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domingo, 14 de junho de 2026

Frio pode agravar dores articulares em cães e gatos; veja como proteger os pets no frio


Com a chegada das temperaturas mais baixas, é comum observar mudanças no comportamento de cães e gatos: menos disposição, mais tempo deitado e até certa rigidez ao se levantar. O que muitos responsáveis não sabem é que o frio pode intensificar dores articulares, especialmente em animais com predisposição a problemas ortopédicos ou idosos. Mas como minimizar o desconforto dos pets nesse período?  

Segundo a médica-veterinária Mayara Andrade, de Biofresh (MBRF Pet), esse efeito é semelhante ao observado em humanos. “Assim como as pessoas costumam sentir mais dores nas articulações em dias frios, os pets também podem apresentar aumento de sensibilidade e rigidez. As baixas temperaturas são desfavoráveis para processos crônicos, o que pode intensificar o desconforto de quadros como artrite e artrose”, explica.  

A profissional explica que a atenção deve ser redobrada, especialmente, com animais idosos e com predisposição a problemas articulares — como algumas raças de grande porte — ou que já apresentam condições como artrose, artrite, displasia de quadril ou de cotovelo e alterações na coluna. Esses pets tendem a sentir mais os efeitos das baixas temperaturas, com aumento da rigidez e do desconforto ao se movimentar.
 
“É comum perceber sinais como dificuldade para levantar, mais lentidão para caminhar, resistência para subir escadas ou até a diminuição do interesse por atividades que o animal costumava gostar, como passeios e brincadeiras. Nesses casos, é importante observar essas mudanças de perto e conversar com o médico-veterinário que acompanha o pet, para que ele possa orientar os cuidados mais adequados para cada situação. Medidas simples no dia a dia, como oferecer um local mais aquecido para descanso e evitar a exposição ao frio intenso, também ajudam a proporcionar mais conforto ao animal”, orienta Mayara.

 

Quem exige mais atenção?  

Embora o frio afete cães e gatos de forma geral, alguns grupos tendem a sentir mais os impactos das baixas temperaturas. Mayara explica que animais de grande porte que apresentam maior predisposição genética a doenças articulares, como displasia coxofemoral e de cotovelo. Já os de pequeno porte podem desenvolver alterações em regiões como cotovelos e luxações patelares ao longo da vida.  

“Condições como artrite, artrose e discopatia de diversos graus também são relativamente comuns e costumam se intensificar no inverno. A genética influencia, mas não é o único fator. Idade, peso corporal e impacto/tipo de atividade física também têm um papel importante na saúde das articulações”, orienta a veterinária de Biofresh. 

 

Como reduzir o desconforto nos dias frios?  

Apesar de o frio poder agravar os sintomas, alguns cuidados simples ajudam a minimizar o impacto no dia a dia dos pets. Mayara ressalta que um dos principais pontos é evitar que o animal permaneça em contato direto com superfícies frias.  

“O ideal é oferecer camas, mantas ou qualquer tipo de proteção que isole o frio do piso. Esse cuidado já contribui para mais conforto, principalmente para animais que passam mais tempo deitados”, orienta.  

Manter uma rotina de atividade física também é importante, ainda que com adaptações. “O movimento ajuda a preservar a mobilidade e a reduzir a rigidez articular. Mesmo no inverno, é importante estimular exercícios leves e regulares, respeitando sempre os limites do animal”, afirma. 

 

Peso e alimentação também influenciam  

“O controle do peso é outro fator determinante para a saúde articular. O excesso de gordura corporal aumenta a sobrecarga nas articulações e pode agravar processos degenerativos. Por isso, manter o peso adequado reduz a pressão sobre as articulações e contribui para a prevenção de problemas. A alimentação equilibrada é fundamental nesse processo, tanto para o controle de peso quanto para a saúde geral do animal”, destaca Mayara.  

Segundo a profissional de Biofresh, a escolha da dieta também pode fazer diferença. Alimentos que incluem ingredientes com função específica para suporte articular podem auxiliar na manutenção das estruturas e no equilíbrio de processos inflamatórios.  

“Esse cuidado deve começar precocemente, principalmente em animais com predisposição. A saúde articular é construída ao longo da vida. Uma nutrição adequada desde cedo ajuda a preservar as articulações e favorece mais qualidade de vida no futuro”, explica. 

 

Atenção aos sinais e acompanhamento regular  

Mayara lembra que o período de temperaturas mais baixas também é uma oportunidade para reforçar o acompanhamento veterinário. Avaliações periódicas permitem identificar alterações iniciais e ajustar a rotina do pet conforme a necessidade.  

“Mudanças de comportamento devem ser observadas com atenção, como dificuldade para subir escadas, relutância para se movimentar, rigidez ao levantar e redução das atividades. Esses são alguns dos sinais que podem indicar desconforto e, no frio, eles tendem a ficar mais evidentes. Por isso, é importante que os responsáveis acompanhem de perto o comportamento do animal e procurem orientação ao perceber qualquer alteração”, finaliza Mayara.


Cães comunitários fortalecem laços e criam senso de pertencimento

Psicóloga especializada em vínculo humano-anima e luto petl explica como esses animais se tornam parte da identidade de bairros e comunidades, despertando afeto, responsabilidade coletiva e até processos de luto.


