
Empreendimento em Caraguatatuba, Ruy Barbosa Residencial,
trabalha com modelo de venda de unidades a preço fechado
Muitos compradores não sabem, mas
imóveis na planta podem ser vendidos em diferentes modelos, que impactam o
valor final e a previsibilidade do investimento
Ao comprar um imóvel na planta, o valor final nem sempre é
conhecido desde o início. Isso acontece porque existem diferentes modelos de comercialização
no mercado imobiliário, com impactos diretos no planejamento financeiro do
comprador. Entre os formatos mais comuns estão o preço fechado, em que o valor
total é definido no momento da compra, e o preço de custo, também chamado de
obra por administração, em que o valor pode variar ao longo da construção.
Com o aumento da oferta de imóveis na planta, entender essas
diferenças tem se tornado parte importante da decisão de compra, especialmente
para quem busca previsibilidade financeira.
Previsibilidade financeira
No modelo de preço fechado, o valor total do imóvel é definido no
momento da compra. Isso permite que o comprador organize o orçamento com maior
segurança, considerando apenas os reajustes previstos em contrato, normalmente
vinculados a índices da construção civil ou inflação.
Já no modelo de preço de custo, o valor final acompanha o custo
real da obra, que pode variar conforme mudanças nos preços de materiais, mão de
obra e outros insumos. Nesse formato, não há como prever com precisão o valor
final do imóvel, e as variações tendem a resultar em aumento ao longo da
construção.
Para Luiz Carlos Delben Leite, sócio da Delfi
Incorporadora, a previsibilidade tem se tornado um fator
decisivo para o comprador.
“O preço de custo pode ser interessante para quem aceita
oscilações e tem margem financeira. Mas hoje muita gente quer previsibilidade.
Quando o valor é fechado, o comprador sabe quanto vai pagar. No preço de custo,
o valor pode mudar ao longo da obra”, afirma. Outra diferença está na gestão da
construção. No modelo de preço fechado, a incorporadora assume a
responsabilidade pelos custos e eventuais variações. Já no preço de custo, os
compradores participam do rateio das despesas.
Durante o andamento da obra, também é comum a formação de uma
comissão de compradores, que pode sugerir alterações no projeto, nos materiais
ou nas especificações técnicas. Essas decisões podem gerar mudanças no custo e
impactar o resultado final do empreendimento. Em alguns casos, escolhas feitas
para reduzir despesas podem trazer consequências futuras. A redução de itens
técnicos, como impermeabilização ou materiais de acabamento, pode gerar
problemas de infiltração e manutenção, especialmente em cidades litorâneas,
onde a umidade é mais elevada.
Modelo adotado em novos empreendimentos
No litoral norte paulista, o crescimento do mercado imobiliário
tem ampliado a oferta de imóveis na planta e impulsionado a adoção do modelo de
preço fechado. Em Caraguatatuba, empreendimentos recentes têm adotado esse formato,
com valor definido no momento da compra e maior previsibilidade para o
comprador.
Entre eles está o Ruy Barbosa Residencial, em desenvolvimento no
bairro Porto Novo, que segue esse modelo de comercialização. O movimento
acompanha a expansão urbana da cidade e o aumento da demanda por imóveis
voltados tanto para moradia quanto para investimento. “Compreender as
diferenças entre os modelos ajuda o comprador a tomar decisões mais alinhadas
ao planejamento financeiro, especialmente em regiões em crescimento”, finaliza
Luiz Carlos.
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