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sábado, 18 de novembro de 2023

happn revela: 65% dos solteiros não se importam com o signo de seu crush

Pesquisa do happn sobre signos do zodíaco traz resultado inesperado

 

 

Os signos do zodíaco nos relacionamentos são como um guia astrológico para entender a compatibilidade e os desafios entre as pessoas, tornando as conexões mais interessantes e divertidas. Com isso em mente, o happn, aplicativo de namoro da vida real e um dos mais baixados do mundo, realizou uma pesquisa para entender a relação deles com a astrologia por ocasião do lançamento de seu guia Astro Crush. Com um resultado surpreendente, 65% deles disseram que não estavam interessados nas compatibilidades de seus signos ao escolher um Crush.

 

A pesquisa do happn também revelou que 54% dos solteiros nunca estiveram em um relacionamento com um signo extremamente compatível porque nunca se preocuparam com isso. Entretanto, 30% disseram que isso aconteceu, mas não foi o fator mais importante, e 16% fizeram questão de seguir a astrologia e ter relacionamentos bem-sucedidos. 

 

Quais são os fatores determinantes para um Crush? 


Como podemos ver, um relacionamento tem características mais importantes do que a astrologia. Cerca de 26% dos solteiros dizem que confiam mais na personalidade e na compatibilidade do estilo de vida para iniciar um relacionamento, enquanto 15% preferem a atração física e química com o pretendente.

 

"Quando se trata de relacionamentos no mundo digital, os signos do zodíaco podem oferecer percepções fascinantes. A compatibilidade astrológica pode ser um guia divertido para entender as nuances dos relacionamentos. No entanto, lembre-se de que o verdadeiro sucesso está na comunicação, na compreensão mútua e na vontade de cultivar uma conexão real", comenta Michael Illas, especialista em relacionamentos do happn. 

 

 

O signo no perfil é importante? 


No mundo virtual, cada pessoa é diferente em muitos aspectos, comportamentais ou em suas virtudes. Esse pode não ser um tópico tão popular em uma conversa. 55% dos entrevistados acham legal que seu signo seja exibido em seu perfil, mesmo que não seja uma preocupação, enquanto apenas 12% dizem que confiam muito nele antes de conhecer um Crush.

 

Uma nova função para adicionar o signo está disponível no aplicativo e, para ajudar ainda mais, o happn apresenta o guia com dicas para cada signo do zodíaco para namorar.

 

Classificações do zodíaco


A preferência por signos nos relacionamentos decorre do desejo de encontrar parceiros que compartilhem características e interesses semelhantes, acreditando que isso pode levar a uma conexão mais profunda e harmoniosa. Embora a compatibilidade astrológica seja vista como uma ferramenta divertida para encontrar o amor, é importante lembrar que os relacionamentos também dependem de fatores individuais, experiências e comunicação eficaz.

 

Como resultado, o happn descobriu que alguns signos são mais populares entre os solteiros do que outros, sendo que o mais popular no aplicativo é Áries, seguido por Escorpião e Aquário. Alguns signos são mais populares do que outros, entre eles:

 

Top 3 signos preferidos: 

1- Touro 

2- Escorpião 

3- Áries 

 

Top 3 signos mais evitados: 

1- Aquário 

2- Sagitário 

3- Câncer 


Sonhos não mentem: psicóloga mostra como entender os significados do inconsciente

Especialista apresenta ferramenta para o autoconhecimento a partir da investigação do que acontece quando dormimos

 

Existem poucas experiências que todo ser humano compartilha independentemente de qualquer característica física ou condição social. Por isso, é de se admirar que o sonho, a atividade mental que ocorre enquanto dormimos, continue sendo um mistério.

Segundo a mestra em psicologia Deyseane Lima, o que acontece no cérebro quando adormecemos carrega significados genuínos sobre situações do dia a dia, mesmo que não pareça possível entender o porquê. Para facilitar a busca por explicações, ela assina o livro-caixinha® O sentido dos sonhos, novidade da Matrix Editora.

No lançamento, a autora propõe 100 perguntas que abrem as portas para a compreensão dos sonhos, fomentando a reflexão do que eles representam e o que querem dizer na vida de cada um. Esses questionamentos têm o objetivo de promover a saúde física e emocional a partir da conexão entre o “eu desperto” e o “eu adormecido”.

Freud teorizava que os sonhos se formam como a “realização de um desejo" e, conforme explica a psicanálise, bons ou maus eles refletem as vivências do indivíduo no inconsciente. Nesse sentido, o que sonhamos revela muito sobre necessidades, vontades, culpas, temores, traumas e aspirações.

Alguns exemplos de perguntas da caixinha associam os sonhos à memória, como “Qual é o sonho mais recente de que você se lembra?”, “Qual sonho você gostaria de esquecer?” e “Qual é o sonho mais antigo de que você se lembra?”. Outras questões incentivam o leitor a elaborar suas respostas para aprofundar as análises, como “Você costuma se lembrar dos seus sonhos? Comente”.

O sentido dos sonhos permite que psicólogos e profissionais da saúde mental trabalhem as minúcias do inconsciente de maneira lúdica no consultório. A obra também serve como ferramenta de autoconhecimento para quem deseja aprender um pouco mais sobre si mesmo, a partir do que acontece quando o corpo descansa e a mente viaja pelo universo onírico.

