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domingo, 7 de junho de 2026

Enquanto os humanos comemoram, os bichinhos de estimação vivem o terror dos fogos de artifício

Divulgação
Explosões que podem desencadear pânico e sofrimento profundo nos animais

 

A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, nesse mês de junho, deve movimentar milhões de pessoas em torno de jogos, festas e comemorações que tomam conta das ruas e das casas. No entanto, enquanto os humanos vibram a cada gol, muitos cães enfrentam um cenário de medo intenso provocado pelos fogos de artifício que costumam marcar esses momentos. O barulho alto e repentino não é apenas um incômodo, mas um gatilho de estresse e pânico para os animais. Como possuem uma audição muito mais sensível, cada explosão pode ser percebida como algo extremamente agressivo. É comum que nesse período os cães tremam, se escondam, latam de forma descontrolada ou até tentem fugir. 

Segundo a especialista em comportamento pet Dra Stela Salcedo Amaral, Médica Veterinária Comportamentalista do Nouvet Centro Veterinário, o som dos fogos pode causar uma reação de medo profundo nos cães, levando a comportamentos que indicam sofrimento emocional real. Para ela, esse tipo de resposta é um reflexo direto do instinto de sobrevivência diante de algo que o animal não consegue compreender. Preparar um ambiente seguro dentro de casa faz diferença, com um espaço confortável, objetos familiares e longe de portas ou janelas que ampliem o som. Manter a rotina também é essencial, evitando mudanças bruscas nos horários de alimentação e passeios, o que ajuda a reduzir a ansiedade. 

Brinquedos interativos e estímulos positivos podem funcionar como distração nos momentos mais intensos do barulho. Criar uma sensação de normalidade dentro de casa contribui para diminuir o impacto das comemorações externas. Quando os fogos começam, o responsável deve manter a calma, já que os cães percebem o estado emocional das pessoas ao redor. Demonstrar tranquilidade ajuda a reduzir a sensação de ameaça. É importante não punir o animal nem ignorar completamente, mas também evitar exageros que reforcem o medo. Fechar portas e janelas, deixar um som ambiente ligado e oferecer um local onde o cão possa se abrigar, como uma caminha ou caixa adaptada, pode aumentar a sensação de segurança. Em alguns casos, produtos calmantes podem ser utilizados, sempre com orientação veterinária. 

Os impactos do estresse vão além do comportamento imediato. Podem surgir problemas de saúde como alterações cardíacas, aumento da pressão arterial, crises respiratórias e distúrbios gastrointestinais. Em situações mais graves, o animal pode se machucar ao tentar fugir ou desenvolver medo crônico de ruídos. Dra. Stela reforça que o estresse repetido pode comprometer a saúde física e emocional ao longo do tempo, tornando essencial que os responsáveis adotem medidas preventivas. 

Durante a Copa do Mundo, a comemoração pode e deve ser consciente. Pequenas mudanças de atitude ajudam a evitar o sofrimento de milhares de animais que, ao contrário dos humanos, não entendem o motivo de tanto barulho. Proteger os cães nesse período é mais do que cuidado, é responsabilidade. Enquanto o mundo comemora, eles precisam apenas de segurança, estabilidade e tranquilidade para atravessar esse momento sem consequências duradouras.

  

O elefante na sala que ninguém quer enxergar: cães comendo os corpos de seus tutores


Nos últimos meses, o Observatório Nacional da Coexistência Humano-Animal registrou uma sequência de notícias que, apesar de chocantes, desapareceram rapidamente do debate público.

Em Manaus, cães permaneceram dias ao lado do tutor morto dentro de uma residência.

https://d24am.com/amazonas/caes-que-ficaram-ao-lado-de-tutor-morto-buscam-adocao-saiba-mais/

Em Mato Grosso, um idoso foi encontrado morto em uma fazenda, com cães consumindo partes do cadáver.

https://www.hnt.com.br/cidades/corpo-de-idoso-e-encontrado-sendo-devorado-por-caes-em-fazenda/554643

Mais recentemente, uma mulher desaparecida foi encontrada morta dias após o óbito. Os cães que permaneciam confinados no local alimentavam-se do corpo.

https://jornalmaisbraganca.com.br/2026/06/03/mulher-e-encontrada-morta-apos-dias-desaparecida-caes-se-alimentavam-do-corpo/

Também foram registrados episódios envolvendo ataques de cães aos próprios tutores ou familiares.

https://taroba.com.br/noticias/cidade/jovem-e-atacada-pelo-proprio-cao-e-socorrida-pelo-siate-na-zona-leste-de-londrina/amp

O Observatório entende que existe um elefante na sala que ninguém parece disposto a enxergar.

·         A discussão não é sobre cães.

·         A discussão não é sobre agressividade.

·         A discussão não é sobre comportamento animal.

A discussão é sobre seres humanos que passaram dias mortos sem que sua ausência fosse percebida.

ü  É sobre idosos vivendo sozinhos.

ü  É sobre isolamento social.

ü  É sobre fragilidade das redes familiares.

ü  É sobre saúde mental.

ü  É sobre pessoas cuja única companhia diária talvez fosse justamente um cão ou um gato.

