Pesquisar no Blog

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Conheça a Lipodistrofia, doença ultrarrara que pode causar falência dos órgãos

Médico explica o que é a patologia, principais sinais e tratamento

 

As lipodistrofias, grupo de doenças ultrarraras, são síndromes clinicamente heterogêneas, herdadas ou adquiridas, caracterizadas principalmente pela falta ou perda do tecido adiposo subcutâneo[i]. O tecido adiposo é o principal local de armazenamento de energia, mas também um órgão vital de uma rede complexa que regula diversas funções biológicas. 

A condição afeta aproximadamente uma a quatro pessoas por milhão no mundo[ii] e pode ocorrer ainda no início da vida. No caso de recém-nascidos, pode causar morte prematura. No Brasil, ainda não há dados publicados sobre a prevalência da doença.

 

Principais impactos da lipodistrofia 

O principal sinal é a desigualdade da distribuição da gordura em diferentes áreas do corpo, podendo haver aumento, diminuição ou ausência da mesma. A falta de gordura corporal resulta na perda da produção de leptina, hormônio que, entre outras funções, regula a fome, o metabolismo e os níveis de glicose no sangue. A doença está associada a outras condições graves, como pancreatite, doença hepática, diabetes grave de início precoce e doença cardiovascular. É importante ficar atento aos sinais para que não ocorra o diagnóstico tardio, o que pode levar ao agravamento da doença e causar múltiplos danos aos órgãos, que podem se tornar irreversíveis. 

Existem dois subgrupos da doença: a Lipodistrofia Generalizada (LG) e a Lipodistrofia Parcial (LP). A LG é um distúrbio complexo e clinicamente heterogêneo caracterizado pela ausência generalizada de tecido adiposo subcutâneo e deficiência resultante no hormônio leptina, causando alterações metabólicas, incluindo resistência à insulina, diabetes e hipertrigliceridemia, além de deposição ectópica de gordura no fígado, músculos e outros órgãos. 

Já a LP é um grupo variável de síndromes, como a Lipodistrofia Parcial Familiar (LPF), que tem maior probabilidade de apresentar hiperfagia, músculos e veias proeminentes, sinais de resistência à insulina e hiperandrogenismo em mulheres, enquanto a Lipodistrofia Parcial Adquirida (LPA) é caracterizada pelo acúmulo de gordura nos quadris, nádegas e membros inferiores, além de complicações metabólicas leves e hipertrofia muscular. 

O diagnóstico das diferentes lipodistrofias é realizado mediante um exame físico em que é observado o padrão de deposição da gordura corporal e exames complementares para identificar a causa. Nas formas hereditárias o teste genético é um complemento importante para o diagnóstico assertivo.

 

A lipodistrofia tem cura? 

A lipodistrofia não tem cura e pode comprometer gravemente a qualidade de vida, incluindo consequências emocionais e sociais. Porém, existem tratamentos que podem ajudar a amenizar os danos causados pela doença, que irão depender do tipo da síndrome, da quantidade de gordura acumulada e da causa. 

Um dos tratamentos é a reposição de leptina, realizada por via subcutânea, indicada como terapia de reposição adjuvante da dieta para tratamento das complicações resultantes da deficiência de leptina em pacientes com lipodistrofia. O tratamento após iniciado deve ser mantido por toda a vida. 

Em caso de suspeita da doença, é indispensável que o médico endocrinologista seja consultado.


Dr. Renan Montenegro Júnior- especialista em Endocrinologia e Metabologia. Professor Associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Doutor em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Coordenador do Grupo Brasileiro para Estudos de Lipodistrofias Herdadas e Adquiridas (BRAZLIPO)



Referências Bibliográficas

[i] Garg, 2004 N Engl J Med; Chan, 2010 Endocr Pract.
[ii] Akinci, B., et al., Natural History of Congenital Generalized Lipodystrophy: A Nationwide Study From Turkey. J Clin Endocrinol Metab, 2016. 101(7): p. 2759-67.

 

Queda de temperatura aumenta incidência de alergias respiratórias

 

 Com a chegada dos dias mais frios, espirros podem
ser causados por rinites alérgicas e não alérgicas. 
Pexels

Mesmo quem não tem rinite alérgica, sofre com espirros constantes ao sair do banho ou de casa num dia frio. Médicos explicam os motivos, prevenção e tratamentos


Muita gente não entende porque os espirros aparecem tanto no frio, mesmo sem a pessoa estar resfriada, pois costumam associar alergias apenas à primavera e ao verão. No entanto, o inverno também pode desencadear sintomas desconfortáveis para aqueles que sofrem de alergias, como as rinites alérgicas, não alérgicas e alimentares. Embora o pólen seja menos prevalente, os ácaros, o mofo e os pelos de animais são os principais causadores de alergias. 

O otorrinolaringologista Marco Cesar Jorge dos Santos, do Eco Medical Center, explica que existem dois grupos de rinites. O primeiro é o das rinites alérgicas, que fazem o nariz ter mais secreção, coceira e espirros na presença de pólen, poeira, mofo, etc. E há o grupo das rinites não alérgicas, que são aquelas que fazem a pessoa espirrar quando sai do banho ou liga o ar condicionado. Essa é a rinite vasomotora, gerada pela mudança de temperatura. 

Mas o médico alerta para que não se confundam os sintomas da rinite com processos virais, muito comuns nessa época pela circulação de mais vírus. Apesar de apresentarem quase os mesmos sintomas, e também causarem obstrução nasal e coriza, os vírus ainda causam mal estar e não geram coceira em nariz, olhos, garganta e ouvido. 

