A discussão sobre a Inteligência
Artificial na educação tem se intensificado ao longo dos anos e uma das
preocupações mais recorrentes, é se ferramentas inteligentes irão substituir
métodos tradicionais de aprendizado. Com as evidências educacionais e
cognitivas disponíveis, a resposta é que não deveriam e provavelmente não irão.
De acordo com o relatório do Pew
Research Center, 54% dos adolescentes norte-americanos utilizam chatbots como
apoio nas tarefas escolares.
Na Finlândia, a introdução de
recursos digitais ocorreu sem a eliminação das práticas tradicionais de
alfabetização e escrita manual. No Japão, a prática da caligrafia continua
sendo valorizada nas escolas como instrumento de desenvolvimento cognitivo,
disciplina e atenção.
Nos Estados Unidos, mesmo em
universidades altamente digitalizadas, professores recomendam anotações manuais
por estarem associadas a melhor retenção e compreensão do conteúdo, estudantes
que escrevem à mão tendem a processar melhor a informação do que aqueles que
apenas digitam.
Escrever à mão, ativa áreas do
cérebro associadas à memória, à linguagem e ao processamento conceitual de
forma mais intensa do que a simples digitação. Em termos de computação, a
escrita manual funciona como um verdadeiro “commit para o cérebro”: momento em
que a informação passa a integrar a memória de longo prazo.
"Os sistemas inteligentes
permitem personalização com o acesso instantâneo a conteúdos complexos,
simulações avançadas, visualizações interativas e suporte contínuo ao
estudante. O ponto é o risco da substituição do esforço pelo consumo passivo de
respostas prontas. Para isso, sistemas educacionais considerados avançados têm
adotado estratégias de integração entre métodos tradicionais e recursos digitais.
" Diz Giovanni La Porta, especialista em IA e CEO
da vortice.ai.
A premissa por trás de iniciativas tecnológicas voltadas à educação é que a tecnologia deve abrir caminhos e aumentar possibilidades, e os métodos tradicionais devem fortalecer a estrutura do aprendizado. Formar indivíduos capazes de pensar de forma independente exige capacidade de análise, abstração, síntese e criação habilidades que dependem de processos cognitivos profundos. Se o esforço mental ativo for substituído integralmente por respostas automatizadas, corre o risco de formar uma geração com pouca profundidade de intelecto.
"O futuro da educação não será
definido pela escolha entre o papel ou tela, o modelo ideal do momento é aquele
que utiliza a escrita manual para consolidar conhecimento e a Inteligência
Artificial para auxiliar. Sistemas inteligentes podem nos ajudar a pensar
melhor, desde que continuemos exercitando o pensamento". Completa
Giovanni.
vortice.ai
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