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segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Universidades americanas: brasileiros se beneficiam com volta da exigência de exames padronizados


Preço dos testes para admissão é alto, mas avaliações destacam talentos e habilidades que contam pontos valiosos; Crimson Education dá dicas para estudantes

 

A maioria das universidades americanas anunciou a volta da obrigatoriedade das notas de exames padronizados como SAT e ACT para o processo seletivo de graduação. O que pode parecer um entrave é também uma oportunidade para que os brasileiros tenham destaque ao demonstrar aptidões e assim consigam a sonhada vaga e até bolsas de estudos. Especializada na preparação de alunos nas disputadas candidaturas, a consultoria educacional Crimson Education Brasil dá dicas para os estudantes para que tenham mais chances de classificação e de auxílio financeiro. 

“As avaliações podem apresentar barreiras financeiras para pessoas de baixa renda e de países onde a moeda vale menos que o dólar, mas é possível até conseguir uma isenção de taxa e apresentar a pontuação diretamente pelo Common App ou através do portal específico”, aponta Carolina Lyrio, consultora acadêmica da Crimson. Para fazer o ACT é preciso desembolsar entre US$69 e US$94 a cada tentativa - dependendo se a escolha incluir ou não redação -, enquanto o custo do SAT para alunos internacionais é por volta de US$111. 

Tanto o SAT (Scholastic Assessment Test) quanto o ACT (American College Testing) são usados pelas faculdades americanas como uma espécie de vestibular unificado, que avalia os candidatos e ajuda a determinar a elegibilidade para bolsas de estudo e outras formas de auxílio. Mas a pontuação não é a única avaliação: junto às notas escolares dos últimos quatro anos do Ensino Médio e a cartas de recomendação elas representam 40% dos critérios. Atividades extracurriculares representam outros 30%, enquanto que as redações, o preenchimento do CommonApp em si e entrevistas os 30% restantes. “Esses últimos quesitos revelam mais as qualidades pessoais do aluno”, aponta Carolina. É neste ponto que os brasileiros conseguem se destacar ao participarem de projetos sociais, praticarem em esportes e demonstrarem liderança ou empreendedorismo. O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) também pode ser inserido como um dado adicional, cuja política varia de acordo com a instituição. 

Durante a pandemia do Covid-19, quando os exames padronizados passaram a ser optativos, o número de candidaturas para o teste caiu drasticamente, mas com a volta da obrigatoriedade de apresentação das notas por universidades como Harvard, Stanford, Yale, Dartmouth, MIT (Massachusetts Institute of Technology), Caltech (California Institute of Technology) e mudanças no processo de aplicação – como o SAT, que passou a ser digital-, a previsão é que volte a subir. Geralmente os alunos realizam a prova duas ou três vezes para obter notas mais altas, segundo a Crimson Education. “Na primeira vez o maior desafio é nervosismo, e não a matéria em si! Na segunda vemos uma melhora, e alguns alunos preferem realizar uma terceira tentativa. De uma quarta vez em diante, a melhora é pouca e o aluno poderia trazer mais benefícios ao seu application dedicando esse tempo a outros componentes”, observa Carolina. 

Segundo a especialista, a matemática exigida pelas provas é menos avançada do que a ensinada no ensino médio no Brasil e alunos que treinam e entendem bem a estrutura e macetes dos exames conseguem se destacar. “A Crimson tem uma plataforma própria que conta com simulados de SAT e ACT, além de relatórios sobre os resultados que analisam erros e acertos por tópico de cada matéria. Há, ainda, tutoria individualizada para ajudar na preparação, com conteúdo e estratégia adaptados conforme as necessidades e os pontos fortes de cada estudante”, diz a conselheira acadêmica. A consultoria educacional também monta turmas com aulas de apoio antes do exame oficial e dá cinco dias para que os brasileiros que almejam estudar em uma universidade americana: 

  1. Façam os testes padronizados, para que tenham esse resultado mesmo se ainda for opcional na faculdade preterida
  2. Pesquisem sobre as universidades e não se atenham somente em nomes famosos na hora de montar a lista de instituições desejadas
  3. Comecem a se preparar cedo. É impossível voltar no tempo e refazer um ano de escola para tirar boas notas ou fundar um clube ou projeto social
  4. Cuidado com quem te ajuda. Muito feedback pode acabar confundindo e gerando mais estresse do que ajuda
  5. Não deixe que os applications tomem conta da sua vida. Cuide da saúde física e mental, faça esporte, passe tempo com amigos e família e continue vivendo uma vida fora desse processo


Crimson Education


ENEM 2024: Dicas, estratégias e cronograma das provas

 

Diretores do PB Colégio e Curso trazem temas possíveis e plano de ação para os próximos meses antes do ENEM
 

O som da campainha soa pela última vez no ensino médio, e os corredores da escola se enchem de uma mistura de alívio e ansiedade. Para muitos, o próximo desafio é o ENEM, o temido exame que pode abrir portas para o futuro. As provas do Enem 2024 acontecem nos dias 3 e 10 de novembro, e já são mais de 5 milhões de inscritos. Mas calma, estamos aqui para te ajudar! Conversamos com Valma Souza e Hugo de Almeida, diretores do PB Colégio e Curso, e eles compartilharam dicas incríveis para você arrasar no ENEM, seja sua primeira ou décima tentativa.
 

O início da jornada e a importância do ENEM

O ENEM é como um portal mágico para o ensino superior no Brasil. Ele não só testa o conhecimento dos estudantes, mas também a capacidade de lidar com a pressão e o tempo. Com uma boa nota, o jovem pode ingressar em universidades públicas através do Sisu, conseguir uma bolsa com o Prouni, ou até um financiamento pelo FIES. Valma Souza, diretora do PB Colégio e Curso lembra: “O ENEM é uma oportunidade de mudar vidas, então, preparar-se bem é essencial”.
 