Presença constante em ruas, praças e comércios, os chamados cães comunitários mobilizam afeto, estimulam a convivência entre moradores e revelam que os vínculos com os animais vão muito além da posse formal. Embora não tenham um responsável definido, os chamados cães comunitários ocupam um lugar especial na vida de muitas pessoas. Alimentados, protegidos e acompanhados por moradores, esses animais acabam se tornando parte da identidade de uma comunidade e, muitas vezes, também fortalecem os laços entre os próprios vizinhos.

Segundo Juliana Sato, psicóloga especializada em vínculo humano-animal e luto pet o afeto despertado pelos cães comunitários está diretamente relacionado à convivência cotidiana e ao significado emocional que eles passam a ocupar na rotina das pessoas. “São animais que acompanham o dia a dia da comunidade. Com o tempo, deixam de ser apenas um cachorro da rua e passam a representar familiaridade, continuidade e presença. As pessoas reconhecem o animal, perguntam por ele, criam histórias e compartilham cuidados. Isso gera afeto e aprendizado", explica.

Diferentemente da relação estabelecida com um pet que vive dentro de casa, o vínculo com um cão comunitário é construído de forma espontânea e compartilhada. Ainda assim, isso não torna a conexão menos significativa. "No caso do cão comunitário, a relação afetiva, frequentemente é construído na presença cotidiana e no cuidado fragmentado entre diferentes pessoas. Cada morador participa de alguma forma: alguém oferece água, alimentação, outra pessoa ainda leva ao veterinário ou ajuda nos dias frios. É interessante porque o animal pertence emocionalmente a muitas pessoas ao mesmo tempo, mesmo sem pertencer oficialmente a ninguém", afirma Juliana.

Essa dinâmica também produz impactos positivos nas relações humanas. Ao redor do cuidado com o animal, moradores passam a interagir mais, trocar informações e criar pequenas redes de apoio. "O compartilhamento dos cuidados costuma gerar senso de corresponsabilidade. Muitas vezes, as pessoas começam conversando sobre vacinação, alimentação ou castração e, sem perceber, fortalecem relações sociais entre si”, observa.

"O cão comunitário frequentemente mobiliza carinho compartilhado e senso de responsabilidade coletiva. As pessoas passam a perceber que fazem parte de um mesmo território e que aquele animal depende de uma rede para permanecer protegido. Muitas vezes, ele não apenas recebe cuidado, mas também reorganiza emocionalmente aquele espaço social", destaca a especialista.

Laços que geram emoções, inclusive, o luto – A força da conexão estabelecida com os cães comunitários costuma ficar ainda mais evidente quando eles adoecem, desaparecem ou morrem. Nesses momentos, moradores frequentemente experimentam tristeza e até mesmo processos de luto.

"Os vínculos afetivos não dependem de posse formal para existirem. O afeto nasce da convivência, da repetição, da presença emocional e do significado que aquele ser ocupa na nossa vida cotidiana. Quando um cão comunitário desaparece ou morre, não se perde apenas um animal. Perde-se uma presença familiar e um elemento afetivo significativo daquela rotina", explica.

Para a psicóloga, essa reação revela algo profundo sobre a própria natureza humana. "Criamos laços muito mais amplos do que costumamos admitir. O sofrimento diante da perda mostra justamente a profundidade dessa conexão", conclui. 



Juliana Sato - Psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp, Juliana Sato é certificada pela renomada Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento pet vet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais humanas, seguras e sustentáveis. Desde 2024, faz parte da diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Para ajudar pessoas que buscam equilíbrio emocional e crescimento pessoal, criou o canal VibeZenCast, no qual compartilha conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar. Juliana também é uma das organizadoras do recém-lançado livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, pela Editora Lucto, onde aborda a complexidade do assunto e debate a saúde mental no universo pet. Saiba mais acessando o site julianasatopsicologa.com.br ou o perfil no Instagram @jusatopsicologa.


Quando o pet se torna o verdadeiro terceiro elemento da relação

Psicóloga explica como os animais de estimação passaram a ocupar papel central na vida afetiva dos casais e por que divergências sobre pets podem gerar conflitos semelhantes aos relacionados à parentalidade

 

Se antes os casais discutiam sobre casamento, filhos e planos para o futuro, hoje uma nova questão tem ganhado espaço dentro dos relacionamentos: os pets. Cada vez mais presentes na rotina das famílias brasileiras, cães e gatos deixaram de ser apenas animais de estimação para assumir um papel afetivo central, influenciando decisões, hábitos e até a compatibilidade entre parceiros.

No embalo do Dia dos Namorados, a figura do "terceiro elemento" da relação costuma render memes e publicações divertidas nas redes sociais. Mas, segundo a psicóloga e especialista em luto pet Natália Nigro de Sá, fundadora da Laika Assistência e Funeral Pet, o tema revela transformações profundas na forma como as pessoas constroem vínculos afetivos.

"Os pets passaram a ocupar um lugar muito significativo na estrutura emocional das famílias. Para muitos casais, eles representam projetos de vida compartilhados, responsabilidades conjuntas e importantes fontes de afeto. Não é exagero dizer que, em muitos lares, eles fazem parte da identidade familiar", afirma.