Os cães encontrados nesses episódios não atacaram a sociedade.

Apenas permaneceram onde sempre estiveram: ao lado de seus tutores.

ü  Quando a água acabou.

ü  Quando a comida acabou.

ü  Quando a ajuda não chegou.

Quando ninguém apareceu.

O resultado foi uma cena extrema que ocupou manchetes por alguns dias e depois desapareceu.

Mas o fenômeno permanece.

Ø  Quantas pessoas vivem hoje acompanhadas apenas por seus animais?

Ø  Quantas passariam dias sem que alguém percebesse sua ausência?

Ø  Quantos episódios semelhantes estão ocorrendo sem qualquer monitoramento sistemático?

O Observatório Nacional da Coexistência Humano-Animal entende que eventos dessa natureza merecem atenção da imprensa, das universidades, dos Ministérios Públicos, da assistência social, dos gestores públicos e da sociedade.

 

Talvez o verdadeiro escândalo não seja que cães famintos se alimentem de cadáveres.

Talvez o verdadeiro escândalo seja que ninguém tenha chegado antes deles. 



Edilson Pereira da Silva & Rosie da ChatGPT
Médico Veterinário – CRMV-PE 1731
Iniciativa: Estatuto dos Cães e Gatos
Observatório Nacional da Coexistência Humano-Animal

 

Relatório destaca avanços em bem-estar animal no Brasil e consolida agenda de evolução contínua para aves, suínos e bovinos

 

Divulgação COBEA


Documento inédito desenvolvido pela COBEA reúne progresso e práticas do setor produtivo e evidencia a importância da temática para a estratégia corporativa responsável

 

Elaborado pela Colaboração de Bem-Estar Animal (COBEA) e especialistas do setor, o relatório inédito “Bem-Estar Animal na Cadeia Produtiva Brasileira – Evolução e Ambições para o Futuro” apresenta um mapeamento da evolução do tema no país e aponta oportunidades em bem-estar animal para aves, suínos e bovinos. O documento foi apresentado durante o Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal – Alinhando Propósito, Mercado e Performance, evento organizado em conjunto com a idealizadora da COBEA, a certificação Produtor do Bem, em 7 de maio em São Paulo (SP).

“O bem-estar animal na cadeia produtiva no Brasil está em constante avanço, porém é uma questão multifacetada e difícil de mensurar. As informações disponíveis hoje indicam um cenário heterogêneo entre espécies, sistemas produtivos e regiões do país. Essas estimativas se baseiam principalmente em relatórios setoriais, compromissos corporativos, certificações voluntárias e estudos pontuais, não havendo um levantamento nacional único e padronizado que cubra toda a base produtiva”, observa a diretora-executiva da COBEA, Elisa Tjarnstrom.

Muitos avanços ocorreram nos últimos anos, no campo, na pesquisa científica e nas políticas empresariais e públicas. Ela destaca que, de forma geral, o bem-estar animal está evoluindo de forma contínua e gradual e de maneira mais estruturada dentro de cadeias organizadas, lideradas por empresas com compromissos públicos e maior capacidade de investimento. “Entretanto, uma parcela significativa da produção ainda está fora dessas iniciativas, o que resulta em um panorama nacional marcado por grande diversidade de práticas e ritmos de adoção”, aponta.

Compreender a situação atual do bem-estar animal na agropecuária nacional é fundamental não apenas para atender a padrões regulatórios e de mercado, mas também para promover avanços que impactam diretamente a saúde pública, a qualidade de alimentos e a sustentabilidade da produção. Ao mesmo tempo, o aumento da conscientização da sociedade sobre bem-estar animal e consumo responsável reforça a importância de olhar para o estágio atual dessa agenda – e para os caminhos futuros do setor.


Avicultura

O Brasil é hoje um dos gigantes mundiais na produção de ovos, tendo registrado em 2025 uma produção de ovos de 62.253.124.01, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em seu Relatório Anual 2026. De acordo com o relatório, no setor de ovos há evidências consistentes de crescimento dos sistemas alternativos às gaiolas convencionais, como sistemas cage-free, caipira e orgânico.

Uma parte das granjas brasileiras atende a critérios mais amplos de bem-estar animal, aplicando boas práticas em termos de, por exemplo, densidade, manejo, enriquecimento ambiental e auditoria por terceiros. De acordo com o levantamento feito pela COBEA, as principais oportunidades estão nos sistemas de confinamento e na transição para modelos sem gaiolas. Porém, maior alinhamento entre produtores e compradores é fundamental, junto a maior padronização, auditoria independente e mecanismos de financiamento que viabilizem a adaptação.

Já na produção de frango de corte, o Brasil é o terceiro maior produtor e o primeiro maior exportador, com cerca de 5,706 bilhões de frangos abatidos em 2026. Esses números podem ser maiores quando considerados os abates realizados em estabelecimentos de inspeções estaduais e municiais.  Nesse setor, observa-se um movimento gradual de adoção de práticas mais alinhadas ao bem-estar animal, por exemplo relacionado ao uso de enriquecimento ambiental e melhorias na ambiência. Esses avanços são mais evidentes em cadeias integradas e empresas de maior porte, enquanto a cobertura nacional de granjas auditadas de forma independente ainda permanece limitada.