Plano de ação

1. Organize seu tempo

Imagina que você está se preparando para uma grande aventura. A diretora sugere criar um cronograma de estudos, “como um mapa do tesouro, ele te guia e garante que você não perca nenhum ponto importante”. Distribua suas horas de estudo entre todas as matérias do ENEM, mas não esqueça de reservar um tempo para descanso e lazer. Equilíbrio é a chave!
 

2. Pratique como um atleta

Hugo também compartilha uma dica valiosa: “Resolver provas anteriores do ENEM é como treinar para uma maratona, ou uma olimpíada. Você ganha resistência e se familiariza com o percurso”. Além disso, fazer simulados regularmente ajuda a controlar o tempo e a diminuir a ansiedade no dia da prova.
 

3. Revisão diária

Manter o conhecimento fresco na memória é crucial. “Faça revisões diárias, mesmo que sejam breves, separe um tempo todos os dias para revisar as matérias. Assim, você fixa melhor o conteúdo e tira dúvidas que possam surgir”, explica Valma Souza que complementa: “Pense nisso como cuidar de um jardim, um pouco de atenção todos os dias faz maravilhas”.
 

4. Fique por dentro das atualidades

A redação e as questões de ciências humanas adoram temas atuais. Hugo recomenda: “Leia jornais, revistas e assista a noticiários. Estar bem informado te ajuda a argumentar melhor na redação e a responder questões de forma contextualizada”. Quem sabe, aquele debate acalorado na sala de jantar sobre as mudanças climáticas não acaba te ajudando no ENEM?
 

Possíveis temas da redação

A redação do ENEM é sempre uma caixinha de surpresas, mas alguns temas são recorrentes. Aqui vão algumas apostas dos diretores para este ano:

  • Desafios da educação no Brasil pós-pandemia.
  • O impacto das mudanças climáticas na sociedade.
  • A importância da inclusão digital no século XXI.
  • Problemas urbanos e soluções sustentáveis.


O grande dia: O que esperar da prova

O ENEM é dividido em quatro provas objetivas e uma redação. Cada prova é uma peça de um quebra-cabeça que testa seu conhecimento em linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática. “Prepare-se para questões interdisciplinares que exigem a aplicação prática do conhecimento”, ressalta Valma Souza. “A redação é um diferencial, então, pratique escrever textos dissertativo-argumentativos. Isso pode elevar muito sua nota final”, complementa Hugo de Almeida. 

Preparar-se para o ENEM é uma jornada, e cada passo conta. Valma e Hugo, diretores do PB Colégio e Curso, oferecem essas dicas de ouro para te guiar. E se você tiver a oportunidade, considere um curso preparatório. “Um curso preparatório pode ser um grande aliado. Eles oferecem uma estrutura organizada e suporte especializado. No PB, por exemplo, abrimos turmas especiais para quem não é nosso aluno, mas deseja um reforço de excelência nessa fase”, explica Valma.
 

Informações sobre o ENEM:
 

Data, hora e local

Abertura dos portões: 12h

Fechamento dos portões: 13h 

Como sabem, é proibido entrar após o fechamento e não há negociação, portanto se planeje para chegar com, pelo menos, uma hora de antecedência. 

Não sabe o local da prova? Essa informação você encontra no cartão de confirmação da inscrição e poderá ser conferido na página do participante. 

No domingo, dia 03 de novembro, data da primeira prova, o exame terá duração de cinco horas e 30 minutos. A programação é de que comece às 13h30 e termine às 19h. 

Já no segundo dia de prova, no domingo, dia 10 de novembro, a duração será de cinco horas, com previsão de término para às 18h30.
 

Documentos:

No dia anterior a prova já separe o que você precisa levar, dois itens são obrigatórios: caneta de tinta preta, fabricada em material transparente e documento de identificação com foto. Para não ter surpresas desagradáveis, leve mais de uma caneta.O Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, aconselha também levar o cartão de confirmação de inscrição impresso.

 

Dica de ouro:

Leve garrafas de água, lanches leves e durma bem na noite anterior. 

Então, coloque seu melhor tênis de corrida, ajuste a mochila e siga em frente. A jornada para o ENEM pode ser desafiadora, mas com as estratégias certas, você estará pronto para enfrentar e conquistar essa prova. Boa sorte!

 

Quem quer dinheiro?

 Levantem imediatamente a mão todos os empreendedores sociais 

 

“Quem quer dinheiro?” A pergunta, eternizada pelo também eterno apresentador Silvio Santos, parece ter uma resposta óbvia. Mas, no ecossistema de impacto, dinheiro ainda é um tabu. 


Primeiro, nossa família e amigos não entendem que há mercado para remunerar quem decide atuar de maneira intencional na construção de uma sociedade melhor e mais justa. Todo mundo acha que você é, com todo respeito, um miçangueiro, alguém que abriu mão de toda a relação com a sociedade do capital. E bom, isso não é verdade em absoluto. Estamos repensando as relações de trabalho e os meios de produção, ainda dentro de uma lógica de ganhos, mas com mais colaboração.

 

Depois, o próprio mercado muitas vezes não compreende os benefícios que o investimento em impacto gera para o seu negócio, especialmente porque alguns retornos são de médio a longo prazo. Muitas empresas ainda não desenharam sua estratégia ESG e não possuem área, com time estruturado e orçamento destinado para investir em operações de impacto socioambiental e ficam restritas a responder a marcos regulatórios.

