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sábado, 13 de agosto de 2016

Comemore o Dia dos Solteiros e seja feliz!






Psicanalista explica a importância desse dia e porque deve ser comemorado sem medo
 
Muita gente não sabe, mas o Dia dos Solteiros é comemorado no dia 15 de Agosto. Dizem que a data não é muito divulgada pela mídia por falta de apelo comercial, como o Dia dos Namorados. Costumam dizer que os solteiros não vão gastar dinheiro com presentes nessa data. Por que não? E os presentes para si mesmos? Por que não comemorar o amor próprio?

Andreia Rego, psicanalista e coach de Desenvolvimento Humano, afirma que pessoas solteiras não deveriam ter medo de abraçar a data, a vida. “Não é vergonha nenhuma estar solteiro. É fundamental se amar primeiro, antes de amar outras pessoas.” E segundo a especialista, a melhor época para se descobrir, é durante a solteirice.

“Quando se está em um relacionamento, você não tem a mesma liberdade de quando não está com alguém. E, querendo ou não, em um envolvimento amoroso, o ‘eu’ se transforma em ‘nós’ e as personalidades se misturam. Se você não tiver a sua muito bem pré-definida, você acaba se perdendo na relação. Isso não é saudável.”, explica a coach.

Ainda segundo a especialista, pessoas que sempre estiveram em um relacionamento ou que terminam um e imediatamente após começam outro, acabam se tornando dependentes dos parceiros por não se conhecerem profundamente e não saberem o que são capazes de fazer sozinhas. “Estar solteiro faz parte do processo de autoconhecimento. 
E ajuda quando eventuais relacionamentos acabam. A pessoa que conhece suas habilidades individuais, sofre com a falta da outra, mas sabe que não depende dela porque é capaz de ser feliz também sozinha.”, conclui.

Sempre que você não estiver em um relacionamento, aproveite! Marque viagens com os amigos, desligue o celular sem medo de possíveis DR’s, durma na diagonal na cama, chegue em casa de manhã nos finais de semana, conheça pessoas novas...E aprecie a sua vida! Aproveite para descobrir aquilo que gosta, faça planos e os coloque em prática!

No Dia dos Namorados, as pessoas não compram presentes para quem amam? No Dia dos Solteiros também. Se presenteie! E a melhor parte desse presente é que não tem como errar.



Andreia Rego - Psicanalista e Coach de Desenvolvimento Humano
Instagram: Andreia Rego
Celular: 21 99941.9950

3 dicas para identificar e reverter os relacionamentos ruins




Coach de relacionamento destaca os tipos de relações que existem nos dias de hoje

Existem vários tipos de relacionamentos. A fisioterapeuta Cátia Damasceno, especialista em uroginecologia e criadora do programa Mulheres Bem Resolvidas, listou alguns tipos de relações baseados e toda sua experiência como coach, após ajudar mais de 150 mil mulheres a se tornarem mais confiantes, com uma vida sexual e amorosa mais saudável. Os casais que olharem com atenção conseguem identificar em qual categoria se encaixam.

1 - Relacionamentos Cerquinha: é um relacionamento que não parece ser de verdade. É chamado de “cerquinha” porque uma pessoa dentro da relação (ou as duas) não sabem nomear o relacionamento (estão ficando e se apresentam como amigos, mas não sabem ainda se estão namorando). Dica para reverter: conversar bastante e alinhar as expectativas entre o casal, para saber o que cada um quer e se vale a pena seguirem juntos.

2 - Relacionamento Pamonha: quando o casal está na monotonia, não existem mais surpresas nem novidades e perdem o interesse um pelo outro. Não há vontade de intimidade porque ambos já “enjoaram” e não veem novidade no relacionamento. Chegam ao ponto de preferirem outras companhias às do parceiro. Dica para reverter: buscar momentos para que os dois fiquem sozinhos e se reconectem, buscar novidades, sair da rotina, viajar, entre outras coisas que aproximem o casal.

3 - Relacionamento Ploc: quando o casal deixa de dar beijos de verdade e só ficam nos "selinhos". Gradativamente, o casal passa a ter menos intimidade e para de se interessar um pelo outro. Embora possa manter conversas triviais e a respeito dos filhos ou das contas, não repete esta energia com entusiasmo na intimidade. Dica para reverter: está é bem simples: beijar muito! Não existe melhor termômetro na relação do que dar beijos quentes e amorosos.

4 - Relacionamento Encantado: é como se estivesse num dia lindo, com o céu azul e cheio de nuvens. Por isso, este relacionamento é praticamente perfeito, pois permite a plenitude de uma relação repleta de felicidade, carinho, intimidade e novidades constantes. Dica para continuar assim: sempre conversarem, darem espaço para a individualidade de cada um e sempre se cuidar, amar a si próprio para manter a autoestima lá em cima, e consequentemente amar e ser feliz com o parceiro.


Por que nos apaixonamos?