A seleção genética voltada ao rápido ganho de peso permanece como um dos principais fatores limitantes para o bem-estar de frangos de corte no Brasil e no mundo. Porém, o relatório indica que estão em andamento novos projetos para facilitar a produção comercial de linhagens de frango com maior potencial de bem-estar no país.


Suinocultura

De acordo com dados da ABPA, a cadeia de suinocultura brasileira registrou 48,5 milhões de animais abatidos em 2025, e esse número é ainda maior considerando que estes dados trazem apenas os abates com Serviço de Inspeção Federal (SIF). O setor tem avançado nas iniciativas de bem-estar animal como, por exemplo, a adoção de sistemas melhores de alojamento, com destaque para a gestação coletiva e, iniciando aos poucos, a maternidade livre de gaiola.

Segundo o relatório da COBEA, estima-se que cerca de 45% das matrizes já estejam em baias de gestação coletivas e que 62% do plantel esteja comprometido com essa transição, impulsionada por compromissos empresariais e pela Instrução Normativa 113/2020, que exige adequação total até 2045. A indústria também se antecipa às exigências legais previstas para 2030 na eliminação de práticas dolorosas, como a castração cirúrgica sem controle da dor. Esses movimentos indicam que o setor está em uma fase de transição estrutural planejada, na qual empresas pioneiras abrem caminho para a consolidação das melhores práticas em toda a cadeia.

Adicionalmente, o Brasil se destaca como líder mundial na adoção da imunocastração, com cobertura superior a 90% em algumas integrações. A técnica melhora a qualidade da carne, reduz gordura indesejada e contribui para menor impacto ambiental, além de representar um avanço significativo para o bem-estar. O próximo passo estratégico é fortalecer o manejo associado a essa técnica e universalizar sua adoção, garantindo que seus benefícios se estendam a todos os segmentos de produtores.


Bovinocultura de corte e leite

O Brasil mantém o segundo maior rebanho bovino do mundo, com quase 240 milhões de animais em 2025 e 42,94 milhões abatidos no mesmo ano segundo o IBGE. Para os bovinos de corte, a predominância histórica de sistemas extensivos a pasto no Brasil é frequentemente associada a condições consideradas favoráveis em termos de espaço disponível por animal e possibilidade de expressão de comportamentos naturais. Ainda assim, a qualidade do bem-estar pode variar conforme o manejo, as condições das pastagens, o período de confinamento e o transporte, e as práticas adotadas nas fases finais de engorda e abate.

Já na produção leiteira, a diversidade de sistemas produtivos torna difícil qualquer estimativa agregada. Há crescimento de modelos mais intensivos e tecnificados, como o compost barn, que tendem a oferecer melhores condições de conforto quando bem manejados, especialmente entre produtores de maior escala. Ao mesmo tempo, sistemas a pasto continuam presentes em várias regiões, com níveis de bem-estar que variam conforme diferenças de manejo, clima e investimento.


Cadeia de valor: caminhos para o progresso

Segundo a COBEA, o avanço do bem-estar animal depende de maior colaboração entre os diferentes elos da cadeia de valor. Embora muitas empresas já tenham assumido compromissos e promovido melhorias individuais, trata-se de um desafio complexo e sistêmico, que exige ação coordenada para gerar mudanças consistentes e duradouras.

Empresas compradoras de proteína animal – como varejo, restaurantes e fabricantes de pet food – têm um papel estratégico nesse processo, sobretudo devido à sua proximidade com os consumidores de produtos de proteína animal. É necessário um direcionamento, aliado ao diálogo com produtores, que permite criar incentivos adequados e viabilizar as melhorias necessárias.

Outros atores também são fundamentais. O setor financeiro pode impulsionar práticas mais responsáveis por meio de crédito e investimentos, enquanto políticas públicas e certificações independentes ajudam a criar um ambiente regulatório claro e previsível. Sem coordenação e padronização, iniciativas isoladas tendem a ter impacto limitado; já a ação coletiva permite ganhos de escala, estimula inovação e fortalece avanços efetivos no bem-estar animal de forma sustentável.

Para a diretora-executiva, é fundamental analisar os sistemas de produção a partir de uma perspectiva mais ampla, indo além de respostas pontuais às falhas atuais. “O bem-estar animal pode, muitas vezes, contar com soluções simples e centradas nos próprios animais; ao mesmo tempo, alguns desafios exigem abordagens de longo prazo e a adoção gradual de novas práticas”, afirma.

Nesse contexto, a COBEA reforça que para que haja progresso real, é necessário alinhar expectativas e ambições entre os diferentes elos da cadeia de valor, criando uma visão comum e coordenada. “Nossas recomendações visam justamente apoiar esse alinhamento e ajudar os setores a trabalharem com mais eficiência na implementação de boas práticas”, finaliza.

