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quarta-feira, 22 de março de 2017

Dia mundial de combate à tuberculose: conscientize-se sobre a doença que mata 4,5 mil pessoas por ano no Brasil




Apesar de ter cura, a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo, superando a AIDS


Neste dia 24 de março é comemorado o Dia mundial de Combate á Tuberculose. Mesmo com tratamento completo oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são registrados 70 mil novos casos por ano e aproximadamente 4,5 mil óbitos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde . Toda atenção é necessária para diagnosticar a tuberculose, a doença infecciosa mais mortal do mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A tuberculose é uma inflamação bacteriana no pulmão. Tem como principais sintomas a febre constante, tosse prolongada, cansaço excessivo, falta de apetite e, nos casos mais graves, tosse com sangue e pus. Pode ser transmitida pela tosse ou até mesmo a fala de alguém infectado. Acomete principalmente os pulmões, mas também pode afetar outros órgãos como pleura e rins. 

O tratamento é longo, pode durar seis meses, mas, a depender do caso, o paciente pode apresentar melhora significativa logo nas primeiras semanas. A pneumologista da Aliança Instituto de Oncologia, Dra. Lícia Stanzani adverte que é necessário realizar o tratamento durante todo o período mesmo diante da aparente melhora, caso contrário a doença pode voltar ainda mais forte.

“Normalmente, o tratamento dura seis meses. Se o paciente interromper precocemente o processo, há risco do bacilo da tuberculose se tornar resistente e então o o prazo pode aumentar para nove meses até um ano”. Quando realizado corretamente, o percentual de cura é animador: 88% dos infectados conseguem se livrar da doença.

Saiba mais sobre a tuberculose:


Diagnostico
É realizado pelo histórico de adoecimento da paciente e também por exame clínico, mas deve ser confirmado por testes específicos, como a baciloscopia, a cultura do escarro e também com raio-X do tórax. 


Prevenção
A principal forma de prevenir é com a vacina BCG, aplicada no primeiro mês de vida da criança. A vacina diminui as chances de desenvolver formas graves da doença, como a meningite tuberculosa.


Tratamento
Se dá em duas etapas. Nos dois primeiros dois meses é tratado com quatro drogas – rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Nos outros quatro meses a pessoa usará apenas duas drogas - a rifampicina e a isoniazida. É a fase que mantem a doença sobre controle.


Transmissão
A doença é transmitida de pessoa para pessoa por meio da tosse e do espirro, quando ocorre a inalação de gotículas contaminadas com o bacilo.



Imagem: Shutterstock





terça-feira, 21 de março de 2017

CARNES VENCIDAS OU DETERIORADAS - PERIGOS PARA A SAÚDE



Todo alimento tem um prazo de validade, o que não difere das carnes, extremamente perecíveis, necessitam de ações especiais para sua conservação como o congelamento, refrigeração, salga, entre outras técnicas. Acima de duas horas a temperatura ambiente, os microrganismos presentes passam a aumentar significativamente alterando as características deste produto com o passar do tempo, estas alterações começam a ficar cada vez mais visíveis como alteração da cor (passando para esverdeado ou azulado), aspecto pegajoso (pelo crescimento das bactérias), odor desagradável (o que nós chamamos de odor de carne podre).

A adulteração na carne, isto é, uso de carnes vencidas ou não higiênicas , compreende mascarar estas alterações visíveis na "carne estragada", São proibidas por lei, como por exemplo a adição de sulfitos que proporciona coloração vermelha e aparência fresca eliminando odor de deterioração , mas pode causar reações alérgicas além de suspeitas de ter poder cancerígeno. Os aditivos são proibidos nas carnes frescas (refrigeradas ou congeladas), justamente por mascarar a qualidade.


A inspeção das carnes visa descobrir a presença, no animal, de várias doenças como tuberculose, cirrose, cisticercose e hepatite. Alem das condições de higiene da carne, contaminação fecal.
O uso de carnes vencidas, adulteradas, deterioradas ou não inspecionadas pode acarretar em graves perigos para a saúde como:


Utilização de carnes provenientes de animais doentes, como tuberculose. A presença de cisticercos pode levar a teniases (verminoses) no homem.