 

E também tem a gente. Nós, os empreendedores de impacto, que temos tanto desejo de fazer acontecer que por vezes deixamos de fazer conta, criar estratégia e transformar o problema em solução e a solução em negócio. Gerir time, nutrir uma cultura forte, espalhar uma marca, gerar sustentabilidade financeira e ser relevante no ecossistema que se deseja transformar. É muita coisa, com muitas barreiras, mas que têm se mostrado um caminho possível dentro dos parâmetros que temos hoje.

 

Ok. Mas afinal: o que são e como se reproduzem os tais empreendedores sociais?

 

“Entre fazer dinheiro e mudar o mundo: eu fico com os dois”. A célebre frase se tornou o lema dos empreendedores sociais, esse grupo de pessoas que têm colocado seus esforços em construir negócios e marcas fortes que tenham como principal proposta de valor gerar transformações verdadeiras e relevantes nos ponteiros das desigualdades e desequilíbrios socioambientais. 

 

A gente cria negócios que precisam gerar renda, encantar mais clientes, ser uma marca reconhecida no mercado, ter um time bom para realizar. E impreterivelmente estamos pensando em equidade racial, de gênero e sexualidade, por exemplo. Estamos intencionalmente criando soluções que não deixem ninguém de fora e que protejam o nosso planeta. 

 

Nem sempre. Nem tudo. Mas incessantemente e com visão holística. Para que o investimento chegue em pessoas como nós, precisamos levantar as mãos e dizer: queremos dinheiro. Porque é ele que vai impulsionar todos os nossos sonhos e de tanta gente que está nesta correnteza. 

 

Saville Alves - Líder de Negócios da SOLOS, startup de impacto social que desenvolve soluções inteligentes de economia circular.



A I.A vai matar carreiras e criar outras, resta saber quantas, questiona especialista

Para Pedro Nazareth, diretor de novos negócios do GetNinjas, as inteligências artificiais generativas ainda estão em sua ‘infância’, mas vão revolucionar a vida humana no futuro


As inteligências artificiais generativas (I.As) vieram para ficar e estão destinadas a mudar o mercado de trabalho como conhecemos, assim como a forma que fazemos negócios. Carreiras que outrora eram consideradas tradicionais deixarão de existir, assim como outras nascerão. Hoje, contudo, temos mais perguntas do que respostas, porque a revolução da I.A, uma vez que essa tecnologia ainda está no que podemos chamar de sua “primeira infância". Essas são as considerações de Pedro Nazareth, diretor de novos negócios do maior marketplace de serviços da América Latina, o GetNinjas, durante a Feira do Empreendedor do Sebrae, no último dia 14 de outubro, no Expo São Paulo. 

O executivo foi um dos palestrantes do evento, onde falou por mais de 40 minutos sobre a importância do uso da tecnologia para alavancar os negócios. Neste tempo, Nazareth discorreu sobre o panorama atual da tecnologia, seus potenciais impactos nos diferentes setores da economia e nos modelos de negócios tradicionais, as métricas para mensuração do desenvolvimento de negócios e os desafios atuais trazidos pelas novas plataformas. 

Pedro Nazareth defendeu que, embora o potencial das I.As seja de revolucionar o mundo, assim como ocorreu com a eletricidade. Para defender seu ponto, o executivo deu um exemplo de uma tecnologia que nós já vimos avançar: a computação em nuvem. “Ninguém mais anda com pen-drive no bolso ou usa HDs físicos para armazenar arquivos, está tudo na nuvem”, explicou. “Há 10 anos atrás isso seria impensável, mas naturalmente foi mudando e hoje está tudo na nuvem”, completou.

 

Blockchain, IoT, 5G, Big Data e Analytics

As inteligências artificiais generativas, como ChatGPT, da Open AI, Copilot, da Microsoft, e Gemini, do Google, são sistemas de aprendizado de máquina e automação inteligente, capazes de transformar processos e tomadas de decisão. Embora elas sejam vistas como as protagonistas da revolução digital que veremos nos negócios do futuro, esse processo contará com ajuda de outros atores, como blockchain, 5G, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), sistemas capazes de analisar grande volume de análise de dados (Big Data) e a nossa velha conhecida computação em nuvem, que não podem ser considerados meros coadjuvantes nesse processo. 

Quando falamos de pequenos e médios negócios, a computação em nuvem permite acesso a uma infraestrutura de softwares acessíveis que podem ser contratados sob demanda, proporcionando ao empreendedor uma estrutura escalável e de baixo custo. O IoT (Internet das Coisas) também desempenha um papel crucial na captura de dados em tempo real para pequenos negócios. 

Um exemplo simples de uso são sensores instalados em estoque conectados via IoT, que podem monitorar em tempo real a quantidade de produtos disponíveis, sincronizando automaticamente as vendas realizadas tanto na loja física quanto nos marketplaces online. Isso evita problemas de estoque, como vender um produto que já acabou, e melhora a experiência do cliente ao garantir atualizações precisas de disponibilidade. Além disso, a análise desses dados pode otimizar o gerenciamento de inventário, ajudando o empreendedor a planejar melhor suas reposições e a prever a demanda por produtos com base em tendências de vendas. 

A análise de grande volume de dados, ou big data, ajuda a gerar insights que podem dar suporte na tomada de decisões estratégicas, da mesma forma que os sistemas de aprendizado de máquina e automação inteligente, que são as bases para os sistemas de inteligência artificial generativa.

