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domingo, 31 de maio de 2026

Da emergência a adoção: veterinário narra casos reais e retrata a complexidade da relação entre humanos e pets

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Com mais de 10 anos de atuação, Victor Soares apresenta uma história sobre cuidado, negligência, conexão emocional e os bastidores da medicina veterinária no livro "Não era passeio, era consulta" 

 

No fim de um plantão exaustivo, uma husky siberiano de nove meses chega ao hospital veterinário em estado crítico após uma sequência de convulsões. A canina, chamada Loba, mal conseguia reagir aos procedimentos, enquanto o tutor demonstrava pressa para encerrar o caso. É a partir dessa cena de que o médico veterinário Victor Soares inicia a narrativa de Não era passeio, era consulta, livro publicado pela Editora Rua do Sabão, que transforma experiências reais da profissão em reflexões sobre vínculo, negligência e responsabilidade afetiva com os animais. 
 
Ao unir memória autobiográfica, bastidores hospitalares e análise social, o autor apresenta a relação entre humanos e animais sob o ponto de vista de quem convive diariamente com emergências, eutanásias e decisões difíceis.  

Enquanto o narrador enfrenta o esgotamento emocional causado pela profissão, a protagonista de quatro patas reage aos traumas acumulados por uma criação negligente. Por meio de tropes literárias como found family, segunda chance e conexão entre humano e animal nos tempos atuais, Victor Soares descreve a recuperação de Loba após sua família desistir dela, entrelaçando à narrativa ensaios, relatos e histórias de outros pacientes que foram marcantes na sua carreira.  

Situações comuns na rotina veterinária, que raramente aparecem fora do consultório, também são discutidas na obra, entre elas o peso das decisões clínicas, a pressão emocional sobre os profissionais e a chamada “fadiga por compaixão”, condição causada pelo contato constante com sofrimento e perdas. O escritor ainda traz para o debate assuntos muito importantes para a criação de cães e gatos, como obesidade animal, luto, compreensão da natureza animal e evidencia a importância do cuidado e do amor aos bichos de estimação. 

Esta obra inaugura um novo olhar sobre a literatura veterinária no Brasil [...] o autor nos conduz pelos meandros da medicina veterinária moderna, explorando temas cruciais como a crescente humanização dos pets, os dilemas éticos da profissão e as profundas transformações na relação entre tutores e animais no período pós-pandemia. Cada capítulo equilibra com maestria o drama real dos casos clínicos com reflexões perspicazes sobre comportamento animal, antropomorfização e os desafios contemporâneos do cuidado com nossos companheiros de quatro patas, descreve Juliana Cunha, crítica literária que assina a orelha da obra. 

Em Não era passeio, era consulta, o autor mostra como o cuidado com os animais vai muito além do afeto: exige responsabilidade emocional, limites e empatia. Ao acompanhar a trajetória de Loba, o leitor é convidado a refletir sobre temas fundamentais para a criação de cachorros e gatos, como: adoção responsável, finitude, respeito e compreensão da natureza dos bichos, além dos riscos de transformá-los em projeções humanas. Com casos tão impactantes quanto reais, este livro amplia o debate sobre a criação dos companheiros de quatro patas de forma inédita, e reforça como vínculos podem transformar não apenas a vida dos pets, mas também das pessoas ao redor deles.  


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Ficha técnica:  

Título: Não era passeio, era consulta 
Subtítulo: Um veterinário no centro da relação humano-animal  
Autor: Victor Soares 
Editora: Rua do Sabão 
ISBN/ASIN:978-65-5245-044-9 
Gênero: autoficção  
Número de páginas: 150 
Preço: R$ 68,90 
Onde encontrarAmazon  
 

Sobre o autor: Victor Soares é médico veterinário formado pela UNESP de Jaboticabal, pós-graduado em Oncologia de cães e gatos e tem mais de dez anos de atuação clínica. Sócio-proprietário do hospital veterinário Vet Domus, construiu sua trajetória profissional no atendimento de cães e gatos, com experiência em emergências, internação e rotina hospitalar. Com Não era passeio, era consulta, estreia na literatura ao transformar vivências da medicina veterinária em uma narrativa sobre cuidado, vínculo, saúde mental e os desafios da relação entre humanos e animais na atualidade. 
 
Instagram: @victorsoares.vet   


Fato ou fake: sedar pets em viagens aéreas é a melhor forma de reduzir o estresse dos animais?

Especialista alerta que o uso de sedativos deve ser avaliado e que adaptação à caixa de transporte é a principal recomendação para garantir o bem-estar dos animais durante o voo

 

Com o aumento das viagens aéreas envolvendo cães e gatos, cresce também a busca por informações sobre os cuidados necessários para garantir o bem-estar dos animais durante o transporte. Entre os temas que mais geram dúvidas entre tutores está o uso de sedativos antes do embarque.

Embora a sedação ainda seja uma prática considerada em situações específicas, especialistas e entidades internacionais de medicina veterinária e transporte aéreo recomendam cautela, destacando que o procedimento deve ser avaliado caso a caso e sempre com orientação profissional. As diretrizes da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), por exemplo, reforçam que a prioridade deve ser a adaptação comportamental do animal e o uso adequado das caixas de transporte, em vez da sedação como medida padrão.

Para esclarecer dúvidas ainda presentes no público, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, separou abaixo os principais fatos e fake news sobre sedação de pets em viagens aéreas. 


