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segunda-feira, 8 de junho de 2026

A falência da Justiça no caso Henry Borel: impunidade que premia a omissão na tortura e na morte de uma criança

Opinião

 

A decisão que desclassificou a conduta de Monique Medeiros no caso Henry Borel, culminando em “perdão judicial”, não é apenas desfecho legal questionável; é um golpe na credibilidade do sistema penal brasileiro - um verdadeiro tapa na cara da sociedade. 

Vamos aos fatos. Henry, de apenas 4 anos, foi morto em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique, e o padrasto, o ex-vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, no Rio de Janeiro-RJ. Os laudos periciais e a investigação concluíram que a causa do óbito da criança foi hemorragia interna e laceração no fígado, resultantes de ação violenta e contundente, descartando completamente a hipótese de queda acidental - justificativas, a priori, do casal. O conjunto de mais de 20 lesões no corpo do menino provou que ele foi vítima de agressões no ambiente doméstico. 

Em julgamento concluído nessa quarta-feira (3/6), Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte cruel e covarde do enteado. Monique, inicialmente acusada de homicídio doloso, teve a imputação desclassificada para a modalidade culposa (sem a intenção de matar) e acabou condenada a 1 ano e 4 meses por tortura. Como já vinha cumprindo prisão preventiva, recebeu “perdão judicial” e ganhou as ruas. Enquanto a mulher comemora a liberdade, o pai do garoto, Leniel Borel, chora. Simples, assim! 

As sentenças, contudo, estão longe de encerrar a repercussão deste caso indiscutivelmente brutal. 

Ao afastar a responsabilidade da mãe pela morte de Henry, o Judiciário ignorou a essência da chamada “posição de garante” - instituto fundamental para a proteção daqueles que não têm condições de se defenderem. No Direito Penal, este item impõe a quem tem o dever jurídico de cuidado, de proteção ou de vigilância a obrigação de impedir a ocorrência e o resultado lesivo. Afinal, de quem era a obrigação de proteger o filho de um algoz, senão da mãe? 

Monique, com as atribuições de tutela maternal e convivente da vítima, tinha o dever legal e moral de zelar pela integridade física de Henry. No julgamento, inclusive, foram apresentados elementos robustos, indicando que ela tinha conhecimento das agressões sofridas pela criança e que eram de autoria do companheiro, Jairinho. 

Ao optar pela inércia diante da tortura, Monique não praticou simples negligência. Sua conduta se enquadra, à luz do Direito Criminal, na chamada “omissão imprópria” — ou “comissiva por omissão” — aplicável quando alguém, tendo o dever de agir, deixa de impedir o crime. 

A diferença, convenhamos, é abismal. Enquanto o lapso próprio consiste, em regra, na mera falta de socorro, a “omissão imprópria” se revela quando o agente, investido do compromisso de proteção, se divorcia dele, não impede o delito e torna-se, para todos os fins jurídicos, também autor dele. 

Monique não cumpriu o dever que lhe era imposto pela própria condição filial. Ao contrário: foi espectadora passiva da tragédia iminente. 

A desclassificação desta conduta para figuras penais menos gravosas, seguida do “perdão judicial”, transmite mensagem preocupante à sociedade: a de que o dever de custódia materna pode ser relativizado e que a abstenção diante de episódios extremos de violência é capaz de receber tratamento leniente por parte do Estado. 

O “perdão judicial” é um instituto excepcional, reservado para situações onde a própria punição do agente já constitui sanção suficiente diante da dor sofrida. Aplicá-lo num contexto de omissão diante de intenso sofrimento físico e mental e da morte de uma criança é distorção perigosa da finalidade da norma. 

A percepção de impunidade decorrente desta decisão é devastadora. Ela enfraquece a confiança nas instituições encarregadas de combater a violência doméstica e infantil, ao passo em que cria perigoso vácuo ético, justamente onde deveria prevalecer a aplicação firme e coerente da legislação em vigência. 

O caso Henry Borel não pode ser concluído sob a sensação de que a inércia consciente foi perdoada e gratificada. Para ser verdadeiramente legítima, a Justiça precisa constituir coerência face à gravidade dos fatos e à responsabilidade inalienável daqueles que devem proteger a vida - não abandonando a mesma à própria sorte.

 

Dra. Celeste Leite dos Santos - promotora de Justiça em Último Grau do Colégio Recursal do Ministério Público (MP) de São Paulo; doutora em Direito Civil, pela Universidade de São Paulo (USP); mestre em Direito Penal, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo; presidente do Instituto Brasileiro de Atenção Integral à Vítima (Pró-Vítima); idealizadora do Estatuto da Vítima, da Lei de Importunação Sexual, e da Lei Distrital de Acolhimento de Vítimas, Análise e Resolução de Conflitos (Avarc); e coordenadora científica da Revista Internacional de Vitimologia e Justiça Restaurativa.



Acionamento do plano emergencial do ONS expõe déficit na infraestrutura elétrica e reforça urgência de modernização setorial, diz ABSOLAR

 Segundo a entidade, geração renovável avançou no Brasil, porém sem o necessário investimento em flexibilidade, armazenamento de energia e modernização tarifária, medidas que o setor cobra há anos

 

As medidas de operação emergencial estabelecidas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) neste domingo, 07/06, para gestão de excedentes junto às redes de distribuição de energia elétrica, evidenciam um gargalo estrutural de aprimoramentos setoriais, inserção das tecnologias de armazenamento e adaptação da infraestrutura elétrica do País, que não acompanhou a evolução do uso da fonte solar e das demais renováveis na última década.
  
Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), as medidas do ONS, embora necessárias, são sintomas de um problema estrutural mais profundo. A conjuntura deste domingo, com alta irradiação solar combinada à baixa demanda do feriado prolongado, não é uma anomalia: é um cenário previsível, recorrente em países que avançaram com sucesso na transição energética. A diferença é que esses países já se adaptaram a este novo normal, adotando instrumentos de flexibilidade e armazenamento de energia elétrica adequados. O governo brasileiro, por outro lado, ainda não entregou o que o setor elétrico reivindica há anos.
 
Segundo Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, o acionamento do plano emergencial do ONS demonstra, de forma clara, que a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) chegou a um ponto de inflexão. “O sistema elétrico nacional cresceu em geração renovável solar, eólica, hídrica a fio d’água, biomassa e biogás, porém sem o correspondente investimento em mecanismos de flexibilidade, armazenamento de energia elétrica e controle de carga. O desequilíbrio não é resultado da expansão de apenas uma fonte, tecnologia ou modalidade de geração, mas da falta de política pública estrutural adequada para acompanhar essa natural expansão”, pontua.
 
Ao longo das últimas décadas, o Brasil construiu uma matriz elétrica robusta e segura, com participação crescente de fontes renováveis variáveis, incluindo solar, eólica, hídrica a fio d’água, biomassa e biogás. Atualmente, o País conta com mais de 70 gigawatts (GW) de capacidade instalada da fonte solar fotovoltaica em operação, somados a mais de 34 GW da fonte eólica.
 
Essa transição, na visão de Bárbara Rubim, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, é uma conquista estratégica do Brasil e que merece destaque, pois contribuiu de forma decisiva para a diversificação do suprimento elétrico nacional e a redução dos riscos de apagão por falta de chuvas no País. “No entanto, transições de escala exigem planejamento e infraestrutura compatíveis, capazes de viabilizar a adequada gestão dos recursos disponíveis. É exatamente neste quesito que o Brasil acumula um preocupante déficit”, enfatiza.
 
Neste sentido, a ABSOLAR alerta para três gargalos estruturais da atual composição da matriz elétrica. Um deles é a tributação de mais de 70% incidente hoje sobre os sistemas de armazenamento de energia elétrica no Brasil, algo inadequada e incompatível com o papel estratégico que essa tecnologia precisa cumprir em nosso País. “Enquanto apostas esportivas, bebidas alcoólicas e armas têm tratamento tributário mais favorável do que equipamentos essenciais para a segurança do sistema elétrico, a sociedade sofre um desnecessário risco operacional por essa distorção”, lembra Sauaia.
 
Outro ponto são os Leilões de Reserva de Capacidade para Armazenamento, que acumulam anos de demora para sua efetiva realização, prejudicando a segurança e otimização da operação elétrica nacional. O Brasil não realizou até o momento nenhum leilão específico para a contratação, em larga escala, de baterias, capazes de lidar com os excedentes de geração renovável nos períodos de baixa carga, dando origem exatamente ao cenário que se manifesta hoje.
 
Há, ainda, o atraso estrutural na modernização do setor elétrico brasileiro, que anda a passos lentos e descoordenados. “A aprovação da Lei n° 15.269/2025 e a vinda da primeira etapa do Marco Regulatório dos Sistemas de Armazenamento de Energia, aprovado pela ANEEL no último dia 02 de junho via Consulta Pública ANEEL n° 039/2023, representaram avanços importantes, mas insuficientes para posicionar o Brasil na vanguarda da tecnologia”, diz Bárbara.
 
Para a associação, o Brasil precisa, urgentemente, caminhar: (i) no aprimoramento dos mecanismos de reconhecimento de receitas às baterias; (ii) na modernização tarifária, tema discutido sem avanços desde dezembro de 2018; e (iii) na regulação dos sistemas de armazenamento de energia elétrica também junto aos consumidores, atrás do medidor, como já ocorre em diversos países do mundo.
 
Assim, a ABSOLAR defende uma agenda setorial urgente, coordenada entre Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em diálogo e colaboração permanente com as associações representativas do setor, que inclua: (i) a realização de leilões anuais de armazenamento de energia elétrica, com escala robusta e previsibilidade; (ii) a redução imediata da carga tributária sobre sistemas de armazenamento de energia elétrica, seus componentes, partes e peças, tornando a tecnologia mais barata e acessível à população, pequenos negócios e produtores rurais do Brasil; e (iii) o desenvolvimento de mecanismos técnicos e regulatórios para gestão dos excedentes de energia elétrica que respeitem os investimentos já realizados pela sociedade.
 
A ABSOLAR e o setor solar fotovoltaico se colocam à disposição para contribuir construtivamente na estruturação dessas soluções, em conjunto com o Governo Federal e as demais autoridades do setor elétrico brasileiro.


Linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda recebem campanha de vacinação em estações

 

Vacinação na Estação Vila Sônia – Prof.ª Elisabeth Tenreiro

Iniciativa promovida pela Motiva, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de Saúde e órgãos de vigilância sanitária, leva vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, influenza e febre amarela para locais de grande circulação de clientes

 

Nos dias 8, 9, 10, 11 e 12 de junho, a Motiva promove uma campanha de vacinação em estações das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de Saúde e órgãos de vigilância sanitária. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso da população à imunização, levando o serviço para locais de grande circulação e facilitando a atualização da carteira vacinal de quem enfrenta a correria do dia a dia. Juntas, as quatro linhas transportam mais de 2,5 milhões de clientes diariamente, tornando as estações pontos estratégicos para aproximar serviços essenciais da população. 

Ao transformar as estações em pontos de vacinação, a Motiva contribui para ampliar a cobertura vacinal e oferece mais praticidade aos clientes, que podem cuidar da saúde durante seus deslocamentos diários, sem a necessidade de alterar significativamente sua rotina.

Durante a ação, serão disponibilizadas vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, influenza e febre amarela, conforme os critérios e orientações das autoridades de saúde. 

A campanha reforça o papel das estações como espaços que vão além da mobilidade, conectando as pessoas também a serviços essenciais. Com grande circulação diária de clientes, as estações administradas pelas concessionárias são frequentemente utilizadas para ações de cidadania e de interesse público, contribuindo para aproximar serviços importantes da população.

Além de facilitar o acesso à vacinação, a iniciativa conscientiza sobre a importância da imunização como medida fundamental para a prevenção de doenças e para a proteção coletiva. Manter a carteira de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger a própria saúde e a de toda a comunidade.
 

Serviço – de 8 a 12 de junho

Linha 4-Amarela

Estação Vila Sônia - Profª Elisabeth Tenreiro

Horário: das 10h às 15h
 

Linha 5-Lilás

Estação Giovanni Gronchi

Horário: das 9h às 16h

Estação Santa Cruz

Horário: das 10h às 16h
 

Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda

Estação Lapa

Horário: das 9h às 16h
 

Estação Santo Amaro

Horário: das 9h às 16h
 

Estação Varginha

Horário: das 9h às 17h
 

Estação Autódromo

Horário: das 9h às 17h
 

Estação Primavera-Interlagos

Horário: das 9h às 17h
 

Vacinas disponíveis: sarampo, caxumba, rubéola, influenza e febre amarela.

Orientação: os interessados devem apresentar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.

 

 

ViaMobilidade leva espaço de escuta e acolhimento emocional para estações das linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda

Acolhimento dos profissionais da Help
na Estação Campo Limpo

Por meio do programa Caminhos para a Saúde, do Instituto Motiva, a concessionária oferece, durante toda a semana, o "Cantinho do Desabafo" com profissionais da ONG Help para promover bem-estar, saúde mental e valorização da vida

 

A partir de hoje (8), até sexta-feira (12), os clientes que passarem pelas estações Osasco (dias 8 e 9), Santo Amaro (dias 10 e 11), da Linha 9-Esmeralda, e Capão Redondo (dia 12), da Linha 5-Lilás, poderão participar de uma ação de acolhimento emocional e escuta ativa promovida pela Motiva, por meio do programa Caminhos para a Saúde, do Instituto Motiva. Em parceria com a ONG Help, a iniciativa disponibilizará o "Cantinho do Desabafo", um espaço dedicado à escuta qualificada e ao cuidado com a saúde mental, oferecendo aos clientes um momento de acolhimento em meio à correria do dia a dia. 

Presente em diferentes regiões da capital paulista, a ViaMobilidade conecta diariamente milhares de pessoas dos mais diversos cantos da cidade. Por isso, a concessionária entende que suas estações também podem ser espaços de cuidado e cidadania, aproximando serviços que contribuam para a qualidade de vida e o bem-estar da população. 

A ação será conduzida por profissionais da ONG Help, organização reconhecida pelo trabalho de acolhimento emocional, promoção da saúde mental e valorização da vida. Durante os encontros, os clientes poderão conversar em um ambiente acolhedor e seguro, criado especialmente para estimular a escuta ativa. O "Cantinho do Desabafo" foi pensado para oferecer uma pausa na rotina, permitindo que as pessoas encontrem um espaço de carinho durante seus deslocamentos. Em um cenário em que a velocidade do cotidiano muitas vezes dificulta momentos de atenção às próprias emoções, a iniciativa busca incentivar a conscientização sobre a saúde mental, fortalecer redes de apoio e contribuir para a valorização da vida. 

A ação integra o programa Caminhos para a Saúde, do Instituto Motiva, que promove iniciativas voltadas à prevenção, ao bem-estar e à ampliação do acesso da população a serviços e informações relacionados à saúde. Ao levar esse atendimento para dentro das estações, a Motiva gera impacto positivo nas comunidades onde atua e de contribuir para uma mobilidade que também promove cuidado com as pessoas.

A participação é gratuita e aberta a todos os clientes que circularem pelas estações durante os horários da ação.
 

Serviço

Estação Osasco – Linha 9-Esmeralda

Datas: 8 e 9 de junho

Horário: das 14h às 16h
 

Estação Santo Amaro – Linha 9-Esmeralda

Datas: 10 e 11 de junho

Horário: das 14h às 16h
 

Estação Capão Redondo – Linha 5-Lilás

Data: 12 de junho

Horário: das 14h às 16h
 

Atividade: Cantinho do Desabafo – espaço de acolhimento emocional e escuta ativa com profissionais da ONG Help.