Na rinite, são sintomas clássicos o nariz, olhos e ouvido coçando, o nariz congestionado, ronco e mal estar durante o dia, devido à dificuldade respiração. “Isso altera o humor do paciente, leva a uma queda de produtividade no trabalho e nos estudos”, alerta o otorrinolaringologista.

 

Rinite x frio 

Nessa época de variação climática, a mudança de temperatura acaba entupindo mais o nariz do paciente. Sem contar que a queda de folhas e a sua degradação, juntamente com ácaros e poluição que entram pelo nariz podem gerar muita coceira, coriza e congestão nasal. O otorrinolaringologista alerta que não há forma de tratar, apenas de prevenir. "Vale lembrar que a rinite alérgica, em muitos casos, vem da genética familiar", afirma. 

Ele orienta que é importante a realização de um teste de alergia, o Prick Test, para entender quais alérgenos causam reação no paciente. A partir do resultado, a maneira mais eficiente de evitar os espirros e incômodos da rinite é evitar o contato com esses alérgenos. Em segundo lugar, é interessante fazer a lavagem nasal constante, com soro fisiológico, para retirar os alérgenos do nariz. 

"Agora, se mesmo com esses cuidados, a pessoa ainda sofre muito com a coriza e a coceira, é preciso consultar um otorrinolaringologista, que vai prescrever medicamentos para aliviar os incômodos", alerta Marco Cesar.

 

Como prevenir a rinite e demais alergias 

A médica alergologista Camilla Pereira, do Eco Medical Center, explica que a circulação de mais vírus de síndromes respiratórias no outono e no inverno intensificam os sintomas de alergias e podem gerar os broncoespasmos (contração repentina da musculatura dos brônquios associada à obstrução do fluxo aéreo, que podem causar falta de ar, dor no peito, tosse e até mesmo tontura e fraqueza). 

Já em relação às alergias alimentares, elas também são prevalentes nos dias frios, principalmente pelo consumo de oleaginosas como pinhão, amendoim, nozes, leite e trigo/glúten. 

Para evitar ou minimizar os impactos das alergias, a Dra. Camilla dá as dicas:

  • Manter a casa limpa e bem ventilada, para reduzir a umidade e a presença de mofo
  • Lavar roupas de cama regularmente em água quente (pelo menos a 60°C), para eliminar ácaros
  • Se tiver alergia a pêlos, evitar exposição a animais de estimação. Mantenha-o fora do quarto e dê banhos regulares no pet
  • Utilizar filtros de ar de alta eficiência, eles ajudam na remoção de alérgenos do ar
  • Evitar locais com multidões, para evitar exposição a vírus e bactérias
  • Ler sempre o rótulos do alimento

Consultar um especialista em caso de os sintomas persistirem ou se apresentarem de forma mais grave. "É fundamental buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado", completa a alergologista.



ECO MEDICAL CENTER 
Para saber mais, acesse site.


Dengue: crianças até 5 anos têm risco maior de desenvolver formas graves da doença

Segundo pediatra do Hospital Santa Catarina – Paulista, o risco pode ser atribuído à imaturidade do sistema imunológico nessa faixa etária, o que torna as crianças mais suscetíveis a infecções virais graves e complicações associadas 

 

Em meio à epidemia de dengue no Brasil, que fez com que dez estados decretaram emergência epidemiológica, uma preocupação crescente diz respeito às crianças, que enfrentam riscos aumentados e demandam atenção especial. De acordo com o Ministério da Saúde, foram detectados entre janeiro e início de abril, mais de 2 milhões de casos, entre adultos e crianças, em todo país.

Dados recentes do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde apontaram um coeficiente de incidência da doença de 1.327,5 para cada 100 mil habitantes, sendo que a região Centro-Oeste lidera com o maior número de casos. A situação da dengue no Brasil varia de acordo com diversos fatores, incluindo condições climáticas, medidas de controle de vetores, acesso a serviços de saúde e comportamentos da população.

Neste cenário, a dengue tem atingido com maior gravidade crianças de até 5 anos em 2024, segundo levantamento realizado pelo Observatório de Saúde na Infância da Fiocruz/Unifase (Fundação Oswaldo Cruz/Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto). De acordo com a análise, essa faixa etária é a que exibe as maiores taxas de letalidade, sendo seguida pelas crianças entre 5 e 9 anos. A análise foi feita com base nos dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde, considerando as 10 primeiras semanas epidemiológicas de 2024 (até 9 de março).

Segundo a Dra. Gláucia Finotti, pediatra do Hospital Santa Catarina – Paulista, a vulnerabilidade de crianças, especialmente aquelas com menos de 5 anos de idade, ocorre devido a diferenças na resposta imune ou a uma maior probabilidade de terem comorbidades que podem complicar a doença. “As crianças têm um risco aumentado de desenvolver formas graves da doença. Isso pode ser atribuído à imaturidade do sistema imunológico nessa faixa etária, o que as tornam mais suscetíveis a infecções virais graves e complicações associadas”, explica a especialista.

Os sintomas de dengue em bebês e crianças são semelhantes à doença que afeta os adultos, como febre alta, mal-estar, dor no corpo e fadiga. Os pais devem adotar medidas em casa, como a eliminação de criadouros do mosquito e uso de repelentes. Nos menores, a infecção pela doença pode ser confundida com outras viroses comuns na infância, o que dificulta sua identificação. “É importante ficar atento aos sinais de alarme da dengue para evitar que ela se agrave. Por isso, na dúvida quanto ao diagnóstico, a melhor maneira de elucidarmos é procurar atendimento médico adequado o mais breve possível", explica a pediatra.

