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domingo, 3 de maio de 2026

Resgatou um animal na rua? Saiba como agir com segurança nos primeiros momentos

Médica Veterinária explica os cuidados essenciais para proteger a saúde de humanos e do próprio animal resgatado


Resgatar um animal em situação de rua é um gesto de empatia, mas exige cuidado e atenção logo nos primeiros momentos. Dados do Instituto Pet Brasil indicam que cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade no Brasil, incluindo animais abandonados ou sem um tutor definido. Desse total, pouco mais de 201 mil estão sob os cuidados de ONGs que atuam no resgate e assistência básica, o que evidencia o grande desafio diante da capacidade limitada dessas instituições.

Diante desse cenário, é comum que muitas pessoas queiram ajudar ao encontrar um animal na rua. No entanto, o primeiro contato exige atenção e cuidados específicos para garantir a segurança de todos os envolvidos.

De acordo com Victória Bório, professora do curso de Medicina Veterinária do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o principal ponto é entender que o animal pode representar riscos, mesmo que aparente ser dócil.

“É fundamental considerar que esse animal pode ter alguma doença, sendo ela zoonótica ou não, ou seja, podendo ser transmitida para humanos ou outros animais. Por isso, antes de qualquer aproximação, é importante observar o comportamento, se há lesões aparentes e o estado nutricional”, explica.

A especialista destaca que o comportamento do animal é um dos principais indicativos de como agir. Animais muito assustados ou agressivos podem reagir com ataques, o que representa risco direto para quem tenta ajudar.

“Caso o animal apresente comportamento irascível, o ideal é não tentar contato direto. Nesses casos, a recomendação é acionar órgãos públicos da região, já que pode se tratar de um risco à saúde pública. Se for um animal silvestre, o encaminhamento deve ser feito a órgãos específicos”, orienta.

Outro ponto essencial é evitar o contato imediato com animais domésticos. Mesmo após o resgate, o animal encontrado não deve ser colocado junto aos pets da casa sem avaliação prévia. “Evite colocar o animal resgatado em contato com outros animais antes dele passar por uma consulta veterinária. Além disso, não é recomendado tocar em lesões sem o uso de luvas, para evitar contaminações”, alerta.

Identificar sinais de urgência também pode fazer a diferença no prognóstico do animal. Dificuldade de locomoção, presença de feridas visíveis e estado nutricional debilitado são indicativos claros de que o atendimento veterinário deve ser imediato.

A avaliação profissional, segundo Victoria, é indispensável nesse processo, tanto para garantir a saúde do animal quanto para prevenir riscos. “A avaliação veterinária é extremamente importante para detectar possíveis doenças transmissíveis e avaliar a estabilidade do paciente. Os exames vão depender da condição clínica, mas, em geral, incluem hemograma, bioquímica e testes rápidos para doenças como parvovirose, cinomose e leishmaniose”.

Ela também ressalta que, dependendo dos sintomas, podem ser necessários exames complementares, como raio-x, ultrassonografia e até endoscopia. Diante de uma situação de resgate, a orientação é clara: ajudar é importante, mas com responsabilidade. Informação e cautela são os primeiros passos para garantir um desfecho seguro para todos. 



Centro Universitário IBMR
Ânima Educação

 

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