Pesquisar no Blog

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Aumento de casos de pressão alta em jovens e idosos liga sinal de alerta

 

Condição pode ocorrer em qualquer idade; cardiologista do Hospital Japonês Santa Cruz alerta para a importância de realizar medições de forma regular



O mês de abril chega com uma importante campanha de saúde, no dia 26, marcado como Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento da doença.

 

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença que em 90% dos casos é herdada dos pais. "É uma condição em que a pressão do sangue nas artérias está consistentemente elevada. Isso significa que o coração está trabalhando mais do que o normal para bombear o sangue através dos vasos sanguíneos, sendo um importante fator de risco para uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), doença renal e outros problemas de saúde", explica o cardiologista do Hospital Japonês Santa Cruz, Dr. Abílio Fragata Filho.

 

Segundo levantamento feito nas capitais brasileiras, incluindo o Distrito Federal, pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), que compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde, o público mais jovem entre 18 e 24 anos e o público acima de 65 anos são os mais diagnosticados com pressão alta. Em 2021, 3,8% da população entre 18 e 24 anos que participou da pesquisa tinha pressão alta, número que aumentou para 5,6% em 2023. Já no público acima de 65 anos, 61% dos que responderam ao questionário tinham hipertensão arterial em 2021. O número cresceu para 65,1% em 2023.

 

"Tanto em jovens quanto em idosos, a hipertensão arterial pode ser resultado de uma combinação de fatores, incluindo estilo de vida, predisposição genética e condições médicas subjacentes. Nos jovens, hábitos alimentares inadequados, falta de atividade física, tabagismo e estresse crônico podem desempenhar um papel significativo, enquanto em idosos, o envelhecimento natural do corpo, juntamente com condições médicas como diabetes e doenças renais, tendem a ser mais prevalentes. Além disso, a genética desempenha um papel importante em ambos os grupos etários", afirma o Dr. Abílio Fragata Filho.


 

Causas, sintomas e tratamento

 

Entre outros fatores que podem influenciar no desenvolvimento da hipertensão arterial, a apneia do sono, um distúrbio comum, pode contribuir devido às alterações na respiração enquanto a pessoa dorme. O consumo excessivo de cafeína, presente em várias bebidas e medicamentos, pode temporariamente elevar a pressão arterial em certos indivíduos. Além disso, certos medicamentos, como descongestionantes e pílulas anticoncepcionais, podem ter efeitos colaterais hipertensivos.

 

Condições médicas subjacentes, incluindo doenças renais, distúrbios da tireoide e diabetes, também estão associadas a um risco aumentado de hipertensão. O consumo excessivo de álcool é outro fator a considerar, já que pode aumentar temporariamente a pressão arterial e contribuir para a hipertensão a longo prazo. Por fim, a síndrome metabólica, uma condição que engloba diversos fatores de risco cardiovasculares, como obesidade abdominal, resistência à insulina e dislipidemia, pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento da hipertensão arterial.

 

“Geralmente, a hipertensão arterial não apresenta sintomas evidentes, podendo aparecer somente em casos em que a pressão arterial sobe muito. Podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal. Por isso é importante fazer medições regulares da pressão arterial para detectar e controlar a condição”, fala o médico. “O tratamento pode envolver mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, exercícios físicos, controle do estresse, além do uso de medicamentos prescritos por um profissional de saúde”, conclui o cardiologista.

 

 

Hospital Japonês Santa Cruz


Autismo E O TDAH: Conheça As Principais Diferenças

 

Explore As Nuances Entre O Autismo E O TDAH, Compreendendo Suas Diferenças Fundamentais E Abordagens Para Um Melhor Suporte E Tratamento 

 

Autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um conjunto de condições relacionadas ao neurodesenvolvimento que se caracterizam por desafios com habilidades sociais, comportamentos repetitivos e comunicação não verbal e verbal. Pessoas com autismo podem ter dificuldades em interagir socialmente e podem exibir interesses restritos e padrões de comportamento repetitivos. 

O TDAH, ou Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, é um distúrbio neurobiológico crônico que envolve desatenção, impulsividade e, em muitos casos, hiperatividade, podendo afetar o desempenho escolar e as relações interpessoais. 

Ambos os transtornos são complexos e podem variar significativamente em termos de sintomas e severidade entre indivíduos. Eles são diagnosticados com base em critérios clínicos e requerem uma abordagem multidisciplinar para o tratamento e apoio – Explica a Dra. Gesika Amorim, Mestre em Educação Médica, Pediatra pós graduada em Neurologia e Psiquiatria, com especialização em Tratamento Integral do Autismo, Saúde Mental e Neurodesenvolvimento

 

  1. Características Gerais:

   - Autismo: É caracterizado por déficits na comunicação social e comportamentos repetitivos.