De acordo com a Dra. Gláucia Finotti, em crianças com outras comorbidades, como doenças crônicas, desnutrição ou sistemas imunológicos comprometidos, o risco de desenvolver formas graves da doença é ainda maior: “Essas condições podem reduzir a capacidade de o corpo combater a infecção viral e lidar com as complicações associadas. Nesses casos, o médico deve ser procurado imediatamente, mediante a manifestação de qualquer sintoma diferente”.

 

Vacinação

A vacina contra a dengue é importante na prevenção da doença, mas não oferece proteção total contra todas as formas da dengue. A vacinação contra a dengue pode reduzir significativamente o risco de infecção grave e hospitalização, mas sua eficácia pode variar dependendo do sorotipo viral, da idade e da exposição prévia ao vírus. Desde fevereiro, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina QDENGA no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse momento, a estratégia inicial para a vacinação contempla indivíduos na faixa etária de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, que residem em localidades prioritárias, com critérios definidos a partir do cenário epidemiológico da doença no país.

A vacinação, que aos poucos chega nos laboratórios particulares, também é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, que avalia o imunizante com um esquema vacinal rápido, visto que são somente duas doses em um intervalo de três meses, e não exige testagem prévia, pois pode ser aplicada em qualquer indivíduo de 4 a 60 anos.

Segundo a Dra. Gláucia Finotti, existem algumas contraindicações para a vacina contra a dengue. “Pessoas que tiveram uma reação alérgica grave a uma dose anterior da vacina ou a algum componente da vacina não devem receber a vacina contra a dengue. Além disso, a vacina pode não ser recomendada para mulheres grávidas ou pessoas com doenças imunossupressoras”, alerta. Ainda segundo a médica, as autoridades de saúde geralmente avaliam os benefícios e os riscos da vacinação contra a dengue em diferentes grupos populacionais. “Em áreas onde a dengue é endêmica e representa um risco significativo para a saúde pública, a vacinação pode ser amplamente recomendada para reduzir a carga da doença”, conclui.


Pais devem ficar alertas aos sintomas

Os pais desempenham um papel fundamental na prevenção da dengue em seus filhos, adotando medidas como a eliminação de criadouros, uso de repelentes e observação atenta dos sintomas da doença nas crianças. Buscar assistência médica adequada ao primeiro sinal de suspeita de dengue é crucial para um tratamento eficaz.

Distinguir os sintomas da dengue, de viroses ou gripe pode ser desafiador, pois há uma sobreposição significativa entre os sintomas dessas condições. No entanto, existem algumas características distintivas: "Inicialmente a dengue pode apresentar sintomas de virose e gripes, como febre alta, irritabilidade, desânimo e sonolência. Mas se surgirem manchas vermelhas na pele, os pais devem levar a criança para realizar o Exame", explica a médica.

 

Hospital Santa Catarina - Paulista

 

QUANDO CHEGA OS QUARENTA ANOS: ESPECIALISTA DÁ DICAS DE COMO MELHORAR O DESEMPENHO SEXUAL MASCULINO

 

Um em cada cinco homens no mundo relatam baixo desempenho na cama. Dr. Vitor Mello, biomédico e referência nacional em estética íntima, revela dicas para conviver melhor com a condição.

 

Segundo estudo norte-americano feito pela Annals of Internal Medicine, problemas relacionados à impotência sexual masculina, começam a aparecer a partir dos 40 anos para 40% dos homens e ainda neste sentido, um em cada dez homens no mundo revelam não estarem satisfeitos com seu desempenho na cama, segundo a BBC News. 

De olho neste cenário, o Dr. Vitor Mello, biomédico e referência nacional em estética íntima masculina, divide seis dicas essenciais para não apenas melhorar o desempenho sexual, mas também contribuir com a saúde e bem-estar masculino de maneira integral.

 

Nutrição e saúde sexual, uma relação direta 

“A nutrição desempenha um papel crítico na saúde sexual masculina, influenciando desde a função erétil até a produção de hormônios”, diz Mello. Uma dieta rica em antioxidantes, por exemplo, encontrados em frutas e vegetais, pode melhorar a saúde endotelial, crucial para a manutenção de ereções saudáveis. Alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3, como peixes gordurosos, são conhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias e benefícios cardiovasculares, diretamente relacionados à função erétil. A redução do consumo de alimentos processados, ricos em açúcares e gorduras saturadas, é essencial, visto que estes podem levar à disfunção endotelial e, consequentemente, a problemas de ereção.

 

Exercícios físicos para além do condicionamento corporal 

A atividade física regular é fundamental para a saúde sexual masculina, com estudos mostrando uma correlação positiva entre exercício e função erétil. “Exercícios, especialmente aqueles que melhoram a circulação sanguínea e a saúde cardiovascular, como corrida e natação, podem aumentar diretamente a capacidade de manutenção de ereções”, explica Vitor. “O exercício regular tem sido associado a melhorias na produção de testosterona e na redução do risco de disfunção erétil”, completa.

 

Gerenciamento do estresse e controle emocional 

“O impacto do estresse sobre a função sexual é bem documentado. O estresse crônico pode levar a alterações nos níveis de hormônios, como cortisol, que, em excesso, pode suprimir a produção de testosterona”, evidencia o especialista. Estratégias de redução de estresse, como meditação e práticas de mindfulness, têm mostrado eficácia na melhoria da saúde sexual, reduzindo a ansiedade e melhorando a qualidade das ereções.