Fatos

Sedação pode aumentar riscos respiratórios e cardíacos: medicamentos sedativos podem causar depressão do sistema respiratório e cardiovascular, especialmente em ambientes como a cabine ou o porão da aeronave, onde há variações de pressão e estresse adicional. 

Pets que necessitam de medicação com efeito sedativo não são considerados aptos para viagens aéreas: especialistas alertam que a sedação não é recomendada para o transporte aéreo de animais. Caso o pet precise de medicamentos que provoquem sonolência ou sedação para conseguir viajar, a condição deve ser reavaliada junto ao médico-veterinário, já que os efeitos podem comprometer a segurança e o bem-estar do animal durante o voo. 

Preparação prévia é a principal recomendação: a aclimatação do pet à caixa de transporte, passeios antes do embarque e manejo adequado da alimentação e hidratação são considerados medidas mais seguras e eficazes para reduzir o desconforto durante o voo. 


Fake

Sedar o pet é a melhor forma de deixá-lo calmo durante o voo: a sedação não é considerada uma estratégia segura para “acalmar” o animal. Especialistas explicam que o pet pode perder reflexos naturais de proteção, como o equilíbrio e a capacidade de se reposicionar, aumentando o risco de acidentes dentro da caixa de transporte. 

Todos os pets devem ser sedados para viajar melhor: a maioria dos veterinários e entidades internacionais não recomenda o uso preventivo de sedativos. Em vez disso, a adaptação gradual à caixa de transporte semanas antes do voo é apontada como a estratégia mais eficaz. 

Sedar o animal reduz o estresse da viagem: pesquisas indicam que o transporte aéreo é naturalmente estressante e que a sedação não necessariamente reduz esse estresse de forma eficaz, podendo inclusive mascarar sinais importantes de sofrimento do animal. 

‘’Ainda existem muitas dúvidas em torno da sedação, mas é importante reforçar que essa não deve ser uma decisão automática. Cada caso precisa ser avaliado individualmente por um médico-veterinário, levando em conta o perfil e as condições de saúde do pet. Na maioria das situações, a preparação antecipada, com adaptação à caixa de transporte e manejo adequado antes do voo, já é suficiente para reduzir o estresse e tornar a experiência mais tranquila para o animal e para o tutor’’, finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo. 


PETFriendly Turismo 


Vacinação felina: atrasar vacinas pode colocar a saúde dos gatos em risco

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Especialista alerta que atrasos na vacinação podem aumentar riscos de doenças graves e silenciosas 

Muitos tutores ainda associam a vacinação de gatos apenas à campanha anual contra a raiva, mas a proteção dos felinos vai muito além disso. Assim como acontece com os humanos, os gatos precisam de um calendário vacinal completo e atualizado para prevenir doenças infecciosas que podem comprometer seriamente a saúde — e, em alguns casos, levar à morte. 

Além da proteção individual, a vacinação também ajuda a reduzir a circulação de doenças entre os gatos, especialmente em ambientes com maior convivência, como gatis, hotéis e clínicas veterinárias. 

Segundo a médica-veterinária Vanessa Barreto, da CatLife, a prevenção continua sendo uma das principais ferramentas para garantir qualidade de vida aos felinos. “Muitas doenças preveníveis por vacina ainda são bastante comuns na rotina clínica, principalmente quando há atraso no calendário vacinal ou interrupção das doses de reforço”, explica. 

De olho nos felinos: a vacina múltipla felina — conhecida como V3, V4 ou V5 — é fundamental para a prevenção de doenças respiratórias e virais bastante frequentes entre os gatos. A V3 é considerada essencial e recomendada para todos os felinos, pois protege contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia felina. Já a V4 amplia essa cobertura ao incluir proteção contra a clamidiose felina, sendo mais indicada para gatos com acesso à rua ou que convivem com muitos outros animais. A V5, por sua vez, contempla todas as doenças da V4 e também protege contra a FeLV (Leucemia Viral Felina), um retrovírus incurável considerado uma das doenças infecciosas mais preocupantes entre os gatos. Antes da aplicação da V5, porém, é indispensável a realização do teste para FeLV. 

A veterinária também reforça que não existe um protocolo vacinal único para todos os animais. “Muitos tutores acreditam que gatos que vivem exclusivamente dentro de casa não precisam de vacinação, mas isso é um mito. Mesmo sem acesso à rua, eles continuam expostos a riscos indiretos, inclusive por contato com objetos, roupas ou sapatos. Cada gato possui um estilo de vida, nível de exposição e necessidades específicas. Por isso, a individualização do protocolo vacinal é fundamental para garantir proteção adequada e segurança”, finaliza. 

Além de seguir corretamente o calendário vacinal, especialistas reforçam a importância de realizar consultas preventivas regulares, já que o acompanhamento veterinário ajuda a identificar possíveis alterações de saúde de forma precoce. Outro ponto importante é evitar a automedicação e manter atenção à procedência das vacinas, que devem ser aplicadas apenas por médicos-veterinários e em clínicas de confiança. 

Para apoiar esse acompanhamento contínuo, os planos de saúde para gatos também vêm ganhando espaço entre os tutores, facilitando o acesso a consultas, exames e vacinas de rotina. O cuidado preventivo reduz riscos, aumenta a previsibilidade dos custos e contribui diretamente para uma vida mais longa e saudável dos seus felinos.

