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quarta-feira, 22 de março de 2017

Nove a cada dez pessoas que têm apneia do sono não sabem que sofrem desse distúrbio. A Philips estima que os casos têm aumentado na América Latina.



·        Como parte do Dia Mundial do Sono, a Philips alerta a população da América Latina sobre a necessidade de tomar as medidas necessárias com o objetivo de prevenir, diagnosticar e tratar a apneia do sono. 

·        Cerca de 10% da população adulta mundial sofre de apneia do sono[1]



Todos os anos, são realizados esforços com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do sono para a saúde e sobre a necessidade de educar a população sobre os distúrbios do sono, a fim de encorajá-los a tomar as medidas necessárias caso sofram desse distúrbio. No entanto, as estatísticas não têm mostrado melhoras, e muitas pessoas que têm esse distúrbio continuam sem ser diagnosticadas. No caso da apneia do sono, 90% das pessoas que sofrem desse distúrbio não sabem[2].

Por isso, este ano, novamente, a Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA) se junta à iniciativa da Associação Mundial de Medicina do Sono, “Dormir profundamente Alimenta a vida”. Como parte do apoio, a Philips compartilha dados informativos sobre como reconhecer os sintomas da apneia do sono, dicas de prevenção, bem como opções de diagnóstico e tratamento.

"A apneia do sono é um verdadeiro problema de saúde pública, do qual a América Latina não consegue se livrar. Embora seja um distúrbio muito comum, apenas 5% dos afetados procuram uma solução em uma consulta médica formal", disse o Dr. Eduardo Borsini, médico pneumologista do Hospital Britânico de Buenos Aires. Argentina. “Como provedores de serviços de saúde, temos a responsabilidade de promover o conhecimento sobre esta doença, educando a população no sentido de que não se trata apenas de um cansaço comum, e também precisamos combater a percepção cultural de que o sono não é uma prioridade para a saúde”, salientou.

No momento, existem sinais de melhora na América Latina. A Philips estima que, nos últimos anos, as vendas de equipamentos de diagnóstico de distúrbios do sono aumentaram 31% na região. Isso indica que o conhecimento sobre os distúrbios do sono, como a apneia do sono, está aumentando, e a população está mais ciente desse problema.


O que é a apneia do sono e como podemos reconhecer seus sintomas?
A apneia do sono é caracterizada por breves interrupções da respiração durante o sono. Geralmente, esses episódios duram 10 segundos ou mais e ocorrem várias vezes durante a noite. Os sintomas mais comuns são: 

-          Sonolência excessiva.

-          Sono inquieto.

-          Ronco intenso. 

-          Mudanças de humor, como ansiedade e depressão. 


Quais são as medidas preventivas?
Adotar uma dieta saudável, fazer atividade física e não fumar são algumas medidas preventivas que podem reduzir a probabilidade de desenvolver apneia do sono. No entanto, as medidas preventivas não são suficientes, uma vez que o distúrbio pode afetar qualquer pessoa.


O que fazer se apresentar os sintomas?
O grande problema com a apneia do sono é que, na maioria das vezes, os sintomas passam despercebidos, já que muitas pessoas os associam com doenças comuns. Dessa forma, a doença não é diagnosticada. Para a Dra. Lessly Vargas, delegada regional da Sociedade Mundial do Sono na Colômbia, “a polissonografia é um exame recomendado quando a pessoa apresenta sintomas relacionados com o distúrbio do sono. Este é um exame muito completo, uma vez que permite que os especialistas façam leituras de respiração, eletroencefalografia, eletrocardiogramas e de movimento de pernas, oferecendo uma percepção completa da sintomatologia para um diagnóstico adequado”. 


Como se trata a apneia do sono?
Em caso de diagnóstico positivo de apneia do sono, uma parte do tratamento consiste na mudança do estilo de vida, com a modificação da dieta, prática de atividades físicas, não consumir bebidas alcoólicas e não fumar. Além disso, é recomendável usar um CPAP (aparelho de Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas) para dormir.

O uso do CPAP apresenta uma alta taxa de sucesso no tratamento da apneia do sono, mas a experiência com a máscara, pelo seu tamanho e barulho, pode ser desconfortável para o usuário.

Como uma solução inovadora, a Philips oferece o DreamWear, parte da linha DreamFamily. Esta máscara CPAP dá a sensação de não estar usando uma máscara, mas oferece os mesmos benefícios e resultados, permitindo que os pacientes durmam na posição que preferirem. A máscara é complementada com a solução completa DreamStation. Essa solução proporciona tranquilidade e apoio aos pacientes durante a sua adaptação e realização de terapia. Pelo seu design inovador e exclusivo, em 2016, o DreamWear recebeu o prêmio InDesign.





Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA)




[1]Young T, et al. Epidemiología de la apnea obstructiva del sueño: una perspectiva desde la salud de la población. AJRCCM 2002; 165:1217-1239.
[2] Young T, et al. Epidemiología de la apnea obstructiva del sueño: una perspectiva desde la salud de la población. AJRCCM 2002; 165:1217-1239.





NOVIDADE: ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA REPETITIVA



Conheça o tratamento para depressão quase sem efeitos colaterais - Quando o paciente não responde bem aos remédios, a EMTR pode ajudar a melhorar os sintomas

Técnica não invasiva e quase isenta de efeitos adversos, a Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (EMTR) é regulamentada para uso clínico desde 2008 nos EUA, há pouco no Brasil, e tem eficácia comprovada para casos em que pacientes depressivos não respondem bem aos remédios. Mas o tratamento — aprovado também para o alívio de alucinações auditivas causados por esquizofrenia — ainda é desconhecido da maioria dos pacientes.

Em geral, é indicada (a EMTR) para aquelas depressões que não respondem bem a pelo menos dois ciclos de tratamentos com fármacos. São os casos que a gente chama de depressão resistente ou refratária — afirma o psiquiatra Leonard Verea, que aplica a técnica em seu consultório.

A EMTR é diferente de outra já existente, mais antiga e também aprovada para uso clínico no Brasil: a eletroconvulsoterapia (ECT). As duas se baseiam em estimulação cerebral, mas a ECT costuma levar consigo o preconceito de "tratamento de choque". Vale ressaltar que há um certo estigma em torno da ECT, e de fato pode trazer alguns efeitos colaterais, alterações cognitivas e de memória no longo prazo. E a preparação é mais trabalhosa (o paciente deve ser anestesiado). Já na EMTR, o trabalho é praticamente indolor, sem anestesia, e o paciente fica acordado durante as sessões.

Na EMTR, a primeira sessão é de avaliação, quando se busca descobrir se o paciente apresenta contraindicações. Os parâmetros são medidos, assim como o cérebro, para localizar a região específica a ser estimulada, que fica marcada em uma touca. Então, são marcadas as sessões. O paciente chega e veste a touca que vai usar do início ao fim do tratamento. Com isso, é possível posicionar a bobina sempre no mesmo lugar. Tem de estimular sempre o mesmo ponto — conta Verea.

Cada sessão pode variar de 15 a 30 minutos. E não há contraindicação para atividades posteriores da pessoa em tratamento, como dirigir, por exemplo. Alguns pacientes podem referir no início do tratamento um pouco de náusea, dor de cabeça.

O tratamento leva, em média, 15 ou 20 sessões diárias, depois duas vezes por semana por mais 10 ou 15 sessões, aí depois se vai reduzindo até cessar, em torno de seis a nove meses.

Além da depressão, são pesquisadas mais aplicações na área psiquiátrica, como ação sobre outros sintomas de esquizofrenia, transtornos ansiosos e obsessivo-compulsivos e bipolaridade.
Também a área neurológica tem futuro promissor nas técnicas de estimulação, com possível ação em casos de síndromes dolorosas e recuperação pós acidente vascular cerebral (AVC).

Indicações e contraindicações da EMT

— É reservada para casos em que a medicação não deu certo ou quando ocorre metabolização rápida dos remédios.

— Estudos mostram que a técnica tem uma eficácia comparável aos remédios. Pelo menos 70% dos pacientes têm um bom resultado com sessões de EMT.

— Quase ausência de efeitos colaterais. Extremamente segura, não traz danos a órgãos colaterais, como fármacos podem causar.

— Pessoas com dispositivo eletrônico ou metálicos na cabeça, principalmente implante coclear (auditivos), não devem fazer as sessões. O campo magnético pode de alguma forma interferir no funcionamento do aparelho.

— O campo magnético chega a até 2cm de profundidade. Pacientes com implante dentário, assim como portadores de placas de titânio, podem fazer o tratamento sem contraindicação.






Dr. Leonard F. Verea – CRM- 51.938 - médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática, Hipnose Dinâmica e no tratamento com Estimulação Eletromagnética Transcraniana. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap. Autor do livro “Eu não sou assim, estou assim”.




Brasil tem índices alarmantes de depressão e ansiedade



Brasil tem índices alarmantes de depressão e ansiedade Segundo a organização, país está entre os cinco mais incidentes do mundo – São mais de 18 milhões de pessoas nessa situação

Um levantamento sobre depressão publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que 264 milhões de pessoas no mundo sofrem com transtornos de ansiedade. O Brasil tem mais de 9% da população com algum transtorno de ansiedade, ou seja, quase três vezes mais que a média mundial. São mais de 18 milhões de pessoas nessa situação.


