$937,00, em vigor desde o dia 1º de janeiro. O valor subiu R$57,00 em comparação ao ano anterior, um reajuste de 6,4%, porém, a correção foi menor que a inflação, o que significa que não houve ganhos reais, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Na contramão dessa tendência, os valores registrados para a remuneração dos estagiários se mantiveram estáveis e acima da média. O estudo da recrutadora revela que, atualmente, 59% dos estudantes que participam dos programas de aprendizagem recebem uma bolsa auxilio maior que o salário mínimo atual.

Números indicam um cenário positivo para os estagiários

A pesquisa “O Perfil do candidato a vagas de estágios em 2017”, realizada no primeiro semestre do ano, contou com 2.193 entrevistados de todas as regiões do país. Segundo o levantamento 41% dos estudantes que participam do estágio atualmente recebem um valor equivalente ao salário mínimo nacional, o restante dos jovens, que representam uma parcela de 59%, recebe uma bolsa auxílio maior: 29% ganha até R$1.200; 18% recebe até R$1.500 e quase 12% dos jovens possui remuneração acima desse valor.

Mercado de estágio está cada vez mais acirrado

De acordo com Tiago Mavichian, diretor da recrutadora, no ano passado a demanda por vagas de estágio cresceu 12%, uma tendência que começou em 2014 e vem aumentando desde então: "O histórico demonstra que os jovens estão recorrendo mais ao estágio. Para se ter ideia, o número de inscritos de 2015 para 2016 foi muito significativo, pois foram quase 21 mil estudantes a mais, fechando o ano com cerca de 200 mil candidatos a vagas de estágio em todo o país".

Consequentemente a concorrência também acompanhou essa tendência: “A proporção de candidatos por vaga passou de 48 em 2015 para 66 no último ano, um aumento de 37,5%. Mas, ao contrário do mercado formal, mesmo diante dos percalços da economia, a demanda por vagas segue em ritmo mais acelerado que o fechamento de postos, o que comprova que a disputa acirrada não é apenas fruto da redução de vagas, e pode ser influenciada também pela retração da categoria celetista, que se torna ainda mais restrita para quem está ingressando na carreira profissional e ainda não tem experiência”, explica Mavichian.

Sinais de recuperação nos programas de aprendizagem

A concorrência está acirrada, tanto para quem busca uma vaga de estágio quanto para quem se candidata ao mercado formal, não está fácil para ninguém. No entanto, no caso dos jovens que recorrem aos programas de aprendizado há uma vantagem considerável: o cenário apresenta uma retomada e indica recuperação na oferta de vagas, mostrando-se a opção mais favorável no momento, diferente do mercado celetista.

De acordo com dados da Companhia de Estágios, apesar dos efeitos da crise nos últimos anos, o segundo semestre de 2016 apresentou uma perda de vagas 10% menor em comparação com o mesmo período do ano anterior e, em relação a retração registrada no primeiro semestre do último ano o resultado é ainda mais animador, pois caracteriza uma recuperação significativamente rápida. Para o diretor, esse quadro indica sinais de melhoras e se torna ainda mais relevante diante do cenário financeiro que o país atravessa.

Visão de mercado

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no último segundo semestre de 2016, o Brasil perdeu 821 mil postos com carteira assinada, e as projeções futuras não são muito animadoras, pois, segundo especialistas do setor, as incertezas políticas e os desequilíbrios fiscais em evidência atualmente são grandes fatores de vulnerabilidade para a economia nacional e retardam sua recuperação. “Diante disso o mercado formal se torna ainda mais difícil para o jovem inexperiente. Por isso o estágio tem sido a alternativa dessa parcela da população e a retomada desse segmento aumenta a perspectiva dos estudantes que estão à margem do mercado de trabalho”, opina o diretor da recrutadora.

Qualificação é um diferencial necessário

Não é preciso ter experiência profissional anterior para ingressar no estágio, esse é um direito assegurado pela lei, afinal, o objetivo do programa é proporcionar um aprendizado contínuo ao estudante para que ele possa colocar em prática tudo o que aprendeu em teoria na sala de aula. Mas, já que esse item é descartado, outros fatores são levados em consideração pelos contratantes, como a postura do candidato, as atitudes dos profissionais e as habilidades técnicas. Nesse sentido, segundo Mavichian, a qualificação é um fator de peso e compensa a inexperiência do jovem.