 

Divulgação

Ficha Técnica

Lançamento: Livro-caixinha O sentido dos sonhos
Autora: Deyseane Lima
Editora: Matrix Editora 
Preço: R$ 46,00 
Onde encontrar: Matrix Editora, Amazon

 

Sobre a autora

Deyseane Lima é mestre em Psicologia, doutora em Educação e professora de graduação em Psicologia. Ela conduz atendimento psicológico para crianças, adolescentes, adultos e casais, além de realizar supervisão profissional em psicologia clínica, escolar e social.

Matrix

www.matrixeditora.com.br


Por que é difícil que as mulheres denunciem em casos como o da Ana Hickmann? Especialista responde

Sophia Utnick Brennan destaca as dificuldades em terminar um relacionamento abusivo


A notícia recente sobre a apresentadora Ana Hickmann denunciando supostas agressões por parte de seu marido trouxe à tona uma discussão crucial sobre o medo e a demora das mulheres em denunciar casos de violência doméstica.

Sophia Utnick Brennan, empresária e defensora da causa feminina, compartilha sua perspectiva sobre essa realidade dolorosa. Ela conta que já enfrentou cinco anos de um casamento abusivo, destacando que a manipulação emocional é uma das principais razões pelas quais as mulheres hesitam em denunciar.

Sophia relembra os momentos em que, após episódios de violência, seu agressor voltava com gestos aparentemente amorosos, criando uma confusão mental que a fazia questionar sua própria sanidade, "A manipulação é tão sutil que você chega a achar que é você a errada, que talvez mereça o que está acontecendo. Eles fazem promessas de mudança, trazem presentes, flores, e é um ciclo vicioso difícil de quebrar", relata Sophia.

A empresária explica que, além da manipulação, a dependência financeira e emocional muitas vezes prende as mulheres em relacionamentos abusivos. "Ele me ameaçava, dizia que eu estava com problemas psicológicos, criava um ambiente onde eu achava que não tinha para onde ir. A dependência torna tudo mais difícil", adiciona ela.

A profissional ressalta que o medo de represálias, a vergonha e a falta de apoio social são obstáculos significativos para que as mulheres se manifestem, "Ele ameaçava se matar e me matar. Em uma determinada noite eu fugi, mas muitas mulheres não têm essa oportunidade.

A sociedade precisa entender que o silêncio delas não é consentimento, é uma luta por sobrevivência", enfatiza. Diante dessas situações difíceis, ela reforça a importância de oferecer suporte às mulheres que enfrentam a violência doméstica e destaca a necessidade de uma mudança cultural que promova a empatia, a escuta ativa e a desmistificação do estigma em torno das vítimas.

 

Sophia Utnick - Empresária brasileira conhecida nos Estados Unidos por seus empreendimentos. Enquanto lá seu nome é sempre associado ao sucesso de suas empreitadas, por aqui é sinônimo de ajuda ao próximo. Mas não foi fácil chegar até aqui. Hoje ela é dona de uma empresa de distribuição de cerveja, uma das maiores no ramo, em Nova York. Também é proprietária de uma empresa de landscape, em Miami. Além de paisagista, atualmente tem se destacado também em produção na área cultural. Durante a pandemia da Covid-19, Sophia decidiu criar a Utnick Production, empresa que busca ajudar artistas iniciantes com despesas da carreira e a fazer contatos no meio para crescer profissionalmente. Alguns deles estão sempre presentes nas páginas de jornais, revistas e sites da web, como MC Lipinho Atrevido, Keila Ruama, Merson, DJ POP na Batida, da Love Funk e a TP Produtora.


Consultora de moda indica melhores compras para a Black Friday

 Camile Stefano sugere peças para investir e aproveitar o saldão de novembro


Próximo à sexta-feira dos descontos, conhecida como Black Friday, o desejo de renovar o guarda-roupa e dar lugar a novas roupas cresce, especialmente com os preços mais baixos. No entanto, é crucial ter cuidado nesse processo: muitas vezes, somos tentados por descontos que parecem irresistíveis e acabamos fazendo compras impulsivas, que não se alinham ao nosso estilo pessoal. A consultora de moda e imagem Camile Stefano compartilha sugestões para não errar e fazer investimentos seguros em tendências que estarão em alta nas próximas estações.

A jaqueta jeans é uma escolha essencial para adquirir na temporada de descontos: mesmo durante as noites de verão, é sempre útil ter uma peça versátil para completar o visual com estilo. “Opte por algo clássico, mas que também chame a atenção. Vale a pena ficar de olho nas promoções, já que este é um ítem de inverno que pode estar em saldo”, recomenda a consultora. Camile também sugere investir em uma calça jeans com corte mais solto, como as wide leg. “Elas são o complemento básico para qualquer top de verão, incluindo as blusas cropped tops”, indica.

Amaro, Dzarm e Hering são algumas das lojas tradicionais que estão anunciando descontos para a Black Friday. Imagem: Pinterest.


