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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Ozempic (semaglutida) 2 mg, da Novo, foi associado a menor risco de eventos cardiovasculares adversos maiores (morte, infarto e AVC) em adultos com diabetes tipo 2, em comparação com a troca para Mounjaro (tirzepatida), em análise de dados de vida real apresentada na EASD

   

  • Adultos com diabetes tipo 2 em tratamento com semaglutida injetável 1 mg cuja dose foi aumentada para 2 mg apresentaram risco 6% menor, estatisticamente significativo, de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE) em comparação com aqueles que trocaram o tratamento para tirzepatida (até 15 mg)¹.
  • Uma análise retrospectiva de dados de vida real, baseada em registros administrativos de saúde de 636.525 adultos com diabetes tipo 2, comparou os desfechos daqueles que aumentaram a dose de semaglutida para 2 mg com os daqueles que trocaram para tirzepatida¹
  • Os resultados do estudo “COMPETE SWITCH CV” oferecem informações sobre o ajuste do tratamento com agonistas do receptor de GLP-1 em adultos com diabetes tipo 2.

 

Plainsboro, Nova Jersey, e Bagsværd, Dinamarca, 29 de setembro de 2026 – A Novo Nordisk anunciou hoje novos dados retrospectivos de vida real sobre adultos com diabetes tipo 2 tratados com semaglutida injetável 1 mg uma vez por semana. Na análise, o aumento da dose para semaglutida injetável 2 mg foi associado a risco 6% menor, estatisticamente significativo, de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE), incluindo morte por qualquer causa, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com a troca para tirzepatida em doses de até 15 mg (HR ajustado: 1,06; IC 95%: 1,04–1,08; p=0,005).¹ Os achados foram apresentados na Reunião Anual de 2026 da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), em Milão, na Itália. 

“Para pessoas com diabetes tipo 2, trocar de tratamento ou ajustar a dose muitas vezes é necessário para alcançar o controle glicêmico. Ainda assim, o risco cardiovascular também deve continuar sendo uma consideração importante”, afirmou Michael Radin, médico e diretor médico executivo da Novo. “Esses dados podem ajudar profissionais de saúde diante de uma decisão importante: aumentar a dose ou trocar a terapia de um adulto com diabetes tipo 2 que já utiliza semaglutida. Os achados de vida real ajudam a compreender como estratégias de intensificação do tratamento podem estar relacionadas aos desfechos cardiovasculares, um fator importante no cuidado dos pacientes.” 

Nesta análise de 636.525 adultos com diabetes tipo 2 que recebiam semaglutida 1 mg, 67,2% permaneceram nessa dose, 29,2% aumentaram a dose para semaglutida 2 mg e 3,6% trocaram para tirzepatida nos 365 dias após a data índice (data da primeira dispensação de semaglutida 1 mg). No acompanhamento de 720 dias, menos pacientes permaneciam em semaglutida 1 mg (57,4%), refletindo a continuidade da intensificação do tratamento ao longo do tempo: 36,9% haviam aumentado a dose para semaglutida 2 mg e 5,7% haviam trocado para tirzepatida.¹ Após a troca para uma dose inicial de tirzepatida de 2,5 mg ou 5 mg, os profissionais de saúde puderam ajustar a dose conforme o esquema posológico; aproximadamente 31% dos pacientes que trocaram para tirzepatida atingiram dose ≥10 mg durante o acompanhamento.¹ Uma análise de um subgrupo da coorte, composto por pacientes com diabetes tipo 2 com mais de uma medida basal de HbA1c e/ou peso, apresentou resultados consistentes (HR ajustado: 1,07 [IC 95%: 1,01–1,13]; p<0,035).¹ Os desfechos de segurança não foram avaliados nesta análise.> 

“A intensificação do tratamento é um desafio comum na prática clínica, especialmente para adultos com diabetes tipo 2 que ainda não atingiram suas metas terapêuticas, mas toleram bem o esquema atual”, afirmou Kathryn S. Tierney, MSN, APRN, FNP-BC, FAANP, do Middlesex Health MultiSpecialty Group, em Middletown, Connecticut. “Esses achados de vida real sugerem que o aumento da dose para semaglutida 2 mg pode ser uma opção relevante para pacientes elegíveis, já que a intensificação do tratamento foi associada a menor risco de eventos cardiovasculares adversos maiores em comparação com a troca de terapia. A análise reforça a importância de considerar os desfechos cardiovasculares, além do controle glicêmico, na tomada de decisões terapêuticas”. 

Esses achados complementam uma análise anterior dos mesmos dados, que examinou a HbA1c e a perda de peso². 

Dados de estudos de vida real podem oferecer informações valiosas sobre o desempenho dos tratamentos fora do ambiente controlado dos ensaios clínicos. Essas análises também apresentam limitações: os resultados podem refletir fatores de confusão residuais não medidos e, embora permitam identificar associações, não estabelecem definitivamente relações de causa e efeito. Além disso, o uso retrospectivo de registros administrativos de saúde pode excluir pacientes com cobertura de saúde intermitente ou populações com acesso insuficiente aos serviços, o que pode limitar a generalização dos resultados³. 

É importante observar que a bula norte-americana da semaglutida injetável contém um alerta em destaque sobre a possibilidade de tumores de tireoide, inclusive câncer, e que o medicamento não deve ser usado por pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide (CMT) ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2). Os efeitos adversos mais comuns incluem náusea, vômito, diarreia, dor abdominal e constipação.


Sobre o estudo COMPETE SWITCH Cardiovascular (CV)

O COMPETE SWITCH é um estudo retrospectivo de coorte que utilizou o Healthcare Map, da Komodo Health, uma ampla base de registros administrativos de saúde dos Estados Unidos vinculada a resultados laboratoriais (janeiro de 2018 a setembro de 2025). O estudo avaliou padrões de tratamento na prática clínica de adultos com diabetes tipo 2 que recebiam semaglutida 1 mg, comparando especificamente os desfechos após o aumento da dose para semaglutida 2 mg com os observados após a troca para tirzepatida². O componente cardiovascular do COMPETE SWITCH avaliou MACE por uma abordagem de intenção de tratar e incluiu 185.705 adultos que aumentaram a dose para semaglutida 2 mg e 23.104 que trocaram para tirzepatida. Todos foram acompanhados a partir do aumento da dose ou da troca de tratamento até o fim do período do estudo¹. Em conjunto, as análises do COMPETE SWITCH oferecem informações de vida real sobre os desfechos cardiometabólicos associados às estratégias e decisões terapêuticas em adultos com diabetes tipo 2. Como os efeitos do tratamento podem variar entre indivíduos (com respostas menores ou maiores), essa heterogeneidade pode ter impacto significativo em estudos de ajuste de dose e de múltiplas doses sequenciais.


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Referências

1. COMPETE SWITCH CV. Dados arquivados pela Novo Nordisk.

2. Fang G, Muhammad C, Swift C, et al. Desfechos cardiometabólicos em adultos com diabetes tipo 2 tratados com semaglutida 1 mg que aumentaram a dose para semaglutida 2 mg versus aqueles que trocaram para tirzepatida. Pôster apresentado nas Sessões Científicas da American Diabetes Association; 5 a 8 de junho de 2026, Nova Orleans, Louisiana.

3. Dang A. Evidências de vida real: uma introdução. Pharm Med 37, 25–36 (2023). https://doi.org/10.1007/s40290-022-00456-6


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