- Adultos
com diabetes tipo 2 em tratamento com semaglutida injetável 1 mg cuja dose
foi aumentada para 2 mg apresentaram risco 6% menor, estatisticamente
significativo, de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE) em
comparação com aqueles que trocaram o tratamento para tirzepatida (até 15
mg)¹.
- Uma
análise retrospectiva de dados de vida real, baseada em registros
administrativos de saúde de 636.525 adultos com diabetes tipo 2, comparou
os desfechos daqueles que aumentaram a dose de semaglutida para 2 mg com
os daqueles que trocaram para tirzepatida¹
- Os
resultados do estudo “COMPETE SWITCH CV” oferecem informações sobre o
ajuste do tratamento com agonistas do receptor de GLP-1 em adultos com
diabetes tipo 2.
Plainsboro, Nova Jersey, e
Bagsværd, Dinamarca, 29 de setembro de 2026 – A Novo
Nordisk anunciou hoje novos dados retrospectivos de vida real sobre adultos com
diabetes tipo 2 tratados com semaglutida injetável 1 mg uma vez por semana. Na
análise, o aumento da dose para semaglutida injetável 2 mg foi associado a
risco 6% menor, estatisticamente significativo, de eventos cardiovasculares
adversos maiores (MACE), incluindo morte por qualquer causa, infarto do
miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com a troca para
tirzepatida em doses de até 15 mg (HR ajustado: 1,06; IC 95%: 1,04–1,08;
p=0,005).¹ Os achados foram apresentados na Reunião Anual de 2026 da Associação
Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), em Milão, na Itália.
“Para pessoas com diabetes tipo 2, trocar de
tratamento ou ajustar a dose muitas vezes é necessário para alcançar o controle
glicêmico. Ainda assim, o risco cardiovascular também deve continuar sendo uma
consideração importante”, afirmou Michael Radin, médico e diretor médico
executivo da Novo. “Esses dados podem ajudar profissionais de saúde diante de
uma decisão importante: aumentar a dose ou trocar a terapia de um adulto com
diabetes tipo 2 que já utiliza semaglutida. Os achados de vida real ajudam a
compreender como estratégias de intensificação do tratamento podem estar
relacionadas aos desfechos cardiovasculares, um fator importante no cuidado dos
pacientes.”
Nesta análise de 636.525 adultos com diabetes tipo
2 que recebiam semaglutida 1 mg, 67,2% permaneceram nessa dose, 29,2%
aumentaram a dose para semaglutida 2 mg e 3,6% trocaram para tirzepatida nos
365 dias após a data índice (data da primeira dispensação de semaglutida 1 mg).
No acompanhamento de 720 dias, menos pacientes permaneciam em semaglutida 1 mg
(57,4%), refletindo a continuidade da intensificação do tratamento ao longo do
tempo: 36,9% haviam aumentado a dose para semaglutida 2 mg e 5,7% haviam
trocado para tirzepatida.¹ Após a troca para uma dose inicial de tirzepatida de
2,5 mg ou 5 mg, os profissionais de saúde puderam ajustar a dose conforme o
esquema posológico; aproximadamente 31% dos pacientes que trocaram para
tirzepatida atingiram dose ≥10 mg durante o acompanhamento.¹ Uma análise de um
subgrupo da coorte, composto por pacientes com diabetes tipo 2 com mais de uma
medida basal de HbA1c e/ou peso, apresentou resultados consistentes (HR
ajustado: 1,07 [IC 95%: 1,01–1,13]; p<0,035).¹ Os desfechos de segurança não foram avaliados nesta análise.>
“A intensificação do tratamento é um desafio comum
na prática clínica, especialmente para adultos com diabetes tipo 2 que ainda
não atingiram suas metas terapêuticas, mas toleram bem o esquema atual”,
afirmou Kathryn S. Tierney, MSN, APRN, FNP-BC, FAANP, do Middlesex Health
MultiSpecialty Group, em Middletown, Connecticut. “Esses achados de vida real
sugerem que o aumento da dose para semaglutida 2 mg pode ser uma opção
relevante para pacientes elegíveis, já que a intensificação do tratamento foi
associada a menor risco de eventos cardiovasculares adversos maiores em
comparação com a troca de terapia. A análise reforça a importância de
considerar os desfechos cardiovasculares, além do controle glicêmico, na tomada
de decisões terapêuticas”.
Esses achados complementam uma análise anterior dos
mesmos dados, que examinou a HbA1c e a perda de peso².
Dados de estudos de vida real podem oferecer
informações valiosas sobre o desempenho dos tratamentos fora do ambiente
controlado dos ensaios clínicos. Essas análises também apresentam limitações:
os resultados podem refletir fatores de confusão residuais não medidos e,
embora permitam identificar associações, não estabelecem definitivamente
relações de causa e efeito. Além disso, o uso retrospectivo de registros administrativos
de saúde pode excluir pacientes com cobertura de saúde intermitente ou
populações com acesso insuficiente aos serviços, o que pode limitar a
generalização dos resultados³.
É importante observar que a bula norte-americana da
semaglutida injetável contém um alerta em destaque sobre a possibilidade de
tumores de tireoide, inclusive câncer, e que o medicamento não deve ser usado
por pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide
(CMT) ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2). Os efeitos
adversos mais comuns incluem náusea, vômito, diarreia, dor abdominal e
constipação.
Sobre o estudo COMPETE SWITCH Cardiovascular (CV)
O COMPETE SWITCH é um estudo retrospectivo de coorte que utilizou o Healthcare Map, da Komodo Health, uma ampla base de registros administrativos de saúde dos Estados Unidos vinculada a resultados laboratoriais (janeiro de 2018 a setembro de 2025). O estudo avaliou padrões de tratamento na prática clínica de adultos com diabetes tipo 2 que recebiam semaglutida 1 mg, comparando especificamente os desfechos após o aumento da dose para semaglutida 2 mg com os observados após a troca para tirzepatida². O componente cardiovascular do COMPETE SWITCH avaliou MACE por uma abordagem de intenção de tratar e incluiu 185.705 adultos que aumentaram a dose para semaglutida 2 mg e 23.104 que trocaram para tirzepatida. Todos foram acompanhados a partir do aumento da dose ou da troca de tratamento até o fim do período do estudo¹. Em conjunto, as análises do COMPETE SWITCH oferecem informações de vida real sobre os desfechos cardiometabólicos associados às estratégias e decisões terapêuticas em adultos com diabetes tipo 2. Como os efeitos do tratamento podem variar entre indivíduos (com respostas menores ou maiores), essa heterogeneidade pode ter impacto significativo em estudos de ajuste de dose e de múltiplas doses sequenciais.
www.novonordisk.com.br
YouTube.
Referências
1. COMPETE SWITCH CV. Dados arquivados pela Novo Nordisk.
2. Fang G, Muhammad C, Swift C, et al. Desfechos cardiometabólicos em adultos com diabetes tipo 2 tratados com semaglutida 1 mg que aumentaram a dose para semaglutida 2 mg versus aqueles que trocaram para tirzepatida. Pôster apresentado nas Sessões Científicas da American Diabetes Association; 5 a 8 de junho de 2026, Nova Orleans, Louisiana.
3. Dang A. Evidências de vida real: uma introdução. Pharm Med 37, 25–36 (2023). https://doi.org/10.1007/s40290-022-00456-6
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