O relatório completo pode ser acessado pelo link 



Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal - COBEA
https://cobea.com.br/
https://www.linkedin.com/company/cobeabrasil/

 

Erros comuns na rotina alimentar podem comprometer a saúde dos pets

Médico-veterinário aponta hábitos dos responsáveis que podem provocar problemas de saúde nos animais, além de rejeição e desperdício de alimento

 

A alimentação é um dos pilares da saúde e da qualidade de vida de cães e gatos. Mas enquanto os especialistas reconhecem essa importância, muitos responsáveis por pets mantêm hábitos aparentemente inofensivos, como deixar comida no comedouro de um dia para o outro, armazenar a ração de forma inadequada, não realizar a troca gradual do alimento quando recomendada, oferecer alimento ou petiscos em excesso e negligenciar a higienização dos recipientes, que podem comprometer o bem-estar do animal, a qualidade do alimento e até o interesse pela refeição. 

Segundo Gustavo Quirino, médico-veterinário que atua na capacitação técnica da Adimax, esses comportamentos podem impactar diretamente a saúde digestiva, o peso e até o comportamento alimentar dos pets. “Muitas vezes, o responsável acredita que está facilitando a rotina do animal, mas pequenos descuidos podem causar perda de palatabilidade, contaminações e dificuldade de adaptação ao alimento”, explica. 

A forma como o alimento é oferecido e armazenado faz diferença na saúde, na nutrição e até na relação do pet com a comida. Quirino relaciona cinco erros comuns na rotina alimentar dos animais e orienta como evitá-los:

 

1. Deixar o alimento no comedouro de um dia para o outro

Embora seja um hábito comum, manter a ração no comedouro por longos períodos pode favorecer a perda de aroma e textura, características importantes para estimular o consumo. Além disso, pode atrair insetos e outras pragas transmissoras de doenças. A recomendação é de que eventuais sobras do alimento seco sejam descartadas após 24 horas. 

“O alimento exposto ao ambiente sofre oxidação e perde atratividade ao longo das horas. Isso pode levar o pet a rejeitar a refeição ou consumir menos nutrientes do que sua necessidade diária”, comenta. 

O ideal é que a quantidade diária de alimento seja fracionada ao longo do dia. Para cães adultos e idosos, a recomendação é oferecer duas ou três refeições diárias, evitando longos períodos em jejum. Já os para os filhotes, a quantidade deve ser dividida em, no mínimo, três porções diárias. 

“Vale lembrar que oferecer mais refeições ao dia não significa aumentar a quantidade total de alimento, mas sim dividir a porção total diária em diferentes momentos”, lembra Quirino.

 

2. Não retirar sobras de alimentos úmidos

Os alimentos úmidos costumam ser bastante palatáveis, mas exigem atenção redobrada. Quando permanecem expostos por muito tempo, especialmente em temperaturas elevadas, podem sofrer alterações e favorecer a proliferação de microrganismos. 

“O ideal é retirar o alimento úmido que não foi consumido em até 30 minutos, evitando a deterioração e a atração de insetos que podem contaminar o alimento ou transmitir doenças ao animal. Após aberto, o produto deve ser armazenado corretamente na geladeira, respeitando as indicações da embalagem”, orienta.

 

3. Armazenar a ração fora da embalagem original

Transferir a ração para recipientes sem vedação e que não bloqueiem a passagem de luz, como os transparentes, é outro erro comum entre os responsáveis por pets. O ideal é que o alimento seja mantido na embalagem original, já que a parte interna é desenvolvida justamente para protegê-lo de fatores como luz, umidade e oxidação, além de conter todos os dados do fabricante, como lote e prazo de validade (caso o responsável precise entrar em contato a empresa). 

“A embalagem original protege o que está dentro do alimento, como gorduras, aromas e umidade, e evita que fatores externos, como luz, oxigênio e odores, comprometam a qualidade do produto. Também é fundamental mantê-la sempre bem fechada e ao abrigo do sol e da umidade”, afirma o médico-veterinário. 

Mesmo para quem compra embalagens maiores, de 10 ou 15 quilos, a recomendação é conservar o alimento na própria embalagem. “Algumas empresas já utilizam tecnologias para fracionar a embalagem grande em pacotes menores, garantindo a segurança do alimento”, completa.

 

4. Trocar o alimento de forma repentina

Em algumas circunstâncias, a troca do alimento é recomendada para garantir a qualidade de vida e a longevidade do animal. Mudança de fase da vida, necessidades nutricionais específicas, alterações de saúde e até preferências individuais são alguns exemplos. No entanto, mudanças bruscas na alimentação podem causar desconfortos gastrointestinais, como vômitos, diarreia e rejeição alimentar. 

“O sistema digestivo do pet precisa de tempo para se adaptar ao novo alimento. A troca gradual ajuda a evitar problemas digestivos e permite que o organismo do pet se ajuste de forma adequada ao novo alimento”, explica. 

Nesse processo, introdução do novo alimento deve ser feita de forma gradativa, misturando-o ao alimento atual por, no mínimo, sete dias, sendo: 

- 1º e 2º dias: 25% da nova ração com 75% da antiga;

- 3º e 4º dias: 50% da nova ração com 50% da antiga;

- 5º e 6º dias: 75% da nova ração com 25% da antiga;

- 7º dia em diante: 100% da nova ração. 