Mesmo que a modalidade do estágio se mostre uma alternativa promissora em tempos de desemprego no país, com mais jovens disputando os postos ofertados, os processos seletivos se tornam mais concorridos, por isso o investimento em qualificação deve ser constante. Para se destacar e garantir a vaga é necessário estar por dentro das novidades da área e antenado aos principais nichos do segmento. E, de acordo com o especialista não é preciso ter muito dinheiro para fazer isso: “Existem muitas palestras e cursos gratuitos para acompanhar as tendências do mercado, além disso a internet trouxe uma gama de oportunidades para treinamentos e cursos gratuitos, que podem melhorar a capacidade técnica dos estudantes”.

Segundo Mavichian, atualmente as empresas preferem apostar em colaboradores com muita vontade de aprender, e os jovens possuem esse perfil, prova disso é que a pesquisa da recrutadora revelou que 80,1% dos estudantes tem como principal objetivo adquirir experiencia profissional através do estágio. Por isso muitas empresas optam por aderir aos programas de estágio, em detrimento de vagas para profissionais que não acompanham a evolução do mercado, o que também aumenta as possibilidades de uma efetivação ao final do programa.












Especialista dá dicas de como investir dinheiro sem medo



Apesar de não ser a favorita dos brasileiros, especialista em Educação Financeira Uesley Lima acredita na Bolsa de Valores como alternativa animadora de investimento


Seu objetivo é ganhar dinheiro? A cada dia as pessoas têm percebido que os resultados de aplicar seu dinheiro em bons investimentos são positivos, pois contribuem para a obtenção de uma vida financeira mais estável. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), quase 70% dos brasileiros aplicam dinheiro na Poupança, sendo que 56,1% buscam evitar riscos ou perdas. Para essa pesquisa, pouco mais de 800 consumidores acima de 18 anos foram entrevistados nas 27 capitais do Brasil. A margem de erro é de até 3,5 pontos percentuais, e o intervalo de confiança da pesquisa é de 95%.

Apesar de ser a preferida dos brasileiros, a rentabilidade da Poupança é baixa, logo, oferece um retorno menor se comparado a outros investimentos de renda fixa. Ainda de acordo com a pesquisa do SPC, o investimento em Imóveis fica como segunda opção preferencial para os brasileiros (28,80%), seguido da Previdência Privada (8,9%), Fundos de Investimento (5,9%), Dólar (5,5%), CDB (1,8%), LCI (0,8%) e, por fim, a Bolsa de Valores (0,4%). Já os brasileiros que não possuem algum tipo de poupança ou investimento, 61,9% apontam como principal motivo a falta de recursos. Ainda 20,7% não acreditam que será possível economizar um valor expressivo no longo prazo e 9,9% afirmam não ter disciplina para a economia.

Apesar de o percentual de brasileiros que investem na Bolsa de Valores ser baixo, o especialista em Educação Financeira Uesley Lima aposta nessa forma de investimento. Ele é cofundador do Grupo The One, empresa criada com o objetivo de capacitar e treinar qualquer pessoa a operar na Bolsa de Valores e oferecer diversas opções em Renda Fixa. O método de ensino criado por Lima tem feito a diferença para centenas de seus alunos, por isso ele dedica grande parte de seu tempo preparando aulas e disponibilizando vídeos nas redes sociais Facebook e YouTube sobre a Bolsa de Valores. Além disso, oferece aulas gratuitas e outros treinamentos pagos sobre investimentos no portal do Grupo The One.

Para os próximos meses, a Bolsa de Valores é uma opção de investimento animadora. De modo geral, as reformas estruturais da economia animam os consumidores que compram mais. Consequentemente, os empresários também ficam animados. As projeções de lucros sobem ao passo que a indústria recebe investimentos, e as ações passam a se valorar devido à demanda dos investidores. E já que os dividendos e lucros gerados pelas empresas passam a ser mais atraentes, os juros mais baixos também favorecem as ações.

Durante o primeiro semestre deste ano, o Índice Bovespa, carteira com as empresas mais negociadas na Bolsa de São Paulo, valorizou 18,8%. Com isso, leva a crer que as ações devam continuar subindo. Para ficar por dentro das novidades sobre os números da Bolsa de Valores, opções de investimento e outros assuntos do mercado de ações, acompanhe o especialista Uesley Lima em suas redes sociais: Instagram: @uesleylima / Facebook e YouTube: The One Invest. E para conhecer mais sobre os cursos que o Grupo The One oferece, acesse: www.grupotheone.com.br




Uesley Lima - Trader da Bolsa de Valores, Consultor Financeiro, Especialista em Educação Financeira, Palestrante e Empresário. Fundou o Grupo The One com o objetivo de ensinar as pessoas com ou sem experiencia a operarem profissionalmente na Bolsa de Valores, desmistificando esse mundo que em um primeiro momentos parece distante. Através de uma linguagem simples, com conteúdo exclusivo e material de alta qualidade a The One juntamente com Lima estão mudando a forma das pessoas exergarem seus investimentos e principalmente a Bolsa. Atualmente mais de 3000 pessoas já participaram de seus cursos e workshops gratuitos em todo o país.





Câmbio: Especialista tira dúvidas de quem vai trocar dinheiro para viajar



 Diversificar moedas e comprar até R$ 10 mil são algumas das recomendações do diretor de câmbio da Ourominas


Viajar para o exterior exige planejamento financeiro e é comum que surjam dúvidas para lidar com câmbio, principalmente em meio ao atual cenário de instabilidade econômica. Para ajudar quem vai desembarcar em outro país, Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da Ourominas (www.ourominas.com), responde as principais dúvidas sobre o assunto:


Qual o limite para compra de moeda estrangeira?
Mauriciano Cavalcante (MC):
Há um limite de R$ 10 mil para compra de câmbio em espécie. Para uma quantia maior, é necessário comprovar capacidade financeira – por meio de uma declaração de algum bem, por exemplo – e a transferência é feita na conta da corretora. Nos EUA, há um limite de US$ 10 mil para entrar no país sem ter de declarar e para viajar com um valor acima é necessário declarar na Receita Federal no Brasil, a fim de evitar problemas com a Justiça americana. Cada país possui uma legislação, é preciso conhece-la bem durante o planejamento da viagem. 


É possível comprar dólar comercial?
MC: Não. O dólar comercial é usado apenas em negociações na bolsa e como referência para importações, exportações e para as taxas das moedas negociadas nas empresas de turismo. Ele não existe em espécie.


Como saber se o câmbio é justo? Dólar e Euro giram em torno de quanto?
MC: Dólar e Euro custam, em média, de 5% a 5,5% sobre o dólar comercial, já incluso o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Como a concorrência no mercado está grande, esse percentual tem se mantido estável. A melhor forma de economizar é pesquisando em diversas casas de câmbio.


Para viajar a um país cuja moeda seja diferente de Dólar ou Euro, é melhor trocar no Brasil ou lá?
MC: É interessante diversificar as moedas, mas depende do país de destino. O Dólar é bem aceito em qualquer lugar; já o Real, só em alguns. De qualquer forma, a recomendação é já sair do Brasil com a moeda local do destino, se houver essa possibilidade, pois algumas não são cambiáveis aqui. A moeda russa, por exemplo, até pouco tempo não era negociada no Brasil.


Para turistas que vão passar por vários países com moedas diferentes, como proceder?
MC: O ideal seria carregar o cartão pré-pago com as moedas que serão utilizadas, mas existem poucos no mercado que suportem uma variedade de câmbio – há apenas uma opção que possibilita levar até seis diferentes. A solução é levar Dólares - uma parte no cartão pré-pago e outra em espécie - e trocar em cada local por onde passar, apesar das desvantagens das taxas.


O que fazer com o dinheiro que sobrou da viagem? Há taxas para recompra?
MC: A recompra é garantida pelo mercado, porém, há desvalorização, pois o pagamento é feito com base no dólar comercial e com deságio de até 5%. 


Qual a antecedência ideal para comprar moeda?
MC: Sempre recomendamos que a compra seja gradual. Deixar para a última hora é arriscado, pois a variação cambial pode deixar a moeda mais cara de um dia para outro. É necessário ter paciência e sempre estar de olho nas cotações para achar os melhores momentos. E, claro, não entre em ciladas, compre sempre em uma corretora, distribuidora ou casa de câmbio autorizada pelo Banco Central. 


Dinheiro em espécie ou cartão? Qual é mais vantajoso para qual situação?
MC: Leve as duas opções. Coloque cerca de 70% da quantia no cartão pré-pago, ideal para fazer compras, e garanta 30% em espécie, para os primeiros gastos no país ou pequenas compras, como tomar um lanche ou pegar um táxi. A principal vantagem do pré-pago é que, caso haja perda ou roubo, é possível bloquear e a corretora realiza a substituição. Por outro lado, o IOF é mais caro, 6,38%, enquanto para dinheiro em espécie é de 1,1%. Além disso, o turista paga uma taxa entre US$ 2 e US$ 3 para sacar nos caixas eletrônicos. O que não recomendo é usar cartão de crédito, cujo valor a ser pago depende do câmbio no dia em que cair a fatura.






Ourominas





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