As peças de alfaiataria, como bermudas, coletes e camisas, podem ser encontradas a preços atrativos durante a Black Friday. Para um toque de elegância, a especialista recomenda uma camisa branca, social, de tecido natural, como algodão ou linho, para garantir o frescor. “Esta peça atemporal pode acompanhá-la durante todo o verão, seja no trabalho ou em eventos sociais”, ressalta Camile.

Por fim, é preciso levar em conta que as promoções nem sempre são o que parecem. Durante o mês de novembro, algumas lojas oferecem descontos em coleções passadas ou produtos que não saíram das prateleiras. “A dica é focar em peças atemporais e verificar a qualidade dos tecidos”, conclui.

 

Camile Stefano - Pós-graduada pela Universidade Belas Artes (SP), a consultora de imagem paulistana é especialista em visagismo, coloração, etiqueta e perfumaria. Possui mais de seis anos de experiência na área e, hoje, ministra palestras, cursos e workshops direcionados para imagem pessoal e corporativa. Em sua trajetória, Camile auxilia mulheres na busca pelo autoconhecimento e na melhoria da autoestima, compartilhando seu conhecimento no Instagram, em perfil com mais de 40 mil seguidores.


A IMPORTÂNCIA DA TERAPIA: CUIDANDO DA SAÚDE MENTAL

6 dicas da Dra. Cristiane Pertusi para você apostar na terapia e
cuidar do bem-estar psicológico


A sociedade atual, marcada por desafios constantes, incertezas e demandas crescentes, a saúde mental se tornou um elemento vital para o nosso bem-estar. A psicoterapia ganha destaque como uma ferramenta indispensável para enfrentar as complexidades da vida moderna.

A saúde mental é uma parte integral de nossa saúde geral, e seu impacto se estende a todos os aspectos de nossas vidas, desde relacionamentos pessoais e familiares até desempenho acadêmico e sucesso profissional. No entanto, problemas como estresse, ansiedade, depressão, traumas e outras condições psicológicas continuam sendo uma epidemia silenciosa que afeta milhões de brasileiros.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é a principal causa de incapacidade no mundo, com mais de 300 milhões de pessoas afetadas globalmente. No Brasil, estima-se que mais de 11 milhões de pessoas sofram de depressão, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Felizmente, a terapia é uma ferramenta eficaz e importante no tratamento de problemas de saúde mental. A sua prática leva os indivíduos a identificar e compreender suas emoções, pensamentos e comportamentos, fornecendo estratégias e ferramentas para lidar com desafios emocionais de maneira saudável”, revela a psicóloga Dra. Cristiane Pertusi.

A psicoterapia oferece um espaço seguro para os pacientes explorarem suas preocupações e traumas, promovendo a autocura. Para validar, Dra. Cristiane listou seis benefícios da terapia, afinal, buscar a ajuda de um terapeuta é um investimento na qualidade de vida biopsicossocial.

  1. Melhor Saúde Mental: A psicoterapia ajuda os indivíduos a compreender e gerenciar seus sentimentos, reduzindo os sintomas como ansiedade e depressão, pois fornece ferramentas para enfrentar os desafios emocionais e estressores da vida cotidiana.
  2. Melhora as Relações Interpessoais: Ao explorar seus próprios pensamentos e comportamentos, os pacientes podem melhorar seus relacionamentos com os outros. A psicoterapia também é eficaz na modalidade de terapia de casal e de terapia familiar, ajudando a resolver conflitos e promover a comunicação saudável.
  3. Autoconhecimento: A terapia proporciona um espaço para o autoconhecimento, onde os pacientes podem descobrir padrões de pensamento negativos, crenças limitantes e traumas não resolvidos, permitindo-lhes crescer e se desenvolver biopsicossocial.
  4. Gerenciando o Estresse e a Ansiedade: A terapia também desempenha um papel vital no gerenciamento do estresse e da ansiedade. As técnicas de relaxamento e a reestruturação cognitiva ensinadas na terapia podem ajudar as pessoas a enfrentar situações estressantes com mais autoconfiança.
  5. Prevenindo Problemas Futuros: Além de tratar problemas de saúde mental existentes, a terapia pode ser uma ferramenta preventiva poderosa. Ao aprender habilidades de enfrentamento e desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmos, os indivíduos estão mais bem equipados para lidar com desafios futuros.
  6. Resiliência: A terapia ajuda as pessoas a desenvolverem resiliência emocional, capacitando-as a lidar com desafios futuros de maneira mais eficaz e assertiva.

“É essencial destacar que buscar ajuda terapêutica não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e autoconhecimento. O estigma em torno da saúde mental está diminuindo à medida que a conscientização cresce, mas ainda há trabalho a ser feito. É fundamental que a sociedade continue a apoiar e encorajar aqueles que buscam tratamento terapêutico”, finaliza a psicóloga.

Em um mundo cada vez mais complexo e estressante, buscar ajuda terapêutica não é sinal de fraqueza, mas sim de força e autocuidado. Com o apoio de profissionais de saúde mental qualificados, muitas pessoas estão encontrando o caminho para uma vida mais saudável e equilibrada.