DEPRESSÃO NO IDOSO

Não faz muito tempo. Dizia que o Brasil era um "país jovem", boa parte de sua população tinha menos de 30 anos de idade. No entanto, uma rápida mudança vem ocorrendo nos últimos anos, tanto no Brasil, como no mundo em geral. O numero de idosos (pessoas acima de 65 anos de idade, a chamada terceira idade) vem crescendo rapidamente na população. No Brasil havia cerca de 10 milhões em 1990; esse numero deve chegar a 15 milhões no ano 2000 e 34 milhões em 2025.

Entre as principais doenças mentais que atingem os idosos está a depressão. É uma doença freqüente em todas as fases da vida, estimando-se que cerca de 15% dos idosos apresentem alguns sintomas depressivos e cerca de 2% tenham depressão grave. Esses números são ainda maiores entre os idosos internados em asilos ou hospitais. Idosos portadores de Depressão apresentam aumento no risco de futuro desenvolvimento de uma demência, por exemplo Alzheimer e doença Vascular, sem contar quer idosos com Depressão estão em maior risco de suicídio do que jovens. Todos os transtornos depressivos são diagnosticados com base no histórico do paciente e nos seus sintomas.

A Depressão Maior é a forma mais grave de depressão e é aquela que pode apresentar um grande risco de suicídio. É caracterizada pela recorrência de episódios depressivos maiores. Um episódio depressivo maior é caracterizada por pelo menos um dos sintomas principais e um total de pelo menos cinco sintomas (sintomas maiores e menores somados), durante pelo menos duas semanas e, na ausência de uma condição médica geral ou de drogas que possam explicar melhor os sintomas. O paciente também não pode ter apresentado um episódio de mania, uma vez que isto aponta para outro tipo de doença, o Transtorno Afetivo Bipolar, que tem outro tipo de tratamento e evolução.

Os sintomas também não podem ser melhor explicados por luto, caso em que eles têm de ser prolongados por mais de dois a três meses para serem considerados um episódio depressivo maior.

O transtorno distímico é caracterizado por uma depressão crônica, porém menos grave do que a depressão maior. O paciente que tem distimia relata humor deprimido ou anedonia perceptível pelas outras pessoas na maior parte do dia na maioria dos dias por 2 anos ou mais. Sono ou alterações do apetite, baixa auto-estima e baixo consumo de energia são outros sintomas comuns. Sendo uma forma menos grave de depressão, a distimia pode deixar de ser diagnosticada por um longo tempo, causando perda da qualidade de vida sem prejudicar o funcionamento com intensidade suficiente para uma suspeita óbvia, mas prejudicando em muito a vida da pessoa, que pode ter seu desempenho profissional ou pessoal gravemente prejudicados sem que ninguém suspeite de uma doença.

Um episódio depressivo menor é caracterizado pela presença de menos de 5 sintomas (como no caso do episódio depressivo maior) e este também não se encaixa na duração de pelo menos dois anos para ser caracterizada como distimia. Assim, consideramos que um paciente apresenta um episódio depressivo menor se as condições para um transtorno depressivo maior estão presentes, mas o número de sintomas varia de 2 a 4, incluindo um sintoma grave.

Atualmente, os critérios oficiais de diagnóstico do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiatria não incluem depressão menor e este conjunto de sintomas seria caracterizado como uma depressão inespecífica.

Também importante quando pensamos em indivíduos idosos é considerar a questão do luto. O luto pode provocar praticamente todos os sintomas de um transtorno depressivo maior, mas isso é considerado uma situação normal de auto-ajuste a uma nova situação muito difícil, uma forma como a nossa psicologia reage e se reorganiza após uma grande perda. O luto normal, em seus sintomas exacerbados, é limitado a dois ou três meses. A manutenção prolongada de sintomas exacerbados por um período muito maior pode levantar a suspeita de uma situação de luto patológico (anormal), ou mesmo da abertura de um quadro depressivo associado à experiência do luto. Da mesma forma, sintomas depressivos gravemente incapacitantes durante o período normal de luto podem levantar a mesma suspeita. Em todos os casos de dúvida, o médico especialista deve ser consultado, pois o diagnóstico precoce destas condições abrevia em muito o sofrimento de quem passa por elas.






Thiago Monaco - geriatra, Professor Doutor da Disciplina de Geriatria da Faculdade de Medicina da UniNove.
Al. dos Jurupis, 452, cj 64, Moema, São Paulo - SP




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