São Bernardo do Campo e Guarulhos fazem parte da
estratégia de vacinação ampliada após confirmação de casos da doença
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A confirmação de casos de sarampo em São Bernardo do Campo e Guarulhos colocou os dois municípios entre as cidades paulistas que passaram a adotar uma estratégia ampliada de vacinação contra a doença. O cenário, aliado ao aumento de registros no estado, reforça o alerta das autoridades de saúde sobre a importância da imunização para conter a circulação do vírus e proteger a população, especialmente crianças e pessoas sem esquema vacinal completo.
Até o momento, São Paulo contabiliza 16 casos confirmados de sarampo em 2026. Diante da situação, o Ministério da Saúde ampliou temporariamente a recomendação da vacina para pessoas de 6 meses a 59 anos residentes em São Bernardo do Campo, Guarulhos e na capital paulista, como medida para interromper a transmissão da doença.
O sarampo é uma doença infecciosa, aguda e altamente contagiosa, transmitida por pequenas partículas respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar e que ficam suspensas no ar. Apesar de ser prevenível por vacina, pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite e até levar à morte, principalmente entre crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Segundo o professor do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Vagner Mendes, o avanço dos casos reforça a necessidade de verificar a situação vacinal de toda a família.
"O sarampo é uma doença totalmente prevenível por meio da vacinação. Quando a cobertura vacinal diminui, o vírus encontra pessoas suscetíveis e volta a circular. Por isso, esse momento exige atenção, principalmente de quem não sabe se completou o esquema vacinal ou deixou de receber alguma dose", explica.
O especialista destaca que a vacinação faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e continua sendo a medida mais eficaz para prevenir surtos.
"As crianças devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e o reforço aos 15 meses. Já adolescentes e adultos que não possuem comprovação vacinal ou não completaram o esquema devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação. Muitas pessoas acreditam que apenas as crianças precisam se preocupar com o sarampo, mas adultos também podem adoecer e transmitir a doença."
O
professor também ressalta que a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde
demonstra a preocupação em interromper rapidamente a transmissão. "A
ampliação temporária da vacinação nos municípios com casos confirmados é uma
medida importante para aumentar a proteção coletiva. Quanto maior a cobertura
vacinal, menor a possibilidade de o vírus continuar circulando."
Sintomas exigem atenção
Os primeiros sinais do sarampo costumam ser febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo. A transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento das manchas na pele, o que favorece a disseminação da doença.
Ao apresentar sintomas compatíveis, a orientação é evitar contato com outras pessoas e procurar atendimento médico o quanto antes, informando o histórico vacinal e possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados.
Anhanguera
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