 

Qualidade do sono, o pilar esquecido da saúde sexual 

O sono desempenha um papel crucial na regulação hormonal, incluindo os hormônios sexuais. “A privação do sono pode levar a uma diminuição nos níveis de testosterona, afetando negativamente a libido e a função erétil”, diz Vitor. Estudos indicam que homens que dormem menos de 5 horas por noite apresentam níveis significativamente reduzidos de testosterona em comparação com aqueles que têm uma noite completa de descanso.

 

Testosterona, a monitorização é chave 

“A testosterona, sendo o principal hormônio sexual masculino, tem um papel indiscutível na saúde sexual. Sinais de baixa testosterona incluem, mas não se limitam a, baixa libido, dificuldade em manter ereções e fadiga”, afirma o especialista. Ele ainda alerta para o acompanhamento médico, enfatizando a necessidade de avaliação dos níveis de testosterona através de exames de sangue chegados aos 40 anos.

 

Reposição Hormonal, uma abordagem personalizada faz a diferença 

Para indivíduos com hipogonadismo ou baixos níveis de testosterona confirmados clinicamente, a terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser considerada. “As modalidades de TRH variam desde injeções intramusculares, adesivos transdérmicos, géis, até implantes subcutâneos”, elucida. “Cada método tem suas vantagens e limitações, e a escolha deve ser personalizada com base nas preferências do paciente, perfil de efeitos colaterais, e objetivos de tratamento”, reforça o especialista. 

“Abordar a saúde sexual masculina requer uma compreensão holística que integre conhecimento técnico com uma visão compreensiva das necessidades individuais. Ao implementar estas estratégias, fundamentadas na ciência e na prática clínica, homens de todas as idades podem alcançar não apenas uma melhoria em seu desempenho sexual, mas também um aumento significativo em sua qualidade de vida”, finaliza Vitor.


Obesidade abdominal associada à fraqueza muscular é condição que mais eleva risco de síndrome metabólica

Bruno 
Pixabay

Estudo feito por pesquisadores da UFSCar e da University College London acompanhou por oito anos quase 4 mil pessoas com mais de 50 anos 

 

 Estudo conduzido por pesquisadores das universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e College London (Reino Unido) mostrou que a combinação de acúmulo de gordura na região abdominal com fraqueza muscular (dinapenia) é a condição que mais aumenta o risco de desenvolver síndrome metabólica em pessoas com mais de 50 anos de idade.

“Indivíduos com obesidade abdominal dinapênica tinham 234% mais risco de desenvolver síndrome metabólica em comparação com aqueles que não tinham nenhuma das duas condições. Isso é quase o dobro do que encontramos para os que tinham apenas obesidade [126%]. Dessa forma, demonstramos que ter as duas condições simultaneamente representa maiores alterações metabólicas”, explica Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e orientador do estudo apoiado pela FAPESP.

O trabalho envolveu a análise de um banco de dados de 3.952 britânicos com mais de 50 anos acompanhados por oito anos no âmbito do projeto Elsa (acrônimo em inglês para Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento), que coleta dados multidisciplinares de uma amostra representativa da população britânica. A análise dos dados foi feita pelos pesquisadores da UFSCar.

Com base nos resultados, divulgados no Journal of Nutrition, Health and Aging, os pesquisadores alertam para a importância da prática de exercício físico – tanto aeróbico quanto resistido – para o ganho e a manutenção da força muscular durante o envelhecimento. A prática de exercício físico é também uma maneira de prevenção da síndrome metabólica.

Metabolismo alterado

Principal fator de risco para doenças cardiovasculares, a síndrome metabólica compreende cinco condições: obesidade, elevação dos níveis de triglicérides circulantes, hiperglicemia, redução do bom colesterol (HDL) e aumento da pressão arterial. O diagnóstico clínico é feito pela presença de três ou mais dessas alterações.

De acordo com os pesquisadores, são as disfunções no metabolismo do músculo, associadas à perda de força, que explicam o grande impacto da fraqueza muscular no risco aumentado de síndrome metabólica. “Nos casos de fraqueza muscular há uma infiltração de gordura no músculo. Esse fenômeno, além de ser responsável pela perda de força, provoca uma série de alterações metabólicas no tecido que reduzem a sinalização de insulina, levando a uma maior resistência a esse hormônio, além de alterações no metabolismo da glicose e aumento da gordura no sangue [dislipidemia]”, explica Alexandre.

Paula Camila Ramírez, primeira autora do trabalho, ressalta que não é só a fraqueza que provoca essas alterações. “A fraqueza também é produto da alteração do músculo – que perdeu massa, sofreu infiltração de gordura e, consequentemente, está inflamado. Isso significa que o músculo está tendo dificuldade de realizar o seu próprio metabolismo e, por isso, prejudica o metabolismo dos carboidratos, dos lipídios e o controle da pressão arterial, ou seja, fatores relacionados à síndrome metabólica”, diz.

A inflamação provocada pela gordura infiltrada no músculo é só mais uma peça de todo um quebra-cabeça. Faz parte do processo natural de envelhecimento o aumento do tecido adiposo, o que pode desencadear uma inflamação crônica de baixo grau. Além disso, a obesidade por si só pode causar inflamação permanente de baixo grau e alterar o metabolismo.

