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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Dia Mundial do Coração: exames antigos podem ajudar a acompanhar mudanças no colesterol


Unsplash

OMS estima que 39% dos adultos no mundo tenham colesterol total elevado; organizar resultados ao longo dos anos ajuda a dar contexto ao acompanhamento médico

 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 20 milhões de pessoas morrem por esse motivo no mundo, o equivalente a 32% de todos os óbitos globais. Desse total, 85% ocorreram por infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). No Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, a MYME, healthtech brasileira voltada à organização do histórico de saúde, chama atenção para acompanhar como indicadores como colesterol, glicemia e pressão arterial se comportam ao longo do tempo. 

Um resultado isolado mostra a condição do paciente naquele momento. Quando exames de diferentes anos são comparados, porém, é possível observar se determinado marcador permaneceu estável, aumentou, diminuiu ou respondeu a mudanças de hábitos e tratamentos. 

“Quando o paciente reúne exames de diferentes anos, o médico consegue enxergar melhor a trajetória daquele indicador, e não apenas uma fotografia isolada. Isso ajuda a levar mais contexto para o atendimento ou para a consulta”, afirma Lucas Santiago, cofundador da MYME. 

O problema é que esse histórico frequentemente fica fragmentado. Um exame permanece no aplicativo de um laboratório, outro no e-mail e resultados mais antigos acabam guardados em papéis ou sistemas de diferentes instituições. Organizar os documentos cronologicamente facilita a comparação ao longo dos anos.
 

O que acompanhar?

Não existe uma lista única de exames válida para todos. Idade, histórico familiar, presença de diabetes, hipertensão, tabagismo e outras condições interferem na avaliação do risco cardiovascular. Entre as informações que podem compor esse histórico estão colesterol total, LDL, HDL, triglicérides, glicemia, pressão arterial, medicamentos em uso e antecedentes familiares.

Plataformas de tecnologias podem auxiliar nesse cuidado, na MYME, por exemplo, o usuário pode enviar até 20 exames simultaneamente. Os documentos são organizados em ordem cronológica e os resultados extraídos passam a integrar um painel de métricas de saúde, permitindo consultar os exames mais recentes e identificar aqueles que apresentam valores fora das referências informadas nos próprios documentos. 

A ferramenta não faz diagnóstico e não substitui a avaliação médica. “O papel da tecnologia é organizar a informação e facilitar o acesso ao histórico. A interpretação dos resultados continua sendo do profissional de saúde”, finaliza Santiago.
 

Como a MYME funciona

Ao criar uma conta na MYME, o usuário pode inserir informações em categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação, Vacina e “Outros” – ou criar suas categorias (por exemplo, controle de glicemia, controle de pressão arterial e ciclo menstrual). A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e tudo é inserido em uma linha do tempo do paciente. Qualquer dado ou categoria pode ser compartilhado via link.  

“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro, lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas Santiago, cofundador da MYME. Por isso, a plataforma permite que o usuário crie perfis de dependentes e divida sua gestão com outros responsáveis (familiares e cuidadores de um idoso, por exemplo).

 

Segurança de dados

A proteção de dados é um dos principais pontos de atenção do setor de saúde diante dos episódios recentes de vazamento de informações confidenciais. A segurança é o ponto focal da MYME. O cofundador e desenvolvedor da plataforma, Gabriel Barros, é engenheiro de software com experiência de 12 anos no Yahoo Internacional e liderança em um projeto de isolamento de dados sensíveis com Google e Microsoft. Ele garante que “a construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que dados de saúde exigem um nível máximo de proteção e controle pelo usuário.”
 

Complementar ao Meu SUS Digital 

A MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do Serviço Único de Saúde (SUS). “O Meu SUS traz informações da rede pública e agora também permite o agendamento de consultas [inicialmente para 500 municípios brasileiros]. A MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens e outros arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não registra”, diferencia Gabriel.


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