Dra. Cristiane Pertusi - Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP. Mestre em Psicologia PUCRS, Especialista em Abordagem Sistêmica pela UNIFESP. Certificada como coach qualificada pela ASTD –The American Society for Training and Development, para ministrar “Coaching Certificate Program". Qualificada pela Fellipelli Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Organizacional para aplicar o Indicador de Preferências Psicológicas - Instrumento MBTI (Myers Briggs Type Indicator). Consultora, Psicóloga e Professora Universitária. Palestrante nacional e internacional.
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Superando Desafios: o caminho para um Novo Ano com novos objetivos

 A psicóloga Alana Anijar traz dicas práticas para cultivar a resiliência criando um novo o caminho para um começo repleto de realizações


Em um mundo onde a mudança é constante e os desafios são inevitáveis, a resiliência emerge como uma qualidade fundamental para enfrentar as adversidades. Isso não significa ausência de dificuldades, mas sim a habilidade de se recuperar e prosperar mesmo diante das situações mais desafiadoras. 

A resiliência é como um músculo que pode ser fortalecido ao longo do tempo. A psicóloga Alana Anijar explica que é importante sempre lembrarmos que os desafios são oportunidades de crescimento e que esse sentimento nos permite aprender com as experiências, adaptar-nos às circunstâncias e emergir com mais força.

“Entender que as derrotas não definem nossa trajetória, mas sim como as encaramos e superamos, é o primeiro passo para cultivar essa habilidade. Esse modo de pensar estabelece ter mais foco e propósito, possibilitando que a resiliência se transforme em uma valiosa aliada na jornada em direção ao desenvolvimento pessoal e à conquista de seus objetivos”, explica a psicóloga.

Alana também traz dicas práticas para fortalecer essa capacidade e trilhar um caminho mais resiliente:

 

1. Autoconhecimento

Conhecer a si mesmo é essencial para lidar eficazmente com desafios. Reflita sobre seus valores, pontos fortes e áreas de desenvolvimento. Isso fornecerá uma base sólida para enfrentar obstáculos com autenticidade.

 

2. Aceitação da mudança

A vida é dinâmica e está sempre em transformação. Desenvolva a capacidade de aceitar e se adaptar às mudanças. Enxergue cada revés como uma oportunidade de crescimento e aprendizado.

 

3. Estabelecimento de metas realistas

Defina metas alcançáveis e divididas em etapas menores. Isso não apenas facilita o progresso, mas também permite celebrar as pequenas vitórias ao longo do caminho.

 

4. Rede de apoio

Cultive relacionamentos saudáveis e construa uma rede de apoio. Compartilhar experiências e buscar suporte emocional é crucial para enfrentar desafios com mais confiança.

 

5. Cuidado com o bem-estar

Uma mente resiliente reside em um corpo saudável. Priorize o autocuidado, incluindo uma alimentação equilibrada, exercícios regulares e momentos de descanso. Esses hábitos contribuem para uma base sólida de resiliência.

“Ao adotar essas práticas, você estará fortalecendo sua capacidade de enfrentar os desafios que a vida apresenta. Lembre-se, a resiliência não é apenas sobre superar obstáculos, mas também sobre crescer e florescer, independentemente das circunstâncias. Ao embarcar no próximo ano com esses princípios em mente, você estará construindo as bases para um caminho mais focado e repleto de objetivos realizáveis”, finaliza Alana.

 

Alana Anijar - psicóloga formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), especializada em Terapia Cognitivo Comportamental. Fundou junto com o marido, em março de 2020, o Psi do Futuro, especialistas em empreendedorismo digital para psicólogos, ajudando milhares de estudantes e profissionais a conquistar a tão sonhada agenda lotada e viver bem da profissão. Hoje, já alcançou mais de 3 milhões de pessoas direta e indiretamente para mostrar que a Psicologia pode ser moderna, dinâmica e acessível para todos.


Tecnologia: o uso excessivo e os impactos na saúde mental

Pesquisas norte-americanas recentes revelam o quão solitários os americanos se sentem, tendo como prevalência os jovens, que tiveram o tempo de qualidade em suas relações, com amigos e colegas, reduzido por mais de 50%. 

Outro estudo, lançado em 2021, sobre o tempo de exposição a telas, de crianças e adolescentes, revelam que o Brasil está em terceiro lugar no ranking dos países que mais utilizam celular ou dispositivos eletrônicos, passando até nove horas diárias consumindo conteúdos pela internet.

 

Considerando que podemos resolver muitas coisas virtualmente, sem precisar sair de casa, temos poucas motivações para sair do conforto e segurança do lar. Desta forma, temos cada vez mais homens e mulheres, jovens e crianças, com poucas interações sociais e maior isolamento. A pandemia acelerou um processo natural que já vinha acontecendo, e assim, este fenômeno tecnológico foi potencializado.

 

A vida já estava sendo desenhada para favorecer o isolamento, mas esse caminho não era apresentado como isolamento, mas como privacidade, como algo bom. Porém, a privacidade não pode levar ao isolamento.

 

Perguntemos para nossos avós, como era a convivência com a vizinhança na época em que eram crianças? Como viviam, brincavam, e como os nossos bisavós viviam? Precisamos resgatar os bons exemplos! A tecnologia trouxe inúmeros benefícios, sem dúvidas, mas é preciso saber usá-la sem que nos adoeça.