Almoço nas férias: Cadastro para alimentação durante o mês de julho nas escolas estaduais começa nesta segunda-feira (8)

Familiares devem registrar interesse no almoço entre os dias 8 e 26 de junho, por meio da Secretaria Escolar Digital (SED) ou na secretaria da escola de seus filhos

 

As escolas estaduais de São Paulo, região metropolitana, interior e litoral recebem, entre os dias 8 e 26 de junho, as inscrições de familiares de estudantes que precisam complementar as refeições durante o período de férias do meio do ano. O calendário escolar da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está definido e o recesso acontece entre os dias 7 e 23 de julho.

 

No período de férias, as refeições serão servidas de segunda a sexta-feira, das 11h às 13h30, nas unidades com alimentação centralizada. Ou seja, com contratos de cozinheiras e compras de insumos diretamente pela Educação. 

 

A equipe de nutricionistas da Seduc-SP é responsável por elaborar os cardápios, visando manter a oferta de refeições balanceadas e nutricionalmente adequadas também durante o período de férias, com ingredientes disponíveis nas unidades de ensino, de acordo com o preconizado nas diretrizes do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

 

Para que os estudantes possam frequentar a escola no horário do almoço durante o mês de julho, pais e familiares devem responder à pesquisa de intenção por meio da Secretaria Escolar Digital (SED), ou manifestar interesse diretamente na unidade de ensino de origem de cada estudante. As inscrições podem ser feitas, portanto, a partir desta segunda-feira (8). 


É preciso que a escola tenha conhecimento dos interessados na alimentação escolar com antecedência, para que as refeições sejam preparadas de acordo com a demanda, evitando desperdício de alimentos.

 

7 dicas para proteger os pets do estresse causado pelo barulho das comemorações dos jogos

 

Foto: Imagem gerada por IA (OpenAI/ChatGPT)

Por terem audição muito mais sensível que a dos humanos, cães e gatos sofrem com os ruídos das festas e fogos de artifício. Saiba como amenizar o medo e ansiedade e evitar que eles se envolvam em acidentes durante os eventos esportivos

 

Os jogos de futebol costumam mobilizar torcedores em todo o país, com festas, buzinaços, fogos de artifício e comemorações barulhentas a cada gol. Para cães e gatos, no entanto, estes são dias de insegurança e bastante estresse. O excesso de ruídos, somado à movimentação intensa nas casas e ruas, pode provocar crises de ansiedade e até colocar a saúde deles em risco. 

“Os pets possuem audição muito mais sensível do que a humana, o que faz com que sons altos e repentinos sejam percebidos com mais intensidade. Esses estímulos sonoros geram sofrimento emocional, pois eles associam sons altos e inesperados a perigo”, explica Cintia Ghorayeb, especialista do Veros Hospital Veterinário. 

Os sinais de medo e ansiedade variam: alguns pets apresentam tremor, ofegação ou salivação excessiva. Enquanto uns se escondem embaixo de móveis em postura encolhida, outros ficam inquietos, vocalizam mais do que o normal ou tentam fugir. “O estresse pode desencadear comportamentos agressivos, hipervigilância, perda de apetite, vômito e eliminação de fezes e urina. A saúde também pode ser impactada, com aumento da pressão arterial, taquicardia, crises respiratórias e episódios convulsivos, especialmente em animais idosos ou com doenças cardíacas e neurológicas”, destaca Cintia. 

Em pânico, os bichinhos podem ter reações inesperadas. Ao tentar fugir, muitos ficam presos em portas, portões e janelas; quebram objetos e se cortam ou ferem. Se escapam para a rua, há os riscos de atropelamento e comprometimento da audição, caso o fogo de artifício estoure muito próximo a ele. 

Para garantir a segurança e bem-estar do seu pet, adote as seguintes medidas de acolhimento e prevenção:


1. Prepare um ambiente seguro e silencioso
Antes do início das partidas, o ideal é deixar o pet em um cômodo mais tranquilo da casa, longe da televisão em volume alto e do excesso de movimentação. Fechar portas, janelas e cortinas ajuda a reduzir tanto os ruídos externos quanto os flashes dos fogos.

2. Use sons ambientes para abafar os barulhos externos
Música suave, televisão em volume moderado, ventiladores ou ruídos brancos podem ajudar a mascarar os sons repentinos dos fogos e gritos.

3. Deixe o pet escolher onde quer ficar
Muitos cães e gatos procuram espontaneamente locais menores e fechados para se sentirem protegidos. O responsável não deve tirar o animal do esconderijo, já que isso pode aumentar a sensação de insegurança. Também é importante deixá-los livres, sem prender na coleira.

4. Mantenha objetos familiares por perto
Cobertores, brinquedos e caminhas com o cheiro do próprio animal ajudam a transmitir a sensação de proteção em momentos de estresse.