   - TDAH: É caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.

 

  1. Manifestações Comportamentais:

   - Autismo: Dificuldade de comunicação e interação social, associada a comportamentos repetitivos e padrões restritivos de interesse.

   - TDAH: Manifesta-se por dificuldades comportamentais, impulsividade e hiperatividade.

 

  1. Idade de Percepção:

   - Autismo: Nos dois primeiros anos de vida, há muito interesse da criança em seus cuidadores principais, especialmente na mãe.

   - TDAH: Pode ser percebido desde a primeira infância. 

Lembrando que, embora possam ocorrer simultaneamente, são duas condições diferentes. As comorbidades no autismo podem variar de pessoa para pessoa, mas as mais comuns incluem:

 

  1. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Muitas pessoas com TEA também apresentam sintomas de TDAH, como dificuldade de concentração e impulsividade.

 

  1. Ansiedade: O autismo frequentemente coexiste com transtornos de ansiedade, que podem afetar o bem-estar emocional e social da pessoa.

 

  1. Depressão: Pessoas no espectro autista também podem enfrentar episódios depressivos.

 

  1. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): Algumas pessoas com autismo têm comportamentos obsessivos ou rituais compulsivos.

 

É importante reconhecer essas comorbidades para adaptar estratégias de tratamento e melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo – Conclui a Dra. Gesika Amorim. 



Dra Gesika Amorim - Mestre em Educação Médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo. Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental; Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular - (Medicina Integrativa) e Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.
https://dragesikaamorim.com.br


Filho de gestante hipertensa tem maior risco de alta miopi

 

Pesquisa indica que a hipertensão materna aumenta em 39% o risco de alta miopia, hipermetropia e astigmatismo. Entenda.

 

Pesquisa recém-publicada no JAMA, um dos maiores periódicos científicos do mundo, revela que os mais de 2,5 milhões de nascidos na Dinamarca entre 1978 e 2018 de mães com hipertensão arterial durante a gravidez, 39% apresentaram maior risco de alto erro refrativo, incluindo miopia, hipermetropia e astigmatismo. Pior: Nos filhos expostos à pré-eclâmpsia precoce ou eclâmpsia o risco foi ainda mais alto. Esta é a primeira pesquisa que associa hipertensão, pré-eclâmpsia e eclâmpsia aos erros de refração. 

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier afirma que há evidências de que outras adversidades pré-natais contribuem com o desenvolvimento de problemas de refração. “Por exemplo, mulheres que desenvolvem diabetes gestacional e o tabagismo materno também aumentam a propensão na prole, mesmo que os pais não precisem usar óculos”, salienta. 

O especialista diz que doenças infecciosas como a rubéola quando contraídas durante a gestação pode causar catarata congênita, maior causa de perda total da visão na infância. Isso acontece porque o vírus atravessa a placenta e provoca alterações nos tecidos do feto em formação. “Os sistemas mais atingidos são o cardíaco e nervoso, incluindo os olhos. Significa que além da catarata congênita, o vírus da rubéola também pode causar no feto surdez, retardamento mental, malformação do globo ocular (microftalmia) e até interromper a gestação,” adverte. Outras doenças infecciosas contraídas na gestação que afetam a visão do bebê são a toxoplasmose e o sarampo.

 

Na pesquisa dinamarquesa as crianças apresentaram erros refrativos precocemente com progressão até a idade de 12 anos. Para Queiroz Neto significa que mais do que nunca nossas crianças devem passar por exame de refração nos primeiros anos de vida.  Isso porque, no Brasil 29,3% das mulheres a partir dos 18 anos tem hipertensão ante 27,9% dos homens. 

A incidência da hipertensão na mulher brasileira é progressiva conforme a idade aumenta, atingindo:

12% entre 25 e 34 anos.

19% dos 35 aos 44 e

36,7% dos 45 aos 54. 

Os dados são do Vigitel 2023, (Vigilância dos Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não-Transmissíveis por Inquérito Telefônico) um levantamento anual do Ministério da Saúde que retrata as doenças não-tramissiveis no País.

 

Prevenção

Queiroz Neto afirma que o maior risco da alta miopia é o crescimento do comprimento axial do olho que aumenta o risco de perda da visão na idade adulta por glaucoma, degeneração macular e catarata precoce.

A boa notícia é que hoje a oftalmologia conta com recursos que além de corrigir miopia controla sua progressão que é mais intensa na infância.  Um deles é o colírio de atropina na concentração de 0,01% que pode ser associado a lentes de contato ou óculos com um design capaz de inibir o crescimento do olho por projetar a imagem na frente da retina. Queiroz Neto afirma que os óculos e lentes convencionais projetam as imagens atrás da retina e por isso podem estimular a progressão da miopia. 

“Diversos estudos mostram que as atividades sob o sol na infância estimulam a produção de dopamina, hormônio capaz de fortalecer a esclera, parte branca do olho, que funciona como o arcabouço do globo ocular”, saliente. Por isso, a recomendação para proteger a saúde ocular das crianças é duas horas diárias de atividades sob o sol.

“Até a idade de 10 anos os olhos estão em desenvolvimento e neste período é essencial que sejam estimulados por imagens claras. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o uso de computador e outros equipamentos não ultrapasse duas horas/dia dos 3 aos 10 anos para não comprometer o desenvolvimento nesta faixa etária. O excesso de esforço visual para enxergar próximo diante das telas na infância induz a um espasmo dos músculos ciliares que provoca miopia acomodativa, uma dificuldade temporária de enxergar à distância que pode se transformar em miopia permanente caso a criança não saia da frente das telas para descansar os olhos. Isso ficou comprovado um levantamento que fiz no hospital com 360 crianças e se tornou um consenso entre os oftalmologistas”, finaliza

 

Cirurgia de prótese de quadril pode ser diferente para mulheres e homens: saiba o que é mito e verdade

 

• Assunto será discutido no II Simpósio Internacional de Atualização em Cirurgia em Quadril, em São Paulo, no dia 01 de maio www.simposioquadril.com.br 

• Lafayette Lage, pioneiro em cirurgia de prótese de quadril tipo Resurfacing no Brasil, fará a abertura do evento 

 

As próteses de quadril são dispositivos médicos específicos para substituir uma articulação de quadril lesionado ou desgastado, geralmente devido a condições como necrose ( infarto da cabeça do fêmur), vários tipos de artrite ( doenças autoimunes), má formação do quadril no nascimento, pequenas deformidades anatômicas levando ao desgaste precoce principalmente nos atletas ( artrose secundária ao impacto do quadril),  sequelas de infecção com destruição da cartilagem, sequelas de  fraturas mal consolidadas da bacia por acidentes e, finalmente, fraturas do fêmur proximal ( cabeça e ou colo do fêmur. Elas são utilizadas para aliviar a dor, melhorar a função e restaurar a mobilidade nas pessoas que enfrentam problemas articulares graves. É considerada a melhor cirurgia da medicina perdendo apenas para a cirurgia de catarata.

No caso das mulheres, a prótese de quadril segue princípios semelhantes a realizada em homens, mas existem algumas particularidades que devem ser consideradas, tais como a anatomia, mulheres tendem a ter o quadril diferente dos homens, o que pode afetar a abordagem cirúrgica e seleção da prótese; tamanho e modelo da prótese, devido a diferença de tamanho e forma do quadril entre homens e mulheres, em algumas situações, é necessário selecionar um tamanho mais apropriado de prótese para as mulheres; níveis hormonais, mudanças nos níveis hormonais ao longo da vida da mulher, como no período da menopausa, podem influenciar a saúde óssea e interferir no resultado da cirurgia; osteoporose, mulheres têm maior probabilidade de desenvolver osteoporose do que os homens, o que pode afetar a qualidade óssea e a fixação da prótese; entre outras questões.

O tema será amplamente discutido no II Simpósio Internacional de Atualização em Cirurgia em Quadril, que promete trazer o que há de mais avançado em relação às técnicas cirúrgicas no Brasil e no mundo. O evento que acontecerá no dia 01 de maio, no Anfiteatro do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, contará com a presença de palestrantes nacionais e internacionais. Lafayette Lage, ortopedista, pioneiro em artroscopia do quadril e especialista em cirurgia de Resurfacing (recobrimento da cabeça do fêmur), fará a abertura oficial do encontro que pretende reunir especialistas renomados na área.

Saiba o que é mito e verdade em relação à cirurgia de prótese de quadril:

  • O processo de recuperação dos pacientes é lento? Pacientes demoram até um ano para voltar a exercer suas atividades?

Mito. O processo de recuperação dos pacientes que realizam esta cirurgia costuma ser de aproximadamente 4 meses, dependendo de cada caso. Neste caso, a prática de exercícios é fundamental para o processo de reabilitação, mas é preciso considerar a condição de cada paciente e a prótese utilizada na cirurgia.


  • A cirurgia de quadril com prótese do tipo Resurfacing é mais indicada para atletas e pessoas que praticam exercícios de alto impacto?

