· 69,1% dos
brasileiros dizem estar abertos a mudar de carreira nos próximos anos;
· Preferência pela CLT chega a 92,6% na
Geração Z, mas cai para 50% entre Baby Boomers;
· Entre Baby Boomers, 36,8% pretendem
trabalhar enquanto tiverem saúde e disposição;
· Valorização da experiência (39,7%) e
investimento em saúde e bem-estar (38,5%) são os principais fatores para
permanecer ativo no mercado.
Em um cenário de
transformação nas relações de trabalho, a carteira assinada segue como
principal escolha entre os brasileiros que buscam emprego. Um levantamento da
Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostra que 78,7% dos
brasileiros que estão em busca de uma vaga preferem o regime CLT, indicando
que, no momento da recolocação, a estabilidade ainda é determinante.
A análise por geração ajuda a explicar esse comportamento. Entre os mais jovens, a preferência pela CLT é quase unânime: 92,6% na Geração Z e 86,8% entre Millennials. Esse percentual diminui ao longo da trajetória profissional, chegando a 82,9% na Geração X e a 50% entre Baby Boomers, grupo em que formatos alternativos, como trabalho liberal (23,3%), terceirizado (16,7%) e PJ (10%), ganham mais espaço.
Para a gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, Fernanda Guglielmi, esse comportamento está diretamente ligado ao contexto em que a decisão é tomada. “Quando as pessoas estão efetivamente procurando trabalho, o vínculo formal ainda aparece como principal referência. A previsibilidade do contrato segue sendo determinante nesse momento, especialmente no início da carreira, mas convive com uma abertura crescente à reinvenção profissional ao longo do tempo”, afirma. Confira o detalhamento completo desta visão no gráfico abaixo:
Reinvenção
profissional acompanha avanço da trajetória
A disposição
para mudar de carreira acompanha esse movimento. No total, 69,1% dos
brasileiros dizem estar abertos a mudar de carreira nos próximos anos. Entre as
gerações, esse movimento é mais intenso justamente entre os profissionais mais
experientes: 82,3% dos Baby Boomers afirmam estar abertos à reinvenção,
percentual superior ao observado na Geração X (70,9%), Millennials (69,4%) e
Geração Z (56,1%).
Segundo Fernanda, “os dados mostram que a reinvenção profissional não está restrita ao início da carreira e ganha força entre os profissionais mais experientes, acompanhando mudanças nas prioridades e na forma como eles se relacionam com o trabalho ao longo do tempo”.
Essa maior abertura também se reflete na forma como os profissionais projetam sua permanência no mercado. Entre os Baby Boomers, 36,8% afirmam que pretendem trabalhar enquanto tiverem saúde e disposição. Nas demais gerações, a permanência no mercado ainda aparece mais associada a marcos etários, mas já aponta para carreiras prolongadas. Entre os profissionais da Geração Z, 24,6% se veem ativos até os 50 anos e 29,7% até os 60. Entre Millennials, 34,8% pretendem trabalhar até os 60 anos, enquanto na Geração X, 42,3% projetam atuação entre os 60 e 70 anos.
Experiência, saúde e aprendizado sustentam longevidade
Para permanecer ativo
no mercado de trabalho ao longo dos anos, os profissionais apontam diferentes
fatores. Para 39,7%, a valorização da experiência e do conhecimento acumulado é
o principal elemento, seguida por investimento em saúde e bem-estar (38,5%) e
oportunidades de requalificação e aprendizado contínuo (29,5%). Além disso,
53,1% dos entrevistados apontam fatores pessoais como determinantes para
continuar trabalhando, enquanto aspectos ligados às empresas (25%) e ao
contexto social (19,5%) também exercem influência.
Na avaliação dos
profissionais, a atratividade das empresas está diretamente ligada às condições
oferecidas no dia a dia. Salários e benefícios competitivos são citados por
28,3% dos entrevistados, seguidos por ambiente de trabalho saudável e colaborativo
(22,3%) e oportunidades reais de crescimento (13,7%). “Na prática, vemos que a
relação com o trabalho combina a busca por estabilidade no início com
trajetórias mais flexíveis e duradouras ao longo da vida profissional”,
completa Fernanda.
Sobre a pesquisa Panorama do Trabalho no Brasil
Os dados fazem
parte da série Panorama do Trabalho, mapeamento realizado pela Serasa Experian
para analisar diferentes aspectos da relação entre profissionais e empresas no
país. O levantamento que compõe este capítulo foi realizado entre novembro e
dezembro de 2025 com 1.521 profissionais economicamente ativos ou em busca de
emprego, de diferentes gerações e regiões do Brasil. A amostra é representativa
da população pesquisada e a margem de erro do estudo é de 3%.
Experian
experianplc.com




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