Vale lembrar que, em casos específicos, esse período pode ser ajustado conforme orientação do médico-veterinário.

 

5. Oferecer petiscos em excesso

Os petiscos são uma das formas mais comuns de os responsáveis demonstrarem carinho aos pets, desde os industrializados até as frutas permitidas para eles. No entanto, oferecê-los sem controle pode levar ao consumo excessivo de calorias e, consequentemente, ao ganho de peso. 

“Quando oferecidos em excesso, os petiscos podem ainda reduzir o interesse pela alimentação principal e favorecer a obesidade, que atualmente está entre as doenças metabólicas mais comuns em cães e gatos”, alerta Gustavo Quirino. 

A recomendação é que os petiscos representem apenas uma pequena parcela da ingestão calórica diária e sejam oferecidos com moderação, conforme recomendação da embalagem. 

Quirino lembra ainda que o alimento deve ser oferecido aos pets em recipiente sempre limpo, higienizado diariamente com água e sabão, assim como o recipiente de água. Além disso, devem ser mantidos em local limpo, protegido do sol e da chuva e distante do espaço onde o animal faz as necessidades.

 

Quem disse que torcer é caro? 5 dicas de estilo para entrar no clima da Copa sem estourar o orçamento

Priscila Azevedo
A designer de moda Priscila Azevedo mostra como combinar criatividade, customização e reaproveitamento de peças para criar looks cheios de personalidade.

 

Com a contagem regressiva para Copa do Mundo, cresce a procura por roupas e acessórios para compor os looks que vão marcar os dias de torcida pela seleção brasileira. Mas em um cenário em que a camisa oficial do Brasil está sendo vendida por até R$ 749,99 nas lojas oficiais, montar um visual temático para acompanhar os jogos pode parecer um desafio para quem deseja entrar no clima da competição gastando pouco. 

A boa notícia é que não é preciso investir em blusas oficiais para criar produções inspiradas nas cores do Brasil. Com criatividade, reaproveitamento de peças e pequenas customizações, é possível montar visuais originais e cheios de personalidade utilizando itens que já fazem parte do guarda-roupa.

A designer de moda e costureira Priscila Azevedo, conhecida por compartilhar conteúdos sobre modelagem, customização e upcycling nas redes sociais, reuniu cinco dicas práticas para quem quer torcer com estilo sem gastar muito, e ainda fugir do óbvio. Confira:

  

DICAS 

imagens: Geradas por IA

1. Garimpe! 

Esqueça o uniforme oficial. Vasculhe brechós e bazares em busca de peças verdes, amarelas e azuis, não precisa nem ser de futebol. Uma blusa listrada, uma jaqueta colorida ou um shorts já podem ser o ponto de partida para um look cheio de identidade brasileira e que vai te custar muito pouco. Na hora de garimpar, pense em camadas: uma peça não precisa funcionar sozinha. Uma camisa xadrez verde sobre uma camiseta amarela básica já cria combinação sem esforço. Fique de olho também em acessórios como bonés, bolsas e meias coloridas, que completam o visual sem peso no bolso.

 

2. Saia do óbvio! 

Bandeiras antigas, tecidos de festa junina, retalhos de chita e até toalhas de time podem virar matéria-prima. Um pedaço de tecido verde pode se tornar uma saia amarrada, uma faixa de cabeça ou um top cropped apenas usando alguns alfinetes e tesoura. O segredo aqui é olhar para o que você já tem em casa com outros olhos. Não precisa costurar nada, só dobrar, amarrar e testar até achar uma forma que faça sentido no seu corpo.

 

3. Personalize sem costuras complexas! 

Patches termocolantes com bandeiras, estrelinhas ou escritos como "Brasil" e "hexa" são costurados ou colados com ferro e transformam qualquer peça neutra numa declaração de torcedora. Não exige máquina de costura e o resultado é profissional. Para aplicar, basta posicionar o patch na peça, cobrir com um pano úmido e pressionar o ferro quente por 20 a 30 segundos. Vale combinar tamanhos diferentes, um patch grande nas costas com pequenos no ombro ou na manga cria um visual muito mais interessante do que um só centralizado no peito.

 

4. Aplicação de lantejoulas ou paetês! 

Colar ou costurar lantejoulas douradas e verdes em camisetas, bonés ou bolsas dá um ar de festa e torcida sem precisar de habilidade técnica avançada. Para quem não quer costurar, a cola de tecido funciona bem em aplicações menores. Uma dica prática é criar formas simples, como estrelas, números ou contornos de mapa do Brasil, desenhando o formato com lápis antes de colar as lantejoulas uma a uma. O resultado tem muito mais personalidade do que qualquer camisa vendida em loja, e ninguém vai ter uma igual.