 

Quanto mais tempo na internet, menos tempo presencialmente teremos com as pessoas e, automaticamente, mais chances de nos sentirmos solitários. Afinal, existe uma diferença muito grande entre o virtual e o real!

 

As alterações neuroquímicas provocadas pela internet, especialmente pelas mídias sociais, são semelhantes às de uma pessoa que possui um vício, nunca fica satisfeita, sempre quer mais e mais. Nessa busca por mais, muitos caem no vazio, na depressão, sofrem por não conseguir lidar com pequenas frustrações e, às vezes, atentam contra a própria vida.

 

É como se entrasse em uma roda gigante, onde não se sabe mais o início e o fim dela, pois a busca pelo prazer e realização na internet vai levando ao isolamento, que gera um buraco dentro do peito, que sufoca a ponto de perder o sentido da vida. Repito: Não é que devamos parar de usar a internet e a tecnologia! Afinal de contas, se você está lendo este texto neste momento é graças a essa tecnologia que te alcança, com esse grande benefício. 

 

Porém, não se pode fechar os olhos para os malefícios de algo vivido de forma desordenada. Faça as seguintes perguntas a você neste momento: Tenho me sentido sozinho(a), mesmo tendo muitas pessoas ao meu redor? Quanto tempo tenho passado na internet? Esse tempo tem me privado de fazer algo importante, de conviver com pessoas que amo? Quando estou em uma roda de conversa, em uma festa, ou até mesmo em casa, com minha família, estou inteiro (a) ou divido minha atenção com a tela mais próxima? Quantas vezes saio de casa durante a semana? Quanto tempo me exponho ao ar livre? Qual foi a última vez que me senti feliz? 

 

Perguntas “fáceis” que precisam ser respondidas de tempo em tempo, com o objetivo de nos mover para uma vida ativa e rica de sentido, e não uma vida enjaulada dentro de um aparelho em uma casa fria e vazia. Mas atenção! Se você já se percebe com uma dor no peito que parece não ter fim e, mesmo estando rodeado de pessoas, se sente sozinho e não sabe por onde começar para mudar a sua história, procure ajuda! Você não precisa passar por isso sozinho, e nem deve ter vergonha de recorrer a alguém próximo ou a um profissional da área da saúde que possa ajudar.
Viva a alegria de uma vida na verdade!

 

 

Aline Rodrigues - psicóloga, especialista em saúde mental, e missionária da Comunidade Canção Nova. Atua com Terapia Cognitiva Comportamental, no campo acadêmico, clínico e empresarial.



Como a prática de Yoga pode ajudar a parar de fumar

 

Fumar é um hábito que está intimamente ligado às emoções, razão pela qual muitos se referem a ele como um desejo de conforto. Quando a mente se sente inquieta ou ansiosa, pegar um cigarro pode ser uma forma de acalmar-se, por isso, quando o hábito se transforma em um vício, não é fácil abandoná-lo.

 

Devido à natureza inerentemente fundamentada da prática de Yoga, é possível criar uma conexão física, mental e emocional consigo mesmo que conduza à recuperação ao vício do tabaco. De acordo com Associação Americana de Osteopatia, a prática regular de Yoga pode ter efeitos positivos na clareza mental, nos padrões de estresse crônico e no relaxamento da mente.

 

Os benefícios de parar de fumar estão bem documentados, desde a melhoria da capacidade pulmonar e da circulação sanguínea até um sistema imunológico mais forte e redução do risco de câncer, problemas cardíacos e respiratórios. Mas o caminho para deixar de fumar não é linear e, como afeta tanto a mente como o corpo, a cessação do tabagismo deve ser abordada de forma holística.

Simplesmente livrar-se do cigarro não é suficiente, especialmente porque a nicotina permanece no seu sistema por pelo menos três dias após o uso. Os testes de nicotina podem detectar o subproduto cotinina do cabelo, saliva ou urina, que normalmente abrange os últimos três dias – você pode aprender mais aqui no Prilla.

 

Se você está se preparando para iniciar uma jornada para parar de fumar, é importante começar a relaxar o mais rápido possível. A introdução de práticas de atenção plena, como Yoga, que envolvem consciência corporal, pode treinar a mente para manter os desejos sob controle.

 

Aproveitando a Yoga para parar de fumar

Nada de achismos aqui: há evidências científicas que provam que a Yoga está positivamente ligada à cessação do tabagismo. Em um estudo com 30 adultos fumantes diários, os pesquisadores observaram uma redução de 12,55% no desejo por cigarro após uma sessão de meia hora de Yoga liderada por um instrutor certificado de Hatha Yoga. Há evidências de que o Yoga é significativamente melhor do que outros métodos centrados no bem-estar para atingir o objetivo de parar de fumar.

 

Outro ensaio clínico randomizado revelou que os participantes de aulas de Iyengar Yoga duas vezes por semana tinham chances 37% maiores de alcançar a abstinência do fumo em comparação com um grupo de controle que frequentava aulas de bem-estar geral. Existem posturas de Yoga específicas que você pode tentar para abrir os pulmões e facilitar a respiração. A postura da ponte Setu Bandhasana eleva os quadris e alonga várias partes do corpo, melhorando a circulação de oxigênio. 

