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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Dia do Idoso reforça cuidados com automedicação e uso excessivo de medicamentos

 

Erros nos horários, combinações inadequadas e uso de remédios por conta própria podem comprometer a segurança do tratamento na terceira idade  


 
O envelhecimento costuma vir acompanhado do uso contínuo de medicamentos para o controle de diferentes condições de saúde. Quando vários remédios fazem parte da rotina, manter a organização e o acompanhamento profissional é importante para reduzir o risco de erros, interações e efeitos indesejados. 

No Dia do Idoso, celebrado em 1º de outubro, a atenção se volta também para um hábito que pode trazer riscos: a automedicação. Tomar um medicamento por conta própria, reaproveitar uma prescrição antiga ou utilizar um produto indicado por amigos e familiares pode não ser seguro, especialmente quando a pessoa já faz uso de outros medicamentos. 

Outro ponto de atenção é a chamada polifarmácia, situação em que o paciente utiliza vários medicamentos simultaneamente. O uso de diferentes produtos não significa, por si só, que exista um problema. Em muitos casos, ele é necessário para o tratamento. O cuidado está em garantir que os medicamentos sejam utilizados nas doses e horários corretos e que o tratamento seja periodicamente acompanhado por profissionais de saúde. 

“É importante que o idoso tenha clareza sobre os medicamentos que utiliza e não tenha receio de perguntar quando surgir alguma dúvida. Muitas vezes, uma orientação simples sobre horário, forma de utilização ou armazenamento pode fazer diferença para a segurança do tratamento”, explica o farmacêutico Maurício Filizola, presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, localizada no Ceará, e diretor da CDL Fortaleza.
 

Atenção redobrada a alguns medicamentos

Alguns grupos de medicamentos exigem acompanhamento mais cuidadoso, principalmente quando utilizados por pessoas idosas. É o caso de anticoagulantes, medicamentos que atuam no sistema nervoso central, alguns sedativos, medicamentos para diabetes e pressão arterial, além de determinados analgésicos e anti-inflamatórios. 

A orientação não é interromper ou evitar esses tratamentos, mas utilizá-los exatamente conforme a prescrição. Alterar a dose, antecipar ou atrasar horários, combinar medicamentos ou suspender o uso por conta própria pode comprometer o tratamento. 

Também é importante informar ao médico e ao farmacêutico todos os produtos utilizados, incluindo medicamentos de uso contínuo, remédios tomados eventualmente, vitaminas, suplementos e fitoterápicos. Essa informação ajuda o profissional a avaliar possíveis interações e orientar o paciente de maneira mais segura.
 

Organização ajuda a evitar erros

Uma rotina simples e organizada pode facilitar o uso correto dos medicamentos. Entre os principais cuidados estão:

  • manter uma lista atualizada com todos os medicamentos, doses e horários;
  • conservar os produtos nas embalagens originais;
  • conferir o nome e a dose antes de tomar cada medicamento;
  • utilizar alarmes ou outros lembretes quando necessário;
  • não compartilhar medicamentos com outras pessoas;
  • manter os produtos armazenados de acordo com as orientações da embalagem;
  • pedir ajuda a familiares ou cuidadores quando houver dificuldade para organizar a rotina;
  • procurar orientação antes de iniciar, interromper ou modificar qualquer medicamento.


Farmacêutico pode ajudar nas dúvidas do dia a dia

Para facilitar o acesso à informação e contribuir para o uso mais seguro dos medicamentos, a Rede de Farmácias Santa Branca conta com consultório farmacêutico em todas as suas lojas. Os clientes podem conversar com os farmacêuticos da rede e esclarecer dúvidas relacionadas ao uso dos medicamentos, horários, formas de administração, armazenamento e outros aspectos da rotina de tratamento. 

“Nosso papel também é estar próximo do cliente e ajudá-lo a entender melhor o tratamento que já foi prescrito. O farmacêutico está disponível para orientar, identificar possíveis dúvidas e, quando necessário, direcionar o paciente para buscar avaliação médica”, frisa Maurício. 

“A orientação profissional é especialmente importante para idosos que utilizam vários medicamentos ou que contam com familiares e cuidadores para administrar o tratamento. Manter as informações organizadas e buscar esclarecimentos sempre que houver dúvida são atitudes simples que podem contribuir para uma rotina mais segura”, complementa o profissional.


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