O fenômeno acompanha mudanças sociais observadas nos últimos anos. Com casais optando por ter filhos mais tarde, ou mesmo por não ter filhos, os animais de estimação ganharam ainda mais espaço dentro da dinâmica doméstica.

Segundo Natália, essa proximidade faz com que questões relacionadas aos pets possam gerar conflitos semelhantes aos enfrentados em outras decisões importantes da vida a dois.

"Assim como acontece quando um casal possui visões diferentes sobre filhos, também podem surgir dificuldades quando uma pessoa considera os animais parte da família e a outra não compartilha da mesma percepção. Não se trata apenas de gostar ou não gostar de pets. Estamos falando de valores, estilo de vida e expectativas sobre o futuro", explica.

A psicóloga observa que situações aparentemente simples podem se transformar em pontos de tensão, como permitir que o animal durma na cama, definir gastos com saúde e bem-estar ou decidir quem ficará responsável pelos cuidados diários.

"Quando existe alinhamento, o pet costuma fortalecer os vínculos, promovendo momentos de conexão, carinho e cooperação. Mas, quando há divergências importantes, ele pode acabar evidenciando diferenças que já existiam na relação", destaca.

A relevância dos animais na vida afetiva dos brasileiros também pode ser percebida no aumento das discussões jurídicas envolvendo guarda compartilhada, visitas e divisão de despesas após separações. Embora a legislação ainda esteja em evolução, decisões judiciais têm reconhecido cada vez mais os vínculos emocionais estabelecidos entre tutores e seus animais.

Para Natália, esse movimento reflete uma mudança cultural mais ampla. "Os pets ocupam hoje um espaço afetivo legítimo. Eles participam das rotinas, das celebrações, das viagens e dos momentos difíceis. Quando entendemos a importância desse vínculo, compreendemos também por que eles se tornaram um tema tão relevante dentro dos relacionamentos contemporâneos", conclui.

 

Natália Nigro de Sá - psicóloga do luto, doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e fundadora da Laika Funeral Pet.


Reforços vacinais continuam essenciais na vida adulta dos pets

A cinomose permanece como o maior desafio clínico para cães que ficam períodos longos sem imunização; raiva causa a morte de cerca de 60 mil pessoas por ano no mundo

 

Quando um filhote chega em casa, a vacinação costuma ser uma das principais preocupações dos tutores. O acompanhamento veterinário é frequente, as datas das doses iniciais são seguidas e a prevenção recebe atenção especial. O problema surge alguns anos depois. Com o avanço da idade, muitos animais deixam de retornar regularmente às clínicas e acabam ficando com o calendário vacinal desatualizado, aumentando o risco de doenças graves e potencialmente fatais. 

No Dia da Imunização, celebrado em 9 de junho, a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, alerta para um comportamento comum entre os tutores: a falsa percepção de que a vacinação é importante apenas durante os primeiros meses de vida do animal. 

O alerta ganha relevância diante do tamanho da população pet brasileira, que já passa de 160 milhões de animais de estimação. Em um cenário de convivência cada vez mais próxima entre pessoas e animais, a prevenção torna-se uma ferramenta essencial para garantir qualidade de vida e reduzir riscos sanitários. 

“A imunização não termina após o protocolo inicial do filhote. Os reforços periódicos são fundamentais para manter a proteção contra doenças infecciosas potencialmente fatais. Quando o calendário deixa de ser seguido, o animal volta a ficar suscetível a agentes que continuam circulando no ambiente. O maior desafio que enfrentamos nos hospitais com cães adultos que passam longos períodos sem vacinar é, sem dúvida, a cinomose. É uma doença devastadora e que deixa sequelas neurológicas irreversíveis”, explica Mayara Gimenez, médica veterinária na WeVets.
 

A divisão técnica dos agentes vacinais 

As diretrizes internacionais da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) dividem a proteção entre agentes essenciais (aqueles que todo animal deve receber devido à gravidade da doença) e complementares (dependentes do estilo de vida). No cenário brasileiro, o tutor precisa entender que esses componentes vêm combinados nas apresentações comerciais disponíveis nas clínicas. 

Para os cães, os agentes considerados essenciais e obrigatórios por entidades globais são o vírus da Cinomose Canina, o Parvovírus Canino e o Adenovírus Canino Tipo 1 e 2. Na rotina médica do país, a forma de garantir essa proteção obrigatória é através da aplicação de vacinas múltiplas (como as conhecidas V8 ou V10) e também da versão Puppy para os primeiros meses do filhote. Esses imunizantes comerciais também agregam proteção contra antígenos não-essenciais, como a Leptospirose e a Parainfluenza, otimizando o manejo preventivo no país. 

Nos gatos, os agentes essenciais obrigatórios são o Parvovírus Felino (causador da panleucopenia), o Calicivírus Felino e o Herpesvírus Felino Tipo 1 (rinotraqueíte), que são comumente encontrados no mercado nas versões múltiplas V4 ou V5, esta última incluindo também a proteção contra a Leucemia Viral Felina (FeLV). 

