Imunização contra gripe e outras doenças infecciosas
demonstra eficácia comparável a medicamentos como estatinas na prevenção de
infartos e AVC, especialmente em populações de riscoBanco de Imagem
Em um cenário onde
o controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol são vistos como a
base para a saúde cardiovascular, um novo protagonista ganha destaque: a
vacinação. A imunização deve ser considerada o "quarto pilar"
fundamental na proteção do coração, afirmou o consultor médico do Sabin
Diagnóstico e Saúde, Alexandre Cunha, durante o II Summit Vacinas, encontro
científico realizado pelo Sabin no último sábado (25).
A análise reforça
um movimento global, endossado por estudos da Sociedade Europeia de
Cardiologia, que posiciona a imunização como uma intervenção tão ou mais
importante quanto os tratamentos tradicionais.
O elo entre
infecções e problemas cardíacos é direto. "Infecções respiratórias, como a
gripe, são eventos inflamatórios e trombogênicos, ou seja, aumentam a formação
de coágulos e a inflamação sistêmica, elevando drasticamente o risco de um
infarto ou AVC", explica Cunha. "Estudos demonstram que vacinar um
paciente pós-infarto contra a gripe reduz a mortalidade por todas as causas em
até 45%. A eficácia é comparável à de medicamentos amplamente utilizados, como
as estatinas."
A proteção,
detalha o médico, vai muito além da gripe. Vacinas conjugadas contra o
pneumococo (como a PNV13 e a PNV20), o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o
herpes zoster (cobreiro) são aliadas poderosas na proteção de adultos,
principalmente idosos e pacientes com comorbidades.
Embora a vacinação
seja recomendada para toda a população, Alexandre Cunha destaca que seu
benefício é ainda mais expressivo em pacientes com condições crônicas ou idade
avançada.
“A intenção é
vacinar toda a população, incluindo indivíduos saudáveis; no entanto, o
benefício é maior em pacientes de alto risco, pois a redução de eventos
cardiovasculares é mais expressiva. Além de diminuir hospitalizações, a
imunização é crucial para a manutenção da autonomia e da qualidade de vida na
terceira idade, pois a prevenção de infecções evita descompensações clínicas
que podem acelerar o declínio funcional desses pacientes”, explica o médico,
reforçando que a imunização deve ser entendida como parte da estratégia de
cuidado integral.
Manter o
calendário vacinal atualizado é uma das medidas mais eficazes para proteção
individual e coletiva, com impacto direto na promoção do envelhecimento
saudável.
Grupo Sabin
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