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No mês do Agosto Dourado, dedicado ao incentivo do aleitamento
materno e à doação de leite humano, um levantamento feito pela Universidade
Veiga de Almeida (UVA) aponta crescimento nos principais indicadores da Rede
Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) no primeiro semestre de 2026. A
análise considerou dados nacionais divulgados pela rede, coordenada pela
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Entre janeiro e junho deste ano, o Brasil registrou a coleta de
132 mil litros de leite humano, volume 7,5% superior aos 122,8 mil litros
observados no mesmo período de 2025. A distribuição para bebês internados
também teve aumento, passando de 85,9 mil para 95,2 mil litros no comparativo
semestral, o que representa uma alta de 10,8%.
Os dados mostram ainda o avanço na rede de solidariedade: o número
de doadoras cresceu 5,2%, subindo de 95,2 mil para 100,2 mil mulheres no
primeiro semestre. Com isso, o total de recém-nascidos beneficiados pelos
bancos de leite do país passou de 115,7 mil para 123,2 mil bebês, uma alta de
6,5% na comparação entre os períodos.
A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano reúne bancos de leite
e postos de coleta distribuídos por todo o país. O leite humano coletado é
destinado principalmente a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados
em unidades neonatais.
“O aumento no volume coletado e distribuído mostra a importância
da conscientização sobre a doação de leite humano e o impacto direto dessa rede
no cuidado neonatal”, afirma Abilene Gouvêa, professora de Enfermagem da UVA e
coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Pedro Ernesto
(Hupe-Uerj).
A UVA mantém há dez anos uma sala de apoio ao aleitamento materno
no Campus Tijuca, que auxilia mães trabalhadoras, estudantes e mulheres da
região na retirada e armazenamento de leite. O espaço incentiva a doação e
fornece diretamente para o Banco de Leite Humano do Núcleo Perinatal Hupe-Uerj,
integrante da rBLH-BR no Rio de Janeiro.
Segundo Abilene, apenas um litro de leite humano doado pode
alimentar até dez recém-nascidos, dependendo das necessidades clínicas de cada
bebê. A doação pode ser feita por mulheres saudáveis que estejam amamentando e
tenham excedente de leite.
Reconhecida
internacionalmente, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é considerada a
maior e mais complexa do mundo, servindo de modelo para iniciativas implantadas
em diversos países.
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