A raiva permanece como a zoonose essencial e obrigatória por lei para ambas as espécies. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 59 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da doença no mundo, sendo os cães sem histórico vacinal os responsáveis pela maior parte dos casos de transmissão para humanos em países onde a enfermidade ainda circula.
 

O sumiço dos felinos e o impacto financeiro

Os felinos merecem atenção especial nesse contexto. Estudos internacionais apontam que gatos adultos costumam visitar o médico-veterinário com menor frequência do que os cães, o que favorece o atraso nos reforços vacinais e reduz as oportunidades de diagnóstico precoce de doenças silenciosas. 

Outro aspecto frequentemente ignorado pelos tutores é o impacto financeiro da prevenção. O investimento anual em vacinação representa apenas uma fração dos custos associados ao tratamento de doenças infecciosas avançadas, que frequentemente exigem exames complexos, medicamentos de suporte, isolamento hospitalar e internações em unidades de terapia intensiva (UTI). 

“A prevenção continua sendo a estratégia mais segura para proteger a saúde dos animais. Muitas das doenças que enfrentamos diariamente nos hospitais poderiam ser evitadas ou ter sua gravidade significativamente reduzida com a vacinação em dia”, acrescenta a veterinária.

A WeVets reforça que a vacinação deve sempre ser precedida por avaliação clínica individualizada. O médico-veterinário é o profissional responsável por verificar se o animal está perfeitamente saudável para receber as doses e por definir o protocolo mais adequado conforme a idade, o histórico de saúde e o estilo de vida de cada paciente.


Campanha global “Animal Safety” mobiliza organizações e sociedade para combater crueldade contra animais nas plataformas digitais

 Mobilização internacional liderada pelo Instituto Ampara Animal pretende endurecer leis sobre crimes digitais envolvendo crueldade contra animais e pressionar plataformas por responsabilidade.


A organização brasileira Instituto Ampara Animal lançou a campanha global Animal Safety, uma mobilização internacional que pretende reunir organizações, protetores independentes, ativistas, especialistas e cidadãos para pressionar plataformas digitais a combater conteúdos que exibem ou incentivam maus-tratos contra animais. A iniciativa também busca promover mudanças legislativas que tornem mais rigorosa a responsabilização por crimes digitais relacionados à violência contra animais. 

O movimento surge diante da crescente circulação de vídeos e transmissões que mostram exploração, tortura e morte de animais em ambientes online, muitas vezes impulsionados por algoritmos e transformados em conteúdo de entretenimento. Dados do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), da Polícia Civil de São Paulo, apontam que entre 10 e 15 animais são mortos ou submetidos a violência extrema por noite em transmissões, monitoradas pelas autoridades, especialmente em servidores privados no Discord e grupos fechados em aplicativos de mensagens. A campanha pretende chamar atenção para a responsabilidade das plataformas diante desse cenário e mobilizar a sociedade para exigir mecanismos mais eficazes de denúncia, remoção e prevenção desse tipo de material.  

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) também relaciona os grupos investigados por crimes contra animais em plataformas digitais a práticas como indução à automutilação, estupro virtual, incentivo ao suicídio, exploração sexual de adolescentes e apologia à violência extrema. Segundo as investigações conduzidas pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), esses ambientes funcionam como redes organizadas de violência, nas quais o sofrimento animal é frequentemente utilizado como mecanismo de dessensibilização e escalada para outros crimes.

 

“A internet não pode continuar sendo um ambiente onde a crueldade vira conteúdo e gera engajamento. A campanha Animal Safety nasce para unir a sociedade e pressionar por mudanças reais. Precisamos endurecer as leis e responsabilizar quem produz e quem permite que crimes contra animais sejam exibidos e incentivados nas plataformas digitais”, afirma Juliana Camargo, presidente do Instituto Ampara Animal.

 

Como parte da estratégia institucional da campanha, os organizadores concluíram a redação de um Projeto de Lei (PL 1043/2026) voltado ao enfrentamento de crimes digitais envolvendo maus-tratos contra animais. O texto foi entregue ao deputado federal Matheus Laiola, conhecido por sua atuação na causa animal. A equipe do parlamentar demonstrou interesse e promoveu uma audiência pública para discutir o tema com especialistas, representantes da sociedade civil e autoridades, realizada na Câmara dos Deputados, no Brasil. Durante o debate, foram apresentados dados indicando mais de 83 mil links com conteúdos de maus-tratos compartilhados em plataformas digitais em 2024, além de relatos da Polícia Civil de São Paulo sobre transmissões ao vivo envolvendo violência contra animais e jovens coagidos por criminosos em redes sociais e aplicativos. Os participantes cobraram respostas mais rápidas das plataformas digitais e avanços na legislação.

 

Paralelamente ao avanço legislativo, a campanha estruturou sua presença digital. A equipe desenvolveu uma landing page do movimento. A página funcionará como o principal hub de informações da campanha, reunindo dados, materiais educativos e orientações para mobilização de organizações e cidadãos em diferentes países.

 

Outra frente importante será a mobilização popular. A campanha está lançando uma petição internacional na plataforma Change.org, com a meta de alcançar um milhão de assinaturas em apoio à criação de políticas mais rigorosas contra conteúdos de crueldade animal nas redes e plataformas digitais.