Os pesquisadores ressaltam que as alterações que caracterizam a síndrome metabólica em grande parte vêm sendo atribuídas à obesidade. “No entanto, há evidências, e o nosso estudo contribui para isso, de que o problema é mais complexo. A obesidade e a fraqueza muscular contribuem para o ganho de gordura e para a infiltração de gordura no músculo. Esses dois fatores desencadeiam alterações no metabolismo do sistema musculoesquelético e podem influenciar outras alterações metabólicas”, relata Alexandre.

Estudo anterior do mesmo grupo mostrou que a obesidade abdominal e a fraqueza muscular, quando associadas, aumentam em 85% o risco de morte por doenças cardiovasculares em pessoas com mais de 50 anos. Nesse trabalho, a fraqueza muscular em si só aumentou em 62% o risco de morte por doença cardiovascular. Curiosamente, as pessoas analisadas que tinham apenas gordura abdominal não apresentaram um aumento significativo no risco de morte cardiovascular (leia mais em: agencia.fapesp.br/42053).

“Na ocasião identificamos o impacto da combinação de fraqueza muscular e obesidade na incidência de doenças cardiovasculares. Agora, buscamos entender o mecanismo por trás disso. E entendemos que é o metabolismo do próprio músculo que, quando alterado, pode contribuir para uma série de alterações metabólicas que culminam na síndrome metabólica”, completa.

O artigo Dynapenic abdominal obesity as a risk factor for metabolic syndrome in individual 50 years of age or older: English Longitudinal Study of Ageing pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1279770724002148?via%3Dihub.



Maria Fernanda Ziegler
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/obesidade-abdominal-associada-a-fraqueza-muscular-e-condicao-que-mais-eleva-risco-de-sindrome-metabolica/51423


Combata a Dengue com Poderosos Aliados: Descubra os Alimentos que Fortalecem seu Corpo


A preocupação com a alimentação durante a dengue é essencial para fortalecer o corpo na batalha contra a infecção. A nutricionista do Instituto do Bem-Estar, Giulliano Esperança, enfatiza a importância de escolher os alimentos certos para apoiar o sistema imunológico durante esse período desafiador.

Com mais de 1,5 milhão de casos de dengue registrados no Brasil e 391 mortes confirmadas, é crucial adotar medidas que possam auxiliar na recuperação e fortalecimento do organismo. Embora não exista um tratamento específico para a dengue, o repouso, a hidratação adequada e uma dieta balanceada podem fazer toda a diferença.

Segundo Cris Ribas Esperança, certos nutrientes desempenham um papel fundamental no fortalecimento do sistema imunológico e na resposta do corpo às infecções virais, como é o caso da dengue. Entre esses nutrientes essenciais estão a vitamina C, vitamina D e zinco. A vitamina C, presente em alimentos como caju, goiaba, laranja e morango, estimula a produção de células brancas do sangue, essenciais na defesa contra o vírus da dengue. Já a vitamina D, encontrada em alimentos como gema de ovo e salmão, acelera a recuperação após infecções agudas, enquanto o zinco, presente em alimentos como frango e feijão, atua como um poderoso anti-inflamatório, ajudando a combater as inflamações causadas pela infecção viral.

Além dos alimentos ricos nessas vitaminas e minerais, Cris destaca a importância dos alimentos ricos em Beta Glucona, ( Estudos mostram que ela desempenha um papel importante no fortalecimento do sistema imunológico, estimulando a atividade de célilas do sistema imune, como macrófagos, células naturais killer (NK) e células dendríticas, ajudando a melhorar a resposta imunológica do organismo), folhas verdes escuras, como espinafre e couve, que são fontes de vitaminas e minerais essenciais para o sistema imunológico, incluindo a vitamina K, importante para casos mais graves de dengue. A água de coco também é destacada como uma aliada crucial na hidratação durante o tratamento da dengue, devido à sua riqueza em eletrólitos e minerais, que ajudam a prevenir a desidratação causada pela febre e vômitos.

Outros ingredientes que merecem atenção durante o tratamento da dengue são a cúrcuma (açafrão-da-terra) e o gengibre. A cúrcuma regula a imunidade de acordo com as necessidades do corpo, enquanto o gengibre possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, auxiliando na redução da inflamação causada pela infecção viral e estimulando o sistema imunológico.

É importante também evitar certos alimentos durante o tratamento da dengue, especialmente os ultraprocessados, como bolachas, salgadinhos, refrigerantes e doces, que podem aumentar a inflamação do corpo. Além disso, é necessário informar ao médico sobre qualquer suplemento alimentar em uso, pois alguns podem inibir a agregação das plaquetas, o que pode ser preocupante durante o período de redução da contagem plaquetária característica da dengue.

As plaquetas desempenham um papel crucial na coagulação sanguínea, reduzindo o risco de hemorragias. Durante uma infecção viral como a dengue, a produção de plaquetas pode ser reduzida, aumentando o risco de manifestações hemorrágicas. Portanto, é fundamental prestar atenção aos sinais de baixa contagem de plaquetas, como sangramento nasal, gengival e manchas vermelhas na pele, e buscar orientação médica caso necessário.

Em suma, uma alimentação balanceada e rica em nutrientes pode desempenhar um papel crucial no fortalecimento do sistema imunológico durante o tratamento da dengue, ajudando o corpo a se recuperar e a combater a infecção de forma mais eficaz. Finaliza Cris Ribas Esperança.  


