Organização e
compra programada durante todos os meses que antecedem a viagem é a melhor
estratégia, segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!
Com a volatilidade das moedas internacionais,
especialmente dólar, euro e libra esterlina, planejar uma viagem ao exterior
tem exigido cada vez mais estratégia dos brasileiros. A variação cambial,
influenciada por fatores globais e domésticos, impacta diretamente o custo de
passagens, hospedagens, alimentação e passeios, tornando o planejamento
financeiro um aliado essencial para evitar surpresas no orçamento.
De acordo com Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1
GO!, rede de franquias especializada em experiências completas de viagem, o
primeiro passo é antecipar o planejamento. “O maior erro de quem vai viajar é
deixar para comprar moeda ou fechar pacotes em cima da hora. O câmbio oscila
diariamente, então o ideal é diluir esse risco ao longo do tempo, comprando aos
poucos e acompanhando o mercado”, afirma.
Outra estratégia importante, segundo o
especialista, é definir um orçamento em reais e trabalhar com uma margem de
segurança. “Não dá para depender de uma cotação ideal. O viajante precisa
estabelecer quanto pode gastar e considerar uma reserva extra de pelo menos 10%
a 20% para lidar com possíveis altas no câmbio ou gastos inesperados durante a
viagem. Levar um cartão de crédito internacional também é essencial. Mesmo que
não use, essa é mais uma forma de ter segurança em meio à imprevistos”,
orienta.
Além disso, acompanhar promoções e fechar serviços
antecipadamente pode ajudar a driblar a volatilidade. “Muitos parques, hotéis e
até ingressos para atrações internacionais permitem pagamento antecipado em
reais e até mesmo parcelamentos sem juros. Isso protege o consumidor das variações
futuras e traz mais previsibilidade para o orçamento”, diz.
Para quem está de olho em destinos como Estados
Unidos e países da Europa, o planejamento se torna ainda mais relevante e
quanto mais tempo, melhor: “quem se organiza com antecedência consegue
economizar significativamente e até aproveitar experiências melhores pelo mesmo
valor. Quem se prepara durante um ano, por exemplo, mesmo que a moeda do país
que deseje visitar oscile para baixo ou para cima, comprando um pouco todos os
meses, é possível ter uma boa média de preço até a data dessa viagem”,
completa.
Lisboa também destaca a importância de diversificar
as formas de pagamento no exterior. “Hoje, o viajante pode combinar dinheiro em
espécie, cartões pré-pagos e cartões de crédito internacionais. Cada opção tem
custos e benefícios diferentes, então o ideal é não concentrar tudo em uma
única forma e aproveitar as melhores condições de cada uma”, explica.
3,2,1 GO!

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