 

A iniciativa também começa a ganhar adesões institucionais. Os organizadores anunciaram a formação de uma coalizão com a Social Media Animal Cruelty Coalition (SMACC), ampliando a rede de organizações que apoiam a campanha e fortalecendo o esforço coletivo para pressionar empresas de tecnologia e autoridades públicas. Dados recentes reforçam a gravidade do problema. Em 2024, a SMACC identificou mais de 83 mil links contendo conteúdo de crueldade animal em 11 grandes plataformas digitais. No Brasil, registros da Polícia Civil de São Paulo indicam que os casos de maus-tratos contra animais veiculados na internet cresceram 120% entre 2024 e 2026. Segundo dados apresentados pelo NOAD, os registros passaram de 175 casos em 2024 para 340 em 2025, com crescimento contínuo das investigações em 2026.

 

Além das ações institucionais e legislativas, a campanha contará com uma forte estratégia de comunicação. Está prevista a produção de um vídeo oficial da campanha, com o apoio de artistas, influenciadores e formadores de opinião nacionais e internacionais, que devem ajudar a ampliar a visibilidade da mobilização e sensibilizar a sociedade sobre a gravidade do problema.

 

A campanha também terá como referência técnica e institucional o trabalho da delegada Lisandréa Salvariego, da Polícia Civil de São Paulo, cuja atuação no combate a crimes digitais têm revelado a dimensão da violência que ocorre em ambientes online. Enquanto a maioria das famílias dorme, Salvariego monitora jogos, chats e redes sociais onde crianças e adolescentes participam de desafios violentos.

 

Nas telas observadas pela delegada, sessões de abuso sexual, automutilação e tortura — incluindo a tortura e o assassinato de animais — acontecem diariamente e muitas vezes são transmitidas ao vivo. Integrante do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD) da Polícia Civil paulista, Salvariego atua no mapeamento de autores, vítimas e ambientes digitais, identificando padrões de comportamento nesses grupos. Segundo as investigações conduzidas pelo núcleo, cerca de 90% dos autores identificados são adolescentes e jovens, enquanto aproximadamente 90% dos animais vítimas desses crimes são gatos, principalmente filhotes. Os investigadores também identificaram conexões entre esses grupos e crimes como incentivo à automutilação, estupro virtual, exploração sexual de menores e apologia à violência extrema.

 

As investigações conduzidas pelo núcleo revelam estruturas organizadas nesses ambientes online, com presença de discurso de ódio, hierarquias internas entre participantes e até sistemas de recompensa baseados no sofrimento de vítimas humanas e animais. Segundo a delegada Lisandréa Salvariego, “os maus-tratos são a porta de entrada para outros crimes”. Para os organizadores da campanha, esses dados evidenciam a urgência de políticas públicas e legislações capazes de enfrentar o problema de forma mais contundente.

 

Com alcance internacional, a campanha Animal Safety pretende unir organizações e ativistas de diferentes países em torno de um objetivo comum: impedir que a internet continue sendo um espaço de normalização da violência contra animais e garantir que plataformas digitais assumam responsabilidade diante desses crimes. 

Assine o abaixo-assinado e faça parte da mudança: Assine aqui

 

Saúde dental canina exige prevenção diária e acompanhamento veterinário frequente


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Problemas bucais em cães vão além do mau hálito e podem comprometer o funcionamento do coração, rins e articulações 


Um levantamento realizado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), aponta que cerca de 85% dos cães desenvolvem doença periodontal ao longo da vida adulta. O problema tende a se agravar progressivamente com o avanço da idade, atingindo maior severidade em animais sênior, especialmente aqueles com mais de seis anos. Esse cenário revela um importante desafio para a saúde animal, já que a periodontite é uma infecção bacteriana progressiva que compromete as gengivas e as estruturas de suporte dos dentes. 

Mais do que um incômodo causado pelo mau hálito, sangramento gengival, dificuldade para mastigar, acúmulo de tártaro ou até mesmo perda de dentes, a doença periodontal é uma condição inflamatória que pode comprometer a saúde geral dos animais. Evidências científicas mostram que a infecção periodontal crônica favorece processos inflamatórios sistêmicos e a disseminação de bactérias pela corrente sanguínea, podendo contribuir para o desenvolvimento ou agravamento de diversas doenças. 

À medida que o tártaro se acumula e a doença evolui, bactérias presentes na cavidade oral podem alcançar a circulação sanguínea e se espalhar para diferentes órgãos. Esse processo está associado a alterações cardíacas, como a endocardite bacteriana em animais predispostos, além de lesões renais, processos inflamatórios hepáticos e, em alguns casos, inflamações articulares. 

Por isso, a saúde bucal deve ser encarada como parte fundamental dos cuidados preventivos. O diagnóstico precoce e o controle da doença periodontal não apenas preservam dentes e gengivas, mas também ajudam a proteger a saúde sistêmica, contribuindo para mais qualidade de vida e longevidade dos pets. 

A médica-veterinária Vanessa Barreto, da Dog Life, reforça que o problema está ligado ao estilo de vida moderno. “A doença periodontal em cães está associada principalmente à ausência de uma rotina de escovação, à alimentação que favorece o acúmulo de resíduos e à falta de exames bucais preventivos. Muitos animais passam anos sem que seus dentes sejam examinados, o que favorece a evolução silenciosa da placa bacteriana e a inflamação crônica das gengivas”, explica. 

