Especialista alerta que o uso de sedativos deve ser avaliado e que adaptação à caixa de transporte é a principal recomendação para garantir o bem-estar dos animais durante o voo
Com
o aumento das viagens aéreas envolvendo cães e gatos, cresce também a busca por
informações sobre os cuidados necessários para garantir o bem-estar dos animais
durante o transporte. Entre os temas que mais geram dúvidas entre tutores está
o uso de sedativos antes do embarque.
Embora
a sedação ainda seja uma prática considerada em situações específicas, especialistas
e entidades internacionais de medicina veterinária e transporte aéreo
recomendam cautela, destacando que o procedimento deve ser avaliado caso a caso
e sempre com orientação profissional. As diretrizes da Associação Internacional
de Transportes Aéreos (IATA), por exemplo, reforçam que a prioridade deve ser a
adaptação comportamental do animal e o uso adequado das caixas de transporte,
em vez da sedação como medida padrão.
Para
esclarecer dúvidas ainda presentes no público, a PETFriendly Turismo, empresa
que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e
internacionais, separou abaixo os principais fatos e fake news sobre sedação de
pets em viagens aéreas.
Fatos
Sedação pode aumentar riscos respiratórios e cardíacos: medicamentos sedativos
podem causar depressão do sistema respiratório e cardiovascular, especialmente
em ambientes como a cabine ou o porão da aeronave, onde há variações de pressão
e estresse adicional.
Pets que necessitam de medicação com efeito sedativo não são
considerados aptos para viagens aéreas: especialistas alertam que a sedação não
é recomendada para o transporte aéreo de animais. Caso o pet precise de
medicamentos que provoquem sonolência ou sedação para conseguir viajar, a
condição deve ser reavaliada junto ao médico-veterinário, já que os efeitos
podem comprometer a segurança e o bem-estar do animal durante o voo.
Preparação prévia é a principal recomendação: a aclimatação do pet à
caixa de transporte, passeios antes do embarque e manejo adequado da
alimentação e hidratação são considerados medidas mais seguras e eficazes para
reduzir o desconforto durante o voo.
Fake
Sedar o pet é a melhor forma de deixá-lo calmo durante o
voo:
a sedação não é considerada uma estratégia segura para “acalmar” o animal.
Especialistas explicam que o pet pode perder reflexos naturais de proteção,
como o equilíbrio e a capacidade de se reposicionar, aumentando o risco de
acidentes dentro da caixa de transporte.
Todos os pets devem ser sedados para viajar melhor: a maioria dos
veterinários e entidades internacionais não recomenda o uso preventivo de
sedativos. Em vez disso, a adaptação gradual à caixa de transporte semanas
antes do voo é apontada como a estratégia mais eficaz.
Sedar o animal reduz o estresse da viagem: pesquisas indicam que o
transporte aéreo é naturalmente estressante e que a sedação não necessariamente
reduz esse estresse de forma eficaz, podendo inclusive mascarar sinais
importantes de sofrimento do animal.
‘’Ainda
existem muitas dúvidas em torno da sedação, mas é importante reforçar que essa
não deve ser uma decisão automática. Cada caso precisa ser avaliado
individualmente por um médico-veterinário, levando em conta o perfil e as
condições de saúde do pet. Na maioria das situações, a preparação antecipada,
com adaptação à caixa de transporte e manejo adequado antes do voo, já é
suficiente para reduzir o estresse e tornar a experiência mais tranquila para o
animal e para o tutor’’, finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly
Turismo.
PETFriendly
Turismo

Nenhum comentário:
Postar um comentário