Cris Ribas Esperança - Nutricionista Funcional. Além da formação é pós graduada em Gastronomia Funcional e especializada em Nutrição Comportamental e Low Carb. Sócia proprietária do Instituto do Bem-Estar Giulliano Esperança, onde divide seus compromissos junto a carreira de nutricionista.

Seis sinais de alerta que é preciso ajuda de um cuidador de idosos

Com as demandas diárias, muitas famílias estão cada vez mais ocupadas com trabalho e responsabilidades, e a contratação de um cuidador de idosos tornou-se uma necessidade para garantir o bem-estar e a qualidade de vida. Roberta Bellumat, diretora executiva da Padrão Enfermagem, empresa de agenciamento de profissionais na área da saúde, explica que o profissional cuidador envolve uma variedade de tarefas, desde auxiliar na higiene pessoal, prestar apoio emocional e administrar medicamentos. “Esse profissional não se limita ao atendimento de idosos, ele atende também enfermos, pessoas com diagnósticos que afetam tanto a saúde física como a mental. É o elo entre a família e desempenha genuinamente a independência e bem-estar dos pacientes”, comenta.

A contratação de um cuidador vai muito além da assistência prática, é um investimento no bem-estar. O profissional pode acompanhar o paciente em passeios ao ar livre, exercícios físicos leves, consultas médicas, é responsável por prestar cuidados de acordo com a orientação de especialistas das áreas competentes, entre outros. “É peça chave para garantir o convívio com a família e a saúde mental do paciente”, afirma a gestora.

A executiva conta que apesar dos inúmeros benefícios, muitas famílias não aceitam ou não se declaram abertas para a inclusão de uma terceira pessoa na rotina familiar. “Reconhecer que precisamos de ajuda é o primeiro passo para garantir o bem-estar dos nossos entes queridos. Para muitos, contratar um cuidador pode ser uma solução crucial para garantir o conforto e a segurança de um idoso”, explica.

A diretora da Padrão Enfermagem, listou seis sinais que servem de alerta que você precisa da ajuda de um cuidador. São eles:


Dificuldade em realizar atividades diárias: Se realizar as tarefas do dia a dia, como tomar banho, se vestir, preparar refeições, fazer compras geram desconforto, pode ser um sinal da necessidade de ajuda adicional.


Problemas de saúde: Condição médica crônica, uma lesão recente ou deterioração na saúde física ou mental, pode ser essencial contar com um cuidador.


Isolamento social: Se está se sentido sozinho, com depressão, a companhia do cuidador servirá de apoio emocional e estimulação mental.


Preocupações com segurança: Se existir o medo de quedas, esquecimentos frequentes, a presença desse profissional pode ajudar a ter um ambiente seguro. 


Necessidade de supervisão contínua: Se precisa de companhia 24 horas, o cuidador pode oferecer suporte e assistência.


Exaustão: Se um membro da família está oferecendo esse cuidado, pode estar enfrentando cansaço físico e mental devido à demanda, e esse alerta é um sinal de que precisa de ajuda.

Reconhecer a importância e a sua necessidade de contar com apoio profissional, irá garantir que seus entes queridos recebam cuidador adequado e o apoio necessário para uma vida com qualidade. “Contratar um cuidador não é apenas uma medida prática, mas sim uma decisão que tem um impacto positivo e significativo na segurança, saúde e qualidade de vida”, finaliza.

 

Padrão Enfermagem

Dengue, pediatra ensina como proteger as crianças

  

Pediatra reúne conselhos importantes para evitar que crianças contraiam a doença

 

Neste ano, o Brasil enfrenta um surto de Dengue, doença causada pelo mosquito Aedes Aegypti, até o momento já atingimos um recorde histórico no número de casos e mortes. 

A médica pediatra Elisabeth Fernandes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), lista algumas recomendações e cuidados com as crianças. 

A forma de proteção mais usual e prática, segundo a Dra. Elisabeth, é o uso de repelentes, mas não se pode usar de forma indiscriminada. "No caso de bebês e crianças, as indicações precisam ser respeitadas de acordo com a faixa etária", informa a pediatra, adicionando o guia a seguir: 

  • Para bebês acima de 2 meses: Icaridina na concentração de 10%
  • Para bebês acima de 6 meses: Icaridina na concentração de 20% e IR3535
  • Para crianças acima de 2 anos: DEET 

"Os repelentes não devem ser aplicados na presença de lesões ou ferimentos", diz a médica, reforçando que o produto não deve tocar olhos e boca, assim como não deve ser manipulado pelas crianças.

 

Vacina!

Dra. Elisabeth reforça a chegada da vacina contra dengue, que está liberada para alguns grupos. 

As crianças de 10 a 14 anos são o público-alvo da campanha de vacinação contra a dengue em 2024. O grupo concentra o maior número de hospitalizações, depois de pessoas idosas, e deve receber duas doses pelo SUS (Sistema Único de Saúde) — o intervalo entre elas é de 3 meses. 

A distribuição de vacinas começou por 686 municípios com mais de 100 mil habitantes, com alta transmissão da dengue e com maior predominância do sorotipo DENV-2 (a dengue tem quatro sorotipos).

O Ministério da Saúde havia priorizado crianças de 10 a 11 anos, mas ampliou a faixa etária diante da baixa procura, por isso é importante que pais e responsáveis levem seus filhos. 

Os idosos e crianças menores de 10 anos ainda não entraram no grupo prioritário de SUS, mas podem tomar a vacina testada e aprovada para pessoas de 4 a 60 anos na rede particular. 

