terça-feira, 4 de agosto de 2026

Brasil registra alta no volume de coleta de leite humano no primeiro semestre de 2026

Divulgação
Levantamento feito pela Universidade Veiga de Almeida a partir de dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano mostra que coleta e distribuição cresceram 7,5% e 10,8%, respectivamente

 

No mês do Agosto Dourado, dedicado ao incentivo do aleitamento materno e à doação de leite humano, um levantamento feito pela Universidade Veiga de Almeida (UVA) aponta crescimento nos principais indicadores da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) no primeiro semestre de 2026. A análise considerou dados nacionais divulgados pela rede, coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
 

Entre janeiro e junho deste ano, o Brasil registrou a coleta de 132 mil litros de leite humano, volume 7,5% superior aos 122,8 mil litros observados no mesmo período de 2025. A distribuição para bebês internados também teve aumento, passando de 85,9 mil para 95,2 mil litros no comparativo semestral, o que representa uma alta de 10,8%.
 

Os dados mostram ainda o avanço na rede de solidariedade: o número de doadoras cresceu 5,2%, subindo de 95,2 mil para 100,2 mil mulheres no primeiro semestre. Com isso, o total de recém-nascidos beneficiados pelos bancos de leite do país passou de 115,7 mil para 123,2 mil bebês, uma alta de 6,5% na comparação entre os períodos.
 

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano reúne bancos de leite e postos de coleta distribuídos por todo o país. O leite humano coletado é destinado principalmente a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em unidades neonatais.
 

“O aumento no volume coletado e distribuído mostra a importância da conscientização sobre a doação de leite humano e o impacto direto dessa rede no cuidado neonatal”, afirma Abilene Gouvêa, professora de Enfermagem da UVA e coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe-Uerj).
 

A UVA mantém há dez anos uma sala de apoio ao aleitamento materno no Campus Tijuca, que auxilia mães trabalhadoras, estudantes e mulheres da região na retirada e armazenamento de leite. O espaço incentiva a doação e fornece diretamente para o Banco de Leite Humano do Núcleo Perinatal Hupe-Uerj, integrante da rBLH-BR no Rio de Janeiro.
 

Segundo Abilene, apenas um litro de leite humano doado pode alimentar até dez recém-nascidos, dependendo das necessidades clínicas de cada bebê. A doação pode ser feita por mulheres saudáveis que estejam amamentando e tenham excedente de leite.
 

Reconhecida internacionalmente, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é considerada a maior e mais complexa do mundo, servindo de modelo para iniciativas implantadas em diversos países.


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