 

5. Ajuste o que já tem com lastex! 

Encontrou uma camisa masculina com as cores certas, mas que fica larga demais? Aplique uma tira de lastex na lateral ou na cintura para dar caimento e definir o corpo sem precisar cortar ou desmanchar muita coisa. Funciona muito bem em camisetas, camisas de botão ou até camisetas de time. Para um ajuste simples na cintura, uma aplicação de 10 a 15 cm de largura já resolve. Costure nas laterais da peça ou na circunferência da cintura formando uma espécie de cinto embutido e o resultado é uma peça que parece feita sob medida, com muito mais personalidade e sem perder o volume original nas partes onde ele é bem-vindo.


imagens: Geradas por IA


Priscila Azevedo - designer de moda, costureira e empreendedora, fundadora da escola Vestida de Sonhos e da primeira plataforma de streaming de costura do Brasil. Autodidata, começou a costurar ainda na adolescência e transformou a paixão pela criação manual em um negócio voltado ao ensino criativo e acessível da costura. É conhecida nas redes sociais por compartilhar conteúdos sobre customização, upcycling e modelagem, além de ensinar técnicas de costura para alunos de diferentes perfis e níveis de experiência.
https://www.instagram.com/costureiraventureira/
https://youtube.com/@vestidadesonhos


Maria Filó traduz o espírito da torcida em nova coleção inspirada no universo do futebol

 



Às vésperas do maior momento esportivo do planeta, a Maria Filó – marca integrante do Azzas 2154, o maior grupo de moda da América Latina – apresenta sua nova coleção cápsula inspirada no universo do futebol. Composta por t-shirts e lenços, a linha traduz o ato de torcer em encontros, memórias e conexões, celebrando a forma única como os brasileiros vivem o esporte, entre amigos, silêncios tensos, gritos compartilhados e rituais de convivência. 

Com referências à vivacidade, sofisticação, resgate afetivo e estética analógica, a coleção traduz a atmosfera do futebol em produções contemporâneas e femininas. As peças unem conforto e identidade em propostas que transitam entre o casual e o emocional, evocando a beleza dos pequenos gestos e o sentimento de pertencimento presente no ato de torcer junto. 

Inspirada no clima solar dos campos, nos encontros entre amigas e na estética vintage das arquibancadas, a campanha aposta em imagens espontâneas, leves e cheias de movimento. Entre bolas retrô, jeans e lenços, peça icônica e símbolo do DNA da Maria Filó, a coleção revisita referências esportivas sob um olhar feminino, afetivo e contemporâneo. 


Os produtos da coleção estão disponíveis em edição limitada nas lojas físicas e no e-commerce da Maria Filó.
 



Maria Filó
Link


Por que o setor de moda não para de crescer no Brasil?

Pesquisas apontam que, apenas durante a temporada de outono-inverno, o segmento deve movimentar mais de R$63 bilhões

 

O que faz alguém entrar em uma loja, física ou online, e sair com uma nova peça de roupa, mesmo em um cenário de maior cautela com os gastos? A resposta passa menos pelo impulso e mais por uma mudança consistente na forma de consumir. Hoje, a decisão envolve utilidade, identidade e percepção de valor, um conjunto que ajuda a explicar por que o setor de moda segue em expansão no Brasil. Entre maio e agosto de 2026, período que concentra a temporada de outono-inverno, o varejo deve movimentar 1,85 bilhão de peças e faturar R$ 63,34 bilhões, segundo dados do IEMI — Inteligência de Mercado, com crescimento de 4,2% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os números ganham ainda mais relevância quando observados em perspectiva, uma vez que o aumento de receita supera o avanço em volume, o que indica um consumidor mais seletivo, porém disposto a investir em produtos que entreguem mais do que o básico. Peças versáteis, que transitam entre diferentes ocasiões, e itens com maior qualidade percebida passam a ocupar espaço central no guarda-roupa.

Esse movimento encontra respaldo também no franchising. O segmento de moda faturou R$ 30,8 bilhões e cresceu 7,2% em 2025, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), consolidando-se como uma das verticais mais relevantes do varejo. A combinação entre demanda recorrente e possibilidade de escala torna o setor especialmente atrativo para investidores, sobretudo em um ambiente em que modelos replicáveis e operações padronizadas ganham protagonismo.

Para Emílio Guerra, CEO da Skyler, rede referência em moda masculina, o avanço do setor está diretamente ligado à evolução do comportamento do consumidor e à capacidade das marcas de responder a esse movimento com precisão. “O consumidor evoluiu e a moda acompanhou esse movimento. Hoje existe uma busca clara por peças que façam sentido no dia a dia, que tenham versatilidade e qualidade. Quando a marca entende isso, ela consegue aumentar a relevância e a frequência de compra”, afirma.

A partir dessa leitura, o crescimento da moda no Brasil passa a ser entendido como resultado de um sistema mais sofisticado, no qual produto, operação e experiência caminham de forma integrada. O setor avança porque consegue reduzir fricções na jornada de compra, antecipar preferências e traduzir comportamento em coleções com maior assertividade. Em vez de depender exclusivamente de volume, as empresas passam a capturar valor por meio de posicionamento e curadoria.

Essa lógica também explica o interesse crescente de investidores. “A moda reúne características que, quando bem executadas, favorecem previsibilidade e escala: consumo recorrente, calendário comercial estruturado e possibilidade de expansão via franquia”, pontua o executivo. Ele reforça que, ao mesmo tempo, a profissionalização da gestão, com uso de dados, planejamento de sortimento e controle mais rigoroso de estoques, reduz falhas do setor e amplia a margem de operação.

