Pesquisar no Blog

terça-feira, 5 de maio de 2026

Dia Mundial da Asma (05/05): Brasil registra aumento de 63% em internações pela doença entre 2020 e 2025

Exame de função pulmonar, espirometria,
é primordial para o diagnóstico.
Divulgação
Iamspe
A doença mata mais pessoas acima de 60 anos. Morreram 1.643 idosos em 2020 e 1.771 em 2024


 


O Brasil registrou um aumento de 63% no número de internações por asma entre 2020 e 2025, passando de 47.814 para 78.314, segundo o Ministério da Saúde. Os pneumologistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo alertam que se acostumar com os sintomas da doença pode agravar o quadro clínico do paciente. O problema causa falta de ar, aperto – ou pressão – e chiado no peito, que podem ser acompanhados de dor, tosse e dificuldade para dormir. A fim de conscientizar sobre a importância do acompanhamento médico no tratamento da condição, a primeira terça-feira de maio marca o Dia Mundial da Asma. Neste ano de 2026, a data ocorre em 5 de maio. 

A asma é uma doença inflamatória que acomete os brônquios, estruturas responsáveis por transportar o ar da traqueia aos alvéolos do pulmão. São fatores de risco para o desenvolvimento do problema a exposição a poluentes ambientais e o histórico familiar. Filhos de mães tabagistas têm mais chances de desencadear o quadro. 

De acordo com informações exclusivas do Ministério da Saúde, o país registrou também entre 2.552 e 2.755 óbitos anuais por asma entre 2020 e 2024. No recorte por faixa etária, os dados mostram um maior número de mortes na população com 60 anos ou mais, com 1.643 falecimentos em 2020 e 1.771 em 2024, enquanto a população até 59 anos registrou 909 e 984, respectivamente. 

A pneumologista responsável pelo ambulatório de asma do Iamspe, Dra. Flavia Filardo Vianna, explica que a doença se apresenta em crises, ou seja, os sintomas surgem e são controlados após o início do tratamento. "No caso dos pacientes com quadro mais leve, a adesão é uma dificuldade importante. Eles deixam de tomar o medicamento e de realizar o acompanhamento médico assim que os sintomas melhoram. Isso prejudica o tratamento e a qualidade de vida", sinaliza a especialista. 

A asma dificulta a realização de atividades simples, como subir escadas ou caminhar distâncias curtas. É comum pacientes se acostumarem com as limitações causadas pela doença, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento, podendo piorar a intensidade das crises. 

“Existem crises de asma em que a contração do brônquio exige a ventilação mecânica, porque o ar não entra, dificultando a oxigenação”, comenta. 

O paciente deve procurar por atendimento médico nos primeiros sintomas de crise de asma. A depender do desconforto, a orientação é ir ao pronto-socorro mais próximo. Com a estabilização do quadro, o acompanhamento deve ser feito por um médico pneumologista em ambulatório. 

O tratamento da asma é feito com medicamentos broncodilatadores e corticoides por via inalatória, com o uso das “bombinhas”. 

"A asma é uma doença crônica, isto é, não tem cura, mas controle. Porém, os pacientes precisam ter em mente que o quadro mata. Por isso, não podem baixar a guarda", comenta.
 

IMPACTO DAS BAIXAS TEMPERATURAS – As estações mais frias podem facilitar o desencadeamento de crises de asma. A situação é comum, mas não é regra. As baixas temperaturas e a baixa umidade do ar causam o problema porque resfriam a mucosa nasal e a dos brônquios, causando a broncoconstrição — mesmo movimento causado pela asma. 

Os pneumologistas do Iamspe orientam a manter a medicação de controle da asma em dia, agasalhar-se bem, evitar ambientes fechados e empoeirados, além de manter a carteira de vacinação atualizada.

 

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - Iamspe


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados