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quarta-feira, 22 de março de 2017

Mitos e verdades sobre o transplante de medula óssea



 Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular orienta sobre procedimento utilizado no tratamento de tipos de câncer de sangue como leucemia e linfoma
 

Já ouviu falar em transplante de medula óssea? O procedimento consiste em transplantar células tronco hematopoiéticas provenientes da medula óssea de um doador compatível com o paciente, como se fosse uma doação de sangue, mas sendo a doação de células-tronco. A doação é a esperança de cura para pacientes que sofrem de doenças benignas e malignas como leucemias, linfomas e tumores.

O diretor e membro do Comitê de Transplante de Medula Óssea da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Angelo Maiolino, explica que um dos desafios que o Brasil possui não é a falta de doadores e sim a falta de leitos para a realização. “Atualmente existem poucos leitos especializados para  o transplante  de medula óssea, o que dificulta a realização quando o paciente encontra doador compatível, mas não um leito”. De acordo com dados do site do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), ao todo o banco possui  quatro milhões de doadores.

O especialista ressalta ainda a importância de manter o cadastro atualizado. “Quem tem a real intenção em ser doador de medula precisa estar com o cadastro atualizado. Isso porque às vezes o indivíduo pode mudar de endereço e não ser localizado quando necessário”, finaliza Maiolino.
 

Conheça os mitos e verdades sobre o procedimento:
 

É uma cirurgia. MITO.  O procedimento é uma transfusão venosa do material coletado do doador para o paciente que precisa do transplante.
 

O doador corre riscos. DEPENDE. Os riscos que o doador corre são poucos. As complicações podem ocorrer devido ao uso de anestesia.
 

Qualquer pessoa pode doar. MITO. Se o doador tiver algum tipo de câncer, doença de sangue ou no sistema imunológico a doação pode ser comprometida. Para a doação sem empecilhos, a pessoa precisa ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde.
 

Existe um registro nacional de doadores. VERDADE. Denominado por REDOME, o banco reúne informações de pessoas dispostas a doar medula óssea a pacientes que precisam de transplante. 
 

A recuperação do doador é demorada. DEPENDE. Em média, o doador poderá voltar ao trabalho em até 24 horas. Exceto nos casos em que a atividade do individuo seja com esforço físico intenso. Neste caso, o repouso terá que ser um pouco mais extenso. 
 

É preciso de anestesia. VERDADE. Na maioria dos casos a anestesia geral é utilizada de forma que o paciente não sinta dor ou desconforto. Alguns pacientes são mais sensíveis que os outros e podem  apresentar dor de cabeça, cansaço e uma leve dor no local da punção.
 

Existem dois tipos de doação. VERDADE. Autogênico e alogênico. O primeiro acontece quando a medula é do próprio paciente e a segunda ocorre de um doador para o paciente.




 
 

TECNOLOGIA INOVADORA NO TRATAMENTO DA EPILEPSIA




Só quem convive com alguém que tenha esse distúrbio sabe que a doença não se resume apenas a convulsões espontâneas. Durante uma crise, a pessoa pode ter movimentação involuntária e até “desligamento” da realidade por alguns segundos


A maioria das pessoas que sofre desse distúrbio neurológico crônico, caracterizado por crises epilépticas recorrentes, consegue diminuir o número de crises usando uma ou mais combinações de medicamentos. Mas, quando essas medidas não são suficientes, pode-se considerar um quadro de epilepsia de “difícil controle” e aí é necessário optar por outros tipos de tratamentos como cirúrgicos ou terapias além da medicamentosa.

As crises frequentes e os efeitos colaterais das medicações podem ter um grande impacto no cotidiano afetando a vida, o desenvolvimento, as interações sociais e o futuro em geral da pessoa com epilepsia. Não é a toa que o acompanhamento psicológico, muitas vezes, faz parte do tratamento.

Com diversas causas, a epilepsia pode ter origem por traumas na hora do parto, tumores, má formações congênitas e outras. Contudo, uma coisa é fato: ela precisa ser tratada. E, para a felicidade de quem a tem e seus familiares, a Politec Saúde/LivaNova traz o Aspire SR, o novo modelo da terapia VNS que possibilita aumentar o controle das crises, com poucos efeitos colaterais e ,ainda, com melhora do humor, sentido de alerta, habilidades verbais, memória e realizações na escola.

“A terapia VNS é uma técnica adjunta a medicamentosa para melhorar a redução e/ou intensidade das crises epilépticas e também melhorar a qualidade de vida do paciente com epilepsia de difícil controle, que é uma doença crônica e o paciente precisará, muitas vezes, mais de uma terapia, que usadas racionalmente, se complementem, para que o paciente tenha melhor controle das crises e melhor qualidade de vida. Essa terapia estimula o nervo vago do paciente, na altura do pescoço, para que, então, seu cérebro seja estimulado através desse nervo para diminuir o número e intensidade das crises epilépticas, além de melhorar a qualidade de vida, como dito acima”, explica a farmacêutica Cleudi de Souza Pereira, especialista de produto da Politec Saúde.