 

CatLife
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Problemas urinários em gatos acendem alerta entre tutores e impulsionam busca por alimentação preventiva

Com o aumento da população felina no Brasil e a crescente preocupação dos tutores com longevidade, bem-estar e qualidade de vida, especialistas têm voltado atenção para um dos problemas de saúde mais recorrentes entre os gatos domésticos: as doenças do trato urinário e os quadros renais.

Segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB) e da Abinpet, a população de gatos no país já ultrapassa 30 milhões de animais e registrou crescimento de 5,4% nos últimos anos. O movimento é impulsionado principalmente pela urbanização, pela adaptação dos felinos a espaços menores e pelo avanço da humanização dos pets, cenário que também vem ampliando a procura por estratégias de prevenção e bem-estar animal.

Na medicina veterinária, especialistas observam que fatores naturais da espécie contribuem para o aumento dos casos urinários e renais. Os gatos costumam ingerir pouca água ao longo do dia, hábito que favorece a formação de cristais e cálculos urinários, além de outras complicações que podem impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida dos animais.

“Hoje os tutores procuram mais exames preventivos e os veterinários conseguem diagnosticar essas condições com maior frequência e a saúde renal é um tema essencial na medicina veterinária felina. A nutrição tem papel fundamental na prevenção dessas enfermidades, promovendo bem-estar e aumentando a longevidade dos gatos domésticos”, explica Caroline Pinto, cientista da unidade Pet Food e Rendering da Kemin Industries.

Nesse contexto, pesquisas científicas vêm reforçando o papel da alimentação no suporte à saúde urinária dos pets. Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) avaliou os efeitos da utilização de um aditivo regulador de acidez em alimentos completos para cães e gatos, apontando benefícios relacionados ao equilíbrio do ambiente urinário.

Pensando nisso, a unidade de Pet Food e Rendering da Kemin Industries lançou na América Latina o BALSURE™ DRY, solução desenvolvida para auxiliar no equilíbrio cátion-aniônico das dietas e contribuir para reduzir a formação de cristais e cálculos urinários.

Entre os diferenciais da tecnologia está o menor aporte sobre os níveis de fósforo da dieta, tema que vem ganhando relevância entre fabricantes de alimentos pet devido à relação do mineral com a saúde renal dos animais.

“O desenvolvimento da solução foi motivado pela necessidade de atender desafios relevantes da nutrição felina, especialmente relacionados ao equilíbrio do ambiente urinário, além da demanda do mercado por alternativas práticas, eficientes e tecnicamente consistentes”, afirma Mariane Bortolo, gerente de produtos da Kemin.

Mariane destaca ainda que a alimentação pet vem passando por uma transformação. “Hoje os tutores buscam produtos com funcionalidade, ingredientes de qualidade e respaldo científico. A alimentação deixou de ser apenas nutrição básica e passou a atuar também como ferramenta de promoção de saúde e bem-estar”, comenta.

O BALSURE™ DRY pode ser utilizado em diferentes categorias de alimentos completos para cães e gatos, incluindo formulações econômicas, premium e super premium.


Microbiota em equilíbrio: saúde intestinal influencia imunidade, comportamento e qualidade de vida de cães e gatos

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Coceiras recorrentes, otites de repetição, alterações nas fezes e até quadros de ansiedade podem ter origem no intestino. Especialista explica como a microbiota impacta diretamente a saúde e o bem-estar dos pets.

 

Coceiras que não passam, otites de repetição, fezes irregulares, pelagem opaca, alterações no apetite e até sinais de ansiedade podem ter uma origem que muitos tutores ainda não associam de imediato: o intestino.

Muito além da digestão, a saúde intestinal exerce papel central no equilíbrio do organismo de cães e gatos. O intestino concentra grande parte da atividade imunológica do corpo e abriga trilhões de microrganismos que atuam diretamente na absorção de nutrientes, no metabolismo, na resposta inflamatória e até no chamado eixo intestino-cérebro — uma conexão que influencia comportamento, disposição e qualidade de vida dos pets.

Segundo a médica-veterinária nutróloga Celina Okamoto, especializada em alimentação natural suplementada, a saúde intestinal deve ser encarada como base para o cuidado integral dos animais. “Antes de tratar pele, articulações ou até alterações comportamentais, é importante olhar para o intestino. É ali que o organismo define como vai absorver nutrientes, responder imunologicamente e controlar processos inflamatórios”, explica a veterinária.


Quatro pilares da saúde intestinal

De acordo com a especialista, a saúde intestinal se sustenta em quatro pilares principais:

  • Digestão e absorção eficientes
  • Integridade da mucosa intestinal
  • Microbiota equilibrada (eubiose)
  • Atividade imunológica adequada

Quando esse equilíbrio é rompido, condição conhecida como disbiose, o organismo pode sofrer impactos que vão muito além do sistema digestivo.


Sinais de que o intestino pode não estar saudável

O desequilíbrio intestinal nem sempre se manifesta apenas por diarreia ou vômito. Outros sintomas podem indicar alterações na microbiota intestinal, como:

  • Fezes amolecidas ou ressecadas
  • Flatulência excessiva
  • Vômitos frequentes
  • Coceiras recorrentes
  • Pelagem opaca e queda excessiva de pelos
  • Otites de repetição
  • Halitose persistente
  • Alterações no apetite
  • Oscilações de peso
  • Ansiedade, apatia ou irritabilidade

Nos gatos, episódios frequentes de vômito associados a bolas de pelo e alterações nas fezes também merecem atenção. “O intestino se comunica com o corpo inteiro. Muitas vezes, sintomas de pele, queda de pelo ou até alterações comportamentais podem ter relação com desequilíbrios intestinais”, reforça Celina Okamoto, responsável técnica da Botupharma.