Além da avaliação clínica visual da boca, a realização de exames laboratoriais e de imagem é fundamental tanto para a prevenção quanto para a identificação precoce de infecções sistêmicas, bem como para a realização segura do tratamento de remoção do tártaro (tartarectomia), procedimento que exige anestesia geral. Entre os principais exames pré-anestésicos de rotina recomendados estão o hemograma completo e o perfil bioquímico, que auxiliam na avaliação renal e hepática do animal. Em casos de pets idosos ou com suspeitas de sopro, exames cardíacos (como o eletrocardiograma) também são indicados para garantir o máximo de segurança antes da intervenção odontológica. 

Para combater a doença periodontal e proteger a saúde geral do pet, é importante adotar uma abordagem multidisciplinar.

A profissional destaca algumas orientações para os tutores:

  1. Escovação dental diária: higienização frequente com escovas de cerdas macias ou dedeiras e pasta de dente de uso exclusivo veterinário, já que produtos humanos são tóxicos para cães.
  2. Uso de produtos auxiliares: sprays antissépticos bucais (como os que contêm eritritol, auxiliando na redução de placa bacteriana) e soluções adicionadas à água ajudam a controlar as bactérias.
  3. Oferecimento de mordedores funcionais: brinquedos de nylon, corda e petiscos específicos para a saúde oral estimulam o atrito e auxiliam na limpeza mecânica dos dentes.
  4. Atenção aos sinais de alerta: mau hálito persistente, sangramento gengival, dificuldade para mastigar, excesso de salivação e acúmulo de tártaro não devem ser ignorados, pois podem indicar o início ou agravamento da doença periodontal
  5. Check-up odontológico anual: avaliação cuidadosa da cavidade oral feita por um médico-veterinário para identificar precocemente sinais de gengivite ou retração gengival.

Essas medidas são fundamentais para promover uma boca saudável e melhorar a qualidade de vida do animal.

Segundo Vanessa, a prevenção continua sendo o caminho mais eficaz. “O acompanhamento veterinário regular é essencial para identificar o acúmulo de placa bacteriana ainda no início. Pequenas mudanças no dia a dia, como escovar os dentes do animal, fazem grande diferença na saúde a longo prazo”, destaca. 

Para apoiar esse cuidado, contar com um plano de saúde pet pode facilitar o acesso a consultas preventivas, exames laboratoriais e de imagem pré-anestésicos, além de especialistas, garantindo que o tutor tenha suporte contínuo na manutenção da saúde bucal do animal. O acompanhamento estruturado permite maior previsibilidade e segurança, transformando o cuidado preventivo na base para uma vida longa e saudável.



Dog Life
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Além do básico: como a nutrição específica pode transformar a saúde do seu cão

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A escolha do alimento vai além do sabor. Com os nutrientes certos a qualidade de vida do seu pet pode aumentar

 

Diante de um corredor repleto de opções de alimentos para pets, muitos responsáveis compartilham a mesma dúvida: uma ração desenvolvida para uma raça específica realmente oferece benefícios superiores a uma comum? A questão é importante, e entender essa diferença é fundamental para a saúde e a longevidade do animal.

Cada raça possui uma genética diferente, com predisposições e necessidades únicas. Um Golden Retriever, por sua constituição corporal robusta, exige um suporte maior para suas articulações. Um Pug, com sua pele sensível e anatomia característica, necessita de cuidados nutricionais que atendam a essas particularidades.

Enquanto uma ração de alta qualidade fornece os nutrientes essenciais para a manutenção geral, um alimento específico para raça aplica o conceito de "nutrição de precisão". Ele oferece uma fórmula ideal para os desafios e as necessidades de cada raça. Exemplos práticos incluem:

  • Grãos em formato especial para o Bulldog francês, visando a redução de flatulência;
  • Níveis ideais de taurina para manutenção da função cardíaca para Golden Retriever, que possui predisposição a cardiopatias;
  • Blend de nutracêuticos com betaglucanos, condroitina e glicosamina para proteção das articulações em raças predispostas como Spitz alemão;
  • Ingredientes especiais para raças com sensibilidade digestiva, como o maltês.

Outros benefícios comuns em alimentos super premium para raças específicas são: níveis otimizados de condroitina e glicosamina, para auxiliar na proteção das articulações de cães de grande porte; balanço ideal de ômega 3 e 6, que contribui para a saúde da pele e a beleza da pelagem e uso de proteínas de alta digestibilidade, para garantir o máximo aproveitamento do alimento e favorecer a saúde intestinal.

"Investir em um alimento específico para a raça não é um luxo, é uma forma eficaz de garantir que estamos oferecendo uma vida com mais qualidade ao cão”, afirma Ricardo Menezes, médico-veterinário e Gerente de Treinamento e Desenvolvimento de PremieR. “Benefícios específicos para raças podem significar por exemplo, menos dores e mais vitalidade. Embora nenhum alimento possa garantir a prevenção total de doenças, a nutrição direcionada é uma ferramenta poderosa para ajudar a reduzir os riscos associados às predisposições genéticas de cada animal".

