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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Pesquisa inédita revela que 56% das mulheres acima de 40 anos convivem com perda involuntária de urina no Brasil

 

Levantamento encomendado pela Apsen mostra que vergonha, falta de informação e baixa procura por tratamento ainda são barreiras para o cuidado com a saúde urinária
 

A perda involuntária ou os escapes de urina afetam 56% das mulheres brasileiras com mais de 40 anos, mas a busca por cuidado ainda é limitada: 87% das mulheres com incontinência urinária nunca realizaram nenhum tipo de tratamento para a condição. É o que aponta a pesquisa inédita “Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil”, realizada pela Ipsos a pedido da Apsen. O levantamento revela que, apesar da frequência da condição, muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades para falar sobre o tema, buscar orientação e acessar informações sobre diagnóstico e tratamento. 

A incontinência urinária (IU) é caracterizada pela perda involuntária de urina e pode ocorrer em diferentes fases da vida, embora seja mais frequente com o avanço da idade. A condição pode impactar o bem-estar físico, emocional, psicológico e social das pessoas e, apesar de ser comum, ainda é pouco discutida, muitas vezes por vergonha ou desconhecimento sobre as possibilidades de cuidado e tratamento¹.

Realizada entre os dias 30 de junho e 8 de julho de 2026, a pesquisa ouviu 1.500 mulheres com 40 anos ou mais, das classes A, B e C, residentes em todas as regiões do Brasil, por meio de painel online com população conectada.
 

Incontinência urinária impacta rotina, autoestima e qualidade de vida

O estudo mostra que a perda urinária pode influenciar escolhas e hábitos do dia a dia. Entre as mulheres que apresentam incontinência urinária, 52% afirmam ter mudado algum hábito ou enfrentado impactos na rotina por medo de escapes de urina. As principais adaptações relatadas são o uso preventivo de protetores diários, absorventes ou fraldas, a escolha de locais considerando a proximidade de banheiros, mudanças na forma de se vestir e a redução ou interrupção da prática de atividades físicas, esportes ou caminhadas.

Cerca de 33% das mulheres afirmam utilizar protetores diários, absorventes ou fraldas de forma preventiva, enquanto 11% relatam planejar seus deslocamentos considerando a localização de banheiros. Os dados mostram que, para muitas mulheres, a estratégia adotada para lidar com a condição ainda é adaptar a rotina e ocultar os sintomas, em vez de buscar avaliação e tratamento especializado.

O impacto também aparece na esfera emocional. Entre as mulheres com incontinência urinária mista, 29% relatam aumento de ansiedade, estresse, vergonha ou tristeza em decorrência da condição. Além disso, 33% das mulheres que convivem com perda urinária afirmam que já esconderam ou evitaram falar sobre o tema com pessoas próximas. 

Para a Dra. Carmita, psiquiatra e especialista em Sexologia Médica, livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP, fundadora e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, os dados da pesquisa demonstram que a condição ultrapassa os sintomas físicos.

“A incontinência urinária pode interferir na forma como a mulher se conduz com seu próprio corpo, com as atividades cotidianas e com seus relacionamentos. Quando uma condição de saúde limita momentos importantes da vida, como sair, trabalhar ou com conviver com tranquilidade, é fundamental criar espaços de acolhimento e conversa para que ela possa buscar ajuda sem constrangimento”, afirma.
 

Dificuldade de falar sobre o tema ainda é uma barreira para o cuidado

Os dados apontam que a dificuldade de conversar sobre a condição permanece presente, inclusive nos espaços de cuidado. Entre as brasileiras com incontinência urinária acima de 50 anos entrevistadas, 64% relatam que ainda têm dificuldade de falar sobre o problema, inclusive com especialistas. O levantamento também aponta uma lacuna no diálogo durante consultas de rotina: 54% das mulheres afirmam que nenhum ginecologista, clínico geral ou outro profissional de saúde perguntou sobre escapes de urina durante atendimentos médicos. 