 

O papel da tecnologia na jornada de compras

Pedro Nazareth trouxe dados relevantes sobre o panorama atual da tecnologia no Brasil. O país, por exemplo, é líder mundial no uso do WhatsApp, segundo dados do Panorama Mobile Time, e, diferente do que ocorre em outros mercados, a plataforma da Meta é usada no Brasil para geração de leads, atendimento pós-venda, sendo a maneira preferencial dos clientes para serem contatados. “Na Europa ou nos Estados Unidos, se você manda um e-mail ou um SMS para um cliente, a taxa de resposta é muito mais alta. Aqui, se tentar qualquer coisa diferente do WhatsApp tem uma taxa de retorno muito baixa, explicou o executivo. 

O aplicativo de mensagens mais popular do Brasil pode ser incrementado pelas novas tecnologias, como ferramentas de chatbots para automatizar atendimentos. “Hoje, com um investimento mensal relativamente baixo, você coloca uma ferramenta de chatbot para atender via WhatsApp, isso agiliza o que é mais simples de resolver, fideliza o cliente e permite personalizar seu serviço com base em dados das interações dos clientes com o robô”. 

Outro ponto importante apresentado por Nazareth foi a importância regional do Brasil no comércio eletrônico. Atualmente, nós somos o maior mercado da América Latina para o e-commerce, com 85% dos brasileiros já tendo comprado pela internet pelo menos uma vez. Segundo dados da consultoria McKinsey, esse processo foi amplamente acelerado pela pandemia da Covid-19, que teve seu auge entre o fim do primeiro semestre de 2020 e o segundo semestre de 2021. Neste período, o processo de adoção da tecnologia para compras foi acelerado em pelo menos sete anos. 

Nazareth também destacou que a adoção de novas tecnologias, como é o caso do blockchain, pode dar mais praticidade, segurança e credibilidade aos meios de pagamento. As redes sociais, por sua vez, têm uma importância cada vez maior, atuando como plataformas multilaterais de negócios, ferramentas multi-canal de comunicação e veículos de divulgação de produtos e serviços, ou seja, meios para novos negócios e fidelização de clientes. "Estamos em um momento em que o empreendedorismo digital não é mais uma opção, mas uma necessidade para aqueles que desejam se manter competitivos e relevantes, independentemente do tamanho e da área em que esse empreendedor atue", concluiu Nazareth.


Número de estudantes que abandonam a escola no ensino médio cai, mas ainda é alarmante, segundo especialista

Gerente da Rede CT avalia que, além de investimentos em educação e na criação de políticas públicas, é necessário apoiar o trabalho de Organizações da Sociedade Civil para reverter a situação

 

O Brasil enfrenta problemas para manter alunos nas escolas. Conforme apontam os dados do Censo Escolar 2023 feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), 5,9% dos estudantes abandonaram a escola na etapa do ensino médio no ano passado, uma leve redução ante os 6,5% apurados em 2022. Somente em 2023, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9 milhões deixaram de cumprir o ciclo completo, 500 mil a menos do que no ano anterior. 

Por outro lado, o Pnad indica também que quase 400 mil crianças e adolescentes de 6 a 14 anos não estavam frequentando a escola no ano de 2023, um aumento de 0,6% em relação ao período anterior. Outro dado, da Fundação Itaú, revela que 48% não conseguem terminar o ensino fundamental sem intercorrências como reprovação ou evasão. 

Para Gigi Favacho, gerente da Rede CT — Capacitação e Transformação — rede de desenvolvimento de empreendedores sociais esportivos para uso de leis de incentivo, esses dados ainda são preocupantes, mesmo com a leve redução em alguns índices. Segundo ela, esse cenário é ainda pior em regiões de maior vulnerabilidade socioeconômica e de infraestrutura. 

“Analisando a Pnad, vimos que no Nordeste, apenas 45,6% dos estudantes completaram o ciclo do ensino básico, o pior índice do país, mas um aumento comparado ao ano anterior, de 44,1%. Além disso, em todo o país, 41,7% dos jovens que deixam a escola o fazem pela necessidade de começar a trabalhar para contribuir com o orçamento doméstico, número maior do que o registrado em 2022 (40,2%)”, diz. 

“Estes números refletem o abismo social no Brasil, as distâncias de democratização de acesso à educação, formação e, portanto, desenvolvimento social destinados a regiões diferentes no país. Dessa forma, mantemos o ciclo de pobreza a endereços muito direcionados; impondo ao Nordeste o posto de fornecedor de mão-de-obra barata para os centros desenvolvidos e o Norte refém de seu isolamento. É mais que urgente o investimento coletivo em políticas públicas e ações não-governamentais que garantam segurança social para que crianças e jovens permaneçam na escola”, enfatiza Gigi.

 

Parcerias podem contribuir para mudar o cenário

A especialista comenta ainda que existem caminhos para ajudar a reduzir esses números, como a criação de parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSCs). “Essas instituições são importantes porque promovem transformação social e atingem pessoas muitas vezes não contempladas por políticas públicas. Se as esferas governamentais apostassem em parcerias, poderíamos melhorar o cenário. Isso porque as ONGs costumam incentivar o estudo”, diz Gigi. 

“Instituições, por exemplo, que usam modalidades esportivas como ferramenta de desenvolvimento de crianças e adolescentes costumam exigir que as pessoas atendidas estejam matriculadas na escola e tenham, inclusive, boas notas. Isso motiva o aluno a estudar, afinal, ele sabe que só poderá ser beneficiado e continuar praticando o esporte que gosta se for um bom estudante”, destaca. 

Além das parcerias, Gigi reforça que é necessário democratizar o acesso às leis federais de incentivo. No caso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, por exemplo, apenas 14% das verbas disponíveis são encaminhadas a OSCs do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. No Sul, esse número fica em 17% e no Sudeste há a maior concentração, com 69%. “A distribuição é muito desigual ainda e isso atrasa ainda mais o desenvolvimento econômico dessas regiões e, claro, a inclusão social. Temos muito a fazer ainda para mudar esse cenário e o governo, assim como as empresas, têm grande responsabilidade sobre isso”, pontua. 