"É uma injeção subcutânea, ministrada em duas doses, com intervalo de 3 meses entre elas", reforça Dra. Elisabeth. 

"Alguns efeitos colaterais são possíveis, como dor no local da injeção, moleza, dor de cabeça e febre, que podem acontecer até dois dias após a aplicação, principalmente na primeira dose", lembra a pediatra. 

As recomendações clássicas de cuidados com o ambiente doméstico permanecem: não acumular água nos vasos; tampar as caixas d’água e usar inseticidas. 

 

Dra. Elisabeth Canova Fernandes – Pediatra - CRM 94686 - RQE 105.527. Médica formada pela Faculdade de Medicina do ABC. Complementação especializada em reumatologia pediátrica pelo Instituto da Criança – FMUSP. Título de especialista em Pediatria pela SBP. Título de especialista em reumatologia pediátrica pela SBP e SBR. Mestrado e doutorado em pediatria pela FMUSP. Pós-graduação em nutrição infantil pela Boston Umjversity e também pela Ludwig Maximilian University of Munich. Professora de graduação em Medicina na Universidade São Caetano do Sul.


Sem comunicação forte não há eliminação de nenhuma doença

 Um dos assuntos mais falados na reunião de retorno da Comissão Nacional de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites e Infecções Sexualmente Transmissíveis (CNAIDS) foi a necessidade de maiores investimentos na formulação de uma política de comunicação e saúde, que apoie a arrojada meta de eliminação dessas patologias como problema de saúde pública. Depois de cinco anos de silêncio, a comissão voltou e deu destaque a esse tema, destacando pontos que vão desde a dificuldade de divulgação de ações de governo até a necessidade de incrementar ações e programas sintonizados com a realidade das populações mais vulnerabilizadas. 

O Programa Brasil Saudável, lançado em fevereiro deste ano, prevê a eliminação das doenças determinadas socialmente enquanto problemas de saúde pública e está alinhado às diretrizes e metas da Agenda 2030. Mas sua efetivação somente acontecerá quando as políticas de comunicação forem sintonizadas com os objetivos deste programa. As ações devem ir além da propaganda oficial, mas se voltarem para um trabalho de ligação entre a gestão pública e a população, adaptando linguagens e estratégias para alcançarem os objetivos propostos.

Considerando o grande número de população jovem infectada pelo HIV, é incompreensível que o Departamento que abriga as políticas de HIV/Aids não tenha mais um site ou redes sociais para o alcance deste e outros grupos sociais, situação que era diferente há alguns anos e que gerava grande procura e engajamento. Além disso, a decisão política de centralização das ações comunicacionais afasta as peculiaridades necessárias para que se atinja os públicos que se quer. Desde a informação geral, que embasa a repercussão em graus menores, até a consolidação de mensagens nos diversos níveis de recepção as decisões precisam ter a participação efetiva de grupos afetados, de pessoas e comunidades atingidas e, assim, refletir a realidade a qual estão inseridas, muitas vezes longe da alegria e beleza apresentado nas campanhas publicitárias. 

Sabemos que comunicação é poder e que, num governo de coalizão, as disputas políticas são constantes, situações próprias da realidade brasileira. No entanto, a definição de estratégias deve estar acima destas questões, valorizando sempre a ciência e o repasse de informações técnicas, mas também inferindo diretamente onde estas questões não chegam. Para isto somente com definições políticas atingiremos os objetivos de eliminação das patologias elencadas no Brasil Saudável e deixaremos uma efetiva contribuição à Saúde Pública nacional. 

 

Liandro Lindner - Jornalista, professor universitário, psicanalista, doutor em Saúde Pública, membro da CNAIDS

Liandro.lindner@gmail.com


PSORIÁSE: ENTENDA A DOENÇA DE PELE QUE AFETA CERCA DE 125 MILHÕES DE PESSOAS MUNDIALMENTE

 A Dermatologista e Gerente Médica da Mantecorp Skincare, Carla Presti, tira principais dúvidas sobre a condição que é desconhecida por muitos   

 

Mancha avermelhadas com escamas esbranquiçadas ou prateadas, pequenas manchas brancas ou escuras residuais pós lesões, ressecamento e rachaduras, são alguns sinais que a pele dá quando sofre com a psoríase - doença crônica, que afeta entre 1% a 3% da população mundial, cerca de 125 milhões de pessoas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A condição afeta, inclusive, artistas nacionais e internacionais, que já falaram sobre o assunto, disseminando informações sobre a doença. Mas muita gente ainda a desconhece, ignorando sinais do corpo que podem apontar indícios da enfermidade. 

Para entender mais sobre o assunto, a Dra Carla Presti, Dermatologista e Gerente Médica da Mantecorp Skincare, preparou um guia completo sobre a doença, levantando pontos importantes, como causa, tratamento e prevenção.

 

 

O que causa Psoríase?

A psoríase é uma doença inflamatória crônica e recorrente, cuja predisposição ao seu desenvolvimento tem caráter hereditário. “A causa exata é desconhecida, mas está sim, relacionada à genética e histórico familiar. Fisiologicamente, o que ocorre é um processo inflamatório na epiderme, que reage acelerando a proliferação das suas células, o que leva à formação de lesões”, explica Dra. Carla.

 

Quais são os principais sinais e sintomas? 