5. Use produtos específicos para aumentar o conforto
Alguns pets se sentem bem com protetores auriculares e feromônios sintéticos (liberados por meio de um difusor elétrico)
6. Evite deixá-lo sozinho
A presença do responsável ajuda a tranquilizar o pet, principalmente nos momentos de maior agitação e comemoração. Não se deve mostrar indiferença ao comportamento de medo, nem punir ou forçar contato. Apenas se mantenha perto. Se ele quiser interagir, desvie o foco e brinque, para que o barulho seja associado a uma atividade divertida
7. Reforce a segurança da casa para evitar fugas
É importante verificar portões, telas, portas e janelas antes dos jogos. 

Em casos de medo intenso, o acompanhamento veterinário é fundamental. Alguns animais podem precisar de treinamento comportamental para adaptação gradual a sons ou até medicações específicas para controle da ansiedade. “O uso de calmantes nunca deve ser feito sem orientação profissional. Alguns medicamentos podem causar efeitos adversos importantes e mascarar o sofrimento sem realmente reduzir o medo”, alerta Cintia Ghorayeb.


Dia dos Namorados exige eficiência operacional para transformar vendas em rentabilidade no e-commerce

Data impulsiona a demanda no varejo digital e reforça a importância de logística, gestão de estoques e experiência do cliente para maximizar resultados


O Dia dos Namorados, uma das principais datas do varejo no primeiro semestre, coloca o comércio eletrônico em um período de forte movimentação. Diante de consumidores exigentes por prazos e experiências impecáveis, o desafio das empresas vai além de inflar o volume de vendas: exige precisão logística, controle rigoroso de margens e estratégias de retenção para transformar o pico de demanda em lucratividade real.

Com a pressão por rentabilidade mais evidente, a eficiência passa a ocupar o centro da estratégia. Segundo a McKinsey & Company, iniciativas focadas em eficiência no setor podem elevar a margem operacional em até 3 pontos percentuais ao longo do ano, um ganho relevante em um cenário de custo de aquisição de clientes (CAC) alto e consumidores mais racionais.

Na prática, a priorização de canais próprios, como o e-commerce direto ao consumidor, contribui para a redução de comissões e maior controle da rentabilidade, enquanto o fulfillment regionalizado ajuda a conter o frete, um dos principais custos operacionais. A reorganização logística e a gestão mais precisa de estoques tornam o negócio mais enxuto, liberando capital de giro para o restante do ano.

Para Cristiane Olivieri, COO da Lope Digital Commerce, o Dia dos Namorados representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a rentabilidade e o relacionamento com os consumidores. “Muitas empresas concentram seus esforços apenas em impulsionar as vendas durante a data. No entanto, o verdadeiro diferencial está em garantir uma operação eficiente, com estoques bem planejados, logística preparada e uma experiência de compra sem atritos. Quem consegue executar bem esses pilares aumenta as chances de converter compradores ocasionais em clientes recorrentes”, afirma. 

Essa busca por eficiência também impacta a experiência do consumidor. Um estudo da PwC mostra que 29% dos clientes abandonam uma marca após uma única experiência negativa, mesmo que o preço seja competitivo. Isso torna essencial a revisão de prazos de entrega, políticas de troca e atendimento ao cliente ao longo do ano.

“Este ano, a sobrevivência no varejo digital virá do volume de vendas e, principalmente, da inteligência sobre a margem. Um negócio bem ajustado, além de cortar gastos, garante que cada pedido entregue seja rentável e que o cliente tenha motivos para voltar sem que a empresa precise investir em um novo anúncio para isso", finaliza Olivieri.

 

Lope Digital Commerce

 

Jogos do Brasil na Copa 2026 podem ser conectados por roteiro de carro pela Costa Leste dos EUA

Skyscanner destaca como torcedores podem transformar os deslocamentos entre cidades-sede em uma road trip pelos Estados Unidos


A Copa do Mundo FIFA 2026, que começa em 11 de junho na Cidade do México, deve transformar as estradas entre as cidades-sede em parte da experiência dos torcedores. Com distâncias que favorecem deslocamentos terrestres, o campeonato abre espaço para viagens de carro que combinam futebol, turismo e flexibilidade para explorar atrações locais além dos estádios.

Realizada de forma inédita em três países (México, Estados Unidos e Canadá), a competição terá jogos distribuídos ao longo de junho e julho. A estreia da Seleção Brasileira será nos Estados Unidos, com a primeira partida marcada para 13 de junho, em Nova Jersey, contra o Marrocos. Na sequência, o Brasil enfrenta o Haiti, na Filadélfia, no dia 19 de junho, e encerra a fase de grupos diante da Escócia, em Miami, em 24 de junho.

Com esse calendário inicial de jogos, já é possível substituir os voos internos nos Estados Unidos por uma viagem de carro, criando um roteiro de quase duas semanas pela Costa Leste do país. Segundo levantamento do Skyscanner, o aluguel de um carro compacto ou médio entre 12 e 25 de junho, com retirada em Newark (EWR) e devolução no Aeroporto Internacional de Miami (MIA), custa a partir de R$ 5.520. Para quem viaja em grupos maiores ou busca mais espaço para bagagens, veículos grandes aparecem a partir de R$ 6.072, enquanto SUVs têm preços a partir de R$ 6.434.