Nesse ambiente, o diferencial competitivo não se isola na capacidade de lançar tendências, e passa a residir na consistência da entrega. Marcas que constroem identidade clara, mantêm proximidade com o cliente e operam com disciplina conseguem sustentar crescimento mesmo em cenários de maior pressão.

“Existe um equilíbrio importante entre planejamento e sensibilidade. A operação precisa ser estruturada, mas também precisa ter proximidade com o cliente para entender o que realmente faz sentido naquele momento”, destaca Emilio. “A consistência ao longo do tempo é o que constrói um negócio sólido dentro desse setor”, completa.

Outro vetor que sustenta esse avanço está na transformação da experiência de compra. O varejo físico passa por ressignificação e assume papel de protagonismo, impulsionado por lojas que investem em ambientação, atendimento e construção de vínculo com o cliente, enquanto o digital amplia conveniência e capilaridade, conectando diferentes pontos de contato em uma experiência mais fluida e contínua.

A trajetória da Skyler ilustra como esses elementos se convertem em resultado. Com faturamento superior a R$ 78 milhões e um portfólio que ultrapassa 400 lançamentos por temporada, a marca estruturou sua expansão com base em leitura de mercado e eficiência operacional. “Nosso foco sempre foi acompanhar o comportamento do consumidor e evoluir junto com ele. Isso nos permite crescer de forma estruturada e manter a relevância da marca”, afirma o CEO.

  

Skyler


Vai receber em casa? Veja como otimizar o tempo com a lavagem de roupas

Viajar ou até receber amigos e família em casa. Mas, junto com a pausa na rotina, também vem o desafio de organizar as tarefas domésticas antes e depois desses dias de descanso.

 

Para quem trabalha fora e já tem uma agenda intensa, otimizar tarefas como a lavagem de roupas pode ser uma maneira eficaz de ganhar tempo e evitar acúmulos na volta ao trabalho.

 

E no retorno após o feriado, que tal aproveitar a ocasião para ajustar a rotina e encontrar mais praticidade no seu dia? Pensando nisso, Brilhante reuniu dicas simples para quem deseja otimizar o tempo com a lavagem de roupas e trazer mais praticidade para a rotina intensa de trabalho.

 

1. Planeje sua semana de lavanderia

Comece a otimizar a lavagem de suas roupas com um planejamento semanal simples: separe as roupas por cor e tipo no domingo, ou logo após o feriado, e determine um cronograma para cada dia da semana, de acordo com o que fizer mais sentido para a sua rotina, sempre separando a lavagem de roupas claras, escuras, cama e banho. Organizar um cronograma semanal de lavanderia é um passo fundamental para evitar o acúmulo de roupas, algo comum depois de um feriadão, economizar tempo e energia durante a semana e reduzir o estresse de lidar com grandes pilhas de roupa.

 

2. Aposte em ciclos rápidos

Se a sua lavadora tem a opção de ciclos rápidos, aproveite essa funcionalidade sempre que possível. São ideais para lavar roupas menos sujas, como aquelas usadas durante viagens curtas ou encontros no feriado, e ajudam a otimizar o tempo no seu dia a dia. Isso permite que você adiante outras tarefas enquanto a lavagem acontece.

 

3. Pendure as roupas assim que a lavagem terminar

Um dos segredos para economizar tempo com o ferro de passar é agir logo após a lavagem. Retire as roupas da máquina assim que o ciclo terminar e pendure-as imediatamente, preferencialmente em cabides ou bem esticadas no varal. Isso evita que as peças fiquem muito amassadas e já ajuda a deixar os tecidos mais alinhados durante a secagem. Além de reduzir, ou até eliminar, a necessidade de passar, essa prática também preserva a qualidade das roupas, evitando marcas permanentes e deformações.

 

4. Evite sobrecarregar a máquina

Não sobrecarregue a máquina de lavar, especialmente na volta do feriadão, quando o volume de roupas pode ser maior. Isso pode afetar a eficácia do processo e fazer com que as roupas demorem mais para lavar e secar. Lavar em cargas menores, mas mais frequentes, mantém a qualidade do processo e economiza tempo a longo prazo.

 

5. Escolha produtos de lavanderia eficientes

Detergentes e amaciantes de qualidade fazem toda a diferença na rotina de cuidados com as roupas. Eles garantem uma limpeza mais eficiente, ajudam a preservar os tecidos e ainda colaboram para uma secagem mais rápida. Brilhante Perfume e Cuidado Extraordinário é uma escolha inteligente para quem busca ótimo rendimento, perfumação intensa e custo-benefício no dia a dia.

 

6. Revise seu guarda-roupa regularmente 

Roupas que não são usadas com frequência acabam acumulando espaço e tornando o processo de lavanderia mais demorado. Aproveite momentos como o pós-feriado para fazer uma revisão no seu guarda-roupa e se livrar do que não serve mais. Isso reduz a quantidade de roupas para lavar e agiliza a rotina de lavanderia.

