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quinta-feira, 26 de outubro de 2023

NorteShopping celebra Dia das Bruxas com oficinas temáticas e encontro com personagens

 O evento é gratuito e acontece entre os dias 27 e 31 de outubro, a partir de 14h

 

O Halloween é comemorado somente no último dia de outubro, mas as travessuras e gostosuras chegarão antes ao NorteShopping. Entre os dias 27 e 31 deste mês, o shopping promove oficinas temáticas de cupcake, pintura facial e contações de histórias para o público infantil, além de encontro com personagens assustadores. 

A programação acontece a partir de 14h, no Taste Lab, no segundo piso. Nos dias 27 e 29, haverá contação de histórias de terror entre 18h e 19h. Já nos dias 28, 30 e 31, os pequenos colocam a mão na massa com as oficinas de lança monstrinho, cupcakes e pinturinha facial, respectivamente. Cada oficina terá 12 sessões com duração de 25 minutos. 

O dia 31 contará ainda com presenças assustadoramente especiais: personagens famosos no Halloween circularão pelos NorteShopping, interagindo e tirando fotos com as crianças e adultos que estiverem passeando pelos corredores. 

O evento é gratuito e destinado a todas as crianças que queiram se divertir horrores, mas atenção: as vagas para as oficinas são limitadas. Para participar, é necessário ativar o benefício no aplicativo do NorteShopping, que estará disponível às 10h do dia de cada oficina, e confirmar a reserva presencialmente no Taste Lab, a partir das 13h.

 

SERVIÇO

Localização: Taste lab, 2° piso – Pátio

Data: de 27/10 a 31/10, das 14h às 20h

Programação completa: Link



Estação Jardim Romano da CPTM recebe ação de Saúde nesta sexta-feira (27)

Profissionais do parceiro Centro de Testagem e Aconselhamento em IST/AIDS - Dr. Sérgio Arouca estarão no local 9h às 14h


Para as pessoas que estiverem na Estação Jardim Romano, que atende a Linha 12-Safira, no dia 27 de outubro, entre 9h e 14h, o Centro de Testagem e Aconselhamento em IST/AIDS - Dr. Sérgio Arouca, vai realizar 60 testes de HIV, Sífilis e Hepatites B e C. A proposta da atividade é promover a conscientização sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

A equipe do CTA estará disponível no local para realizar os testes e fornecer informações essenciais sobre as ISTs. Em caso de diagnóstico positivo para HIV ou outras ISTs, a equipe oferecerá orientações confidenciais para encaminhamento ao serviço de saúde especializado e o início do tratamento médico apropriado. Dependendo da situação, os pacientes terão acesso ao PEP (Profilaxia Pós-Exposição) ou PREP (Profilaxia Pré-Exposição).

A ação é de extrema importância para a prevenção e o diagnóstico precoce de ISTs, desempenhando um papel fundamental na promoção da saúde e na redução do risco de transmissão. Para incentivar a participação da comunidade.

A prevenção e o tratamento adequado são cruciais para manter a saúde sexual e o bem-estar geral.

Sobre o Centro de Testagem e Aconselhamento em IST/AIDS - Dr. Sérgio Arouca
O Centro de Testagem e Aconselhamento em IST/AIDS - Dr. Sérgio Arouca é uma instituição dedicada à prevenção e ao cuidado de infecções sexualmente transmissíveis, incluindo HIV, Sífilis e Hepatites B e C. Sua equipe de profissionais de saúde comprometidos trabalha para conscientizar e apoiar a saúde sexual da comunidade, contribuindo para uma sociedade mais saudável e segura.



Serviço
Ação de Saúde
Data: sexta-feira (27/10)
Horário: Das 9h às 14h
Local: Estação Jardim Romano, que atende a linha 12-Safira

 

Estação Francisco Morato da CPTM recebe ação “Diabetes no Alvo” nesta sexta-feira (27)

Entre 9h e 16h, serão feitos testes de glicemia, peso, altura, circunferência de cintura e avaliação de risco - não é necessário estar em jejum


As pessoas que estiverem na Estação Francisco Morato, que atende a Linha 7-Rubi da CPTM, na sexta-feira (27) poderão fazer o teste de glicemia gratuitamente, além disto irão aferir seu peso, altura, circunferência de cintura e passar pela avaliação de risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 nos próximos 10 anos. A ação ocorre em parceria com a Instituição ADJ Diabetes Brasil para conscientizar e estimular o diagnóstico precoce da doença. 

