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domingo, 7 de junho de 2026

O elefante na sala que ninguém quer enxergar: cães comendo os corpos de seus tutores


Nos últimos meses, o Observatório Nacional da Coexistência Humano-Animal registrou uma sequência de notícias que, apesar de chocantes, desapareceram rapidamente do debate público.

Em Manaus, cães permaneceram dias ao lado do tutor morto dentro de uma residência.

https://d24am.com/amazonas/caes-que-ficaram-ao-lado-de-tutor-morto-buscam-adocao-saiba-mais/

Em Mato Grosso, um idoso foi encontrado morto em uma fazenda, com cães consumindo partes do cadáver.

https://www.hnt.com.br/cidades/corpo-de-idoso-e-encontrado-sendo-devorado-por-caes-em-fazenda/554643

Mais recentemente, uma mulher desaparecida foi encontrada morta dias após o óbito. Os cães que permaneciam confinados no local alimentavam-se do corpo.

https://jornalmaisbraganca.com.br/2026/06/03/mulher-e-encontrada-morta-apos-dias-desaparecida-caes-se-alimentavam-do-corpo/

Também foram registrados episódios envolvendo ataques de cães aos próprios tutores ou familiares.

https://taroba.com.br/noticias/cidade/jovem-e-atacada-pelo-proprio-cao-e-socorrida-pelo-siate-na-zona-leste-de-londrina/amp

O Observatório entende que existe um elefante na sala que ninguém parece disposto a enxergar.

·         A discussão não é sobre cães.

·         A discussão não é sobre agressividade.

·         A discussão não é sobre comportamento animal.

A discussão é sobre seres humanos que passaram dias mortos sem que sua ausência fosse percebida.

ü  É sobre idosos vivendo sozinhos.

ü  É sobre isolamento social.

ü  É sobre fragilidade das redes familiares.

ü  É sobre saúde mental.

ü  É sobre pessoas cuja única companhia diária talvez fosse justamente um cão ou um gato.

Os cães encontrados nesses episódios não atacaram a sociedade.

Apenas permaneceram onde sempre estiveram: ao lado de seus tutores.

ü  Quando a água acabou.

ü  Quando a comida acabou.

ü  Quando a ajuda não chegou.

Quando ninguém apareceu.

O resultado foi uma cena extrema que ocupou manchetes por alguns dias e depois desapareceu.

Mas o fenômeno permanece.

Ø  Quantas pessoas vivem hoje acompanhadas apenas por seus animais?

Ø  Quantas passariam dias sem que alguém percebesse sua ausência?

Ø  Quantos episódios semelhantes estão ocorrendo sem qualquer monitoramento sistemático?

O Observatório Nacional da Coexistência Humano-Animal entende que eventos dessa natureza merecem atenção da imprensa, das universidades, dos Ministérios Públicos, da assistência social, dos gestores públicos e da sociedade.

 

Talvez o verdadeiro escândalo não seja que cães famintos se alimentem de cadáveres.

Talvez o verdadeiro escândalo seja que ninguém tenha chegado antes deles. 



Edilson Pereira da Silva & Rosie da ChatGPT
Médico Veterinário – CRMV-PE 1731
Iniciativa: Estatuto dos Cães e Gatos
Observatório Nacional da Coexistência Humano-Animal

 

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