O cuidado se estende até ao aspecto físico do alimento. O formato e o tamanho do grão são desenhados para se adaptar à boca e à mandíbula de cada raça, facilitando a mastigação e contribuindo para a saúde oral. Portanto, a escolha por um alimento específico representa um cuidado proativo. É uma forma de utilizar a ciência da nutrição para atender com precisão às necessidades do seu pet, promovendo mais bem-estar e dias mais saudáveis ao seu lado.

 

PremieRpet®
www.premierpet.com.br
PremieRpet® Responde: 0800 055 6666 (de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30).



Dia Mundial do Doador de Sangue: Vetnil® e Amazoo alertam para a importância da doação entre pets e o desafio dos estoques nos bancos veterinários

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Em entrevista, o Médico-Veterinário Dr. Luiz Felipe de Sousa explica como a transfusão sanguínea salva vidas de cães e gatos e reforça a necessidade de ampliar a cultura da doação animal no Brasil 


Celebrado em 14 de junho, o Dia Mundial do Doador de Sangue foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2004 para conscientizar a população sobre a importância da doação voluntária e regular de sangue. A data homenageia o cientista austríaco Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos ABO, marco fundamental para a medicina transfusional moderna.

Embora tradicionalmente associada à saúde humana, a campanha também chama atenção para uma realidade cada vez mais presente na Medicina Veterinária: a necessidade de doadores de sangue entre cães e gatos. Assim como acontece nos hospitais humanos, bancos de sangue veterinários enfrentam desafios constantes para manter estoques adequados, especialmente em emergências.

Neste contexto, a Vetnil®, empresa brasileira do setor veterinário, reforça a importância da conscientização sobre a doação de sangue animal e destaca como o acesso a transfusões pode ser decisivo para salvar vidas.

Para ampliar a discussão na data, a companhia compartilha uma conversa com o Médico-Veterinário Dr. Luiz Felipe de Sousa, da Amazoo Clínica e Diagnóstico e Banco de Sangue Veterinário, localizada em Jundiaí (SP), que explica como funciona a doação entre pets, os desafios enfrentados pelos bancos veterinários e de que forma os responsáveis pelos animais podem contribuir para fortalecer essa rede de apoio. Confira:


Por que o Dia Mundial do Doador de Sangue também é importante para a Medicina Veterinária?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – A data é importante para conscientizar os responsáveis sobre a relevância da doação de sangue entre pets. Muitas pessoas ainda não sabem que cães e gatos também precisam de transfusões em emergência. Além de incentivar novos doadores, esse movimento ajuda a mostrar que um gesto simples pode representar uma segunda chance de vida para outros animais.


A doação de sangue entre pets ainda é pouco conhecida. Qual é o cenário hoje no Brasil?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – A doação de sangue entre pets no Brasil ainda está em uma fase relativamente embrionária quando comparada à humana. O setor cresceu bastante nos últimos anos, com mais bancos de sangue especializados e maior conscientização entre profissionais, mas o conhecimento da população ainda é baixo e precisamos ampliar essa cultura entre os responsáveis.


Em quais situações um pet pode precisar de transfusão sanguínea?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – As transfusões são mais comuns em casos de anemias graves, que podem ser causadas por traumas, doenças infecciosas, cirurgias complexas ou hemorragias. Também existem situações envolvendo alterações de coagulação, baixa contagem de plaquetas e outras condições clínicas que exigem suporte transfusional imediato.


Existe “falta de sangue” para animais assim como acontece com humanos?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – Sim. A falta de sangue para animais é uma realidade frequente no Brasil, principalmente quando falamos de gatos. Os estoques precisam ser constantemente renovados para atender emergências, cirurgias e tratamentos de doenças graves.


Como funciona o processo de doação de sangue em cães e gatos?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – O primeiro passo é verificar se o pet atende aos requisitos para ser um doador. Depois disso, realizamos uma triagem com avaliação física e exames laboratoriais. Quando os resultados confirmam que o animal está apto, é feita a coleta da bolsa de sangue. Todo o procedimento é realizado de forma tranquila, segura e com o mínimo de estresse possível para o pet.


Doar sangue faz mal ao pet? É seguro?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – Não faz mal. A doação é considerada um procedimento seguro quando o animal é saudável, passa por avaliação adequada e o volume coletado respeita os critérios estabelecidos. O organismo do pet consegue repor o volume sanguíneo naturalmente em pouco tempo.


Quais são os requisitos para um cão ou gato se tornar doador?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – Entre os principais critérios estão estar saudável, ter comportamento dócil, vacinação e vermifugação em dia, não utilizar medicações contínuas e não possuir histórico de doenças infecciosas ou transfusões anteriores. No caso dos cães, normalmente é necessário pesar acima de 25 quilos. Já os gatos devem ter mais de 4 quilos. Em ambos os casos, os animais precisam ter entre 1 e 8 anos e estar livres de pulgas e carrapatos.


Com que frequência um pet pode doar sangue?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – Na Amazoo, seguimos o protocolo de doação a cada três meses para cães e a cada quatro meses para gatos, sempre respeitando a saúde e o bem-estar dos animais.