Entre 9h e 16h, os passageiros poderão fazer testes de glicemia (limitados a 700), passar pela avaliação e receber orientações sobre a doença, causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, que atinge aproximadamente 17 milhões de pessoas no Brasil.

O teste de glicemia consiste em medir o nível de glicose presente no sangue. Para o teste e a avaliação, não é necessário estar em jejum. O procedimento é rápido e o resultado pode ser conferido na hora. A diabetes possui duas formas mais comuns, a tipos 1 e 2, além da diabetes gestacional.


Ações de cidadania
Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.


Serviço
Ação de Saúde "Diabetes no Alvo"
Datas: sexta-feira (27/10)
Horário: 9h às 16h
Local: Estação Francisco Morato – Linha 7-Rubi da CPTM

 

 

VigilantesdoPeso libera acesso gratuito e temporário para empresas em ação de combate à obesidade

 No mês Nacional da Prevenção à Obesidade, o Programa, que é líder mundial em perda de peso, lança movimento inédito e convoca as empresas brasileiras a se unirem à causa 

 

A obesidade é uma doença crônica e avança em largos passos. O Atlas 2023 da Federação Mundial da Obesidade prevê que 51% do mundo, ou mais de 4 bilhões de pessoas, serão obesas ou terão sobrepeso nos próximos 12 anos. No Brasil, espera-se que a cada dez brasileiros adultos quatro tenham obesidade. Na edição de 2021 da pesquisa Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde, essa proporção era de dois a cada dez. 

Os dados são preocupantes, já que se sabe que 70% das pessoas com obesidade irão desenvolver alguma comorbidade devido ao aumento no risco para diabetes, doenças cardiovasculares e outros problemas graves de saúde. “Todos os dados apontam para uma verdadeira sobrecarga do sistema de saúde em pouquíssimo tempo. A preocupação ao redor desse assunto se torna extremamente relevante.” alerta Carolina Lima, Líder da Operação do VigilantesdoPeso no Brasil. De acordo com o Atlas, atualmente as doenças relacionadas ao sobrepeso já geram um impacto de R64 milhões no sistema de saúde. Para 2035, a estimativa é que esse valor seja superior a R 100 milhões. 

O Movimento VigilantesdoPeso no Combate à Obesidade chega neste contexto, em que se faz necessário falar sobre o tema, e convida o setor privado a incentivar e promover o acesso à informação e conscientização dos riscos relacionados à obesidade, contribuindo efetivamente para o combate desse desafio de saúde pública. Até 15 de novembro, a empresa dará acesso gratuito a empresas de todo o país ao programa premiado mundialmente durante um mês. “A ideia de realizar essa ação veio de uma vontade de levar consciência com capacidade de influência e, nessa hora, pensamos que não poderíamos ter parceiros melhores do que o setor privado. Sabemos do grande poder e interesse das empresas para levar informação e apoiar seus colaboradores nesta jornada. Não é de hoje que esse assunto está na lista de prioridades corporativas e, constantemente, somos abordados por empresas que querem a nossa ajuda. Nós sabemos que uma campanha sazonal, um mês falando sobre isso, não será uma solução definitiva, mas pode ser um primeiro passo de muitos.” explica a executiva. 

Além de liberar o acesso ao Programa Premium sem nenhum custo tanto para as empresas quanto para os colaboradores, o VigilantesdoPeso também realizará dois webinars gratuitos e abertos a todo o público, que acontecerão nos dias 30 de outubro e 01 de novembro. “Vamos reunir profissionais de saúde para uma conversa holística sobre o tema, além de batermos um papo com usuários que venceram a obesidade, contando, na prática, como é passar por isso”, complementa Carolina Lima. 

Para participar dessa ação, a empresa só precisa visitar o site da ação: Link. Nele, está disponível o passo a passo para a distribuição do acesso gratuito aos seus funcionários bem como materiais de apoio para a comunicação.
  

VigilantesdoPeso
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Doença falciforme: diagnóstico precoce e assistência contínua permitem melhor qualidade de vida

Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes
 Freepik


Segundo Ministério da Saúde, entre 60 e 100 mil pessoas têm a doença atualmente no Brasil

 

A doença falciforme é umas das alterações genéticas mais frequentes no Brasil e no mundo; é responsável por sintomas como crises de dor, infecções, icterícia, anemia, síndrome mão-pé, fadiga, complicações oculares e renais, dentre outras. A gravidade clínica é variável, mas a maioria das pessoas com a patologia apresenta as formas crônica e grave, exacerbada pelas chamadas “crises”. A morbidade e a mortalidade são resultado de infecções, anemia hemolítica e de microinfartos decorrentes de uma vaso-oclusão microvascular difusa. Os sintomas modificam-se de acordo com a idade do paciente e, sobretudo, segundo os cuidados que se têm para preveni-los. 

