Pesquisa mostra que quase metade dos
americanos sentem culpa ao decidir a gorjeta, enquanto turistas enfrentam uma
régua ainda mais confusa
Chega o prato, o garçom se afasta, e a maquininha gira na sua direção com três números em destaque: 18%, 20%, 25%. Para o turista brasileiro, esse é um dos momentos mais desconfortáveis de uma viagem aos Estados Unidos, não porque falte educação, mas porque falta o manual. No Brasil, os 10% já vêm embutidos na conta e ninguém pergunta nada.
Uma pesquisa recente da Oobit, fintech global de pagamentos em criptomoedas e apoiada pela Tether, com 1.005 americanos, mostra que esse desconforto não é exclusividade de quem vem de fora: quase metade dos próprios americanos (48%) diz sentir pressão ou culpa no momento em que a tela gira pedindo gorjeta. Mas, para quem não cresceu com essa lógica, o problema ganha uma camada extra, a de simplesmente não saber quanto, quando e como pagar.
Por que a gorjeta nos EUA não é a mesmo que no Brasil
A diferença central está na estrutura do salário. No Brasil, o
serviço de 10% é, na prática, opcional e simbólico; quem trabalha no
restaurante recebe salário fixo independentemente disso. Nos Estados Unidos, em
boa parte dos estados, é o contrário: garçons, baristas, cabeleireiros,
manicures e motoristas de aplicativo costumam receber um salário-base bem abaixo
do mínimo comum, sob a premissa legal de que a gorjeta completa a renda.
Para Eduardo Prota, General Manager Brazil and Head
of Latam da Oobit, não deixar gorjeta ali não é economizar, é deixar de pagar
por um serviço que já foi prestado. “Isso explica por que a faixa considerada
aceitável nos EUA é bem mais alta que a brasileira: entre 15% e 20% em
restaurantes com atendimento à mesa é o padrão não escrito, podendo chegar a
25% em serviços mais elaborados como cabeleireiro ou spa”.
A própria pesquisa mostra, porém, que os americanos
também têm limites: 43% consideram 10% ou menos o teto razoável quando o
"serviço" se resume a apertar um botão, como em autoatendimento (82%
rejeitam gorjeta ali) ou consultórios médicos (77%).
Onde a gorjeta é esperada e onde não é
Para não errar a mão, vale gravar essa régua rápida: gorjeta é
esperada em restaurantes com garçom, bares, táxi e aplicativos de transporte,
cabeleireiro e barbearia, manicure, hotéis, tanto na arrumação do quarto quanto
no manobrista e entregas em domicílio; já em autoatendimento, quiosques e
vending machines, consultórios médicos e odontológicos ou lojas de varejo
comum, ela costuma ser opcional ou até mal vista. Como regra de bolso, fica
entre 15% e 20% em serviço à mesa, US$ 1 a US$ 2 por mala com o manobrista ou
carregador, e US$ 1 a US$ 5 por dia para quem arruma o quarto do hotel.
Sabendo quanto dar, resta o segundo desafio, esse mais prático:
como pagar sem ser surpreendido pela fatura do cartão no fim do mês. “Cartões
de crédito emitidos no Brasil costumam embutir tarifas de conversão de moeda em
cada transação internacional, um custo silencioso que se soma a cada gorjeta e
a cada compra e que o viajante só sente o tamanho quando a fatura chega semanas
depois”, revela Eduardo.
É aqui que um cartão como o da Oobit resolve dois problemas de uma
vez. Ele permite pagar diretamente em dólar a partir de saldo em cripto, sem as
tarifas de conversão que corroem o cartão tradicional no exterior. O valor
decidido na hora do checkout é o valor que sai, sem letra miúda. E, para quem
prefere gorjeta em espécie — método, aliás, em que os próprios americanos dizem
confiar mais: 39% acreditam que o dinheiro chega de fato ao trabalhador, contra
28% no cartão —, a possibilidade de sacar em caixas eletrônicos por aproximação
evita o clássico aperto do brasileiro que desembarca nos EUA sem nenhum trocado
para a primeira gorjeta do dia: o táxi do aeroporto, a recepção do hotel, o
café da manhã.
Oobit - fintech global de pagamentos em criptomoedas que
busca conectar os ativos digitais ao uso cotidiano.
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