Verdade. Um estudo realizado pela revista HIP Internacional da Sociedade Européia de Quadril, em 2020, revelou a eficácia das próteses do tipo Resurfacing mediante avaliação de 11,3 mil pacientes com menos de 50 anos em 13 países. De acordo com a pesquisa, a sobrevida desse deste tipo de prótese é incomparável a qualquer outra prótese para os pacientes desta faixa etária que costumam ser muito mais ativos. Curiosamente, também se descobriu que os pacientes portadores das próteses de Resurfacing vivem mais, provavelmente, por levarem uma vida mais saudável.


  • A Resurfacing é a prótese que oferece maior durabilidade?

Verdade. Essa prótese tem mostrado uma sobrevivência superior a 95% após 20 anos, isto significa que 95% dos pacientes deverão estar com suas próteses de Resurfacing funcionando muito bem. Foi provado recentemente que a mesma demora 10 anos para amaciar e que após este período ela não sofre mais desgaste.


  • Os esportistas têm dez vezes mais chance de evoluírem para a artrose precisarem de uma prótese de quadril?

Verdade. Os praticantes de atividades físicas que demandam muito dos membros inferiores como ballet, atletismo, artes marciais, futebol, basquetebol, volley, surfistas são mais propensos a um desgaste precoce do quadril caso tenham uma deformidade relativamente frequente nos quadris denominada impacto fêmoro acetabular e daí a importância de uma avaliação médica prévia antes de iniciar qualquer pratica rotineira de esporte.  A boa notícia é que a prótese de Resurfacing pode ser implantada igualmente ambos os gêneros com extremo sucesso e poderão continuar a praticar suas atividades físicas sem limitações e por muitos e muitos anos e, se bem implantadas, provavelmente para sempre. 



Dr. Lafayette Lage - médico ortopedista, pioneiro em artroscopia do quadril em 1993 e especialista em cirurgia de Resurfacing (recobrimento da cabeça do fêmur). CRM. 49889
www.clinicalage.com.br
www.simposioquadril.com.br


Exames de imagem são aliados na detecção de Parkinson e Alzheimer

Tomografia computadorizada e ressonância magnética podem identificar mudanças que indicam avanço de doenças neurodegenerativas, que acometem mais de 1,5 milhão de brasileiros

 

Os quadros neurodegenerativos são condições que interferem no funcionamento do sistema nervoso de maneira crônica, afetando progressivamente a rotina e prejudicando funções importantes, como a memória e a locomoção. Segundo o Ministério da Saúde, Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica são as doenças mais comuns que integram esse tipo de condição no Brasil, acumulando 1,7 milhão de pessoas com essas condições apenas no país. Apesar de não terem cura, o diagnóstico e a adoção de medidas para o retardo da perda de função neurológica ajudam a preservar a qualidade de vida do paciente. 

De acordo com a dra. Joana Fagundes, neurorradiologista da CDPI, marca pertencente a Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil, o diagnóstico de uma doença neurodegenerativa deve ser feito com base na análise clínica do paciente, nos sintomas e no relato de pessoas próximas sobre a rotina alterada. Além disso, exames de imagem são capazes de rastrear alterações estruturais e características no sistema nervoso central.

“Os principais são a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, incluindo também o PET CT, que é uma forma de tomografia que usa a emissão de pósitrons para gerar imagens ainda mais detalhadas do organismo do paciente. Com os registros dos tecidos cerebrais, podemos analisar alterações metabólicas condizentes com a perda de funções neurológicas características dessas doenças”, explica a especialista.

Recentemente, a quantidade de placas da proteína beta-amiloide no tecido cerebral passou a ser um novo fator determinante para o diagnóstico de pacientes com Alzheimer que apresentam déficit cognitivo leve. Quando acumulado no cérebro, esse biomarcador pode prejudicar os neurônios e provocar o declínio da função neurológica, como perda de memória, que é um dos principais sintomas da doença. O exame PET amiloide florbetabeno (PET CT com florbetabeno-18 F), já oferecido no Brasil, mede a carga da placa amiloide no cérebro, por meio da leitura do radiofármaco que se liga à proteína beta-amiloide presente no encéfalo de pacientes com Alzheimer.


Diagnóstico precoce de doenças degenerativas ainda é um desafio

Nem sempre é possível perceber os primeiros sinais da degeneração neurológica. Isso se dá pela pouca expressividade dos sintomas iniciais, que podem ser encarados como eventos isolados. “No início do Alzheimer são observadas falhas de memória cada vez mais frequentes e dificuldade para realizar tarefas diárias, como lembrar de arrumar a cama. Já na doença de Parkinson, as evidências mais comuns são falta de equilíbrio, tremores nas mãos e alterações na maneira de escrever”, afirma a dra. Joana.

É importante estar atento à manifestação dos sintomas no dia a dia, principalmente depois dos 50 anos de idade, para que o diagnóstico de doença neurodegenerativa seja feito ainda em seu estágio inicial. Isso não só aumenta a gama de terapias que podem ser adotadas para reduzir o avanço da perda de funções neurológicas, como também preserva a rotina do paciente, assim como sua qualidade de vida e autonomia.

 

Como descobrir se você tem mau hálito e como tratar

 Decorrente de diversas causas possíveis, a halitose pode ser evitada e tratada, segundo cirurgiã dentista

 

A temida halitose, ou mau hálito, é uma condição que afeta muitas pessoas e pode ser motivo de constrangimento e desconforto. Já que, segundo a Dra. Diana Fernandes, cirurgiã dentista, mais de 90% das causas desse problema estão relacionadas à boca, a especialista contextualiza o assunto e dá dicas para a solução do problema. 

A dentista destaca que existem diferentes tipos de halitose, cada um com suas causas específicas:

 

1. Halitose fisiológica: Conhecida como halitose matinal, ocorre naturalmente devido à diminuição da produção de saliva durante a noite de sono.

 

2. Halitose oral: A forma mais comum, ligada a problemas na boca, como má higiene bucal, cáries, doenças periodontais e próteses mal higienizadas.

 

3. Halitose gastrointestinal: Pode ser causada por problemas no sistema digestivo, como refluxo gastroesofágico ou gastrite.

 

4. Halitose sistêmica: Associada a condições médicas como diabetes ou doenças hepáticas.

 

5. Halitose psicogênica: Mais rara e geralmente originada por transtornos psicológicos, como ansiedade ou depressão. Nesses casos, o paciente acredita ter mau hálito, mesmo sem ter.

 

6. Halitose por medicamentos: Alguns medicamentos podem causar mau hálito como efeito colateral.

 

Como descobrir a halitose? 

"Identificar o mau hálito pode ser crucial para buscar tratamento adequado", analisa a especialista, ao indicar as práticas mais indicadas para esta missão:

 

1. Pergunte a pessoas próximas: Consultar alguém de confiança sobre o frescor do seu hálito pode ser uma forma tranquila de identificar a halitose.

 

2. Teste consigo mesmo: Um teste simples que envolve lamber o pulso e cheirá-lo após trinta segundos pode indicar a presença de mau hálito.

 

3. Observe hábitos prejudiciais: Fumar, respirar pela boca, jejum prolongado e outros hábitos podem contribuir para o mau hálito.

 

4. Observe a reação das pessoas: Se as pessoas oferecem balas com frequência ou se afastam ao falar com você, isso pode ser um indício de halitose.

 

Principais Cuidados e Estratégias 

Dra. Diana recomenda algumas estratégias:

 

1. Higiene bucal rigorosa: Escovar os dentes adequadamente, usar fio dental e limpar a língua

 

2. Hidratação adequada: Manter a boca úmida ajuda a combater o mau hálito.

 

3. Evitar alimentos odoríferos: Reduzir o consumo de alimentos como alho e cebola pode ajudar a controlar o mau hálito.

 

4. Mastigar chicletes sem açúcar: Estimulam a produção de saliva, ajudando a limpar a boca.

 

5. Consultar um profissional de saúde: Em casos persistentes, buscar a avaliação de um dentista ou outro especialista é essencial.

 

Dra. Diana Fernandes - Cirurgiã Dentista - UNIP 2013; Especialista em Gestão de Mercados Odontológicos - UNIP 2014; Ortodontista - ESO 2015; Atualização em Implantodontia - ABO 2018; Imersão em Harmonização - MANDIC 2018 - DANTS cursos 2019/2020/2021.


Exames oftalmológicos preventivos garantem saúde visual

Os cuidados preventivos com a saúde ocular podem preservar a qualidade de vida e o bem-estar em todas as idades. 

 

À medida que avançamos em uma Era cada vez mais voltada para as telas digitais e dispositivos eletrônicos, a saúde ocular assume um papel crucial em nossa vida cotidiana.

Reconhecendo a importância dos exames oftalmológicos preventivos, o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), referência em diagnósticos e tratamentos de todas as complexidades, visa à conscientização da comunidade sobre a necessidade de cuidar da saúde visual e promover a prevenção de doenças oculares. 

É comum que as pessoas subestimem a saúde dos olhos. Muitas vezes, o problema é postergado até que uma complicação significativa apareça. No entanto, a prevenção é a chave para manter uma visão saudável ao longo de toda a vida. Os exames oftalmológicos preventivos não só detectam problemas de visão já existentes, como miopia e astigmatismo, mas também podem identificar precocemente condições oculares mais graves, como glaucoma, catarata e degeneração macular.

“É recomendável que adultos façam exames oftalmológicos preventivos a cada dois anos e, para aqueles com mais de 60 anos, a indicação é que sejam realizados anualmente. Para crianças, é essencial que os exames comecem desde cedo, pois muitos problemas de visão podem ser corrigidos de forma mais eficaz quando detectados precocemente”, explica a médica oftalmologista do BOS, Dra. Lindalva Carvalho de Morais.


Sinais de alerta

A visão desempenha um papel fundamental na qualidade de vida, permitindo a realização de uma variedade de atividades cotidianas, desde estudar e dirigir até apreciar a beleza de uma paisagem. Representando mais de 80% do conhecimento humano, a visão é um dos sentidos mais essenciais para a compreensão e a interação com o mundo ao nosso redor. Reconhecer os sinais de alerta que indicam a necessidade de exames oftalmológicos preventivos é fundamental para garantir uma saúde visual adequada em todas as fases da vida.

“Desde os primeiros meses de vida, sinais, como a falta de contato visual com a mãe durante a amamentação, até sintomas mais comuns, como visão embaçada, sensibilidade à luz, dores de cabeça frequentes e dificuldade para enxergar à noite, devem ser monitorados de perto. Além disso, a exposição prolongada a dispositivos eletrônicos durante a infância e adolescência pode gerar sintomas como olhos vermelhos, irritados e sensação de areia nos olhos”, esclarece a oftalmologista.

Para adultos na faixa dos 40 anos, a presbiopia, conhecida como "vista cansada", e o glaucoma representam preocupações comuns, enquanto, a partir dos 60 anos, a incidência de catarata e degeneração macular relacionada à idade aumenta significativamente. Reconhecer esses sinais e buscar avaliação oftalmológica regularmente pode ajudar na detecção precoce de problemas de visão e prevenir complicações mais graves.

Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), observa-se uma transformação significativa na estrutura etária da população brasileira nos últimos anos. 

Evidencia-se uma clara transição demográfica, com a redução dos grupos mais jovens e o aumento dos grupos com idade superior a 45 anos. Estatísticas apontam que a expectativa de vida dos brasileiros será de 78,33 anos até 2030, e em 2050, a população com mais de 60 anos será três vezes maior.

Essa mudança demográfica levanta preocupações sobre a saúde ocular da população. As principais causas de deficiência visual em adultos e idosos estão intrinsecamente ligadas ao envelhecimento da sociedade. Uma avaliação oftalmológica abrangente possibilita a identificação precoce de doenças oculares e, consequentemente, a prevenção de complicações mais graves.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados por meio de medidas preventivas e/ou tratamentos adequados. Além disso, cerca de 20% dos casos de cegueira já instalada podem ser revertidos com tratamento adequado.


Medidas preventivas e hábitos saudáveis

O cuidado pré-natal é essencial para prevenir doenças infecciosas que podem afetar a visão do recém-nascido, como rubéola, sífilis, diabetes e hipertensão. O acompanhamento oftalmológico desde os primeiros meses de vida é crucial, mesmo para bebês que parecem não apresentar problemas visuais. Por volta dos dois a três anos, é importante realizar exames para detectar possíveis condições como anisometropia, ambliopia e estrabismo. Durante a idade escolar, a avaliação oftalmológica é fundamental para determinar a necessidade de correção visual e tratar casos de miopia, astigmatismo ou hipermetropia, além de possíveis estrabismos. Na adolescência e idade adulta, a avaliação continua relevante para corrigir ametropias e monitorar condições, como o ceratocone, assegurando uma visão saudável ao longo da vida. Além disso, é de extrema importância adotar hábitos saudáveis para os olhos, como descansar a vista durante o uso prolongado de dispositivos eletrônicos e manter uma distância segura das telas.

 “É fundamental priorizar uma vida saudável, adotando hábitos como uma alimentação balanceada, garantindo o devido descanso e protegendo nossos olhos da radiação ultravioleta, pois a exposição excessiva aos raios UV pode desencadear problemas, como catarata e doenças degenerativas da retina. Além disso, devemos estar atentos à segurança em diferentes aspectos de nossas vidas, como utilizar cintos de segurança e tomar cuidado com a prática de esportes considerados ‘violentos’. No transporte, é essencial garantir a segurança das crianças, utilizando cadeiras apropriadas para os menores de dois anos e mantendo as crianças maiores no banco traseiro dos veículos. Em casa, devemos manter as crianças afastadas do fogão e, especialmente, evitar o hábito de coçar os olhos, pois isso pode causar irritações e, até mesmo, lesões oculares. Ao adotarmos essas medidas preventivas, contribuímos significativamente para a saúde ocular e o bem-estar geral de todos”, finaliza a médica oftalmologista do BOS.