 

Diarreia recorrente não deve ser normalizada

Quadros de diarreia frequente ou prolongada precisam de investigação clínica. Segundo a especialista, alterações persistentes podem estar ligadas a doenças inflamatórias intestinais, intolerâncias alimentares, parasitoses, alterações pancreáticas, desequilíbrio da microbiota e outras condições sistêmicas.

Quando não tratadas, essas alterações podem levar à má absorção de nutrientes, perda de peso, queda da imunidade, anemia, desidratação e piora da qualidade de vida do animal.

 

Alimentação pode transformar a microbiota rapidamente

A dieta exerce influência direta sobre o equilíbrio intestinal. Mudanças alimentares podem modificar a microbiota em pouco tempo, favorecendo ou prejudicando a saúde digestiva. Dietas com boa digestibilidade, fibras funcionais, prebióticos, probióticos e ingredientes nutricionalmente equilibrados contribuem para fortalecer bactérias benéficas, melhorar a integridade intestinal e reduzir processos inflamatórios.

Por outro lado, alimentos de baixa qualidade ou trocas bruscas na alimentação podem comprometer esse equilíbrio e aumentar desconfortos gastrointestinais. “Quando a alimentação é individualizada e equilibrada, conseguimos oferecer nutrientes mais adequados às necessidades de cada pet. Isso se reflete em fezes mais consistentes, melhora da pelagem, redução do prurido, mais disposição e qualidade de vida geral”, destaca a nutróloga.

 

Os sete erros mais comuns que prejudicam a saúde intestinal dos pets

  1. Oferecer restos de comida humana

Alimentos gordurosos, condimentados ou tóxicos para pets, como cebola, alho, chocolate, uvas e xilitol, podem causar sérios danos.

  1. Trocar a dieta de forma abrupta

Mudanças alimentares devem ser feitas gradualmente, geralmente entre sete e dez dias.

  1. Exagerar nos petiscos

Eles devem representar, no máximo, 10% das calorias diárias.

  1. Escolher alimento apenas pelo preço

Digestibilidade e qualidade nutricional também precisam ser consideradas.

  1. Deixar ração disponível o tempo todo

Essa prática pode favorecer obesidade e alterações metabólicas.

  1. Ignorar fase de vida e condições clínicas

Filhotes, idosos, gestantes e animais com doenças específicas precisam de dietas individualizadas.

  1. Negligenciar a hidratação

Especialmente nos gatos, a baixa ingestão de água pode desencadear problemas urinários e digestivos.

Intestino saudável é prevenção e qualidade de vida

Para Celina Okamoto, cuidar do intestino significa investir diretamente em prevenção, imunidade e longevidade. “Saúde intestinal não é tendência. É fisiologia. Quanto antes o tutor entender isso, mais qualidade de vida o pet pode ter ao longo dos anos”, finaliza.

 

Botupharma®


Dia de Abraçar seu Gato: eles realmente gostam de abraço? Veterinária explica os segredos do afeto felino

Especialista da Unifran desmistifica o comportamento dos bichanos, mapeia as áreas 'proibidas' e ensina como conquistar a confiança do animal respeitando seus limites

 

No dia 4 de junho, comemora-se o Dia de Abraçar seu Gato. No entanto, para os tutores de felinos, a data traz uma dúvida muito comum: os gatos realmente gostam de abraços e carinhos intensos como outros animais de estimação ou a forma deles de receber afeto é mais complexa?

Diferentemente dos cães, os felinos possuem uma linguagem própria e muito mais seletiva quando o assunto é o toque físico. Para ajudar os tutores a entenderem melhor seus companheiros de quatro patas, a Profa. Dra. Valeska Rodrigues, docente do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Franca (Unifran), mapeia o que é permitido e o que é proibido na hora de demonstrar amor aos bichanos.
 

"Gatos são mais seletivos quanto ao toque quando comparados aos cães. Existem áreas permitidas e áreas proibidas no corpo deles. Além disso, há raças de gatos que são naturalmente mais permissivas e outras mais arredias. Cada indivíduo tem sua personalidade", explica a veterinária.

 

Mapeando o corpo do gato: áreas permitidas e proibidas

Para não correr riscos de levar uma patada ou um arranhão de aviso, é importante saber onde o carinho é bem-vindo e quais partes do corpo do felino são consideradas "zonas restritas":

  • Zonas Verdes (pode acariciar!): o dorso (as costas), a testa (bem próximo ao nariz) e a região do queixo são as áreas prediletas da grande maioria dos felinos.
  • Zonas Vermelhas (evite tocar!): a cauda é uma região extremamente sensível e deve ser evitada. A barriga também é uma área restrita e de forte instinto de autodefesa para eles. 

A docente da Unifran revela que até na mesma casa as personalidades variam muito. "Tenho duas gatinhas. Uma delas permite que eu a segure no colo como se fosse um bebê; já a outra, em menos de 30 segundos, já está tentando fugir", conta a Dra. Valeska.

