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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Univali adquire ‘cão robô’ e concurso definirá nome do novo ‘mascote’ da ciênci

 

Cão robô chamou atenção nos corredores da Univali em Itajaí
 Foto: Univali/Divulgação

Ferramenta será usado como uma plataforma experimental aberta para cursos de pós-graduação e laboratórios da universidade comunitária

 


A Universidade do Vale do Itajaí dá mais um passo importante para o desenvolvimento científico catarinense com a aquisição de um “cachorro robô”, androide quadrúpede que ganhou notoriedade mundial pela semelhança com cães presentes em produções de ficção científica. A ferramenta será usada como uma nova plataforma de investigação para programas de pós-graduação e laboratórios da universidade, com aplicações em engenharia, computação aplicada e gestão ambiental, especialmente em cenários de difícil acesso ou potencialmente perigosos. 

"Ele pode entrar em dutos, percorrer estruturas colapsadas de construções civis ou subir trilhas muito complexas, onde há risco para quem está fazendo a inspeção”, explica o diretor da Escola Politécnica da Univali e pesquisador do Mestrado em Computação Aplicada, professor Maurício de Campos. Em contextos científicos, esses dispositivos são utilizados em expedições em regiões remotas, ambientes polares e áreas de difícil acesso geográfico, transportando instrumentos e registrando dados ambientais. 

Na Univali, a expectativa é de que o robô funcione como uma plataforma experimental aberta, permitindo testes de sensores, algoritmos de navegação e sistemas de comunicação. Sensores instalados no próprio corpo do robô — e outros que poderão ser acoplados futuramente — vão permitir a transmissão de informações ambientais em tempo real. A rede LoRa, utilizada para recebimento das transmissões, foi desenvolvida dentro da universidade.  

Enquanto tecnologias bípedes podem cair com facilidade, o quadrúpede tende a se estabilizar e manter o equilíbrio com mais segurança. O robô de quatro patas é capaz de subir escadas, percorrer trilhas íngremes e avançar por estruturas em locais de risco para a presença humana, podendo entrar em áreas de difícil acesso e auxiliar em resgates ou situações de desastre. Em breve, um concurso promovido pela Univali ajudará a decidir o nome do robô, que além de contribuir para o desenvolvimento científico, tem provocado a curiosidade dos alunos no campus professor Edison Villela, em Itajaí.


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