Ainda segundo Gigi, é importante também o poder público e a iniciativa privada ajudarem as OSCs a implementarem programas de apoio a toda a família, como formação técnica para adultos. “Isso geraria mais oportunidades de trabalho e também poderia reduzir o número de crianças e adolescentes que abandonam a escola para trabalhar. Desta forma, poderíamos, de fato, criar um ciclo contínuo de desenvolvimento e expansão econômica, inclusive”, conclui.

 

Rede CT - Capacitação e Transformação

 

Como a tecnologia é determinante para o setor de energia?

O setor de energia está entre os mais promissores do país. O Brasil, com sua ampla matriz energética, que inclui desde usinas hidrelétricas até fontes renováveis e a abertura do mercado livre de energia, coloca-se no radar dos mercados com maior potencial de crescimento. Diante disso, torna-se essencial que o segmento invista no uso de tecnologias que permitam uma utilização inteligente de ferramentas, otimizem operações e melhorem a tomada de decisões estratégicas.

Falar sobre tecnologia, atualmente, pode parecer repetitivo. Afinal, há muito tempo, ela deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade nas organizações. Através do seu uso, as empresas têm acesso a informações em tempo real que, quando analisadas corretamente, podem se transformar em oportunidades valiosas. Essa conscientização ganhou ainda mais destaque com o avanço da inteligência artificial (IA), que vem ressignificando os modelos de gestão e operação das organizações.

Assim como em outros setores, o de energia também tem passado por uma profunda transformação digital nos últimos anos. E, diante do atual momento de expansão vivido pelo setor, torna-se crucial a utilização de ferramentas tecnológicas que auxiliem na melhoria da governança, controle de fluxos, gestão financeira e contábil, entre outros aspectos. Não à toa, um estudo da Minsait, 67% das empresas do segmento planejam aumentar seus investimentos em tecnologia nos próximos dois anos.

Essa conscientização é fundamental, especialmente, considerando os desafios que o segmento enfrenta. O Brasil é conhecido por ter um dos sistemas tributários mais complexos do mundo, com uma legislação que muda frequentemente e particularidades regionais que precisam ser seguidas. O não cumprimento dessas normas pode resultar em penalizações e multas, impactando diretamente a conformidade (compliance) das empresas.

Além das questões fiscais, as geradoras de energia enfrentam o desafio de estabelecer uma gestão ágil e eficiente em meio às constantes mudanças e tendências que afetam o setor. Nesse contexto, a tecnologia surge como um alicerce essencial, integrando-se a esses desafios e proporcionando agilidade e eficiência na gestão.

Apesar dos inúmeros benefícios que a tecnologia oferece, é comum o equívoco de que ela resolverá todos os problemas, quando na verdade, ela é um meio, e sua eficácia depende da organização prévia dos processos. Para que a implementação tecnológica seja bem-sucedida, é crucial que as empresas identifiquem os pontos sensíveis de seu negócio.

Uma solução eficaz nesse sentido é a adoção de um ERP, que atua diretamente na organização dos processos, fornece dados em tempo real e gera insights valiosos a partir das informações disponíveis. Além disso, o sistema de gestão pode integrar-se com outras tecnologias promissoras como IA, Business Intelligence (BI), Big Data e Internet das Coisas (IoT), centralizando dados e registros, e facilitando o cumprimento das obrigações legais, adaptando-se às legislações regionais.

Implementar um novo sistema e um modelo operacional mais eficiente não é uma tarefa simples, e dificilmente será realizada sem o suporte adequado. Por isso, contar com uma consultoria especializada no setor é uma excelente alternativa, pois permite identificar gargalos e pontos de melhoria que impulsionam o desempenho.

Assim como outros setores já comprovam a eficácia da tecnologia no dia a dia das operações, o mesmo deve ser adotado pelas geradoras de energia. Com a expansão prevista para o mercado energético nos próximos anos, é essencial que as empresas estabeleçam uma base sólida, focando não apenas no planejamento, mas também na preparação para a integração de novas tecnologias. Afinal, para enxergar o futuro, é preciso encontrar a fonte certa de iluminação.



Marcos Leite - executivo da SPS Rio.

SPS Group

 

Cinco erros comuns ao ensinar finanças às crianças

Educação financeira é importante para garantir relação saudável com dinheiro na vida adulta

 

Mesada, cofrinho, poupança e outros elementos que envolvem dinheiro e crianças são comuns na rotina de muitas famílias brasileiras. Afinal, já se sabe há algum tempo que a educação financeira é fundamental para que os pequenos desenvolvam uma relação saudável com o dinheiro, lição que ajuda a ter uma vida financeira mais estável na vida adulta. Mas alguns erros podem colocar em risco essa prática.

Para a editora de Matemática da Aprende Brasil Educação, Janile Oliveira, falar sobre dinheiro desde cedo tem como principal objetivo possibilitar uma vida mais tranquila no futuro. “Discutir finanças com as crianças oferece um caminho para que elas alcancem a independência financeira, sejam adultos controlados e com bom planejamento, para que possam aproveitar a vida em plenitude. Essas boas práticas que começam na infância tornam a vida mais fácil porque trazem habilidades e competências que tangem muitas outras coisas, como competências socioemocionais e a educação crítica daquela criança social”, destaca. Ela pontua cinco erros comuns ao ensinar finanças aos pequenos.