Segundo o Ministério da Saúde (MS), atualmente, entre 60 e 100 mil pessoas no Brasil têm a doença, que não tem cura terapêutica, mas pode ser controlada quando há o diagnóstico precoce, tratamento adequado multidisciplinar e acompanhamento médico contínuo. Em casos específicos, há chances de cura por meio do transplante de medula óssea, desde que se tenha um doador compatível e saudável. 

Hematologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), Vitória Regia Pereira Pinheiro define a hemoglobinopatia como “uma doença do sistema microvascular difusa, decorrente das alterações da forma dos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias) que passam de forma arredondada e assumem um formato de ‘meia lua ou foice’ acarretando a dificuldade da circulação do sangue e a chegada do oxigênio aos tecidos e órgãos. Hoje, já se sabe que outras estruturas, como plaquetas, células endoteliais liberadas na circulação sanguínea, desempenham um importante papel na fisiopatologia das crises vaso-oclusivas”. 

De acordo com a médica, a patologia pode ser descoberta nos primeiros dias de vida, com o teste do pezinho. Em outras fases da vida, o diagnóstico é feito por meio de um exame chamado “eletroforese de hemoglobina”, que analisa o sangue. Entre 2014 e 2020, a média anual de novos casos de crianças diagnosticadas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal, do próprio Ministério da Saúde, foi de 1.087, o que corresponde a 3,78 a cada 10 mil nascidos vivos. A distribuição dos casos é heterogênea, tendo maior incidência nas regiões do Distrito Federal, Bahia e Piauí. 

Estima-se que os pacientes com doença falciforme têm uma expectativa de vida de 20 a 30 anos inferior a uma pessoa sem a doença. Os dados mais recentes do Sistema de Informações de Mortalidade, do SUS, apontam uma triste realidade: entre 2014 e 2019, a maior parte faleceu na terceira década de vida (20 aos 29 anos). O país registra mais de um óbito diário em decorrência da doença, com média de um óbito por semana em crianças de 0 a 5 anos. 

Apesar do cenário pouco positivo, a ciência tem feito avanços importantes. Em abril deste ano, a revista científica Nature publicou notícias que trazem esperança e novas expectativas a pacientes, famílias e profissionais da saúde. Por meio do tratamento de terapia genética, com a técnica CRISPR, descoberta em 2012, é possível “editar”, ou seja, alterar genes mutados. A partir da enzima Cas-9, corta-se o DNA problemático, substituindo-o ou corrigindo a mutação defeituosa. O que se demonstrou bastante eficiente em casos de doenças genéticas do sangue, como a falciforme. Agora a torcida é para que a boa notícia saia das páginas da revista para a vida real.

 

Tratamento

“A assistência às pessoas com doença falciforme, como em toda doença crônica, deve privilegiar a atenção multiprofissional e interdisciplinar. Dessa forma, esses pacientes devem ser acompanhados pelos três níveis de atenção: primária (unidades básicas de saúde), secundária (hematologistas, cardiologistas, neurologistas etc.) e terciária (hospitais de alta complexidade, urgência e emergência etc.). Além disso, a participação da família é muito importante para dar apoio e encorajar o paciente a seguir uma vida normal, uma vez que a doença falciforme não acarreta alterações nos desenvolvimentos físico ou intelectual”, explica a especialista.

 

Dra. Vitória Régia Pereira Pinheiro - (CRM 60066-SP) - médica hematologista do Vera Cruz Hospital


Sintomas intensos de TPM podem estar relacionados à menopausa precoce no futuro

Mulheres com Síndrome Pré-Menstrual (SPM) têm
mais chances de desenvolver menopausa precoce
Créditos: Envato
Cólicas fortes, dores de cabeça frequentes e irritabilidade exacerbada podem dobrar chances de último ciclo menstrual antes dos 40 anos

 

 

Mulheres que possuem a Síndrome Pré-Menstrual (SPM) têm o dobro de chances de desenvolver menopausa precoce, de acordo com um estudo realizado com mais de 3 mil mulheres, divulgado em setembro. A Síndrome Pré-Menstrual é um transtorno que ocorre na fase lútea do ciclo e que é caracterizado pela irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça, mau humor, fadiga, insônia, ganho de peso e mamas doloridas, entre outros. 