Por outro lado, diz-se que a técnica de respiração alternada pelas narinas, Nadi Shodhana, limpa canais de energia bloqueados e ajuda os fumantes a se tornarem mais conscientes de quaisquer problemas respiratórios que possam ter. A respiração alternada baseada em ioga durante um mês melhorou significativamente os parâmetros cardiorrespiratórios de 100 jovens adultos saudáveis.


Minimize a tela

Há quem se pense dono\a das próprias ideias, das opiniões que tem formadas.

Engano de presunçoso\a. Salvo estarmos reconhecido\as entre o\as gênio\as
da Terra, não é assim que funciona com a cabeça da gente. Comumente, não
há uma única crença, um só valor, um singular costume que professemos que
tenha sido escolha ou, muito menos, concepção nossa.

Todos, ao nascermos, encontramos ideias já circulando no mundo. Algumas
dessas ideias vão nos alcançar e se instalar em nossa cachola, preenchendo
nosso acervo pessoal básico com o qual “lemos” os acontecimentos e
formamos entendimentos sobre o nosso redor.

O derredor nos fornece os elementos mentais com os quais abarcamos o
derredor. Assim, vivemos tendendo a repetir um ambiente social. Esse
ambiente social só aos poucos sofre modificações (hoje de modo mais
acelerado que no passado), mais por conflitos de interesses que se chocam e
alteram as coisas (dialética da História) do que por vontade organizada.

Das nossas refregas com o mundo (uma resultante variável: algo como uma
instável soma vetorial das diferentes forças ideológicas em conflito), as
circunstâncias se refazem “sozinhas”. Muito pouco se remaneja com intenção
ou ato deliberado de alguém.

Com as ideias circulantes que nos alcançam (são-nos faladas) mais algum
baralhamento entre elas, formamos (temos formadas, mais exatamente)
nossas concepções e explicações de todas as coisas. Eis nossos conteúdos
intelectuais, nossa matéria de pensamento, nossa ideologia. O\as que
acreditam que suas ideias são “suas” ideias estão, pois, iludido\as.

Já foi dito, há as personalidades extraordinárias. Salvo, porém, essas raras
excepcionalidades, pensadore\as que logram formatar alguma coisa que já
vem pensada de tempos, ou até mesmo criar algo, somos todo\as
constituído\as por ideias circulantes.

Esses pensamentos circulantes nos apetrecham e passamos a pensar
escorados neles; habitualmente, apenas os repetimos, passando-os
empacotados adiante. Dificilmente há quem se volte a pensar sobre os próprios
pensamentos. Algo assim como perguntar: por que penso o que penso, donde
vêm minhas crenças? Não nos historicizamos.

Dispensando-nos de indagação, recebemos ideias embrulhadas e seguimos,
repassando-as para quem vem vindo, sem nos inquirirmos sobre seu sentido,
sua legitimidade, sua pertinência. Não avaliamos nossas ideias; não
indagamos a validade de nossos valores.

É certo que convicções nos norteiam a vida: são referências para entender o
mundo, explicá-lo, vivê-lo. Não obstante, descabe a pretensão de que o meu pensamento é “meu”. É nada! O “meu” pensamento adveio de fora, tomou
conta de mim e eu não me apercebo que ele se foi entranhando no meu
cérebro e produzindo a minha consciência.

Assim, as minhas ideias serão as ideias idas minhas conjunturas. E não
poderia ser de outra forma, pois somos um sistema de referências. Ninguém
forma ideias particularmente. Reitero: ideias são coisas que circulam fora de
mim, antes de se estabelecerem em mim.

Minhas relações cotidianas me propiciam conceitos análogos aos meus, o que
reforça minhas circunstâncias em mim e me confirma como sou em minhas
circunstâncias. Nós nos repetimos. Dificilmente pensamos “fora da caixinha”.
Exatamente por isso apreciamos as nossas “bolhas” de internet, os nossos
mundinhos em que todos pensam o que pensamos.

Não é simples substituir-se em seus próprios pensamentos. Alguém consegue
passar-se a limpo? Se sim, não se extinguirá, mas se apurará. Referi, todavia,
antes, sobre baralhar ideias que entram na nossa cabeça e, então, inventar
ideias novas.

Quero significar melhor: se rearranjo algumas das ideias que o mundo colocou
na minha cabeça, posso ter outras ideias além daquelas específicas que o
mundo colocou na minha cabeça. Mas isso é uma operação um tanto complexa
e requer mais do que uma declaração de vontade. “Caixinhas” mentais,
habitualmente inflexíveis, não se atrevem ao diferente.

Assim, quem está repleto de compreensões e explicações simples, vai
conseguir, quando muito, conjugar essas simplicidades umas com as outras e
permanecer simples no resultado. A alternativa, portanto, é dar-se, justamente,
ideias alternativas.

Aperfeiçoar-se a si. Esse desiderato faz algumas exigências: afora o viajar a
outras culturas desvestido dos conceitos de partida (a priori), temos o ler, o
estudar, o conversar, o assistir a filmes bem estruturados sobre outros
pensamentos que não os nossos. Teríamos que saber visitar, com esforço de
despidos de nós, outras explicações de mundo.