A falta de higiene nos processamentos das carnes pode levar a contaminações provenientes de fezes como:
Bactérias - Clostridium pergringens (toxiinfecções alimentares - diarréias, colicas abdominais) , Escherichia coli patogênicas (diarréia, sangue nas fezes, sindromes hemolíticas uremicas, morte), Salmonellas (diarréia, febre, vômitos e morte), Enteroviroses - diarréia, vômitos


Os principais afetados serão as crianças, os idosos, as grávidas e os imuno deprimidos (pessoas com câncer, AIDS, transplantados, etc).
Trata-se portanto, de problema gravíssimo de saúde pública e de falta de consciência e responsabilidade perante a população.








Roberto Martins Figueiredo
Dr. Bactéria (Microbiotecnica)




As liberdades civis e a Lava Jato



Certas coisas só têm seu valor percebido quando não existem ou são perdidas. Em março de 1917, há exatos 100 anos, o czar Nicolau II foi deposto pela Revolução Russa, que chegava ao poder prometendo um governo democrático, não opressivo e defensor da propriedade privada. No fim daquele mesmo ano, a segunda fase da revolução consolidava o poder do Partido Bolchevique, sob a liderança de Vladimir Lenin.

Em 1924, após a morte de Lenin, o novo governo assume tendo Stalin como líder absoluto, e este implanta uma ditadura sanguinária, em que as pessoas são caçadas, torturadas e assassinadas sem acusação formal, sem processo e sem direito de defesa. As expropriações de terras e os confiscos de propriedades privadas, seguidos do assassinato puro e simples dos insurgentes e suas famílias, começam a mostrar àquele povo o quão terrível é viver sem liberdades civis.

O conjunto de liberdades civis compreende o direito à liberdade individual, à privacidade, à propriedade privada, à livre expressão e ao livre exercício religioso. Essas liberdades existem para proteger os indivíduos contra o abuso do poder estatal. No balanço de forças, o Estado é o gigante armado e o indivíduo é a formiga sem armas, razão por que é necessário limitar os poderes do governo e, na prestação da justiça, garantir um processo jurídico regulado por formalidades e restrições processuais que protejam os inocentes do arbítrio das autoridades.

Em uma sociedade livre, alguém somente pode ser acusado, investigado, indiciado, denunciado, julgado, condenado e preso desde que todos os agentes de Estado – polícia, promotores, juízes, desembargadores etc. – estejam submetidos à Constituição, às leis, à obrigação de provar suas acusações, garantindo-se ao acusado o direito de ampla defesa e contraditório e, diante da sentença de um juiz de primeiro grau, o direito de recurso ao tribunal de segunda instância e, conforme o caso, à terceira instância.

De vez em quando ouvimos que a Lava Jato é fascista e que o juiz Sergio Moro só manda prender gente do PT. Quem faz esse tipo de afirmação desconhece o “devido processo legal” e não entende que a polícia e o Ministério Público investigam, apuram fatos, produzem provas, ouvem testemunhas e, se os promotores julgarem ter base para denunciar o acusado, eles oferecem denúncia ao juiz, a quem cabe aceitar ou não a denúncia. Se aceitar, o acusado vira réu e segue-se um longo processo de acusação e defesa, tudo com base nas normas do Código de Processo Penal.

Em um Estado de Direito é assim que funciona, e isso nada tem a ver com ditaduras fascistas, nas quais o direito de defesa não há ou, quando há, é uma farsa. Ditadores mandam matar e pronto. Ou não foi assim na ditadura cubana, tão amada pelas esquerdas brasileiras? Em sociedades livres, o juiz não toma iniciativa de acusar nem processar ninguém. Não é esse seu papel. O juiz só atua se lhe chegarem processos que tenham passado por todas as etapas anteriores; ele tem de seguir as leis do processo e, se cometer excessos, o réu tem mais duas instâncias para recorrer.

Em uma sociedade civilizada, as liberdades civis e o devido processo legal são pilares da prosperidade material e do bem-estar individual. A defesa que os liberais fazem do capitalismo baseia-se no fato de que é o melhor sistema para produzir riqueza, mas também por ser o único sistema baseado na propriedade privada, sem a qual não há liberdades civis. O socialismo marxista é o inverso de tudo isso.




José Pio Martins , economista, é reitor da Universidade Positivo (UP).



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