 

 


Festa Junina: descubra como cuidar das roupas e acessórios da celebração e aumentar a durabilidade das peças

Imagem gerada por Inteligência Artificial
Especialista têxtil da 5àsec compartilha dicas de limpeza, uso e armazenamento para conservar os trajes e acessórios para as próximas comemorações

 

Com tecidos delicados, estampas coloridas e muitas aplicações de fitas e paetês, as roupas de festa junina costumam dar o toque especial nas celebrações. Como geralmente são usadas poucas vezes ao ano, essas peças exigem cuidados específicos antes e depois das festas, especialmente no armazenamento, para garantir a durabilidade e preservar a aparência dos trajes típicos. Pensando nisso, Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec, compartilha dicas de como cuidar corretamente das vestimentas juninas garantindo a integridade dos tecidos, das aplicações e o bom estado deste tipo de item por mais tempo.

“Antes de usar, é importante experimentar a roupa com antecedência para verificar possíveis ajustes e evitar puxões que podem causar rasgos de última hora. Também vale conferir se os adereços estão bem costurados, evitando que se soltem durante a celebração. Caso seja necessário passar a peça, é preciso atenção, pois alguns trajes contam com tecidos sintéticos, como tule e cetim, que exigem temperaturas baixas, para não comprometer o material. Para as crianças, priorize tecidos respiráveis e verifique se não há aplicações pequenas que possam desprender facilmente”, comenta Marinês.


Durante o uso

Além dos cuidados já conhecidos, como a preocupação com possíveis manchas que podem ser causadas por maquiagem, quentão, vinho e comidas típicas, é importante redobrar o cuidado durante as festas realizadas ao ar livre. Evite sentar-se em superfícies ásperas, que podem puxar os fios ou desfiar rendas delicadas. Também é necessário atenção em ambientes com lama, poeira ou umidade, já que podem comprometer barras, manchar tecidos e prejudicar detalhes. Após o uso, o ideal é encaminhar o traje uma lavanderia especializada, que saberá identificar o tipo de tecido e a melhor forma de higienização, além de realizar a remoção correta de manchas mais difíceis sem comprometer a estrutura e os acabamentos da roupa.


Armazenamento

Para conservar as vestimentas caipiras para a próxima oportunidade, guarde as roupas limpas e completamente secas, evitando o surgimento de mofo, manchas e mau cheiro. Na hora de armazenar, prefira pendurá-las corretamente para preservar a estrutura das mangas bufantes dos vestidos ou das camisas, saias rodadas e demais detalhes que podem deformar com facilidade. Outra recomendação para evitar mofo ou poeira é utilizar capas de TNT ou sacos de tecido, que ajudam a proteger sem impedir a ventilação. Também é importante retirar tais itens do armário periodicamente para permitir a circulação de ar, evitando danos às fibras e às aplicações delicadas.


Acessórios

Os chapéus e tiaras de palha são indispensáveis nas festividades e exigem cuidados especiais para manter a aparência e a durabilidade. Durante a limpeza, é recomendado remover a poeira com um pano seco. Já em caso de sujeiras mais resistentes, basta utilizar o pano levemente úmido. O excesso de água deve ser evitado, pois a umidade pode danificar ou enfraquecer o material. Caso o acessório fique úmido, deixe secar em um lugar com sombra e arejado. Evite o uso de secador quente e a exposição prolongada ao sol forte, pois a palha pode ressecar e quebrar. Também é importante verificar os detalhes decorativos. Muitos adereços são fixados com cola quente e podem se desprender com facilidade durante a limpeza ou o uso. Antes de guardar, confira se há partes soltando ou que precisem de pequenos reparos, evitando que os enfeites se desprendam completamente enquanto estão guardadas.

No armazenamento, evite colocar os acessórios junto com as roupas ou sob objetos pesados, para que chapéus ou tiaras não percam o formato original. O ideal é armazená-los em um lugar alto ou em caixas que preservem a estrutura da peça. Outra dica é colocar papel de seda ou jornal dentro da copa do chapéu, pois isso ajuda a não amassar.


Itens de decoração

Para quem celebra a festa em casa, os cuidados com os itens de decoração, como toalhas de mesa temáticas, bandeirinhas de tecido e outros enfeites, também são necessários para garantir a conservação e o reaproveitamento nos próximos anos. Após o uso, os itens podem ser armazenados limpos e secos. Para as toalhas de mesa quadriculadas, o ideal é dobrar cuidadosamente e guardar em caixas organizadoras ou sacos de tecido para evitar poeira, umidade e desbotamento. Já as bandeirinhas exigem atenção especial: ao pendurá-las, evite esticar excessivamente o barbante, prevenindo desgastes e rompimentos. Na limpeza, prefira utilizar apenas um pano levemente úmido, evitando lavagens agressivas que possam comprometer as cores e a estrutura do material.

“Com alguns cuidados simples antes, durante e depois das comemorações, é possível conservar trajes e acessórios juninos por mais tempo. Além de econômico, o hábito ajuda a reduzir o descarte têxtil e prolonga a vida útil das peças, mantendo tanto as vestimentas quanto as decorações bonitas e prontas para o uso em novas celebrações”, finaliza Marinês Cassiano.

 

5àsec


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