Não é coisa para vontade fraca ou vontade intransigente, mas, se desejo isso e
se consigo isso, vou jogando tintas de outras cores na tinta que define a minha
cor ideativa. Aqui, contudo, temos que enfrentar um obstáculo epistemológico,
ou de conhecimento do conhecimento.

A epistemologia nos adverte de que, ao visitar outros pensamentos, eu os vejo
e analiso a partir dos pensamentos que estão instalados em mim. Seja: os
meus pensamentos condicionam os meus pensamentos sobre outros (e os
meus próprios) pensamentos. Eu filtro os pensamentos novos, pois os
interpreto à luz do que já pensava; acabo intocado por eles.

O recurso é um esforço de equidistância (submissão a métodos). Isso, em se
tratando de pensar pensamentos, é de difícil prática: teríamos que por sob suspeição o que pensamos, para ler, imparcialmente, outros pensamentos.
Vale, contudo, intentar.

Filosoficamente, abster-se de aderir a um dogma (não formar opinião
definitiva). Os gregos definiam esse procedimento por epoché: suspensão do
juízo (colocar a opinião entre parênteses, sem negar ou aceitar determinada
proposição). Não avento, todavia, deletar os próprios arquivos mentais. Sugiro
algo mais difícil: minimizar a tela das próprias razões.

Então, desinteressadamente, o esforço honesto de se expor a outros saberes;
o imergir curioso noutros argumentos. Aí, ir recompondo as coisas. Sobra-se
com mais e melhor. Não é simples, mas não é complicado. É apenas
complexo, assim como o é a humanidade.

 

Léo Rosa de Andrade

Doutor em Direito pela UFSC.

Psicanalista e Jornalista.



A importância de colocar em foco a saúde emocional dos homens

 CEO do Instituto Suassuna explica que o assunto ainda desperta tabus e sofre com a falta de debates aprofundados

 

Homens também choram, mas culturalmente, em muitos casos, parecem não ter o direito de demonstrar as emoções, já que a saúde emocional dos homens é um assunto que, infelizmente, ainda sofre de falta de atenção e de debates aprofundados. 

Segundo Danilo Suassuna, idealizador do Instituto Suassuna, que organiza e realiza congressos, seminários, workshops e extensões voltadas aos profissionais da psicologia, existe uma “cultura do silêncio” enfrentada pelos homens, e ela se torna ainda mais complexa quando se considera o julgamento externo e as pressões sociais. “A sociedade sustenta uma visão ultrapassada de que “homens não choram” e devem “dar conta de tudo”, ampliando o estigma e a relutância em buscar ajuda psicológica. Este paradigma não apenas marginaliza os homens que enfrentam questões emocionais, como também agrava casos de ansiedade e estresse. É como uma bola de neve, onde a recusa em buscar ajuda profissional contribui para o agravamento das condições emocionais e mentais”, explica. 

Estudos indicam que a procura por terapia por parte dos homens é discreta. Segundo relatório da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, 69,4% dos homens passaram por consulta no ano de 2018, enquanto esse número é de 82,3% entre as mulheres —sendo que, dessas pessoas, 79,4% são brancas. “Uma recente pesquisa do INSTITUTO IDEIA, encomendado pela revista GQ, aponta que 80% dos homens brasileiros nunca se submeteram à terapia”, afirma Suassuna. 

O especialista aponta que a perpetuação de estereótipos de masculinidade tem ramificações graves e pode levar a problemas mais sérios, incluindo impactos na saúde física, como doenças cardíacas, hipertensão e diabetes. “Essas questões tornam-se ainda mais preocupantes quando observamos que muitos homens acabam recorrendo a mecanismos não saudáveis para lidar com o estresse e a ansiedade, como abuso de substâncias”, alerta. 

Suassuna acredita que a terapia psicológica com profissionais atuantes e pós-graduados se mostra não apenas útil, mas essencial para o enfrentamento da questão. “Diferentes abordagens da psicologia oferecem ferramentas valiosas para enfrentar problemas emocionais e mentais. O que é crucial é que o terapeuta não seja apenas bem treinado academicamente, mas também tenha experiência prática comprovada”, orienta. 

Ele enfatiza que o problema da negligência da saúde emocional entre os homens é complexo e multifacetado, necessitando de uma solução igualmente complexa e diversificada. “O reconhecimento do problema é o primeiro passo, seguido pelo desmantelamento da cultura do silêncio e do estigma associado à vulnerabilidade masculina. E, acima de tudo, é indispensável que os homens busquem ajuda com profissionais qualificados e atuantes para realmente tratar dos problemas de saúde emocional de forma eficaz”, conclui.