  1. Simplificar o conceito de educação financeira

Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, educação financeira não é apenas conversar sobre poupar e economizar. “Também faz parte das lições de finanças abordar temas como objetivos de curto e longo prazo, planejamento financeiro e estratégias para alcançar esses objetivos. Não basta economizar, é preciso saber como aplicar o dinheiro de maneira inteligente”, detalha a educadora.


  1. Não permitir que as crianças ouçam as conversas sobre dinheiro

Quando os adultos falam sobre dinheiro, importantes lições podem ser aprendidas pelas crianças. Deixá-las de lado nesses momentos é perder essa oportunidade. “É um erro não explicar de onde vem o dinheiro e como, por exemplo, funciona o dinheiro do cartão de crédito. Fale também sobre como a família gasta seu dinheiro e deixe que as crianças participem de algumas decisões financeiras da casa, como na hora de fazer as compras do mês”, sugere Janile.


  1. Negligenciar o controle emocional

Lidar com dinheiro também envolve controle emocional e isso fica claro para a criança quando, por exemplo, ela tem que lidar com a frustração de não comprar determinado brinquedo. “Devemos discutir com os pequenos o fato de que essas frustrações fazem parte da vida e é preciso aprender a conviver com elas. Assim, elas poderão crescer entendendo que não podem ter tudo o que desejam, o tempo todo, o que ajuda a lidar com esse sentimento no futuro”, explica a especialista.


  1. Ignorar a sustentabilidade

Segundo Janile, o consumo consciente e a sustentabilidade têm um impacto na vida financeira das crianças, da comunidade e da família. "Por isso, devemos falar sobre isso da forma mais completa possível. Por que é necessário ser consciente nos seus atos diários e na vida financeira, por que é preciso ser organizado e como isso impacta no futuro da criança”, explica. 


  1. Não permitir que a criança saiba sobre as contas da casa

É muito importante incluir os pequenos nas discussões sobre as contas da casa, como aluguel, condomínio, escola e supermercado. “É claro que é preciso estabelecer um limite, mas deixar de falar sobre os boletos e como o trabalho e a organização permitem que eles sejam pagos é um grande equívoco.”


Dica bônus: como começar a falar sobre dinheiro

Embora o exemplo seja a melhor forma de ensinar finanças às crianças, algumas estratégias são importantes para introduzir o assunto com elas. “O ideal é usar uma linguagem apropriada para cada idade, não precisa entrar com investimentos, ações, matemática financeira ou até a própria matemática. Você pode falar sobre jogos, sobre consumo de forma acessível, de forma sustentável, sobre impulsividade, pode falar sobre a história do dinheiro e por que ele surgiu”, pontua Janile. Encorajar práticas de consumo sustentável e a reflexão antes de gastar também é uma forma de ensinar. “Explique a diferença entre desejo e necessidade e, de modo geral, incentive práticas de consumo consciente, de ajuda dentro de casa. São pequenas coisas no dia a dia que, de modo lúdico, podem ajudar nessa missão”, completa. 



Aprende Brasil Educação
aprendebrasil.com.br


Não deixe para amanhã o que você pode fazer HOJE: o custo da inércia no Mundo do Networking

Já parou para pensar quantas vezes você adiou uma tarefa importante? Talvez seja uma simples ligação para aquele antigo colega de trabalho, uma resposta a um e-mail de um cliente em potencial ou até uma mensagem para retomar contato com alguém da sua rede. A desculpa de sempre: "Faço isso amanhã." O problema? O amanhã nunca chega. E com ele, vai embora também o tempo, as oportunidades e, muitas vezes, as conexões que poderiam ter feito toda a diferença na sua carreira.

Vivemos num mundo onde as relações profissionais podem ser tão valiosas quanto as habilidades técnicas. E, no entanto, muitos de nós negligenciam algo fundamental: o networking. Aquele simples ato de manter o contato vivo, de estar presente, de oferecer ajuda ou de apenas lembrar ao outro que você existe. Parece pequeno, mas o impacto é profundo. Cada "amanhã" que deixamos passar sem cultivar nossa rede de contatos é uma chance desperdiçada de crescer, aprender e, principalmente, de ser lembrado.

Pense em quantos negócios já foram fechados não porque alguém era o melhor ou mais preparado, mas porque simplesmente estava no radar certo, na hora certa. E estar no radar não é questão de sorte, mas de estratégia. Não é sobre esperar as oportunidades surgirem, mas de criar um ambiente onde elas naturalmente aparecem, e isso passa por se fazer presente.

Quantos de nós temos aquele colega talentoso, com potencial imenso, mas que está preso em uma bolha, esperando ser notado? A realidade é dura: no mercado de trabalho de hoje, competência sem visibilidade é quase invisível. E visibilidade não surge do nada, ela é fruto de ação. A cada dia que você adia aquela reunião de café, aquela mensagem de aniversário, ou aquele comentário em um post importante nas redes sociais, você está se afastando um pouco mais de quem pode ser uma ponte valiosa no seu caminho.

Se ainda acredita que networking é oportunismo, vamos desfazer esse mito. Networking é relacionamento. É dar e receber, é criar laços de confiança, é mostrar interesse genuíno no sucesso dos outros e, consequentemente, no seu próprio. Quanto mais cedo entendermos isso, mais cedo colheremos os frutos dessas conexões. E sabe qual é o maior erro que podemos cometer? Esperar o momento de necessidade para tentar construir essas pontes. Se você só lembra dos seus contatos quando precisa deles, já está tarde demais.

Agora, pense bem: o que você está deixando para amanhã? Aquele convite para um evento importante, a atualização do seu LinkedIn, uma mensagem para o colega que mudou de empresa? O que parece uma ação pequena hoje pode ser o divisor de águas na sua trajetória amanhã. Não há garantia de que o amanhã trará as mesmas condições, oportunidades ou até pessoas. Afinal, assim como você, as pessoas também têm suas próprias jornadas, suas próprias agendas e, eventualmente, suas próprias redes.

Portanto, a mensagem aqui é simples: faça hoje. Não adie aquela ligação, aquele e-mail, aquela conexão. Cada passo que você dá em direção a um networking mais ativo é um investimento no seu futuro, na sua carreira e na sua realização. Porque, no fim das contas, a procrastinação não só adia a tarefa – ela adia a sua evolução.

Então, o que você pode fazer HOJE para transformar sua realidade?@mundorh

 

Francisco Carlos - CEO Mundo RH e Tec Login - Top 100 People 2023


Antecipação de recebíveis permite que empresas se mantenham competitivas, mesmo diante de um cenário econômico instável

  

Instituições devem usar a solução de forma estratégica e não como uma solução de longo prazo, aconselha especialista

 

As empresas que operam com boleto parcelado buscam formas de otimizar seus fluxos de caixa e minimizar riscos financeiros. Nesse contexto, a antecipação de recebíveis se destaca como uma solução eficiente e segura, que permite às organizações transformarem suas vendas a prazo em liquidez imediata, impulsionando seu crescimento e garantindo uma maior estabilidade financeira.

Segundo Reinaldo Boesso, especialista financeiro e CEO da TMB Educação, fintech que oferece a possibilidade de pagamentos parcelados por meio de boletos bancários, a busca por soluções que proporcionem segurança e agilidade tem levado muitas empresas a adotarem a antecipação de recebíveis. “Essa solução melhora o processo como um todo, porque permite aos gestores que se concentrem em suas operações principais sem se preocuparem tanto com o fluxo de caixa”, revela.

O especialista aponta também que a antecipação reduz a dependência de receitas futuras. Essa prática elimina a incerteza associada ao recebimento de pagamentos em aberto, permitindo que as empresas planejem suas despesas e investimentos com maior precisão. “Além disso, a liquidez imediata obtida proporciona um respiro necessário em momentos de necessidade financeira”, aconselha Boesso.

Com a entrada rápida de dinheiro, é possível quitar dívidas, investir em novas oportunidades ou até mesmo melhorar a estrutura operacional. Isso significa que as empresas podem se manter competitivas, mesmo diante de um cenário econômico instável.

A estratégia também contribui para a melhoria das relações comerciais. Ao garantir um fluxo de caixa estável, as empresas podem cumprir com suas obrigações financeiras de maneira pontual, o que fortalece a confiança com fornecedores e parceiros. “Essa solidez nas relações comerciais pode resultar em melhores condições de negociação e em um ambiente de negócios mais colaborativo”, pontua o CEO da TMB.

A tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na viabilização da antecipação de recebíveis. Com plataformas digitais, as empresas conseguem acessar essas soluções de forma rápida e descomplicada, reduzindo a burocracia envolvida. Além disso, torna a operação como um todo mais transparente e segura, beneficiando todos os envolvidos.

Essa estratégia pode ser extremamente útil para melhorar o fluxo de caixa, cobrir despesas imediatas, investir em crescimento ou enfrentar momentos de sazonalidade. No entanto, Reinaldo cita alguns cuidados essenciais para garantir que esse processo seja vantajoso.

 

1. Análise das taxas envolvidas: As taxas cobradas pelas instituições financeiras podem variar bastante. É essencial comparar as ofertas de diferentes bancos ou empresas de factoring para escolher a mais vantajosa.

2. Impacto nos lucros: Ao antecipar, a empresa pode perder parte do valor total a ser recebido devido às taxas e juros. É importante calcular se essa perda compensará os benefícios de receber o dinheiro antecipadamente.

3. Riscos de dependência: Utilizar o recurso de forma recorrente pode mascarar problemas financeiros subjacentes, como dificuldades de geração de receita ou problemas de gestão de fluxo de caixa. A empresa deve usá-la de maneira estratégica e não como uma solução de longo prazo.

4. Análise do crédito do cliente: A antecipação de recebíveis geralmente envolve o risco de inadimplência por parte dos clientes da empresa. É importante avaliar a solvência e histórico de pagamento dos clientes cujos recebíveis serão antecipados.

 

Reinaldo Boesso - CEO da TMB, uma fintech especializada em crédito educacional, que tem como grande missão democratizar o conhecimento para transformar a economia através da educação. É formado em Análise de Sistema e possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos. Também é especialista financeiro liderando times de M&A em fundos de investimento. Para mais informações, acesse o Linkedin.


TMB
Para mais informações, acesse o site ou pelo @tmbeducacao.


Governo Lula e os irmãos Batista: a história continua?

Desde junho, a polêmica em torno da transferência de controle da Amazonas Energia poderia ter sido evitada se o processo de licitação tivesse sido seguido para a distribuidora de eletricidade, que enfrenta problemas de eficiência e dívidas. No entanto, a administração optou por "escolher", sem licitação, um grupo empresarial para assumir o negócio, resultando em um confronto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Essa decisão foi correta? Segundo reportagem do Estado de São Paulo, a "escolha" pode resultar em um prejuízo de até R$ 14 bilhões para os consumidores em todo o Brasil. 

Vale ressaltar que a situação se complicou devido ao déficit bilionário da distribuidora no Amazonas, à falta de experiência dos candidatos à concessão no setor elétrico, ao alto risco para mais de 60 municípios amazonenses e, principalmente, à resistência da Aneel em aprovar um negócio que não atendia aos requisitos técnicos mínimos. 