O primeiro trecho da rota, entre Nova Jersey e Filadélfia, pode ser feito em cerca de duas horas de carro, percorrendo aproximadamente 98 quilômetros sem necessidade de pausas. Já a viagem entre a Filadélfia e Miami soma cerca de 1.931 quilômetros pela I-95, com aproximadamente 22 horas de percurso direto, permitindo incluir diferentes paradas ao longo do caminho. Entre os destinos que podem complementar o roteiro estão Baltimore (Maryland), Washington D.C., Myrtle Beach e Charleston (Carolina do Sul), Savannah (Geórgia), além de Jacksonville e Orlando (Flórida), antes da chegada a Miami para o último jogo da fase de grupos da Seleção Brasileira.

O levantamento do Skyscanner também indica opções de hospedagem nas cidades que receberão os jogos do Brasil. As tarifas mais econômicas em hotéis três estrelas aparecem a partir de R$ 298 em Nova Jersey, R$ 851 em Nova York, R$ 1.041 na Filadélfia e R$ 269 em Miami.

Divulgação Skyscanner


De acordo com Isla dos Santos, especialista em voos e viagens do Skyscanner, acompanhar a Copa do Mundo de carro permite transformar os deslocamentos entre os jogos em parte da própria experiência da viagem. “Além da conveniência para quem viaja em grupo, viajar de carro cria oportunidades para visitar cidades, praias e atrações ao longo do caminho, com mais liberdade para montar um roteiro personalizado entre uma partida e outra”, afirma.

Confira uma opção de rota, com sugestões de paradas:

 

Divulgação Skyscanner

 

Voos para estreia do Brasil na Copa partem de R$ 2,8 mil

Para quem pretende acompanhar apenas um dos jogos da Seleção Brasileira nos Estados Unidos, sem incluir uma road trip entre as cidades-sede, os voos saindo do Brasil apresentam diferentes faixas de preço, segundo o Skyscanner e ainda acessíveis, mesmo com a proximidade da competição

Para a estreia contra o Marrocos, em Nova Jersey, as passagens para junho aparecem a partir de R$ 3.265 para desembarque pelo Aeroporto Internacional Newark Liberty (EWR). Outra alternativa é chegar por Nova York, com voos para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) custando a partir de R$ 2.888. Já para acompanhar a partida contra o Haiti, na Filadélfia, os voos saindo do Brasil aparecem a partir de R$ 3.543. Em Miami, cidade que recebe o confronto diante da Escócia e encerra a fase de grupos da Seleção Brasileira, as passagens custam a partir de R$ 2.348.

Além das ferramentas tradicionais de busca, o Skyscanner também disponibiliza o Football Flight Finder, recurso criado especialmente para torcedores que desejam planejar viagens para grandes eventos esportivos. A funcionalidade permite visualizar rapidamente os voos mais baratos para cidades-sede de partidas, com filtros por período, destino e flexibilidade de datas, facilitando a comparação entre diferentes opções de viagem para a Copa do Mundo.


SAP: paga, mas não leva


Cerca de 75% do PIB mundial passa por soluções SAP. É inegável que a multinacional alemã é uma gigante, com ofertas que atendem desde PMEs até corporações globais. No entanto, é comum vermos organizações que, mesmo diante de um arsenal de recursos embarcados, mantêm processos vitais rodando em aplicações paralelas. O resultado é a incômoda sensação de que se paga pelo todo, mas leva-se apenas uma fração. 

Essa subutilização costuma estar na ausência de um mapeamento de maturidade. Isso é, quando uma empresa investe em um ERP, ela espera eficiência, mas sem uma análise profunda do cenário atual, acaba tentando automatizar processos que já nasceram falhos. É aqui que o "sempre foi assim" se torna um impeditivo, pois a resistência cultural mascara a falta de uma fundação estratégica que deveria ter guiado a implementação. 

O insucesso geralmente ocorre quando a gestão foca apenas no sistema e ignora o equilíbrio entre pessoas, processos e produtos. Sem um diagnóstico prévio que identifique os gaps de competência e as dores reais de cada área, abre-se espaço para as "muletas" tecnológicas, como o uso excessivo de planilhas. O Excel oferece uma falsa autonomia, mas, na prática, ele isola dados e gera informações inconsistentes que não conversam com o "core" da empresa. 

Muitas vezes, essa dependência nasce de implementações mal estruturadas, vendidas a preços baixos, que entregam apenas o básico sem o aprofundamento necessário no segmento do cliente. O olhar consultivo é, portanto, o seguro do investimento, uma vez que é esse entendimento que define se o sistema está configurado para a realidade do negócio ou se é apenas uma casca vazia. Sem essa clareza, líderes perdem a confiança nos relatórios e retrocedem para métodos antigos, ignorando que o erro não está na ferramenta, mas na falha de governança. 

Quando o potencial do ERP é ignorado, a previsibilidade de fluxo de caixa e o controle operacional desaparecem. As decisões passam a ser baseadas no "feeling", esquecendo que o SAP deveria ser a base para análises preditivas. Assim como nas IAs modernas, a eficiência depende da qualidade do dado de entrada. Sem a disciplina de uma avaliação contínua de processos, a empresa fica à mercê de informações atrasadas e decisões reativas. 

Além do impacto operacional, há o desperdício financeiro direto. O ERP é um organismo vivo e o diagnóstico de licenciamento é vital. É comum empresas manterem licenças caras para funções que poderiam ser supridas por ferramentas de visualização, como o Power BI. Após o go-live, realizar um acompanhamento de acessos e funcionalidades é essencial para ajustar o custo do software à estratégia real da companhia. 