Além da SPM, há também o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), que é ainda mais grave e severo. Ele é caracterizado principalmente por sintomas que podem interferir nas atividades rotineiras da mulher, comprometendo tanto a vida pessoal quanto profissional. Alguns exemplos comuns são: instabilidade emocional, mau humor extremo, ansiedade intensa e humor deprimido. O diagnóstico do TDPM deve ser feito por um médico, levando em conta a exclusão de outras condições médicas, como transtorno de ansiedade, depressão, endometriose e problemas de tireoide, por exemplo.

A menopausa corresponde ao último ciclo menstrual de uma mulher e normalmente ocorre entre os 45 e 55 anos. Quando a última menstruação ocorre antes dos 40 anos, é considerada precoce. A menopausa antes dos 45 anos é incomum, mas não é considerada precoce. 

Duas décadas de pesquisa

O estudo foi realizado com 3.635 mulheres, entre junho de 1991 e junho de 2017. Desse total, 1.220 delas apresentavam distúrbios pré-menstruais, enquanto 2.415 não apresentavam. As participantes foram avaliadas a cada dois anos para relatar a gravidade dos sintomas da TPM e registrar a data da última menstruação. Entre as mulheres com SPM, 17 relataram ter tido menopausa precoce, e entre as mulheres sem SPM, 12 relataram o mesmo. Os cálculos demonstraram uma incidência de menopausa precoce de 7,1 para cada 1.000 pessoas por ano entre as pacientes com SPM, em comparação com 2,7 casos para cada 1.000 pessoas por ano entre as pacientes sem Síndrome Pré-Menstrual. 

A pesquisa foi publicada pela revista médica Jama Network Open, que é produzida pela Associação Médica Americana. Os pesquisadores ressaltaram que o estudo tem caráter observacional, ou seja, não é possível afirmar que os sintomas graves da TPM causem menopausa precoce, mas há uma correlação entre os dois. 

Para a ginecologista Renata Mieko Hayashi, coordenadora do setor de Saúde da Mulher do Hospital São Marcelino Champagnat, é importante que as mulheres façam acompanhamento ginecológico e estejam bem informadas sobre seus corpos. “Cólicas muito intensas não são normais. Sangramento excessivo não é normal. Ter que mudar completamente a rotina devido à TPM ou ao período menstrual não é algo normal. Ter um profissional de confiança e atencioso é essencial para identificar problemas ginecológicos e considerar o melhor tratamento para cada caso”, recomenda. 


Exames de rotina para cada fase

Adolescência

- A primeira consulta com um médico ginecologista deve ser realizada na adolescência, especialmente após a menarca, que é a primeira menstruação da mulher. É importante que o acompanhamento com um especialista seja feito nessa fase da vida, fornecendo orientações sobre saúde íntima, informações sobre métodos contraceptivos e como se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis.

Início da vida sexual

- A partir da primeira relação sexual, é importante que a mulher esteja atenta à necessidade de realizar o exame de Papanicolau anualmente, além de exames de sangue recomendados pelo especialista.

Exames periódicos

- O Papanicolau é feito para detectar lesões precursoras do câncer do colo do útero e infecções pelo HPV, e deve ser realizado anualmente, a menos que haja um(a) parceiro(a) fixo(a); nesse caso, a frequência pode ser reduzida para a cada três anos.

Entre 30 e 40 anos

- A partir dos 30 anos, é recomendada a mamografia para mulheres que tenham histórico de câncer de mama na família. Para as demais, a recomendação vale a partir dos 40. Além disso, um ultrassom pélvico é realizado para verificar o estado do útero, ovários e trompas. Exames de sangue são solicitados pelo médico especialista, dependendo das necessidades individuais.

Entre 40 e 50 anos

- A atenção à saúde das mamas é ainda mais importante, com a mamografia sendo realizada anualmente. Além dos exames mencionados anteriormente (que devem ser mantidos), é aconselhável uma avaliação cardíaca com um especialista. O ginecologista também deve monitorar o funcionamento da tireoide e avaliações hormonais para verificar a necessidade de reposição devido à menopausa.

Entre 50 e 60 anos

- Além dos exames citados na faixa etária anterior, recomenda-se uma avaliação da densidade óssea para verificar o risco de desenvolvimento de osteoporose.

A partir dos 60 anos

- É importante realizar um acompanhamento anual, com todos os exames relacionados acima e, se possível, agendar uma consulta com um neurologista para identificar eventual doença neurológica.