Desvendando a terapia VNS
Através da terapia VNS, o Aspire SR proporciona um efetivo controle das crises para muitos pacientes e tem efeitos colaterais mínimos em praticamente todos os casos. Indicado para ser usado como uma terapia adjuvante na redução das crises epilépticas em pacientes - cuja doença é dominada por crises parciais (com ou sem generalização secundária) ou crises generalizadas que são refratárias aos medicamentos antiepilépticos, ele detecta o aumento da frequência cardíaca associada a crises, além de promover estímulos automáticos baseado nesse aumento, presente em 82% dos pacientes com epilepsia. O condutor desse pequeno aparelho, envia minúsculos impulsos elétricos ao eletrodo ligado ao nervo vago esquerdo situado no pescoço e responsável por enviar impulsos à partes do cérebro e assim ajudar a prevenir as irregularidades elétricas que causam as crises. “Essa identificação do aumento da frequência cardíaca na crise permite que um estímulo extra seja enviado para o nervo com o objetivo de abortar a crise e o paciente ter uma melhora ainda maior na redução das crises e sua qualidade de vida”, complementa Cleudi.


Como é a implantação
A cirurgia é rápida e simples, geralmente realizada sob anestesia geral. Através de uma pequena incisão o gerador de pulso, com aproximadamente 45 mm de largura por 32 mm de comprimento por 7 mm de espessura, é implantado sob a pele abaixo da clavícula esquerda ou próximo da axila esquerda. Por uma segunda incisão, desta vez no pescoço, são fixados dois pequenos eletrodos ao nervo vago esquerdo. Após a cirurgia, além das duas pequenas cicatrizes devido às incisões, nota-se apenas uma leve elevação na pele do peito onde foi implantado o aparelho que, duas semanas depois da cirurgia é ativado no consultório do neurologista para gerar pequenos impulsos elétricos automaticamente, 24 horas por dia com a frequência adequada à necessidade do paciente. A bateria do gerador da Terapia VNS dura, em média, cinco anos, dependendo da programação dos estímulos. E a troca é realizada em uma cirurgia simples, na qual é substituído o gerador implantado no tórax por um novo. 






Avanço na legislação ambiental não se traduz na prática do tratamento de efluentes no Brasil, diz Abetre



Segundo o diretor da entidade, Diógenes Del Bel, um dos entraves é o foco demasiado dos órgãos ambientais no licenciamento, em detrimento da fiscalização e da gestão ambiental

Entidade defende implantação de instrumentos de controle e monitoramento dos poluentes lançados pelo setor produtivo no País 


Embora a legislação ambiental brasileira na área de recursos hídricos esteja alinhada às tendências globais, seus resultados práticos em termos de redução da poluição pelo lançamento de efluentes industriais e esgotos sanitários ainda são decepcionantes. A avaliação é do diretor de efluentes da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), Diógenes Del Bel.

Segundo Del Bel, o Brasil conta com empresas de alta capacitação tecnológica em tratamento de efluentes industriais, mas os órgãos ambientais não têm conseguido dar eficácia legal às políticas públicas de meio ambiente. “Nosso atraso em tratamento de esgotos sanitários é o exemplo mais gritante dessa distância entre legislação e prática”, ressalta. 


No Dia Mundial da Água, comemorado em 22 março, Del Bel lembra que o principal entrave no Brasil é o foco demasiado, por parte dos órgãos ambientais, no licenciamento em detrimento da fiscalização e da gestão ambiental.

“O principal objetivo da gestão ambiental pública é exercer controle preventivo e corretivo sobre o conjunto de variáveis que impactam a qualidade do meio ambiente e a saúde pública, como, por exemplo monitorar a carga e a concentração de substâncias poluentes lançadas pelas indústrias”, comenta Del Bel.

“A melhor forma de exercer esse controle é por meio de uma gestão baseada em sistemas de informação que gerenciem dados declarados pelos empreendimentos", acrescenta. É por isso que a entidade defende, há tempos, a implantação de um instrumento de controle. “Um sistema com dados recentes e frequentes sobre as variáveis de interesse abriria aos órgãos ambientais um novo universo de análises e de instrumentos de atuação. Logicamente, com harmonização e integração entre os estados”, comenta Del Bel.
“O estado de Santa Catarina é pioneiro nessa iniciativa, e já estabeleceu um acordo de cooperação com o Rio de Janeiro para transferir sua experiência bem sucedida”, finaliza. 






Sobre a Abetre
Fundada em 1997, a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre) congrega as principais empresas especializadas em tecnologias de proteção ambiental em resíduos sólidos, tais como disposição em aterro, co-processamento, incineração e outros tratamentos térmicos ou biológicos. As unidades operacionais de suas associadas e coligadas representam cerca de 25% das plantas em operação, 60% do segmento de resíduos urbanos e 80% do segmento de resíduos industriais em relação aos serviços de destinação prestados por organizações privadas.





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