Segundo a Dra. Rebeka Cavalcanti, coordenadora do setor de Urologia Feminina do Hospital Servidores do Estado, coordenadora do Departamento de Urologia Feminina da SBU-RJ e membro da Uroginecologia Feminina do HSVP, os dados reforçam a importância de ampliar a abordagem sobre a condição. “Os resultados mostram uma realidade que observamos na prática clínica: muitas mulheres convivem com sintomas de incontinência urinária por longos períodos antes de buscar avaliação especializada. A condição pode apresentar diferentes causas e manifestações, e o diagnóstico adequado é fundamental para definir a melhor abordagem para cada paciente. Ampliar o conhecimento e desmistificar o tema ajuda a fortalecer a confiança para que mais mulheres procurem orientação e cuidado”, afirma.


Informação e diálogo: caminhos para transformar o cuidado

Embora parte das mulheres reconheça que a incontinência urinária tem tratamento especializado, essa informação ainda não se traduz em busca por cuidado. O estudo mostra que 58% sabem que a condição pode ser tratada, mas apenas 13% das mulheres que convivem com a perda urinária efetivamente realizam algum tratamento, evidenciando a distância entre conhecimento e ação.

Apesar da presença dos sintomas, a procura por tratamento ainda é baixa. Além das 87% que nunca realizaram tratamento, o estudo identificou que 19% das mulheres que apresentam perda urinária não sabiam que a condição possui tratamento especializado, que existem diferentes tipos de incontinência urinária ou que o urologista também atende mulheres. 

A maioria das mulheres entrevistadas reconhece a importância: 79% consideram a incontinência urinária é um problema de saúde que precisa de atenção. Apesar desse reconhecimento, ainda persistem barreiras para o diagnóstico e o tratamento, reforçando a necessidade de ampliar o acesso à informação para que mais mulheres reconheçam os sintomas e saibam que existem caminhos de cuidado.
 

Escape do Tabu: ampliando a conversa sobre saúde urinária

A pesquisa faz parte da iniciativa Escape do Tabu, movimento da Apsen voltado à conscientização sobre a incontinência urinária e ao incentivo ao diagnóstico, tratamento e cuidado com a saúde urinária.

Para Renata Spallicci, vice-presidente executiva da Apsen, os dados reforçam a importância de transformar a forma como a sociedade conversa sobre a condição.

“Os resultados mostram que muitas mulheres ainda deixam de buscar cuidado ou adaptam suas rotinas para lidar com a incontinência urinária. Levar informação de qualidade, estimular uma conversa mais aberta e contribuir para que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado fazem parte do compromisso da Apsen com a saúde e a qualidade de vida dos pacientes”, afirma. 


Sobre a pesquisa

A pesquisa “Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil” foi realizada pela Ipsos a pedido da Apsen entre os dias 30 de junho e 8 de julho de 2026. O estudo foi conduzido com 1.500 mulheres com 40 anos ou mais, das classes A, B e C, residentes em todas as regiões do Brasil, por meio de painel online com população conectada.

 


Sobre a Apsen
Uma empresa familiar, originada do sonho do Dr. Mario Spallicci e sua esposa Dona Irene Spallicci, que começou como um pequeno laboratório no bairro de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, e hoje, sob gestão de Renato Spallicci e sua filha Renata Spallicci, configura entre as dez maiores indústrias farmacêuticas nacionais do País em prescrição. Assim nasceu a Apsen, companhia que há mais de 50 anos é inspirada pela saúde e trabalha com foco em inovação e produtos que possam proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Presente em 12 áreas terapêuticas (neurologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, reumatologia, ortopedia, gastroenterologia, geriatria, endocrinologia, angiologia e suplementos alimentares), a Apsen vem ampliando seu portfólio de moléculas inovadoras em vários segmentos. Além disso, a companhia valoriza a responsabilidade social e acredita que seu propósito de cuidar das pessoas abrange também iniciativas que contribuam para uma sociedade mais justa e igualitária.
Mais informações: Link



Referências:

1. Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Incontinência urinária. Disponível em: Link. Acesso em julho de 2026.

2. IPSOS. Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil. São Paulo: Ipsos, 2026. Pesquisa realizada para a Apsen Farmacêutica.


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