Sempre que nos apaixonamos, a sensação é de como se tivéssemos feito um mergulho de cabeça no caldeirão de alguma bruxa, no ponto máximo da ebulição. Sentimos algo como se fosse um rebuliço prazeroso, ao mesmo tempo explosivo, e que vem com tanta força que o mundo lá fora fica parecendo lento e distante. Isso acontece dentro de nós e simultaneamente dentro da pessoa da nossa relação!
Outro fator interessante a saber, é que a energia que rola para o apaixonado, via de regra, sempre ocorre na reciprocidade e nunca de modo unilateral.
Quando nos sentimos apaixonados, somos acometidos pela forte sensação de que nossas necessidades mais profundas, nossas fantasias e os nossos desejos secretos, finalmente terão espaço para acontecer. Essas possibilidades são tão fortemente ativadas, que tudo à nossa volta fica parecendo como se fosse um flash de uma foto, tirada num precioso e mágico momento de êxtase. É promessa de materialização de toda a nossa plenitude existencial.
Por conta da magnitude desse tipo de experiência, nossa percepção para tudo que está além do estado de apaixonamento fica alterada. Por algum tempo costumamos perder o apetite e todo o resto, as coisas em geral incluindo o planeta parecem rodar em câmera lenta. Sensações e sentimentos inexplicáveis que apenas quem já passou por essa maravilhosa experiência entende como que é.
Destrinchando e indo um pouco mais a fundo, nos subterrâneos deste cenário portanto, podemos observar que na situação de apaixonados, invariavelmente, projetamos todas as nossas necessidades na pessoa da nossa escolha, assim como a recíproca do outro vem exatamente na mesma ordem de funcionamento.
Como decorrência deste fenômeno, é fato que em algum momento iremos despertar e quando acordarmos, certamente, perceberemos que o outro é um ser independente e que por vezes, em muitos aspectos, bastante diferente daquilo que imaginamos ou idealizamos. Se conseguirmos sustentar as diferenças e mesmo assim continuarmos a admirar os nossos parceiros, o amor em sua expressão maior terá espaço para o cumprir um verdadeiro florescimento. Mas, se em vez disso, ficarmos negativamente impactados ao vermos a realidade dos nossos investimentos afetivos bem diferente daquilo que concebemos no período do apaixonamento, fatalmente ocorrerão as dores dos desencontros, rupturas, e por fim, as desilusões.
Um aprendizado da experiência humana como se fosse a repetição da saída da barriga da mãe, ou seja, o nascimento. A repetição do ciclo (trauma?) de quando temos o suprimento de tudo que necessitamos para a nossa sobrevivência e abruptamente sofremos uma ruptura, em que somos “obrigados” ou nos sentimos jogados no mundo só e independente, sem a simbiose e tendo que lidar sozinhos com tudo o que vem pela frente. Muitas pessoas não lidam bem com esse ciclo e como se estivessem revivendo uma situação traumática, acabam doentiamente se repetindo de modo indefinido. Nesses casos, é fundamental o auxílio terapêutico para que possam seguir em frente com as suas vidas sem o vício do apaixonamento, sem as dificuldades depressivas e sem a sensação de vazio e de solidão de quando estão sem ninguém, à mercê de si mesmas.
Por toda vida, de algum modo estaremos sempre repetindo este padrão inicial de vida, onde ora estaremos juntos, ora não. Isso ocorre no apaixonamento pelo outros, na união sexual e em muitas outras situações pelas quais em alguns momentos ficamos com um, com o outro e depois voltamos ao um. Outro exemplo é na experiência criativa, na qual a princípio existe uma união com o que se cria e na sequência passa a se observar a criação fora de si mesmo.

O grande aprendizado é aprender a lidar com os momentos de união e de ruptura.
Infindáveis vezes ocupamos a mesma cama de algum projeto que estamos vivendo e ficamos nessa situação até o momento da separação, faz parte da experiência humana.
A fim de termos a reflexão sobre o aprendizado da experiência pela qual estamos passando, funcionamos como um ímã que atrai e repele. Agiremos desta forma até aprendermos a lidar com o outro, que pode ser uma pessoa ou qualquer outra coisa que seja, sem sermos simbióticos, e o principal, sem perdermos as nossas identidades.
Apaixonar-se é saudável, mas apenas até certo ponto. Por ser extremamente prazerosa essa sensação, até podemos perder a identidade por alguns momentos. Por isso, devemos sempre ficar atentos para jamais ultrapassarmos a tênue linha do risco de nos esvairmos completamente de nós mesmos. Atenção redobrada para não chegar ao ponto de esquecer de se alimentar e de se engajar em outras atividades. Uma versão adoecida disso é o que hoje em dia costumamos chamar de estresse. Por isso a importância de poder e de saber se cuidar na medida certa, sempre atentos aos nossos limites pessoais.
“Simbiose além da medida não é existir, é esquecimento de si mesmo”.
Quanto mais despertos, melhor!


Silvia Malamud - psicóloga clínica, terapeuta certificada em EMDR e Brainspotting, especialista em sonhos, abuso emocional, em traumas e em questões perturbadoras em geral. É autora do livro "Projeto Secreto Universos" da Editora Gente.


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