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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Fim da jornada 6x1 pode encarecer eventos, ampliar informalidade e reduzir competitividade do Brasil, alerta ABRAFESTA

Abrafesta ( Associação Brasileira de Eventos). alerta sobre o fim da Escala 6x1, pois a possível extinção da jornada e a redução do limite semanal de trabalho pode acabar por acender um alerta no setor de eventos. A Associação Brasileira de Eventos (ABRAFESTA), que representa feiras, congressos, exposições e toda a cadeia de prestadores de serviços — como montadoras, audiovisual, cenografia, segurança e buffets — defende que qualquer mudança no regime de jornada seja precedida de estudos setoriais específicos e implementação gradual, sob risco de impacto direto sobre custos, preços e emprego formal.

Embora o parecer técnico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) tenha como foco o comércio, os números ajudam a dimensionar o potencial efeito sobre setores intensivos em mão de obra. O estudo indica que mudanças na jornada podem gerar aumento significativo na folha de pagamento — estimado em até 21% no recorte analisado — com pressão para repasse de custos e compressão de margens. Para a ABRAFESTA, o setor de eventos pode ser ainda mais sensível, pois opera em regime de picos, com montagem e desmontagem em janelas curtas, forte atuação em fins de semana e feriados e múltiplas equipes simultâneas.

A ABRAFESTA também alerta para o risco de aumento da informalidade e da pejotização irregular em um setor já marcado por sazonalidade. O cenário se torna mais complexo diante da Portaria nº 3.665/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego, que amplia exigências para trabalho em feriados, datas que concentram parte relevante da atividade do setor.

Para a entidade, a modernização das relações de trabalho é legítima, mas precisa considerar as especificidades de cadeias produtivas tempo-críticas como a de eventos. A ABRAFESTA defende transição gradual, instrumentos de flexibilização negociada e medidas de estímulo à formalização, de forma a preservar competitividade, segurança jurídica e geração de empregos.

 

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