 

Sinais verdes x sinais vermelhos: aprenda a ler seu gato

Os gatos se comunicam o tempo todo por meio da linguagem corporal. A especialista ensina a identificar os sinais claros de que o canal de comunicação está aberto, ou de que é melhor dar um espaço para o animal:

  • Sinais de que o gato está amando o carinho: ele começa a ronronar (aquele barulho característico e relaxante), eleva a cauda, esfrega a cabeça nas mãos do tutor, rola no chão e pode até tentar "agarrar" as mãos de quem está acariciando de forma dócil.
  • Sinais de desconforto (hora de parar!): o gato vira as orelhas para trás, tenta se esquivar do toque ou solta miados longos e espontâneos. Se esses avisos forem ignorados, o próximo passo natural dele será recorrer a arranhões ou mordidas de advertência.

 

Gatos são "interesseiros"? Como construir um vínculo de confiança

Uma das brincadeiras mais comuns sobre os felinos é que eles seriam animais "interesseiros". A médica veterinária desmistifica essa fama de forma bem-humorada, explicando que o segredo para conquistar o afeto do animal está em oferecer estímulos positivos que façam sentido para ele. 

"Se o tutor oferece algo que os cativa, com certeza já será o início do vínculo. Basta jogar uma bolinha de papel ou mostrar onde está o pote de ração fresca. Eles já elevam a cauda e se aproximam felizes. Nesse momento de interação positiva, a carícia nas costas já é aceita de primeira", orienta a veterinária. 

A especialista reforça que o respeito ao tempo e espaço do felino é a chave de ouro da convivência. "Em pouco tempo, seguindo essa rotina de carinho respeitoso, os bichanos estarão deitados em cima dos tutores, dormindo nas pernas ou no próprio travesseiro. Mas lembre-se da regra máxima dos felinos: eles fazem isso quando eles querem, e não quando o tutor quer!", finaliza a docente.



Unifran
www.unifran.edu.br


Cães resgatados visitam crianças e adolescentes com câncer assistidos pela TUCCA

Divulgação: bastidores da edição na TUCCA
Petlove e Instituto Caramelo se unem em nova edição do projeto "Love que Cuida", transformando cães invisibilizados que estão à espera de um lar em suporte emocional para crianças em tratamento

 

A nova edição do Love que cuida - projeto idealizado pela Petlove para gerar acolhimento e valor a pets invisibilizados - contou com as parcerias do Instituto Caramelo e da TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), nesta semana. O resultado? Uma manhã repleta de carinho e amor, com pets resgatados atuando como apoio e suporte a cerca de 70 pacientes com câncer. 

As atividades aconteceram em dois espaços do ambulatório de oncologia pediátrica do Santa Marcelina Saúde em parceria com a TUCCA: na brinquedoteca, localizada ao lado da recepção, e, principalmente, na sala de infusão. A presença dos pets tem como objetivo quebrar a tensão do tratamento, transformando longas horas de espera em momentos de distração, afeto e relaxamento. 

“O nosso propósito na Petlove vai muito além de encontrar lares para os animais, queremos mostrar o valor inestimável que eles têm para a sociedade. Estar na TUCCA com o projeto Love que Cuida é a prova viva disso. Cães que antes foram negligenciados ganham a oportunidade de transformar as horas difíceis da quimioterapia em momentos de leveza e alegria. É uma via de mão dupla, trazemos bem-estar para os pacientes e devolvemos a dignidade e a visibilidade para esses pets que tanto precisam de uma família”, afirma Bruno Junqueira, vice-presidente de Pessoas, ESG e Comunicação Institucional da Petlove. 

De acordo com o oncologista pediátrico Sidnei Epelman, diretor do Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde e fundador e presidente da TUCCA, o cuidado com o paciente oncológico vai muito além da assistência clínica:

“Na TUCCA, acreditamos profundamente na importância da humanização e do acolhimento em toda a jornada da criança e da família. Iniciativas como essa mostram que cuidar também é proporcionar afeto, criar memórias positivas e oferecer momentos de leveza em um período que costuma ser tão desafiador. Esses gestos fazem diferença para o bem-estar emocional de todos os envolvidos”. 

Para o Instituto Caramelo, a visita cumpre um duplo papel social. Todos os escolhidos para a dinâmica integram o grupo de "invisibilizados", pets idosos, com deficiência ou fora do padrão estético que, devido a estigmas, passam mais tempo aguardando adoção nos abrigos. Dóceis e sociáveis, eles foram criteriosamente avaliados para lidar com os estímulos intensos de um ambiente pediátrico. Além disso, todos os pets passam por supervisão veterinária para assegurar saúde em dia. 

“Quando um animal resgatado oferece conforto a uma criança em tratamento, acontece uma troca muito poderosa. Esses cães carregam histórias de abandono, superação e afeto, e mostram, na prática, que todos merecem uma segunda chance. Participar dessa ação na TUCCA é uma forma de mostrar que os animais invisibilizados têm enorme capacidade de transformar vidas e também de serem vistos com mais empatia pela sociedade", destaca Yohanna Perlman, diretora executiva do Instituto Caramelo. 

O impacto desse encontro também é respaldado pela ciência. Intervenções assistidas por animais são conhecidas por estimular a liberação de hormônios ligados ao bem-estar, como a endorfina e a serotonina, além de reduzir drasticamente os níveis de cortisol, diretamente relacionado ao estresse. Mas, para além dos dados, o benefício é sentido no olhar de quem acompanha a rotina hospitalar de perto. 

Entre as famílias presentes na ação, a história de Rose Soares, mãe do pequeno Matheus, de oito anos, ilustra bem essa conexão. Com o diagnóstico recente de câncer em dezembro, Matheus encontra nos animais uma âncora de alegria. Em sua casa, a família mantém uma verdadeira rede de resgate: são cães e gatos, quase todos retirados das ruas em situações críticas. 

