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| Crédito: Magnific. |
Nesta quarta-feira, 06 de maio, é comemorado no
Brasil o Dia Nacional da Matemática, disciplina considerada difícil por muitos,
mas que está presente na rotina de todos nós: no calendário, no marcador das
horas do relógio, no preço dos produtos e serviços que consumimos, nas
operações financeiras que realizamos diariamente. E no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): com 45 questões de múltipla escolha, a área de Matemática e suas
Tecnologias é uma das que mais impactam a nota final do certame.
Mas o nosso País está entre os piores do mundo em matemática, na
posição 55 (entre 58 países estudados) do ranking internacional de matemática
da pesquisa Timms (Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências,
na sigla em inglês). Outro dado alarmante é do relatório do Todos Pela Educação
e do Iede, que mostra que só 5,2% dos alunos que estavam no 3º ano do ensino
médio na rede pública em 2023 tinham o nível de aprendizagem de matemática
considerado adequado.
Embora a matemática seja frequentemente vista como um grande
desafio pelos estudantes brasileiros, ela é essencial para o desenvolvimento de
habilidades que vão muito além da sala de aula. Dominar conceitos matemáticos é
um diferencial para a vida pessoal e profissional, especialmente em um mundo cada
vez mais orientado por dados e tecnologia.
A data é um convite para pensar a importância do aprendizado da
disciplina: o estudo da matemática prepara o indivíduo para um mercado de
trabalho cada vez mais competitivo e orientado por indicadores quantitativos.
Para ajudar os candidatos na preparação para o
Enem, professores de matemática destacam, a seguir, o que é essencial saber da
disciplina para se sair bem na prova.
Como a matemática é cobrada no Enem?
As questões de matemática no exame são baseadas na aplicação prática dos conteúdos. Os candidatos são desafiados e avaliados muito além das fórmulas e cálculos decorados. As perguntas exigem raciocínio lógico, interpretação de gráficos e domínio de conceitos aplicados ao cotidiano. A prova busca aferir competências como resolução de problemas, leitura de gráficos e tabelas, análise de grandezas e proporcionalidades, entre outras.
Segundo Guilherme Andrade, docente
do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas/SP, a
interpretação de texto é uma habilidade-chave. “O Enem cobra muito mais que a
matemática pura. É essencial interpretar a situação, entender o problema e só
depois aplicar o conhecimento matemático. Muitas vezes, a dificuldade não está
no cálculo, mas em saber por onde começar a resolver”, explica.
10 conteúdos que mais caem em Matemática no
Enem
Embora o Enem varie os temas a cada edição,
alguns conteúdos são recorrentes. O docente do Brazilian International School - BIS, de São Paulo/SP, Renato Shiotuqui elenca, abaixo, 10 matérias que costumam figurar na
prova.
- Porcentagem: usada para calcular descontos, aumentos de
preços, variações em gráficos e juros simples;
- Regra de três: essencial para resolver problemas de
proporcionalidade presentes em contextos do dia a dia;
- Razão e proporção: aplicadas na leitura de mapas, escalas,
receitas e comparações entre grandezas;
- Funções (afim e quadrática): frequentes em gráficos de crescimento, queda
e variações ao longo do tempo;
- Geometria plana: envolve cálculo de áreas e perímetros,
geralmente aplicado em situações práticas como construções e plantas;
- Geometria espacial: aborda volume e área de
sólidos, com aplicações em embalagens, reservatórios e objetos
tridimensionais;
- Estatística: explora média, mediana e moda, além de
análise crítica de gráficos e dados numéricos;
- Probabilidade: presente em contextos de sorteios, previsões
e análise de riscos;
- Gráficos e tabelas: exigem interpretação de informações visuais
e numéricas em diferentes formatos;
- Unidades de medida: cobradas em problemas que envolvem conversão
entre tempo, massa, volume e distância.
“Ter domínio desses conteúdos é fundamental
porque eles formam a espinha dorsal da prova. Além de aparecerem com
frequência, muitos desses temas ajudam a resolver questões de outras áreas. É
comum, por exemplo, a Matemática ser usada em questões de Geografia que envolvem
interpretação de gráficos ou análise de dados socioeconômicos”, afirma o
docente.
Regra de três é o segredo
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| Foto: Reprodução Enem. |
Uma ferramenta prática para resolver problemas de proporção é a regra de três, que bem usada pelos candidatos é um dos conhecimentos mais versáteis do Enem. “A regra de três é uma ferramenta coringa na prova do Enem. Muitas vezes o estudante não lembra a fórmula exata para resolver uma questão que trata de proporcionalidade, mas é possível chegar à resposta aplicando a lógica e o algoritmo da regra de três”, explica Alexandre Mattos, professor da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri/SP. “A regra de três aparece de forma direta e, também, implícita em problemas de porcentagem, escalas, conversão de unidades e até questões de outras disciplinas, como a química e física”, explica.
A regra de três é uma técnica matemática usada para resolver problemas que envolvem a comparação entre duas proporções. Ela permite descobrir um valor desconhecido com base na relação entre outras grandezas.
Funciona assim: quando duas
variáveis crescem ou diminuem na mesma proporção (por exemplo: se uma máquina
produz 120 peças em 4 horas, quantas peças ela produzirá em 10 horas, mantendo
o mesmo ritmo?), usamos a regra de três direta. Quando uma variável cresce
enquanto a outra diminui, usamos a regra de três inversa (por exemplo: se 4
trabalhadores constroem um muro em 6 dias, em quanto tempo o muro ficaria
pronto com 8 trabalhadores trabalhando na construção?).
O processo é simples: organizamos os dados
conhecidos em forma de tabela, identificamos o tipo de relação (direta ou
inversa), e montamos uma equação multiplicando os valores em cruz (quando
direta) ou em linha (quando indireta). Depois, é só resolver a equação para encontrar
o valor que falta. “A grande vantagem da regra de três é que ela pode ser usada
mesmo quando o estudante não lembra fórmulas específicas, desde que identifique
uma relação de proporcionalidade entre os dados do problema”, acrescenta
Mattos.
Dicas para se dar bem nas provas
O ideal é adotar uma rotina de revisão focada nos conteúdos mais cobrados e em exercícios práticos. Para Cristine Tolizano, docente da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP, a chave está no treino constante. “Resolver questões de provas anteriores é uma das estratégias mais eficazes. Isso ajuda o aluno a entender como o Enem formula os enunciados, além de fixar os conteúdos na prática”, orienta.
A docente da Aubrick elenca outras dicas importantes:
- Revise fórmulas básicas: priorize as mais usadas, como áreas, volumes, juros simples,
entre outras;
- Faça resumos e mapas mentais: isso facilita a memorização de conceitos;
- Organize o tempo: simule realizar
a prova completa alguns dias antes da aplicação para valer, assim você
terá noção de controle do tempo e redução da ansiedade comum neste
período;
- Estude com foco na resolução de problemas: mais do que decorar, é preciso aprender a aplicar.
“O importante é estar seguro com o que já se sabe e treinar a
aplicação desses conhecimentos em diferentes contextos”, finaliza a professora.
O Enem - a prova
foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho dos
estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos, o
Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório
para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada
(Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies).
International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.





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