A Âmbar Energia, empresa escolhida e controlada pela J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, esperou até o último momento da validade da Medida Provisória (MP) 1232, elaborada pelo Ministério de Minas e Energia, para formalizar o acordo. A MP permitiu a transferência de controle sem que a dívida com as usinas termoelétricas da Eletrobras fosse um empecilho – usinas estas adquiridas pela Âmbar dias antes da edição da MP, conforme mencionado pelo ministro Alexandre Silveira. 

Diante das exigências da Aneel por mais investimentos de capital, a Âmbar inicialmente desistiu do negócio, mas recorreu ao Judiciário e obteve uma liminar que obrigava a agência a assinar o contrato conforme suas condições. Com o caso em disputa judicial, o diretor-geral Sandoval Feitosa aprovou a transferência. A medida provisória expirou à meia-noite de 11 de outubro, e a empresa assinou o acordo no último minuto, condicionando a continuidade do negócio a uma decisão judicial definitiva ou à aprovação dos termos por toda a Aneel até o final do ano. 

A situação é singular. O Estado de São Paulo aponta que a deficitária Amazonas Energia, uma das seis distribuidoras separadas da Eletrobras antes da privatização, foi vendida em leilão em 2018 por apenas R$ 50 mil. No entanto, o consórcio vencedor, liderado pelo Grupo Oliveira Energia, não conseguiu estabilizar a operação e acumulou uma dívida bilionária recentemente. Ciente do problema, a Aneel recomendou a revogação da concessão e a realização de uma nova licitação para escolher um operador. Foi então que a administração propôs a MP, transferindo os custos dos contratos da Amazonas Energia para as contas de luz dos consumidores, beneficiando o grupo dos irmãos Batista ao permitir que adquirissem uma distribuidora recuperada e abastecida pelas usinas recém-adquiridas. 

Esse tipo de decisão governamental, além de ser feita de maneira pouco transparente e em desacordo com os princípios constitucionais de impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, provoca insatisfação entre outros potenciais beneficiários. Empresas que disputavam as usinas da Eletrobras manifestaram descontentamento. Carlos Suarez, da Termogás, enviou uma carta ao Estadão afirmando que sua empresa, junto com Eneva, Diamante e Global, se sentiu prejudicada pela MP que favoreceu a Âmbar, evidenciando a preferência da administração por um grupo específico. 

Essa "escolha" evidencia novamente a tendência de favorecer aliados, em detrimento das agências reguladoras e, pior, dos consumidores. Não há dúvida de que a contratação direta fere os princípios da legalidade, moralidade e transparência, comprometendo a confiança nas instituições e nos processos administrativos. 



Marcelo Aith - advogado criminalista. Doutorando Estado de Derecho y Gobernanza Global pela Universidad de Salamanca - ESP. Mestre em Direito Penal pela PUC-SP. Latin Legum Magister (LL.M) em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa – IDP. Especialista em Blanqueo de Capitales pela Universidad de Salamanca


Outubro Rosa: mulheres com câncer de mama podem solicitar isenção de imposto de renda

Divulgação
Especialista esclarece benefícios previdenciários para aposentadas e pensionistas diagnosticadas com a doença


O câncer de mama representa o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, com cerca de 73 mil novos casos diagnosticados apenas em 2024, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de ser considerado relativamente raro antes dos 35 anos, a incidência da doença cresce significativamente com o avanço da idade, especialmente após os 50 anos.

A Lei nº 7.713/88 assegura a isenção do imposto de renda para mulheres afetadas pela doença, aposentadas ou pensionistas, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Embora essa isenção seja um direito garantido por lei, muitas ainda desconhecem seu funcionamento. João Pedro Calefi, especialista da Assessoria Previdenciária do Brasil (APB), explica a importância de as pacientes estarem cientes dos benefícios disponíveis e como podem acessá-los.

 

Como solicitar os benefícios 

“Para solicitar a isenção do imposto de renda, as mulheres devem inicialmente procurar um serviço médico oficial para obter um laudo pericial que comprove o diagnóstico de câncer. O laudo deve incluir a data do diagnóstico; caso contrário, a data de emissão será considerada, o que pode atrasar o processo”, explica o especialista. Após a aceitação do pedido, a isenção do imposto torna-se automática.

O laudo pericial deve incluir: diagnóstico da doença, histórico do paciente, CID (Classificação Internacional de Doenças), sequelas resultantes e a assinatura com carimbo do médico, incluindo o número do CRM. Se a doença for controlável, o laudo deve especificar a duração do tratamento, pois a isenção é válida apenas durante esse período. Em caso de indeferimento do pedido sem justificativa legal, a contribuinte portadora de câncer pode recorrer ao Judiciário para garantir a isenção em sua aposentadoria.

Além da isenção do imposto de renda, as mulheres diagnosticadas com câncer de mama têm outros direitos assegurados, como prioridade na tramitação de processos judiciais e administrativos, saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Programa de Integração Social (PIS/Pasep). Também possuem a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos adaptados e a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em alguns estados. “Os benefícios podem variar conforme a legislação local”, reforça.

Calefi também recomenda que as mulheres consultem advogados especializados em direito previdenciário para garantir a correta aplicação de seus direitos. “Ter o apoio de profissionais qualificados proporciona maior segurança durante o processo e garante que todos os direitos sejam respeitados”, acrescenta. Para ele, o acesso a informações sobre a doença e os direitos das pacientes facilita a gestão financeira e contribui para o empoderamento das mulheres durante o tratamento. “Informação é uma ferramenta poderosa na luta contra o câncer”, afirma.

 

Outubro Rosa, a importância da prevenção

O diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta as chances de cura para até 95%, conforme dados da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA). Durante o mês de outubro, várias cidades oferecem exames gratuitos para mulheres na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). As mulheres podem verificar os locais disponíveis em suas cidades e realizar os exames.


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