"Eu sempre tive esse olhar para os animais. Já resgatei cachorro que estava fraco, gata abandonada que precisava de cirurgia... O amor e o cuidado são tudo. O Matheus gosta muito de pet e esse contato traz leveza. Ver esses cães aqui na TUCCA, que também foram resgatados e hoje trazem esse carinho para as crianças, é muito especial. Ele já está na fase final do tratamento e esses momentos de alegria ajudam a fechar esse ciclo com mais força", relata Rose. 

A Petlove também utilizará suas plataformas e redes sociais para documentar os bastidores, dando protagonismo aos animais participantes e divulgando as informações completas para possíveis interessados em adotá-los, fomentando uma grande corrente de inclusão e cuidado. 


Petlove
Instituto Caramelo
TUCCA - Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer


No Dia Mundial do Leite, estudos mostram que genética pode elevar a produção leiteira em até 9,2% e reduzir 12,7% a emissão de metano

Pesquisas apontam que decisões baseadas em dados podem ampliar a produtividade, reduzir impactos ambientais e apoiar uma produção leiteira mais sustentável 

 

No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, a Zoetis, líder mundial em saúde animal, reforça a importância da ciência, da tecnologia e da tomada de decisão baseada em dados para o avanço da pecuária leiteira. Presente diariamente na alimentação dos brasileiros e protagonista de uma das cadeias mais relevantes do agronegócio nacional, o leite teve, em 2025, a maior captação da história do país, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária¹. Diante desse cenário de crescente demanda por eficiência e sustentabilidade, a genética tem ganhado protagonismo como ferramenta estratégica para apoiar produtores na construção de sistemas mais produtivos, eficientes e rentáveis.  

Ao mesmo tempo em que cresce a demanda por produtividade, o setor também enfrenta desafios relacionados às mudanças climáticas, eficiência no uso de recursos e sustentabilidade da produção. Uma forma de contribuir com a mudança desse cenário é ter rebanhos mais eficientes – nesse contexto, estudos recentes conduzidos pela Zoetis apontam que animais geneticamente superiores podem produzir mais leite mesmo em desafio térmico, serem eficientes na conversão alimentar e apresentar menor intensidade de emissão de gases de efeito estufa ao longo da vida produtiva. 

Os resultados mostraram ganhos relevantes tanto em desempenho produtivo quanto em eficiência ambiental. Os animais avaliados apresentaram aumento médio de 9,2% na produção de leite, redução de 18,1% na taxa de reposição do rebanho, diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano e redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio relacionada à produção.  

A genética tem permitido que o produtor tome decisões cada vez mais assertivas dentro do rebanho, identificando animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar, maior resiliência aos desafios climáticos. Quando olhamos para traços genéticos ligados à saúde, longevidade, fertilidade e sustentabilidade, conseguimos acelerar o melhoramento genético de forma consistente, além de construir rebanhos mais eficientes para a pecuária leiteira do futuro”, destaca Henrique Hooper, Coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil. 

Os dados relacionados à sustentabilidade são baseados em estudo conduzido com o modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), referência internacional para avaliação ambiental na pecuária, que entrou na nova configuração do Clarifide Dairy Plus, da Zoetis. A análise cruzou informações da produção de gases e sólidos voláteis com o DWP$® (Dairy Wellness Profit Index®). O DWP$ é um índice econômico desenvolvido pela Zoetis que pondera traços relacionados à produção e qualidade do leite, fertilidade, nutrição de precisão, uso de antibióticos e bem-estar animais em pesos distintos para avaliar rentabilidade de um animal dentro do sistema. Com a atualização recente, o índice é recalculado com os traços de resiliência ao calor e eficiência alimentar.  

Outro tema que vem ganhando relevância dentro da cadeia leiteira é a adaptabilidade ao calor. Em ambientes cada vez mais desafiadores, cresce a necessidade de identificar animais capazes de manter a produtividade, o desempenho reprodutivo e a saúde mesmo em condições de estresse térmico. 

Nesse contexto, os estudos da Zoetis também avançam na identificação de características genéticas relacionadas à resiliência ao calor. A companhia desenvolveu avaliações capazes de diferenciar animais mais adaptados às condições climáticas dentro do mesmo rebanho, considerando indicadores como temperatura, umidade e impacto ambiental sobre a produção. 

Além da adaptação climática, a eficiência alimentar também se consolida como um dos principais pilares da produção leiteira moderna. Animais mais eficientes conseguem transformar melhor os nutrientes consumidos em produção, o que promove a redução dos desperdícios, melhora o aproveitamento nutricional e contribui para menor impacto ambiental por litro de leite produzido. 

Para apoiar produtores na tomada de decisão baseada em dados, a Zoetis incorpora essas informações em soluções genéticas como o Clarifide® Dairy Plus, primeira avaliação genética disponível comercialmente para gado leiteiro desenvolvida especificamente para características de bem-estar de vacas e bezerras. A ferramenta fornece avaliações genômicas confiáveis sobre fatores de risco genético relacionados a doenças economicamente relevantes em bovinos das raças Holandesa e Jersey. 

