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Incidência de problemas como cárie e doença periodontal aumentou nas últimas três décadas, enquanto projeções indicam que mais de 4,5 bilhões de pessoas poderão ser afetadas até 2051
Cerca de 3,7 bilhões de pessoas – aproximadamente
metade da população mundial – convivem com algum tipo de doença bucal, segundo
análise dos dados do Global Burden of Disease (GBD). A pesquisa avaliou 370
doenças em 204 países, entre 1990 e 2021, e identificou crescimento de
aproximadamente 35% na incidência de doenças bucais no período. As projeções
indicam que esse número pode ultrapassar 4,5 bilhões nas próximas três décadas.
América Latina e Ásia apresentaram as maiores taxas
de incidência padronizadas por idade. Entre as condições avaliadas, a cárie em
dentes permanentes continua sendo a mais prevalente, enquanto a doença
periodontal apresentou aumento de cerca de 76% entre 1990 e 2021, a maior
elevação entre as doenças bucais analisadas. O estudo também chama atenção para
o edentulismo (ausência de dentes), que pode comprometer mastigação,
alimentação, fala e qualidade de vida.
Quando a perda dentária já ocorreu, os implantes
dentários podem ser uma alternativa para a reabilitação oral. “É importante
avaliar não apenas a questão estética, mas principalmente os impactos
funcionais da perda dentária. Os implantes são uma das alternativas disponíveis
e que melhor podem contribuir para devolver função, conforto e segurança ao
paciente, sempre considerando suas condições clínicas e necessidades
individuais”, explica o cirurgião-dentista especialista em Implantodontia e
diretor da Neodent, Dr. Sérgio Bernardes.
Envelhecimento da população e
saúde bucal
O aumento das doenças bucais entre pessoas com mais
de 45 anos acompanha o envelhecimento populacional e reforça a importância dos
cuidados odontológicos em todas as fases da vida. Embora a idade possa elevar a
exposição a determinados fatores de risco, a perda dentária e outras
complicações não devem ser consideradas consequências inevitáveis do
envelhecimento.
A doença periodontal pode comprometer os tecidos
que sustentam os dentes e, quando não tratada, contribuir para a perda
dentária. Já a cárie, apesar de também prevenível, continua apresentando
elevada prevalência global. Os dados reforçam a necessidade de combinar
políticas públicas, iniciativas de ampliação do acesso ao atendimento
odontológico e hábitos de higiene bucal.
Prevenção começa na rotina
Para Bernardes, a prevenção deve começar desde a
infância. “A saúde bucal precisa ser encarada como parte integrante da saúde
geral. Quanto mais cedo os cuidados são incorporados à rotina, maiores são as
possibilidades de evitar complicações no futuro”, afirma.
Entre as principais recomendações do especialista
estão:
- Escovar
os dentes três vezes ao dia: utilizar escova de cerdas macias e creme
dental com flúor.
- Usar
fio dental diariamente: a limpeza entre os dentes ajuda a remover
resíduos e placa bacteriana onde a escova não alcança.
- Reduzir
o consumo de açúcar: a exposição repetida favorece o
desenvolvimento da cárie.
- Manter
consultas odontológicas regulares: o acompanhamento contribui para a prevenção e
permite identificar precocemente cáries, inflamações gengivais e outras
alterações.
- Observar
sinais de alerta: sangramento gengival, dor, sensibilidade persistente, mau hálito
recorrente, mobilidade dentária ou feridas que não cicatrizam devem ser
avaliados por um dentista.
- Evitar
o tabagismo: o hábito está associado ao risco de doenças periodontais e câncer
bucal.
“Não é necessário esperar o surgimento de dor ou
problemas visíveis para procurar atendimento. Muitas doenças bucais podem
evoluir silenciosamente, e a avaliação periódica é fundamental para identificar
alterações em estágios iniciais”, acrescenta Bernardes. A recomendação é que a
consulta odontológica de rotina aconteça, no mínimo duas vezes ao ano.
Saúde bucal exige atenção
contínua
Com a expectativa de que mais de 4,5 bilhões de
pessoas possam ser afetadas por doenças bucais nas próximas décadas, o cenário
reforça a importância de ampliar o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao
tratamento. Da preservação dos dentes naturais à reabilitação com implantes
dentários, diferentes abordagens podem contribuir para manter ou recuperar a
função e a qualidade de vida.
Neodent

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