 

Convívio excessivo com o meio virtual afeta desenvolvimento da linguagem em crianças

Nota técnica divulgada pela ABORL recomenda a limitação do uso de aparelhos eletrônicos até os 6 anos de idade; documento tem como base mais de 30 referências bibliográficas, entre estudos, teses e pesquisas publicadas pelo mundo


Tela do celular, tela do computador, tela do laptop, tela do tablet, tela do mini game, tela da TV... Num mundo cada vez mais digitalizado, as telas estão cada vez mais presentes em nossas vidas. 

No entanto, quando se trata de crianças, o convívio demasiado com esse 'mundo virtual' pode acarretar prejuízos futuros, especialmente ao desenvolvimento da linguagem.

A falta de interatividade como meio real, ou seja, com as pessoas de fato, é vista com preocupação pelos médicos, que sugerem limitar essa relação com as telas, até pelo menos os seis anos de idade.

Nota técnica divulgada no último dia 16, pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL), recomenda o tempo máximo de uma hora/dia para crianças com idades entre dois e seis anos. Aos menores, por sua vez, a recomendação é não fazer o uso de telas.

O documento tem como base mais 30 referências bibliográficas, entre estudos, teses e pesquisas publicadas pelo mundo, e é assinado por três especialistas, dentre eles o Dr. Gilberto Bolivar Ferlin Filho, otorrinolaringologista e foniatra do Hospital Paulista.

"As interações sociais exercem um papel fundamental no desenvolvimento cerebral ao longo da vida, repercutindo no aprendizado de linguagem, na capacidade cognitiva e até mesmo na constituição psíquica do indivíduo. Nesse contexto, a forma como os pais ou cuidadores interagem; a quantidade e qualidade desses diálogos; as brincadeiras, as leituras... tudo isso afeta diretamente a taxa de aquisição e o desenvolvimento da linguagem, sobretudo nos primeiros três anos de vida", destaca o médico. 

De acordo com ele, o atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem é frequente em bebês que ficam passivamente expostos às telas por períodos prolongados. "Estudos sugerem que a exposição excessiva a telas pode reduzir a interação verbal entre os pais e as vocalizações naturais das crianças, o que afeta as interações familiares cruciais para a aquisição e o desenvolvimento da fala e da linguagem, incluindo a aquisição de palavras, a formação de estruturas de frases e a compreensão da linguagem".

Outras consequências relacionadas, segundo o Dr. Ferlin, são o sedentarismo, a obesidade, a falta de concentração, isolamento social, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e a irritabilidade. Ou seja, problemas comportamentais que costumam estar vinculados ao uso excessivo de mídias eletrônicas.

"Hoje em dia, um dos grandes desafios dos pais e dos educadores é criarem oportunidades de as crianças explorarem o mundo real que as cerca; os movimentos; as brincadeiras; os jogos e demais interações multissensoriais do seu ambiente. É uma competição difícil, tendo em vista o enorme grau de atratividade das mídias eletrônicas, mas é preciso insistir", destaca o especialista. 



Campanha 

A exposição excessiva às telas entre crianças é o tema central de uma campanha de conscientização promovida neste mês pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) com o apoio do Hospital Paulista. O objetivo é orientar pais, familiares e responsáveis, além de compartilhar conteúdos informativos com o público.

O assunto também foi pauta da 2ª Semana da Foniatria da ABORL-CCF, realizada entre os dias 16 e 20 deste mês, que contou com a participação de vários médicos especialistas em Foniatria, subespecialidade da Otorrinolaringologia responsável por diagnosticar distúrbios de linguagem humana e comunicação. 

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Estresse e constipação podem agravar sintomas da menopausa, revela estudo

Pesquisa foi realizada com 693 mulheres em período de pré e pós-menopausa

 

A menopausa é um estágio natural na vida das mulheres, mas isso não torna os sintomas associados a ela mais fáceis de suportar, sobretudo quando a transição para a fase se inicia. A intensidade dos sinais podem variar entre cada caso, e as pesquisas em andamento buscam entender os fatores que podem influenciar a gravidade dos sintomas no início da menopausa e sua duração.

Um estudo recente publicado no periódico "Menopause: The Journal of the Menopause Society" encontrou uma relação entre os efeitos mais intensos da menopausa e os níveis mais elevados de estresse percebido, ansiedade ou depressão e constipação. 

