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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Canetas emagrecedoras avançam no tratamento da dor crônica e ampliam uso na medicina

Para além da estética, canetas auxiliam no ganho de mobilidade e combate a sobrecarga das articulações 

 

A crescente popularização das canetas emagrecedoras tem aberto caminho para o uso da tecnologia para tratamentos disruptivos. Fundada em Brasília, a Rede CADE, primeira rede de franquias clínicas médicas especializada em dor, tem utilizado tecnologia para o tratamento a longo prazo da dor crônica nos pacientes. A proposta é que, em conjunto com terapias eletromagnéticas e fisioterapia voltadas ao alívio da dor local, os pacientes com sobrepeso tenham acompanhamento de endocrinologista para emagrecimento, o que reduz a sobrecarga de locais como lombar, joelho e quadril.
 

Segundo o Conselho Federal de Farmácia, o uso de canetas emagrecedoras cresceu em 88% no Brasil em 2025. Dr. Lúcio Gusmão, médico ortopedista e fundador da Rede CADE, conta que o desenvolvimento do protocolo surgiu a partir de conversas multidisciplinares. Além das especialidades já mencionadas, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e nutrólogo atuam de maneira combinada.
 

“O objetivo é não é só promover a perda de peso, queremos aumentar o ganho de massa muscular e melhorar da qualidade de vida. Por isso, atuamos em diversas frentes de maneira simultânea, pois a adesão ao tratamento da dor crônica pode encontrar resistência em alguns casos, principalmente quando há expectativa do paciente por resultados rápidos sem mudança nos hábitos. Para esses resultados de longo prazo, com mudanças na alimentação e na mentalidade, que nossos profissionais atuam para motivar o paciente a colaborar com o tratamento para além do consultório”, conta Dr. Lúcio.
 

Dados do Ministério da Saúde de 2023 revelaram que quase 37% dos brasileiros acima de 50 anos sofrem de dores crônicas. Atualmente, o Ministério também estima que cerca de 62,6% dos brasileiros estejam com sobrepeso.
 

“Estamos envelhecendo como sociedade, com menos nascimentos e uma proporção maior de pessoas acima dos 40 anos. A partir dessa faixa etária, há uma tendência natural de perda de massa muscular, o que pode evoluir para um quadro de sarcopenia, perda progressiva de músculos que impacta a autonomia principalmente em idosos. Por isso, para além do emagrecimento e do alívio da dor, o Mounjaro deve ser usado como estímulo para mudanças no estilo de vida a longo prazo”, ressalta Dr. Lúcio Gusmão.
 

De acordo com o profissional, a concentração de tecido adiposo libera mediadores inflamatórios, chamados citocinas, que contribuem para a sensibilização da dor. Os fins estéticos são consequência da aplicação de Mounjaro nesse caso e não o objetivo primário.
 

“É importante ressaltar que nem todo paciente com sobrepeso é elegível para esse tipo de tratamento. A indicação é sempre individualizada, levando em conta critérios como presença de comorbidades, impacto funcional da dor, tratamentos prévios e a composição corporal do paciente”, conta Dr. Lúcio.
 

Acompanhamento contínuo e terapias ampliam eficácia do tratamento 
 

Na prática, o protocolo adotado pela Rede CADE vai além da prescrição medicamentosa e se apoia em um acompanhamento contínuo e estruturado do paciente. As consultas são realizadas de forma periódica, inicialmente semanais, para monitoramento da composição corporal, evolução da dor e resposta ao tratamento, com ajustes progressivos ao longo do processo.
 

Paralelamente, o controle da dor é feito por meio de uma combinação de terapias que incluem desde tecnologias como ondas de choque, laser e campos eletromagnéticos até procedimentos minimamente invasivos. Entre eles estão infiltrações guiadas por ultrassom em articulações e estruturas da coluna, além de técnicas como mesoterapia e dry needling.
 

“A redução da dor permite maior mobilidade, o que facilita a movimentação ativa e o emagrecimento. Cria-se um ciclo positivo no tratamento. À medida que o paciente perde peso e melhora a dor, é possível reduzir gradualmente o uso de analgésicos, com ganho funcional e mais qualidade de vida”, finaliza o médico.

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