Entre os avanços recentes das soluções genéticas da Zoetis estão avaliações relacionadas à eficiência alimentar, sustentabilidade, adaptação climática e características de bem-estar animal, permitindo identificar animais mais produtivos, eficientes e resilientes ao calor para os desafios atuais e futuros da pecuária leiteira. Ao conectar genética, ciência e tecnologia, a companhia reforça seu compromisso em apoiar produtores na construção de uma produção leiteira cada vez mais eficiente, sustentável e alinhada às demandas do setor. 

 

Zoetis
Zoetis.com.br


Amor que enfrenta o medo: esporotricose avança e desafia donos de gatos, mas nova tecnologia encurta tratamento e reduz custos

 

Thay Ribeiro contraiu a esporotricose de seu gato
Doença fúngica que mais cresce entre felinos já é emergência de saúde pública em SP

 
Enquanto casos batem recorde, histórias de cuidadores que enfrentaram o preconceito e a doença mostram a força do vínculo com seus gatos 

O amor por um gato pode superar o medo. Mas quando a ameaça é a esporotricose, uma doença que cresce em ritmo exponencial no estado de São Paulo, esse amor é posto à prova todos os dias. Trata-se de uma doença causada por um fungo do gênero Sporothrix, que vem se consolidando como um dos principais desafios sanitários urbanos do país, sobretudo em áreas com grande quantidade de gatos sem acesso regular a cuidados veterinários.
 
Além do sofrimento animal, a esporotricose felina preocupa porque é transmissível para humanos e se espalha com rapidez. “É um grave problema de saúde pública. A esporotricose é infecciosa e agressiva. Os gatos são as principais vítimas e os potenciais transmissores. Ela causa lesões cutâneas que podem começar como pequenos caroços (nódulos) e evoluir para úlceras abertas e com secreção. Essas feridas não cicatrizam facilmente e costumam espalhar-se pelo corpo. O tratamento com antifúngico é demorado e muitas vezes não traz os resultados esperados”, explica o professor titular de medicina-veterinária da UNIP, Carlos Brunner.
 
No começo deste ano, o Ministério da Saúde incluiu a esporotricose humana na lista de doenças de notificação obrigatória. Os números assustam. Em 2025, foram registradas mais de 12 mil notificações da doença em gatos e mais de 7 mil em humanos em todo o estado de São Paulo — o maior número já registrado. Mas por trás dos números, há histórias reais de pessoas que enfrentaram o preconceito, o medo e a dor de ver um animal querido definhar.


 
"Tratei a gatinha, fui mordida e contraí a doença. Ela não resistiu"
 
Thay Ribeiro é pet sitter na capital paulista. No ano passado, ela foi chamada para ajudar um casal que tinha resgatado uma gatinha de rua. Ela estava infectada pela esporotricose. “A gatinha era um amor, chamava-se Amora. O casal ficou com medo de tratá-la e me contratou para o serviço. Ministrei antifúngicos durante um mês, enquanto procuravam algum lugar para acolher a gatinha, já que o casal não queria mais ficar com ela. Nesse meio tempo, ela me mordeu e eu contraí a doença”, conta.
 
Thay ficou meses tratando a doença tomando medicamentos e passando por exames, até que conseguiu ficar curada. “Infelizmente a Amora não sobreviveu. Fiquei com algumas sequelas, mas hoje não tenho mais sintomas”, conta.



Um amor que enfrenta barreiras
 
Nelson Castanheira Júnior é um apaixonado pelos animais. Ele ficou sabendo da existência da esporotricose felina depois de observar dezenas de gatos com terríveis feridas no rosto e morrendo no condomínio onde mora na Granja Viana, em São Paulo. “Falei com a veterinária que cuidava dos meus animais e ela me explicou sobre a doença, disse que estava fora de controle”, conta.
 
Foi então que ele tomou uma difícil decisão: cuidar ele mesmo dos gatos doentes que rondavam a sua casa. “Muita gente não compreende um ato de solidariedade para com animais de rua. Passam a olhar para a gente como se nós fôssemos os doentes, só porque sentimos misericórdia por um animal. Mas eu enfrentei o preconceito e me sinto feliz por ter salvado muitos gatos”, desabafa.
 
O custo da esporotricose no Brasil é elevado. Segundo o IPB, Instituto Pet Brasil, a população de gatos domésticos passa de 30 milhões em todo o país. Muitos destes felinos têm acesso às ruas e é justamente no ambiente livre que a doença se dissemina rapidamente. Nelson sabe bem disso. Nos últimos anos, ele recolheu e tratou mais de 15 gatos, arcou com todos os custos de medicamentos e em algumas vezes até mesmo a internação. “Só de medicamentos, cada animal consome cerca de 300 reais por mês. O tratamento leva de quatro a seis meses. Faça a conta e veja quanto isso pesa em um orçamento. Não é à toa que muitos deixam os animais morrerem”, conta.
 

Nelson Castanheda tirou da rua alguns gatos
com esporotricose para tratar em casa

 

Esperança real: tecnologia nacional já reduz tratamento


 
Enquanto os casos avançam, uma resposta concreta está mudando o horizonte. O SPORO PULSE, equipamento inédito desenvolvido pela startup brasileira Akko Health Devices sob liderança do Prof. Carlos Brunner, utiliza a eletroporação — pulsos elétricos que provocam a morte irreversível do fungo, preservando o tecido saudável do animal.
 
O equipamento já vem sendo testado há mais de um ano em universidades e clínicas veterinárias privadas em todo o Brasil, com resultados expressivos: melhora significativa com apenas duas a três sessões, cicatrização acelerada e redução drástica do tempo de tratamento.
 