Banco de Olhos de Sorocaba
Praça Nabek Shiroma, n.º 210, no Jardim Emília, em Sorocaba (SP)
www.bos.org.br
Telefone: (15) 3212-7000


Consumo moderado de vinho pode contribuir para prevenção de doenças e melhorar qualidade de vida

De acordo com recomendações médicas e condições físicas, os compostos do vinho podem ajudar na saúde de indivíduos com doenças crônicas

 

Na harmonização com pratos, durante o happy hour com amigos e até em encontros de negócios, a cultura do vinho tem crescido no Brasil nos últimos anos, com o consumo tendo dobrado segundo pesquisa da consultoria Wine Intelligence, que apontou um acréscimo mensal de cerca de 36% desde 2010. 

Esse crescimento é atribuído, em parte, à maior oferta de produtos nacionais e importados a preços acessíveis, bem como devido às contribuições para a saúde e qualidade de vida com o seu consumo equilibrado e regular.

“O consumo moderado de vinho, em longo prazo, e associado a hábitos saudáveis, como exercícios físicos e redução de gordura saturada e sal, pode contribuir para a redução da pressão arterial, o equilíbrio do colesterol, a prevenção de tromboses e derrames, e a diminuição do risco de aterosclerose. Estudos também apontam que o vinho tinto pode estar associado a benefícios como a melhora de doenças crônicas, como diabetes, e a prevenção de problemas articulares”, aponta o nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dr. Daniel Magnoni. 

Com o consumo adequado a cada indivíduo, levando em consideração as recomendações médicas e as condições de saúde, o vinho pode ajudar devido a compostos como: 

  • Polifenóis: o vinho é rico em polifenóis, que têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, ajudando a proteger o organismo contra doenças crônicas.
  • Resveratrol: este polifenol é conhecido por aumentar a resistência das fibras colágenas, contribuindo para a prevenção de doenças cardiovasculares e outras doenças relacionadas à idade.
  • Antioxidantes: rica em antioxidantes, o vinho ajuda a neutralizar os radicais livres e proteger o organismo contra danos.
  • Flavonóides: relacionados à prevenção de doenças cardiovasculares e possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
  • Taninos: ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e têm propriedades antioxidantes.

De acordo com o especialista, um consumo considerado como moderado da bebida gira em torno de uma a, no máximo, duas taças por dia, ou cerca de 100ml a 140ml. Além disso, o vinho pode ajudar a prevenir danos às artérias, que são causados pelo colesterol LDL, aumentar a função das células que revestem os vasos sanguíneos e manter os vasos sanguíneos saudáveis, contribuindo para a prevenção de doenças cardíacas.

Um estudo realizado pelas Universidades de Cambridge (Inglaterra) e Sydney (Austrália) em 2023 apontou que o consumo moderado de bebidas alcoólicas pode diminuir a inflamação no corpo e, consequentemente, aliviar dores

O Dr. Magnoni também ressalta que o consumo excessivo de vinho e álcool, em geral, pode acarretar diversos problemas de saúde, como câncer, alcoolismo, pressão alta e obesidade. “O consumo de vinho não é tratamento, mas pode ser um hábito que deve ser muito bem dosado, e avaliado individualmente pelo médico, pois o excesso causa efeitos indesejados e prejudica o organismo”, alerta o especialista.

  

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

Pressão alta mata 388 por dia no Brasil e tem aumento de incidência entre mais jovens e idosos

 Especialista da Santa Casa de Chavantes alerta que doença é silenciosa e destaca a importância da medição da pressão regularmente 

 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hipertensão é responsável por 388 mortes diárias no Brasil. Essa condição crônica se caracteriza pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias, o que demanda um esforço adicional do coração para garantir uma distribuição adequada do sangue pelo corpo. A pressão alta é um dos principais fatores de risco para uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), doença renal e outros problemas de saúde. 

Uma pesquisa realizada nas capitais brasileiras pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), que compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde, revelou um aumento no diagnóstico de hipertensão arterial entre jovens de 18 a 24 anos. De acordo com a pesquisa, em 2021 foi registrada incidência de 3,8% nessa faixa etária, aumentando para 5,6% em 2023. 

“A hipertensão arterial pode surgir em qualquer idade, sendo desencadeada por uma série de fatores, incluindo estilo de vida, predisposição genética e condições médicas subjacentes. Entre os jovens, há uma associação entre os maus hábitos alimentares, falta de atividade física, tabagismo e estresse crônico”, explica o presidente da Santa Casa de Chavantes e cardiologista, Dr. Anis Ghattás Mitri Filho. 

O estudo da VIGITEL também apontou um aumento na prevalência de hipertensão entre os idosos. Em 2021, cerca de 61% das pessoas com mais de 65 anos tinham a doença. Em 2023, esse número aumentou para 65,1%. 