Quais cuidados o responsável deve ter após a doação?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – Após a coleta, é importante oferecer água e alimentação normalmente, além de evitar atividades físicas intensas no mesmo dia. O ideal é que o pet descanse em um ambiente tranquilo nas primeiras horas após a doação. Como o procedimento é seguro e acompanhado por profissionais, a recuperação costuma ser muito rápida.


Como os responsáveis podem ajudar hoje a fortalecer os bancos de sangue veterinários?

Dr. Luiz Felipe de Sousa – O principal é cadastrar cães e gatos saudáveis como possíveis doadores e manter vacinas, vermífugos e controle de parasitas sempre em dia. Também é importante atender aos chamados dos bancos de sangue em situações emergenciais e compartilhar informações sobre a importância da doação com outros responsáveis, clínicas e profissionais da área. Muitas pessoas ainda desconhecem que pets também dependem de transfusões para sobreviver.

Parceira de iniciativas voltadas à saúde e bem-estar animal, a Vetnil® reforça que ampliar a conscientização sobre a doação de sangue entre pets é fundamental para garantir estoques mais estáveis e preparados para emergências, contribuindo diretamente para salvar vidas e fortalecer os cuidados com cães e gatos em todo o país.

Para mais informações sobre a instituição Amazoo, as iniciativas desenvolvidas e como ser um doador, acesse o site: www.amazooclinlab.com.br. 



Vetnil®
https://vetnil.com.br/sobre


Doença renal em pets mata mais do que os tutores imaginam

Elective Maringá é referência regional em nefrologia e urologia animal, recebe pacientes de vários estados e realiza procedimentos ainda raros no interior do país


A insuficiência renal é uma das principais causas de morte em cães e gatos no Brasil e, na maioria dos casos, o tutor só descobre quando o quadro já é grave. O que poucos sabem é que existe tratamento de alta complexidade disponível fora dos grandes centros: em Maringá, no Paraná, o Hospital Veterinário Elective realiza hemodiálise, diálise peritoneal e videocirurgia urológica em pequenos animais, procedimentos ainda concentrados em capitais e que colocam a clínica entre as referências regionais em nefrologia e urologia veterinária. Animais vindos de pelo menos 6 estados já passaram pelo hospital, sem que a clínica fizesse qualquer divulgação ativa. 

A doença renal crônica afeta uma parcela significativa da população de cães e gatos, especialmente animais mais velhos, e costuma evoluir de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem como letargia, perda de apetite e vômitos frequentes, os rins já podem ter perdido grande parte da função. Nesse estágio, o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento especializado é decisivo para a sobrevivência do animal. 

"A gente recebe muitos casos em que o animal já estava sendo preparado para eutanásia em outra clínica. E ele sai daqui vivo", afirma a Dra. Marcela Croffi, médica veterinária e fundadora do Hospital Elective. Com formação desde 2006 e vários cursos no exterior incluindo cirurgia respiratória de braquicefálicos, e nefrologia, Marcela estruturou em Maringá um hospital com foco em intensivismo, nefrologia e urologia de ponta, prevenção e procedimentos de alta complexidade, incomum para uma cidade do interior. 

A hemodiálise veterinária funciona de forma semelhante à humana: o sangue do animal é filtrado externamente por um equipamento que substitui temporariamente a função renal, estabilizando o quadro e dando ao organismo tempo para reagir. A diálise peritoneal é uma alternativa para casos em que a hemodiálise não é indicada, utilizando a membrana do peritônio como filtro natural. Ambos os procedimentos exigem estrutura hospitalar, monitoramento contínuo e equipe treinada, o que limita sua oferta no país. 

"A medicina veterinária baseada em evidências ainda não chegou de forma homogênea ao Brasil. Muitos animais morrem sem ter tido acesso a um tratamento que existe e que funciona. Não é uma questão de amor do tutor: é uma questão de acesso à informação e à tecnologia", diz a Dra. Marcela Croffi. 

Além da nefrologia, o hospital é referência em urologia veterinária, realizando videocirurgia urológica minimamente invasiva, procedimento que reduz o tempo de recuperação e o risco cirúrgico em comparação às técnicas convencionais. A clínica atende exclusivamente pequenos animais, com predominância de cães (aproximadamente 70%) e gatos (30%), incluindo raças braquicefálicas como bulldogs e pugs, que demandam cuidados respiratórios e anestésicos específicos.

O perfil dos tutores que chegam ao Elective também mudou. Com a consolidação do animal como membro da família, cresceu a disposição de buscar diagnóstico diferenciado e tratamentos mais complexos, mesmo que isso signifique deslocamento entre estados. "O tutor que chega até nós já entendeu que o animal merece o mesmo cuidado que qualquer membro da família receberia. Ele não quer falsas esperanças: quer a verdade e quer saber que tudo está sendo feito", afirma a Dra. Marcela Croffi. 

A prática da transparência prognóstica é um dos pilares do hospital. A equipe comunica ao tutor de forma direta e honesta as chances reais de recuperação, os riscos dos procedimentos e os limites do que a medicina pode oferecer em cada caso, uma abordagem que, segundo Marcela, diferencia o hospital do modelo de atendimento mais comum no setor. A clínica mantém uma equipe pequena, estável e de longa data, selecionada também pela capacidade de acolhimento emocional ao tutor em momentos de crise.


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