Alexandra Ongaratto, médica ginecologista endócrina e Diretora Técnica do primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, o Instituto GRIS, explica que com o estudo, os pesquisadores buscaram encontrar a possível relação entre os sintomas da menopausa, o estresse percebido subjetivamente e os sintomas gastrointestinais relatados em mulheres de meia-idade. 

“Compreender as causas dos sintomas da menopausa é essencial para encontrar soluções eficazes que possam reduzir esses desconfortos e, assim, aprimorar a qualidade de vida das mulheres que vivenciam essa fase”, afirma.

 

Menopausa, sintomas e microbioma intestinal

A pesquisa foi realizada com 693 participantes, todas por volta dos 50 anos, incluindo mulheres pré-menopausadas e pós-menopausadas. Para avaliar os sintomas, as participantes preencheram o Questionário de Qualidade de Vida Específico da Menopausa (MENQOL), que examina várias áreas de sintomas relacionados à menopausa e o grau de incômodo causado.

Além de comprovar a associação de diagnósticos de ansiedade, depressão e níveis elevados de estresse com o impacto mais severo dos sintomas menopausais, o estudo revelou que mulheres com constipação apresentam sintomas mais intensos. Também foi destacado a possível relação entre a consistência das fezes e a frequência das evacuações com a saúde do microbioma intestinal.

Alexandra destaca a importância do achado: “Os cientistas estão reconhecendo cada vez mais o papel dos microbiomas na saúde”. De acordo com a médica, os microbiomas vaginais são essenciais para a saúde neonatal, e, da mesma forma, os intestinais afetam a saúde de adultos.

O microbioma intestinal é impactado por uma série de fatores, incluindo alimentos consumidos, medicamentos tomados e o ambiente hormonal, entre outras influências. A relação entre ele e a saúde é um tema em crescimento na pesquisa, que requer mais informações. “Este estudo estabeleceu uma ótima base para explorar a relação entre as flutuações hormonais na menopausa e as mudanças fisiológicas e metabólicas resultantes”, ressalta Alexandra.

 

Menopausa não tratada causa prejuízos, incluindo econômicos

Além dos desafios físicos e emocionais que a menopausa pode causar, a falta de tratamento adequado tem impacto na economia, de acordo com a Menopause Foundation of Canada. Um relatório divulgado pela organização revelou que os sintomas mal administrados da menopausa estão custando aproximadamente 3,3 bilhões de dólares por ano ao Canadá. O número é referente aos dias de trabalho perdidos por mulheres durante a menopausa. 

“Uma parte importante dessa história é o valor representando as mulheres, em plena fase de trabalho, nos anos de maior renda, tendo que abrir mão de dinheiro porque precisam trabalhar meio período, reduzir suas cargas horárias ou até mesmo sair do mercado de trabalho, devido à luta para administrar os sintomas”, reflete a médica. 

No geral, a menopausa tem início entre os 45 e 55 anos, embora algumas possam experimentar a perimenopausa de dois a dez anos antes. “É essencial conscientizar os locais de trabalho sobre a menopausa e fornecer apoio às trabalhadoras em transição”, finaliza Alexandra.

 

Instituto Gris


Terapia de reposição hormonal pode aliviar os sintomas da menopausa

Fisioterapia pélvica pode ser feita em conjunto com a reposição hormonal, proporcionando uma qualidade de vida ainda maior para as mulheres

 

Conforme as mulheres se aproximam dos 45 anos, é normal que comece a ocorrer algumas mudanças significativas no corpo, principalmente na parte hormonal, que é quando se inicia a menopausa. A terapia de reposição hormonal é indicada nestes casos, proporcionando uma melhor qualidade de vida da mulher, além de diversos benefícios para a sua saúde.

A menopausa é definida como o último ciclo menstrual e com ela é comum a aparição de sintomas como ondas de calor, insônia, alterações de humor, secura vaginal, mudanças de peso, dor durante a relação sexual e entre outras manifestações que afetam a qualidade de vida da mulher. A terapia de reposição hormonal aparece como uma opção de tratamento contra estes sintomas, por meio de hormônios como o estrogênio e a progesterona.

“A terapia de reposição hormonal tem como objetivo suprir o corpo da mulher com os dois hormônios que têm um declínio na menopausa, o estrogênio e a progesterona, mas além desta reposição, a terapia também proporciona outros benefícios como o controle da ansiedade, diminuição do risco de osteoporose e melhora do sono”, comentou a Dra. Fernanda Lellis, ginecologista na Clínica Ginelife e especialista em saúde da mulher. 