“O envelhecimento é algo natural do corpo. Com o envelhecimento das artérias, ocorre seu endurecimento e diminuição de sua capacidade de distender. Além disso, o indivíduo da terceira idade fica mais tempo exposto a condições que favorecem o desenvolvimento da hipertensão arterial, como consumo excessivo de sal, estresse e obesidade. Condições médicas subjacentes como diabetes e doenças renais também tendem a colaborar com o desenvolvimento da hipertensão”, explica o presidente da instituição. 

O mês de abril traz uma importante campanha de saúde, marcado para acontecer no dia 26, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, que tem como propósito conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento dessa doença.

 

Sintomas e tratamento:

A hipertensão não costuma apresentar sintomas, exceto em casos em que a pressão se eleva muito, podendo ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal. Medir a pressão regularmente é a única maneira de diagnosticar a doença. Pessoas acima de 20 anos de idade devem medir a pressão pelo menos uma vez por ano. Se houver casos de pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano. 

A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada por meio de medicamentos e tratamentos médicos. “Além de fazer o uso de medicamentos recomendado pelo seu médico, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável, como manter o peso adequado, não abusar no consumo de sal ou de alimentos gordurosos, moderar o consumo de álcool, abandonar o fumo, praticar exercícios físicos e controlar a diabetes”, declara Dr. Anis.

 

O QUE PODE SER SUA DOR NO PÉ?

 

 FISIOTERAPEUTA REVELA OS PRINCIPAIS MITOS


Embora seja comum experimentar desconforto nessa região, fisioterapeuta ressalta a importância entender suas dores para poder tratar.

  

Os pés, sendo a base fundamental de nosso corpo, frequentemente são negligenciados até que algo dê errado, quando a dor se instala. Neste contexto, a pesquisa "Os Pés Brasileiros" revela dados que corroboram com este prognóstico: 61% dos trabalhadores brasileiros relatam sentir dores no calcanhar, enquanto 85% da população do país admite sentir dores nos pés em algum momento, sendo que 30% enfrentam esse desconforto de forma persistente. 

Diante desse cenário, é importante reconhecer a diferença entre mitos e verdades quando se trata de dores nos pés. Muitas vezes, crenças equivocadas podem levar a escolhas inadequadas no tratamento. Para o fisioterapeuta e Diretor Clínico do Instituto RV, Caio Marengoni, que destaca também. “É comum e normal sentir dor, entretanto o que não é normal é a dor persistir, nem no pé e nem em nenhuma parte do corpo”, enfatiza Marengoni. 

Para entender mais sobre as dores nos pés, o fisioterapeuta destacou alguns mitos, veja:

 

Mito: Dores nos pés são apenas um sinal de envelhecimento

Embora seja verdade que o envelhecimento pode aumentar a probabilidade de problemas nos pés, as dores não devem ser consideradas como parte inevitável do processo de envelhecimento. Lesões, condições médicas subjacentes e até mesmo escolhas de calçados inadequadas podem desencadear dores nos pés em qualquer idade.

 

Mito: usar saltos altos é a principal causa de dores nos pés para as mulheres

O uso frequente de saltos altos possa contribuir para dores nos pés, mas não é a única causa. Segundo o especialista, outros fatores, como excesso de peso, falta de suporte adequado nos calçados, mau alinhamento dos pés, postura e até mesmo certas condições médicas, como fascite plantar e joanetes, também podem desencadear desconforto nos pés.

 

Mito: Todas as dores nos pés são iguais

As dores nos pés podem variar significativamente em termos de causa, localização e gravidade. Desde dores agudas e localizadas até desconforto crônico e difuso, é importante identificar a fonte específica da dor para um tratamento eficaz. Consultar um médico ou fisioterapeuta é fundamental para um diagnóstico preciso.

 

Mito: nada pode ser feito sobre dores nos pés, apenas suportá-las

De acordo com Caio, esta é uma das maiores falácias. “Na verdade, há uma variedade de opções de tratamento disponíveis para aliviar dores nos pés e melhorar a qualidade de vida. Desde mudanças simples, como escolher calçados adequados e praticar exercícios de fortalecimento dos pés, até terapias mais avançadas, como fisioterapia, palmilhas personalizadas e em alguns casos a cirurgia, há uma gama de soluções adaptadas a cada indivíduo”, ressalta. 

Marengoni ainda explica que é fundamental que todos reconheçam a importância do cuidado dos pés e procure orientação profissional quando surgirem dores ou desconfortos. “Uma abordagem proativa para a saúde dos pés pode não apenas aliviar o desconforto existente, mas também prevenir problemas futuros, permitindo que todos permaneçam em movimento e desfrutem de uma vida ativa e saudável”, finaliza.
 

Instituto RV

 

Posts mais acessados