Geralmente, os sinais e sintomas são placas vermelhas com escamas secas e esbranquiçadas, pele ressecada que pode acompanhar sangramento, dor, sensação de queimação e coceira. “É importante ressaltar que os sinais e sintomas podem ser cíclicos, ou seja, podem aparecer em uma época e desaparecer em outro momento. Em alguns pacientes, o estado emocional também contribui para que as lesões surjam”, pontua. Além disso, a psoríase se apresenta em diversas formas: em grandes placas, gutata, eritrodérmica, pustulosa, palmo-plantar e ungueal.

 

A doença é contagiosa? 

A especialista explica que existe um mito sobre o contágio da psoríase, mas afirma que não é uma doença contagiosa! “Podemos não saber a causa exata, mas temos uma certeza: não é contagiosa. Não é possível ser infectado pelo toque de uma pessoa ou ao compartilhar objetos com alguém que apresenta a condição”. 

 

Qual o tratamento? 

O tratamento varia bastante de acordo com o nível da doença. “Quando o tratamento é eficiente, é possível viver com uma pele sem ou quase sem lesões”, explica a dermatologista.

Nos casos mais leves, hidratar a pele e aplicar medicamentos tópicos é o recomendado para o desaparecimento dos sintomas. Quando essas primeiras medidas não funcionam, a sugestão é a fototerapia, um método com exposição à luz ultravioleta A (PUVA) ou ultravioleta B de banda estreita (NB-UVB) em cabines. Já para os casos mais graves e extensos temos medicações orais como o acitretin, os chamados imunossupressores (como o metotrexato e a ciclosporina) e, mais recentemente, os medicamentos imunobiológicos.

 

Como prevenir? 

Apesar não ter uma causa conhecida, Dra. Carla explica que adotar um estilo de vida saudável é importante para prevenir o seu aparecimento e auxiliar no tratamento da doença. “Quem tem histórico familiar ou já possui a doença deve ter atenção redobrada e evitar hábitos que fazem mal para saúde, como consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo, má alimentação, estresse”, entre outros, finaliza a dermatologista. 



Mantecorp Skincare
www.mantecorpskincare.com.br
www.facebook.com/MantecorpSkincareOficial
Instagram: @mantecorpskincare
https://www.mantecorpskincare.com.br/quiz


Referências:
1. https://www.sbd.org.br/doencas/psoriase/


Check-up anual ajuda no diagnóstico precoce de doenças graves, alerta especialista

freepik
Claudia E. F. Bis Furlan, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, orienta a importância do acompanhamento médico regular  

 

Embora seja essencial para identificar doenças precocemente, o hábito do "check-up anual" ainda não está enraizado na cultura brasileira. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a julho de 2021, cerca de 70,6 milhões de brasileiros não se submetem ao "check-up" anualmente, uma prática que envolve uma série de testes e exames para avaliar a saúde e detectar possíveis problemas de forma antecipada. 

Claudia E. F. Bis Furlan, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera de Ribeirão Preto, ressalta que a prática de consultas médicas regulares é fundamental para detectar doenças em estágios iniciais, o que aumenta as possibilidades de tratamentos menos complexos. 

Independentemente de idade, sexo ou condições físicas, é necessário reservar um tempo para atualizar os exames. “O 'check-up' é essencial para qualquer pessoa. Muito mais do que viver, as pessoas querem viver bem e com saúde. Os exames de rotina que prescrevemos são exatamente para entender e avaliar cada paciente, seus fatores de risco, histórico familiar e como podemos seguir cada acompanhamento clínico”, explica Claudia.

Portanto, fazer uma avaliação médica detalhada é uma das etapas que contribuem para atestar que a saúde esteja em dia e o momento oportuno para tomar providências em caso de descoberta de enfermidades. A prevenção de doenças e a descoberta delas em estados precoces, garantem melhor qualidade de vida.

Especialistas orientam que o ideal é ir às consultas uma vez por ano, mas essa média pode variar a depender das condições clínicas de cada paciente. Caso a pessoa apresente alguma patologia como hipertensão, diabetes, taxas elevadas do colesterol, entre outros, esse período pode ser mais curto.
 

Furlan alerta para o benefício da realização regular de exames na prevenção de várias doenças, o que resulta em uma abordagem mais precisa por parte dos médicos. “Em muitas situações, identificar rapidamente uma anomalia pode significar uma cura eficaz ou um tratamento mais ágil.”

No caso das mulheres, o acompanhamento ginecológico não pode ser negligenciado. Isso porque podem ser acometidas por infecções identificadas em avaliações específicas. 

“A medicina sempre tem as suas especificidades. No caso das mulheres, o especialista, além dos tipos mais gerais de exames, precisa também fazer um monitoramento do aparelho reprodutivo. Só desta forma conseguimos constatar com brevidade os casos de miomas, tumores, alterações intestinais e câncer de mama, por exemplo”, orienta a professora. 

Os homens também devem realizar procedimentos peculiares. “Principalmente a partir dos 40 anos, os homens, que culturalmente vão ao consultório com menos frequência, precisam realizar dois testes: o toque retal, feito pelo urologista e a dosagem de PSA, um exame de sangue que pode apontar alguma alteração na próstata”, conclui Claudia. 

Abaixo, a coordenadora cita os tipos mais comuns de exames prescritos durante uma consulta de rotina:


Exames laboratoriais com amostras de sangue, fezes e urina;

Avaliação psicológica;

Monitoramento de vacinas

Exames cardiológicos;

Exames respiratórios;

Exames oftalmológicos;

Exames de imagem para áreas diversas;

Exames de mama e colo de útero;

Exames urológicos.

 


Anhanguera
site
blog


Posts mais acessados