Está cada vez mais difícil preencher vagas. Além disso, mais do que encontrar um profissional compatível com o cargo, as organizações também têm em frente um outro obstáculo, que é localizar um perfil que se adeque às políticas da empresa – algo que, felizmente, pode ser superado a partir do investimento em treinamentos corporativos.
Quando falamos sobre a aplicação desse tipo de
treinamento, é importante deixar claro que não se trata exclusivamente de
apenas desenvolver as habilidades técnicas, mas sim de favorecer o desempenho e
despertar o sentimento de pertencimento nos times, principalmente, se tratando
de novas integrações na equipe.
Os treinamentos corporativos ganharam ainda mais
força considerando que, com as constantes atualizações do mercado, hoje, as contratações
que mais obtém sucesso não são aquelas que buscam apenas recrutar
especialistas, mas as que têm como foco moldar e inserir o colaborador na
cultura organizacional. Afinal, é esse movimento de demonstração e empenho para
auxiliar na integração que favorece na obtenção de um time altamente engajado e
motivado.
Sabemos bem que nenhuma mudança acontece do dia
para a noite. A mesma coisa acontece durante a aplicação de treinamentos que
envolve toda a equipe, levando até mesmo a incertezas sobre aquilo que deve ser
abordado e trabalhado com o time. Sendo assim, destaco aqui sete aspectos
importantes que devem ser pautados durante essa execução:
#1 Segurança psicológica: é crucial que a empresa proporcione um ambiente seguro, dando
oportunidade para as pessoas se expressarem. Isso é, a organização precisa
estar atenta em desenvolver uma cultura em que tanto um colaborador antigo
quanto um novo se sintam inseridos na companhia, e vejam que sua contribuição
também é importante para todo o núcleo.
#2 Comunicação não violenta: complementando o tópico anterior, de nada adianta criar um ambiente
seguro, mas ainda ter resquícios de opressão e julgamentos. Tanto a alta gestão
quanto a equipe precisam ter estabelecidos formas cuidadosas e respeitosas de
se comunicar, a fim de evitar conflitos ou ruídos.
#3 Trabalho em equipe: um verdadeiro líder é aquele que inspira. Durante a execução das
atividades, dúvidas podem surgir ao longo do caminho. Por isso, é fundamental
que a equipe como um todo esteja preparada e liderada seja para ajudar ou pedir
auxílio em eventuais situações, independentemente de qual seja o grau de
dificuldade – livre de qualquer julgamento ou opressão.
#4 Inteligência Emocional: falar sobre o mundo corporativo assusta. Ainda mais, com a quantidade
de transtornos associados a essa carga como, por exemplo, a Síndrome de Burnout
e ansiedade – cujos diagnósticos frequentes tornaram o Brasil o segundo país do
mundo que mais se preocupa com essas questões, segundo o Google Trends. Deste
modo, é fundamental que a empresa busque não apenas criar um clima de pressão,
mas um ambiente que dê espaço para o colaborador raciocinar e se sentir
acolhido.
#5 Administração de tempo: gerenciar uma gama de tarefas pode ser algo desafiador para alguns. Por
isso, o treinamento pode ser efetivo para dar dicas e auxiliar o colaborador a
traçar um planejamento que o ajude a ter uma maior produtividade e eficiência.
#6 Ser o seu próprio líder: despertar o senso de pertencimento é essencial, mas alinhado a isso, é
importante que o colaborador também tenha estabelecido o sentimento de alta
liderança. Ou seja, é preciso instruí-lo a gerenciar o seu tempo, motivá-lo a
se preparar, sanar dúvidas e, principalmente, a seguir almejando a crescer mais
e mais.
#7 Estabelecer a mentalidade
de aprendizado contínuo: como citado
anteriormente, o mercado segue em franca evolução. Sendo assim, é essencial que
o colaborador tenha em mente a importância de continuar se desenvolvendo e
adquirindo habilidades, a fim de garantir seu protagonismo e destaque frente as
novas aspirações que surgem.
À medida em que o treinamento corporativo é
aplicado e esses aspectos trabalhados, a empresa obtém benefícios que vão desde
o maior engajamento, até a retenção de talentos, uma vez que a organização
demonstra o seu compromisso e responsabilidade em ajudar e investir para que o
colaborador tenha uma jornada de sucesso.
Todos esses pilares não devem apenas fazer parte de
um conjunto de disciplinas, mas também da cultura organizacional. Afinal, em um
mercado cada vez mais competitivo, o que faz a diferença não são mais apenas os
aspectos de remunerações, mas qual o melhor custo-benefício e chances
crescimento que estarão inclusas nas oportunidades oferecidas.
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