A reposição hormonal pode ser feita por meio de géis vaginais, comprimidos, adesivos na pele e até mesmo por implantes subcutâneos. É de extrema importância que a paciente passe em consulta com ginecologista e faça o tratamento de acordo com as indicações do profissional, já que existem algumas contraindicações para mulheres com câncer de mama, endométrio e ovário, além de pacientes com algum tipo de problema cardiovascular precisarem ser avaliadas de forma individual. 

Fisioterapia pélvica pode ser feita em conjunto com a terapia de reposição hormonal para prevenir e tratar um dos principais sintomas da menopausa

Durante a menopausa muitas mulheres apresentam incontinência urinária, já que as alterações hormonais também afetam a musculatura pélvica. Nesta doença ocorre a perda de urina de forma involuntária, o que pode prejudicar diversos aspectos da vida da mulher, seja na vida pessoal, social e também profissional, por conta do desconforto. A fisioterapia pélvica é uma opção de tratamento eficaz, que fortalece a musculatura do assoalho pélvico. 

“Nós avaliamos cada paciente e elaboramos um plano de tratamento específico para cada uma, que por meio de exercícios de fortalecimento, contração e treinamento da musculatura do assoalho pélvico, iremos tonificar esta região e tratar um dos principais sintomas da menopausa, que é a incontinência urinária”, explicou Laura Barrios, fisioterapeuta pélvica na Clínica Ginelife. 

A fisioterapia pélvica pode ser feita ao mesmo tempo em que a mulher faz a terapia de reposição hormonal, pois um tratamento irá completar o outro. Mas o treinamento pélvico pode ser praticado previamente à menopausa, já que pode prevenir a incontinência urinária antes mesmo de ser diagnosticada. 

 

Dra. Fernanda Lellis - ginecologista na Clínica Ginelife. Médica pela Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes. Residência de Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina do ABC. Especialização de Videoendoscopia Ginecológica pela Faculdade de Medicina do ABC. Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e FEBRASGO. Título de especialista em Endoscopia Ginecológica pela Associação Médica Brasileira e FEBRASGO. Preceptora do setor de Videoendoscopia Ginecológica no Hospital Mario Covas.


Laura Barrios - fisioterapeuta pélvica na Clínica Ginelife. Formada em fisioterapia pela Universidade do Grande ABC, com pós-graduação em Fisioterapia Respiratória pela UNICID e em Fisioterapia Pélvica pela Faculdade Inspirar. Mestrado em UTI pela Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva. Instagram: @clinicaginelife

 

Cuidados fundamentais que o paciente renal deve ter em viagens

Com feriados prolongados se aproximando, nefrologista explica como o paciente que realiza terapia renal substitutiva pode se planejar e aproveitar esses momentos

 

Com os feriados de novembro e o recesso oferecido por muitas empresas durante as festas de dezembro, muitos já começam a planejar viagens. Sejam elas rápidas ou de muitos dias, é preciso adotar alguns cuidados para que a doença renal não prejudique os planos, especialmente se o paciente realiza alguma terapia renal substitutiva. Quem faz diálise peritoneal, hemodiálise ou hemodiafiltração pode aproveitar esses momentos de lazer sem impeditivos. 

É importante que o paciente fale com seu nefrologista antes de fazer qualquer plano de viagem, para que o seu estado clínico seja avaliado, evitando riscos e garantindo segurança. 

Uma recomendação importante é não comprar as passagens sem o aval médico ou da clínica da cidade de destino, enquanto ela não autorizar o tratamento dialítico. Isso porque a diálise em trânsito pode ser necessária, e a solicitação do serviço deve ser feita com 30 dias de antecedência, para que a clínica responsável pelo tratamento do paciente possa realizar os trâmites necessários. É essencial que a viagem não atrapalhe o tratamento renal. 

“Há condições que impedem a viagem de um paciente, como a vigência de uma infecção, excesso de líquidos ou patologias de base descompensadas, como hipertensão mal controlada, diabetes mal controlado e excesso de líquido para retirada na diálise”, explica Bruno Graçaplena, nefrologista e responsável técnico pela DaVita Monte Serrat. 

O médico afirma que para garantir uma viagem segura, o nefrologista avalia as condições clínicas e intercorrências nas últimas sessões, a condição do acesso vascular para diálise, a média de ganho intradialítico (peso adquirido entre sessões de diálise) e os últimos exames laboratoriais, além de realizar exame físico completo e minucioso. 

Se a praia for o destina da viagem, os pacientes renais crônicos precisam de cuidados dobrados. “Os portadores de cateter vascular para diálise devem se atentar aos cuidados de higiene do acesso e não o molhar com água do mar, e assim evitar a sujidade no curativo”, alerta Graçaplena. 