No caso do SAP Business One, como exemplo, a conectividade permite uma integração fluida com soluções agnósticas. No entanto, o excesso de customizações para "tapar buracos", decorrentes de um planejamento de arquitetura falho, pode gerar um caos técnico. O ideal é manter o "core" limpo e utilizar extensões homologadas que preservem a integridade do sistema. 

Quanto a isso, a governança deve existir desde a contratação, e o papel de uma consultoria especializada é fundamental no pós go-live. O parceiro não deve apenas entregar as chaves e se despedir, mas deve atuar na condução de revisões periódicas para garantir a melhoria contínua. Sem esse acompanhamento, o usuário perde o engajamento e o investimento acaba transformado em um mero repositório de dados fiscais. 

Extrair valor real de um sistema SAP exige maturidade. A tecnologia não resolve processos falhos por si só. Para que o retorno aconteça, o entendimento profundo das necessidades do negócio deve ser o ponto de partida e de chegada, permitindo que a inovação seja acompanhada por uma cultura de dados que guie o crescimento, e não por processos escondidos em silos isolados. 

 

Richard Grein - Delivery Manager da H&CO Brasil. 

H&CO   
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Cerca de 352 mil pequenos negócios devem ser beneficiados pelo Dia dos Namorados no Estado de São Paulo

Pesquisa do Sebrae-SP mostra que vestuário, produtos de cuidados pessoais como cosméticos, perfumes e cremes, além de chocolates e doces, são os itens com maior intenção de compra dos consumidores


A pesquisa do Sebrae-SP "Dia dos Namorados 2026" aponta que cerca de 352 mil pequenos negócios do Estado devem ser beneficiados pela data neste mês de junho, sendo 305 mil MEIs e 47 mil MPEs.

O levantamento revela, ainda, que os consumidores que pretendem comprar presentes em pequenos negócios planejam comprar, em média, dois presentes; 62% deverão presentear maridos e esposas, enquanto 23% vão direcionar as lembranças para os(as) namorados(as). Entre esses consumidores, 50% pensam em gastar até R$ 241 por presente. 

Para 64% dos consumidores, a compra será planejada com antecedência. Para 68% dos consumidores que pretendem comprar de pequenos negócios, a compra será realizada entre sete e 30 dias antes do Dia dos Namorados. 

Os itens com maior intenção de compra em pequenos negócios são: vestuário (citado por 44% dos consumidores), produtos de cuidados pessoais (cosméticos, perfumes e cremes), com 37%, e chocolates e doces (citado por 34% das pessoas). 

Quanto às fontes de informação para a compra, os consumidores tendem a consultar lojas, shoppings centers e lojas de redes (61%), Instagram (59%), Tik Tok (43%) e 38% as recomendações de outras pessoas. 

Os principais fatores considerados na compra para o Dia dos Namorados são a qualidade, citada por 39% dos consumidores; junto com o preço (38%) e ofertas e promoções (30%). O meio de pagamento que deverá ser mais utilizado nas compras para o Dia dos Namorados será o pix (65%). Os consumidores de pequenos negócios preferem pagar à vista (68%). 

Além dos presentes, o Dia dos Namorados também deverá movimentar o mercado de alimentação fora do lar: 46% pretendem celebrar a data fora de casa, em restaurantes, pizzarias ou bares. 

Para o consultor do Sebrae-SP Pedro Gonçalves, o Dia dos Namorados vai muito além de uma data comemorativa para os pequenos negócios. "Trata-se de uma oportunidade estratégica de aumentar o faturamento, conquistar novos clientes e fortalecer o relacionamento com quem já compra da marca. Em São Paulo serão cerca de 352 mil pequenos negócios beneficiados pela data, dado que reforça o peso que o consumo afetivo tem para a economia local e para a sustentabilidade das micro e pequenas empresas", comenta.
 

Sobre a pesquisa

A pesquisa "Dia dos Namorados 2026" foi elaborada a partir de duas sondagens. A sondagem com consumidores, pessoas físicas, foi realizada por e-mail, pelo Instituto Consulting. O levantamento foi realizado entre 6 e 16 de maio de 2026. A segunda sondagem, com a opinião dos empreendedores, foi realizada por telefone, em abril deste ano. Essa sondagem é um suplemento da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada com a colaboração da Fundação Seade.


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Quanto custa abrir franquias famosas? Veja valores de investimento de grandes redes no Brasil


Investir em franquias continua sendo uma das alternativas mais procuradas por empreendedores que desejam entrar no mercado com negócios já consolidados e forte reconhecimento entre os consumidores. Em meio ao avanço do franchising no país, segmentos como alimentação, beleza e bem-estar seguem entre os mais aquecidos, impulsionados pela busca por conveniência, experiência e marcas com operação já validada. 

De redes internacionais de fast-food a empresas líderes em serviços, o mercado brasileiro segue atraindo investidores interessados em modelos capazes de unir força de marca, suporte operacional e potencial de escala. 

Confira quanto custa investir em algumas franquias conhecidas no Brasil:


Taco Bell

Subsidiária da Yum! Brands, Inc. (NYSE: YUM), a Taco Bell é considerada a maior rede de comidas rápidas com inspiração mexicana do mundo. A empresa atende mais de 40 milhões de consumidores semanalmente e possui mais de 8 mil restaurantes distribuídos em 37 países. 

