segunda-feira, 13 de abril de 2026

Vai comprar imóvel na planta? O preço pode não ser o mesmo até a entrega

Empreendimento em Caraguatatuba, Ruy Barbosa Residencial,
 trabalha com modelo de venda de unidades a preço fechado

Muitos compradores não sabem, mas imóveis na planta podem ser vendidos em diferentes modelos, que impactam o valor final e a previsibilidade do investimento

 

Ao comprar um imóvel na planta, o valor final nem sempre é conhecido desde o início. Isso acontece porque existem diferentes modelos de comercialização no mercado imobiliário, com impactos diretos no planejamento financeiro do comprador. Entre os formatos mais comuns estão o preço fechado, em que o valor total é definido no momento da compra, e o preço de custo, também chamado de obra por administração, em que o valor pode variar ao longo da construção. 

Com o aumento da oferta de imóveis na planta, entender essas diferenças tem se tornado parte importante da decisão de compra, especialmente para quem busca previsibilidade financeira.


Previsibilidade financeira

No modelo de preço fechado, o valor total do imóvel é definido no momento da compra. Isso permite que o comprador organize o orçamento com maior segurança, considerando apenas os reajustes previstos em contrato, normalmente vinculados a índices da construção civil ou inflação. 

Já no modelo de preço de custo, o valor final acompanha o custo real da obra, que pode variar conforme mudanças nos preços de materiais, mão de obra e outros insumos. Nesse formato, não há como prever com precisão o valor final do imóvel, e as variações tendem a resultar em aumento ao longo da construção. 

Para Luiz Carlos Delben Leite, sócio da Delfi Incorporadora, a previsibilidade tem se tornado um fator decisivo para o comprador. 

“O preço de custo pode ser interessante para quem aceita oscilações e tem margem financeira. Mas hoje muita gente quer previsibilidade. Quando o valor é fechado, o comprador sabe quanto vai pagar. No preço de custo, o valor pode mudar ao longo da obra”, afirma. Outra diferença está na gestão da construção. No modelo de preço fechado, a incorporadora assume a responsabilidade pelos custos e eventuais variações. Já no preço de custo, os compradores participam do rateio das despesas. 

Durante o andamento da obra, também é comum a formação de uma comissão de compradores, que pode sugerir alterações no projeto, nos materiais ou nas especificações técnicas. Essas decisões podem gerar mudanças no custo e impactar o resultado final do empreendimento. Em alguns casos, escolhas feitas para reduzir despesas podem trazer consequências futuras. A redução de itens técnicos, como impermeabilização ou materiais de acabamento, pode gerar problemas de infiltração e manutenção, especialmente em cidades litorâneas, onde a umidade é mais elevada.


Modelo adotado em novos empreendimentos 

No litoral norte paulista, o crescimento do mercado imobiliário tem ampliado a oferta de imóveis na planta e impulsionado a adoção do modelo de preço fechado. Em Caraguatatuba, empreendimentos recentes têm adotado esse formato, com valor definido no momento da compra e maior previsibilidade para o comprador. 

Entre eles está o Ruy Barbosa Residencial, em desenvolvimento no bairro Porto Novo, que segue esse modelo de comercialização. O movimento acompanha a expansão urbana da cidade e o aumento da demanda por imóveis voltados tanto para moradia quanto para investimento. “Compreender as diferenças entre os modelos ajuda o comprador a tomar decisões mais alinhadas ao planejamento financeiro, especialmente em regiões em crescimento”, finaliza Luiz Carlos.


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