Danilo Suassuna - Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008), possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Autor do livro “Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico”. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Curso Lato-Sensu de Especialização em Gestalt-terapia do ITGT-GO. Coordenador do NEPEG Núcleo de estudos e pesquisa em gerontologia do ITGT. É membro do Conselho Editorial da Revista da Abordagem Gestáltica. Consultor Ad-hoc da revista Psicologia na Revista PUC-Minas (2011). Para mais informações acesse o instagram: danilosuassuna

 
Instituto Suassuna
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5 benefícios da nova lei de amparo psicológico a mães

 Psicóloga especialista em saúde mental da mulher e em parentalidade avalia que a sanção da lei vai permitir melhorias que chegam até a formação psíquica do bebê


Dentro de 6 meses, pessoas grávidas e no puerpério (pós-parto), terão garantido o acesso a acompanhamento de saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme lei sancionada pela presidência da república no início de novembro.


Katherine Sorroche, psicóloga especialista em saúde mental da mulher e parentalidade, avalia que a medida chega para facilitar a lida com diversas das dificuldades enfrentadas desde o planejamento da gravidez, até o pós-parto. "O ciclo gravídico-puerperal, que compreende desde o desejo de ter um filho (ou não), passando pela gestação, parto e puerpério, é um período que desencadeia diversos processos psíquicos na mulher, e na família", conceitua a especialista. Ela aponta cinco contextos em que a mulher se beneficiará do amparo psicológico.
 

1-Transformação interna 

Ela entende que a sanção da lei facilita a visibilidade e dá espaço para mudanças internas transformadoras. "Gestar traz não somente mudanças físicas, como também mudanças internas profundas, tornando essencial olharmos e cuidarmos dos medos, anseios e angústias", observa.



2-Sutilezas que afetam mãe e bebê
 

Katherine ressalta a importância da lei na condução do amparo levando em conta o contexto social, financeiro, conjugal, afetivo e emocional da mulher. " Desde a concepção, esses fatores interferem diretamente na saúde mental da mãe, no vínculo mãe-bebê e na formação do psiquismo da criança", amplifica a especialista.



3-Informação como prevenção
 

Outro ponto que a psicóloga destaca como benefício da lei é o fato de que as mulheres terão mais acesso ao que pode acontecer com a mente delas durante esse período, o que tende a ajudá-las a lidar melhor com essas situações, caso aconteçam de fato. "Ter assistência psicológica durante a gestação, parto e puerpério é efetivo tanto para o diagnóstico, manejo e tratamento de transtornos perinatais (depressão gestacional, depressão pós-parto e transtorno de ansiedade), como também é um grande aliado na prevenção destes e outros transtornos", explica a Katherine.



4-Mais segurança e confiança
 

Katherine pondera, ainda, que mesmo sem transtornos diagnosticados, a característica educativa dessa iniciativa deve suavizar todo o processo de vivência da maternidade, da relação com o bebê e dos cuidados com a criança. "Receber informação acerca do puerpério fisiológico e emocional, da mudança de vida após a chegada do bebê e a respeito das necessidades fisiológicas, psicológicas e afetivas do bebê certamente contribuem e muito para que essa mulher atravesse o puerpério de forma mais segura e confiante", avalia.


5-Melhor lida com gravidez de risco 

"A assistência psicológica também é um grande aliado quando há gestação de risco, contribuindo para a compreensão maior da dinâmica que se estabelece, bem como para alívio da sobrecarga emocional", lembra a psicóloga.

 

Acesso à assistência

O amparo psicológico, segundo Katherine, poderá ocorrer após avaliação e encaminhamento do profissional de saúde no pré-natal e no puerpério, de acordo com o prognóstico.


Black Friday - Impulso consumista pode estar associado à depressão


A A médica psiquiatra Dra. Naiayde Monte, especialista em Transtornos de Humor pela USP, conta que a impulsividade por compras é muito frequente em quem sofre de transtornos do humor. “Isso acontece já que é possível observar como regra que em indivíduos com depressão clássica (aquela que deixa a pessoa mais lentificada e deprimida) geralmente ocorre redução da impulsividade. Já em indivíduos com transtorno bipolar, pode haver impulsividade aumentada e esses comportamentos impulsivos podem ocorrer em maior frequência, como por exemplo, os gastos em compras para aquisição de objetos sem a devida avaliação da necessidade e até do endividamento das reservas disponíveis para o consumo naquele momento”.

A médica fala que sempre que um indivíduo estiver deprimido e apresentar algum comportamento de maior impulsividade concomitante, é imprescindível uma avaliação quanto ao subtipo de depressão, pois a chance de pertencer a uma depressão com algum grau de bipolaridade é elevada.

Para a especialista, esse é um fenômeno que acontece porque a pessoa deprimida e acometida pela bipolaridade não faz o devido processamento mental e realização do adequado julgamento que passa pelo pensamento naquele momento da compra, e daí acontecem os gastos excessivos.

A médica fala ainda que essas alterações de impulsividade podem ser observadas em diversas outras áreas: “Vários outros comportamentos podem ser emitidos no sentido da impulsão desses pacientes, como uso de drogas, sexualidade aflorada e até vicio em jogos”, alerta a psiquiatra.
 

FONTE: Dra. Naiayde Monte - Especialista em Transtornos do Humor, membro do PROMAN (Programa de Transtorno Bipolar da USP) e da Comissão Científica da ABRATA. Fundadora, coordenadora e preceptora do Ambulatório de Transtorno Bipolar da residência médica em psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (UNISA/SP).


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