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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Medicamentos emagrecedores: tentativas de golpes nas vendas online cresceram 14% em 2025, aponta Serasa Experian

• O e-commerce registrou 1,8 milhão de pedidos de remédios emagrecedores GLP-1 no ano passado, movimentando R$ 2,8 bilhões, mais de 6 vezes acima do registrado em 2024;

• Apenas 0,5% das compras foram feitas no mercado paralelo – ambiente digital que tem risco de fraude 4x maior do que farmácias e drogarias.

 

O e-commerce brasileiro registrou 1,8 milhão de pedidos de medicamentos a base de GLP-1 no ano passado, hormônio associado ao controle da glicose e à saciedade, representando um volume 358% superior ao de 2024. Em valores, as transações somaram R$ 2,8 bilhões, mais de seis vezes acima do registrado no ano anterior. Apesar de não ser na mesma medida, as tentativas de golpes também crescem: segundo a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, houve uma alta de 14% nas fraudes evitadas em 2025 nas vendas desses produtos, na comparação com 2024. 

 

Ao observar a evolução ao longo de 2025, o ritmo de compra online desses medicamentos, tanto canetas emagrecedoras quanto comprimidos com os mesmos princípios ativos, ganhou força: na comparação entre o 1º e o 2º semestre, os pedidos cresceram 158% e o valor movimentado aumentou quase três vezes, evidenciando a aceleração da demanda na segunda metade do ano. 


A tendência se manteve nos dois primeiros meses de 2026, quando o volume de pedidos já se aproxima do total registrado entre janeiro e junho de 2025. Entre janeiro e fevereiro, foram 435 mil pedidos e R$ 734,9 milhões movimentados. Em relação aos golpes, 1,5 mil diligências foram evitadas no bimestre, reforçando que a categoria exige monitoramento contínuo por e-commerces e marketplaces. Confira o detalhamento nos gráficos abaixo:

 



“Quando uma categoria cresce nesse ritmo, ela passa a atrair mais tentativas oportunistas. O aumento de 14% nas fraudes evitadas mostra que as empresas estão elevando o nível de proteção para acompanhar o mercado, sem perder de vista a experiência do consumidor legítimo”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Leandro Bartolassi. “A estratégia mais eficiente é combinar inteligência de dados, sinais de comportamento e validações em camadas, direcionando fricção para transações de maior risco e mantendo a jornada fluida para quem compra de forma regular”, completa.

 

Mercado paralelo tem risco maior, mas não acompanha o mesmo índice de crescimento 


Outro destaque do estudo é o comportamento do chamado mercado paralelo nas vendas online. Embora o risco de fraude nessa compra seja 4 vezes maior do que em farmácias e drogarias online oficiais, esse canal representa apenas 0,5% das compras de GLP-1 no ambiente digital. Além disso, esse segmento não acompanhou o mesmo ritmo de crescimento observado na demanda total, o que indica que a maior parte do consumo segue concentrada em operações mais estruturadas e rastreáveis. Veja o detalhamento dos dados na tabela abaixo: 



Boas práticas para reduzir risco em categorias de alta procura


Com o aumento da demanda, a Serasa Experian reforça medidas para compras e vendas mais seguras no ambiente digital:

 

Para consumidores


• Priorizar canais oficiais e desconfiar de ofertas com grande desconto;


• Verificar reputação do vendedor, CNPJ e políticas de troca/entrega;


• Evitar links recebidos por mensagens/redes sociais; preferir acessar o site/app diretamente.

 


Para empresas


• Reforçar a prevenção à fraude em camadas (dados, dispositivo e comportamento);


• Aplicar regras mais rígidas para vendedores de baixa reputação e canais não oficiais;


• Usar orquestração inteligente para equilibrar conversão e segurança em picos de demanda;

• Realizar monitoramento contínuo do ambiente digital (surface web, deep web e dark web) para identificar ameaças e exposições.

 

Experian
experianplc.com


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