Nelson Castanheira conseguiu salvar o Gatão com o SPORO PULSE. "Ele ficou com muitas feridas, a doença estava comendo literalmente ele. Foram duas sessões com o equipamento e o resultado foi incrível, o Gatão ficou curado", conta. A tecnologia exige menor número de manipulações do gato, menor custo e alta eficácia — inclusive em animais que não respondem mais aos antifúngicos tradicionais.
 
"A estrutura celular dos fungos é diferente. Os poros se formam e não se fecham mais, e o fungo morre. Trabalho com eletroporação há 18 anos e vi nesta técnica a possibilidade de matar o fungo preservando o tecido normal do gato", explica Brunner.
 



Professor Carlos Brunner - Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade de São Paulo USP e mestre em Clínica Médica e doutor em Anatomia dos Animais Domésticos e Selvagens pela USP. Professor titular na Universidade Paulista UNIP; Membro da diretoria da ABROVET – Associação Brasileira de Oncologia Veterinária; Membro da ISEBTT - The Internacional Society for Electroporation Based Thecnologies and Treatments. Pioneiro no uso clínico de eletroquimioterapia no Brasil.
Akko Health Devices


Inverno exige maior dedicação aos animais de estimação

É chegado aquele momento do ano em que é necessário tomar todos os cuidados para encarar os efeitos do clima no organismo dos pets.

 

O inverno é caracterizado por dias mais curtos, com temperaturas mais secas e frias principalmente à noite. O corpo dos animais de estimação, assim como acontece com os humanos, sente as mudanças climáticas. Durante esta estação, a procura por consultas veterinárias aumenta em 30%, sendo os casos mais comuns problemas respiratórios, oftálmicos e articulares. 

Os animais idosos são os que mais sofrem. Eles têm artrite, artrose e problemas de coluna, como hérnia de disco, e podem sentir dores intensas nos dias frios. Também, com o passar dos anos de vida, há uma diminuição da massa muscular e a camada de gordura fica um pouco menor. Isso dificulta a manutenção da temperatura corporal dos pets. 

"Uma dúvida comum entre tutores de pets é se eles devem ou não usar roupinhas. Elas são úteis e devem estar sempre limpas e confortáveis, no tamanho certo e confeccionada com material antialérgico. Nem todos os animais domésticos se adaptam à roupinha, nesses casos, o melhor é deixá-los à vontade e não insistir. A preferência é que sejam usadas principalmente por animais de pelagem curta. Os cães costumam aceitar melhor as roupinhas. Os felinos, porém, não se adaptam muito bem", salienta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News. 

Para manter a imunidade alta, é necessário cuidar da alimentação e da hidratação. É importante oferecer alimentação de qualidade, rica em nutrientes, que ajude a mantê-los saudáveis. Nos dias frios, os animais tendem a diminuir a ingestão de água. Por isso, é importante  manter sempre água limpa e fresca à disposição e oferecer alimentos com maior umidade, como é o caso de sachês e patês completos e balanceados, para aumentar ainda mais a ingestão hídrica dos pets, recomenda a veterinária Dra. Kelly Maiara Lopes Carreiro. 

Patas, focinho e orelhas gelados, assim como movimentos mais lentos indicam que o pet está sentindo a baixa temperatura. Algumas adaptações podem ser necessárias nesse período para assegurar que os locais onde eles ficam e dormem não estejam expostos a correntes de ar frio, por isso mantê-los bem aquecidos, confortáveis e protegidos de chuva, umidade e incidência solar direta é essencial para garantir a sua saúde. Para quem tem um pet que fica fora da casa, a veterinária Dra. Melanie Marques lembra que o conforto térmico também é essencial para seu bem-estar. 

"Coloque mantas, cobertas ou até se for possível vista eles com roupas apropriadas para evitar que eles fiquem ao relento no frio. Por mais que eles tenham pelos, eles também sofrem com as temperaturas mais baixas", reforça a doutora. 

"Apesar da gripe em cães e gatos não ser do mesmo tipo que a dos humanos, e por isso eles não transmitem o vírus para nós, é preciso ficar atento a sinais como tosse, secreção nasal e ocular, falta de apetite e prostração", conta a veterinária Dra. Luciana Pellegrino. 

Na maioria das vezes os sintomas da gripe são leves, mas pode ser rapidamente propagada entre os animais, da mesma espécie, e desenvolver sinais graves em animais com baixa imunidade, filhotes, idosos ou aqueles que já apresentam outras doenças. Uma boa notícia é que as doenças mais comuns podem ser prevenidas através de vacinação. 

O clima frio e seco do inverno favorece o aparecimento da tosse dos canis. Ela é causada principalmente por três agentes infecciosos, uma bactéria de nome Bordetella bronchiseptica e dois vírus, Parainfluienza e Adenovírus, agindo de forma isolada ou em combinação. Os principais sintomas observados são acessos de uma tosse seca, parecendo que o animal está engasgado, às vezes expectorando um tipo de espuma branca. Essa tosse costuma piorar com exercícios físicos, agitação ou mesmo pela própria pressão da coleira. 

"É importante salientar que nem sempre o cão que apresenta o sintoma de tosse seca está com a gripe canina. Muitas vezes este sintoma também ocorre em animais, particularmente nos animais idosos. Por isso, sempre é importante levar o animal em seu veterinário de confiança, para que o diagnóstico seja correto", finaliza Vininha F. Carvalho.


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