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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Dia Mundial do Coração: quase 80% conhecem o “colesterol ruim”, mas 1 em cada 3 conhecedores não sabe que ele aumenta o risco de infarto

 Pesquisa da Ipsos-Ipec mostra que 57% dos entrevistados que não costumam levar o exame de colesterol ao médico interpretam os resultados por conta própria a partir dos valores de referências contidos no exame e traz, pela primeira vez, dados sobre o conhecimento em relação à insuficiência cardíaca  

 

No Dia Mundial do Coração, celebrado hoje, em 29 de setembro, uma nova pesquisa encomendada pela Novartis à Ipsos-Ipec traz um retrato sobre o conhecimento e os hábitos dos entrevistados quando o assunto é saúde cardiovascular. Os resultados mostram que temas já conhecidos ainda geram dúvidas na prática: embora 78% já tenham ouvido falar em colesterol LDL, apenas 54% reconhecem que níveis elevados aumentam a chance de infarto. ¹ A edição de 2026 também amplia o levantamento ao investigar, pela primeira vez, o conhecimento sobre insuficiência cardíaca.  

Os resultados reforçam que conhecer um termo nem sempre significa entender o que ele pode representar para a saúde. No caso do colesterol, 36% dos entrevistados dizem não saber avaliar a relação entre níveis elevados de LDL e a chance de infarto. ¹ 

Na comparação com a primeira edição da pesquisa, realizada em 2025, os principais indicadores sobre colesterol e infarto permaneceram praticamente estáveis. Entre as mudanças observadas está a percepção sobre os sintomas do infarto: caiu de 51% em 2025 para 44% em 2026 a parcela que acredita que eles são iguais para homens e mulheres. ¹ A pesquisa também revela reflexos desse conhecimento na rotina: 63% dos entrevistados afirmam já ter mudado algum hábito pensando preventivamente na saúde do coração. Entre eles, 68% passaram a adotar uma alimentação mais saudável e 64% começaram a praticar atividade física. ¹  

Para a Dra. Maria Cristina Izar, Professora Adjunta Livre Docente da Disciplina de Cardiologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, ex-Presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo- SOCESP (2024-2025), ex-Diretora do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2024-2025), os dados mostram a importância de transformar o conhecimento sobre colesterol em uma conversa mais próxima da rotina das pessoas. “O LDL já é conhecido por grande parte da população, mas a pesquisa mostra que muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que níveis elevados podem representar para a saúde do coração. Entender os resultados dos exames e conversar com o médico sobre os fatores de risco é uma parte importante desse cuidado.” 
 

Exame feito, e depois? 

A pesquisa mostra que 79% dos entrevistados já fizeram exame de sangue para medir o colesterol. Entre aqueles que realizam o exame, 76% levam os resultados para avaliação médica e 62% afirmam fazer isso sempre. ¹ 

Entre os que não costumam procurar um médico para avaliar os resultados, 57% dizem interpretá-los por conta própria, considerando os valores de referência apresentados pelo laboratório. Outros 37% buscam informações na internet e 18% mostram os resultados para amigos ou familiares. ¹ 

Os dados mostram que o acesso ao exame é apenas uma parte do cuidado. A avaliação dos resultados também pode ser uma oportunidade para conversar com o profissional de saúde sobre o que aqueles números representam considerando o contexto de cada pessoa. 
 

Insuficiência cardíaca entra pela primeira vez na pesquisa 

Outra novidade da edição de 2026 é a investigação sobre insuficiência cardíaca. Embora 83% dos entrevistados afirmem já ter ouvido falar na condição, os resultados mostram diferenças na forma como seus possíveis sinais são identificados. ¹  

Cansaço excessivo é associado à insuficiência cardíaca por 74%, e falta de ar, por 72% de quem conhece a condição. Já o inchaço nas pernas, tornozelos ou pés é mencionado pela metade (48%). ¹ Cansaço, falta de ar e inchaço nas pernas, tornozelos e pés estão entre os sintomas da insuficiência cardíaca. ²  

Entre aqueles que já ouviram falar na condição, 78% acreditam que seu tratamento deve ser contínuo, enquanto 8% consideram que ocorre durante um período e 14% não souberam responder. ¹  

“A insuficiência cardíaca é uma doença crônica e grave, que afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil.³ Seus sinais nem sempre são imediatamente associados ao coração, como falta de ar, cansaço e inchaço nas pernas e nos pés. Por isso, reconhecer esses sinais e buscar avaliação médica é fundamental para que o diagnóstico seja feito e o paciente receba o cuidado adequado”, explica a Dra. Maria Cristina. 
 

Sobre a pesquisa 

Estudo quantitativo realizado pela Ipsos-Ipec a pedido da Novartis, com abrangência nacional, entre 10 a 20 de agosto de 2026. Foram realizadas 2.000 entrevistas com internautas com 18 anos ou mais, das classes ABCDE de todas as regiões do país. Margem de erro de 2 p.p considerando nível de confiança de 95%.¹ 

 

Referências

1. IPSOS-IPEC. Colesterol e Infarto – 2026. Pesquisa quantitativa online. Setembro de 2026. Base: 2.000 entrevistas.

2. PORTAL DRAUZIO VARELLA. Insuficiência cardíaca congestiva: sintomas, causas e tratamentos disponíveis. Publicado em 26 jun. 2023. Revisado em 3 fev. 2025. Disponível em: Link Acesso em: setembro de 2026.

3. CESTARI, V. R. F. et al. Distribuição Espacial de Mortalidade por Insuficiência Cardíaca no Brasil, 1996-2017. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 1, p. 41-51, 2022. DOI: 10.36660/abc.20201325. Disponível em: Link Acesso em: setembro de 2026.

 

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