No Brasil, a rede soma 40 unidades espalhadas pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. O plano da companhia é alcançar 200 lojas abertas até 2030, consolidando o país como um dos principais mercados da marca na América Latina. 

• Investimento inicial total: a partir de R$ 1,5 milhão
• Prazo de retorno estimado: 30 a 42 meses


KFC

Criada em 1952 pelo Coronel Sanders, nos Estados Unidos, a KFC se tornou uma das maiores redes de frango frito do mundo. Atualmente, está presente em mais de 145 países e ultrapassa 29 mil operações globalmente. 

A operação brasileira já conta com mais de 250 unidades e mantém ritmo acelerado de desenvolvimento, acompanhando o crescimento do consumo fora do lar e a expansão do food service no país. 

• Investimento inicial total: a partir de R$ 2,3 milhões
• Prazo de retorno estimado: cerca de 48 meses


Espaçolaser

Com mais de duas décadas de atuação, a Espaçolaser é considerada a maior rede de depilação a laser do mundo, com mais de 850 unidades espalhadas pelo Brasil, Chile e Colômbia. 

A empresa atua nos segmentos de saúde, beleza e bem-estar, apostando em tecnologia, padronização e capilaridade para ampliar sua atuação na América Latina. 

• Investimento inicial total: a partir de R$ 905 mil
• Prazo de retorno estimado: a partir de 24 meses
 

O perfil do investidor também mudou nos últimos anos. Empreendedores mais jovens e atentos às tendências globais passaram a enxergar nas franquias uma oportunidade de diversificação e crescimento de longo prazo, especialmente em segmentos ligados à alimentação, conveniência e experiência do consumidor. 

Nesse cenário, redes que conseguem equilibrar reconhecimento, adaptação ao mercado brasileiro e capacidade de expansão têm se destacado na disputa pela atenção de novos franqueados.


Segurança jurídica no Brasil: entrave estrutural ou oportunidade para quem sabe operar o risco?

OPINIÃO

 

A insegurança jurídica é frequentemente apontada como um dos principais entraves ao desenvolvimento econômico no Brasil. Mudanças frequentes de interpretação, morosidade do Judiciário e complexidade regulatória compõem um cenário desafiador para empresas e investidores. No entanto, essa leitura, embora correta, pode ser incompleta.
 
Isso porque parte relevante do problema não está apenas na existência de incerteza, mas na forma como ela é incorporada (ou ignorada) pelas organizações em seus processos decisórios. Em outras palavras, mais do que um obstáculo absoluto, a insegurança jurídica pode se tornar uma variável estratégica para aqueles que sabem operá-la.
 
A ideia de uma “segurança jurídica ideal”, marcada por previsibilidade plena e estabilidade normativa, é, na prática, inexistente em qualquer jurisdição. Mesmo em economias maduras, empresas lidam com mudanças regulatórias, disputas judiciais e diferentes interpretações legais. A diferença está na capacidade de antecipar, mitigar e precificar esses riscos.
 
No Brasil, essa capacidade ainda é desigual. Muitas empresas operam sob uma lógica reativa, tratando o jurídico como instância de resolução de conflitos, e não como ferramenta de estruturação. Com isso, deixam de utilizar instrumentos já disponíveis para reduzir incertezas e aumentar a segurança das operações.
 
Cláusulas contratuais mais robustas, mecanismos de resolução de disputas como a arbitragem, estruturas de garantias bem desenhadas e uma análise mais sofisticada do ambiente regulatório são exemplos de ferramentas que podem transformar significativamente o perfil de risco de uma operação.
 
Além disso, a correta precificação do risco institucional permite decisões mais racionais sobre investimento e expansão. Em vez de evitar determinados setores ou mercados por conta da insegurança, empresas mais preparadas ajustam suas expectativas de retorno e estruturam operações compatíveis com o nível de risco envolvido.
 
Esse movimento é particularmente relevante em um país como o Brasil, onde o prêmio de risco já está embutido em diversas variáveis econômicas, como taxas de juros e custo de capital. Saber navegar esse ambiente pode, inclusive, gerar vantagens competitivas importantes em relação a concorrentes menos preparados.
 
Isso não significa minimizar a importância de avanços institucionais ou de maior estabilidade regulatória. Ao contrário, tais melhorias são fundamentais para o desenvolvimento de longo prazo. No entanto, enquanto esse cenário ideal não se concretiza, há espaço e necessidade para uma abordagem mais pragmática.
 
Empresas que desenvolvem uma cultura de gestão de risco jurídico deixam de ser reféns da incerteza e passam a utilizá-la como elemento estratégico. Em vez de esperar por um ambiente perfeito, constroem, dentro das condições existentes, estruturas mais resilientes e eficientes.
 
No fim, a diferença não está apenas no ambiente em que se opera, mas na capacidade de compreendê-lo. E de agir com inteligência diante dele.

 


José Maria Franco de Godoi Neto – advogado, mestre em direito USP/SP, mestre em Gestão de Risco FEA/USP e especialização em Finanças pela FGV/SP, sócio do Franco de Godoi Advogados e membro fundador da STRUCTURA Investments


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