O especialista reforça que praias e localizações com temperaturas elevadas pedem mais atenção ao estado volêmico (quantidade de sangue circulando no corpo) do paciente. É preciso ter cuidado com uma possível desidratação, pois os pacientes são mais suscetíveis a tal condição, porém aqueles que urinam pouco ou nada, devem se atentar para o excesso de ganho de peso e não abusar da ingestão de líquidos, além de realizar refeições leves e saudáveis conforme, orientações de um nutricionista. 

Diante de todos esses cuidados essenciais, o paciente deve sempre ter em mãos seus documentos (cartão SUS, RG, CPF e carteira do plano de saúde), as medicações, relatório médico e exames atualizados antes de viajar. Também é importante reforçar aos profissionais da clínica de destino, caso seja alérgico a alguma medicação.

 

DaVita Tratamento Renal

 

Voluntariado protege cérebro de idosos contra demência e perdas cognitivas

Nos hospitais, a presença de voluntários modifica o ambiente nos corredores
Créditos: Divulgação




 

Pesquisa mostra que trabalho voluntário melhora execução de tarefas básicas e contribui para memória 

 

É praticamente unânime a resposta de um voluntário sobre o porquê manter a atividade: “quem recebe a maior recompensa sou eu”. E a ciência demonstra que isso é verídico. Uma pesquisa recente divulgada durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Amsterdã, na Holanda, em julho deste ano, indica que o voluntariado protege o cérebro de idosos contra demência e perdas cognitivas. 

O estudo foi realizado pela Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos. O estudante de doutorado Yi Lor, em colaboração com a professora da instituição Rachel Whitmer, epidemiologista e PhD, analisou os hábitos de 2.476 idosos. Dentre eles, 43% realizavam trabalho voluntário. A pesquisa evidenciou que o voluntariado estava relacionado a melhores pontuações em ações executivas (como planejamento, organização, interação humana) e em avaliações de memória. O estudo também apontou que pessoas que se envolviam em trabalho voluntário várias vezes na semana apresentavam níveis mais elevados de função executiva. 

Além desta pesquisa mais recente, outros estudos já evidenciaram a importância de os idosos permanecerem ativos visando à preservação da saúde. Para a médica neurologista dos Hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru Gabriella Maria Martins Favero, há muitos benefícios na interação social. "Atualmente consideramos as habilidades sociais um dos pilares da cognição e o isolamento social em idosos é um dos principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de demência. O estímulo a atividades comunitárias, como o voluntariado, é essencial para reduzirmos a incidência de declínio cognitivo com o passar dos anos”, pontua.


Time que faz o bem

Nos hospitais, a presença de voluntários modifica o ambiente nos corredores. Um grupo que busca realizar ações positivas para aqueles que estão enfrentando problemas de saúde, como as 362 pessoas que colaboram nos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR). O projeto completa 17 anos em 2023 e teve início no Hospital Universitário Cajuru, que é referência em atendimentos a traumas e opera exclusivamente pelo SUS. Muitos voluntários estão desde o princípio prestando serviços nos hospitais. Esse é o caso da Dayzi Senk, que tem 58 anos de idade. Ela começou a contribuir com o projeto aos 41. Ao longo do tempo, desempenhou diversas funções: condução de pacientes, participação no grupo de palhaços, atendimento telefônico, entre outras. Atualmente, ela segue atendendo telefonemas de solicitações para os voluntários e também se envolve no projeto “Mãos que transformam”, que produz itens para doação a pacientes e profissionais dos hospitais - como celebração em datas especiais, por exemplo. 

O ambiente hospitalar não era estranho para Dayzi. Ela enfrenta insuficiência renal e, por essa razão, passa por sessões de hemodiálise três vezes por semana, sempre pela manhã. No período da tarde, de terça a quinta-feira, ela dedica o seu tempo ao trabalho voluntário. “Tenho gratidão a Deus por conseguir realizar essa atividade. Abraço essa causa e vou até o fim da vida. É muito gratificante pra mim, me faz bem. Além disso, eu tenho um grupo ‘das antigas’, a gente tem amizade fora do hospital. Nos encontramos para jantar, sempre na casa de uma de nós. Hoje, vivo somente com meu marido. Portanto, eu procuro ter esse vínculo também com amigos, pois esses momentos são muito importantes para a saúde”, compartilha a voluntária.

Assim como o voluntariado, a superação faz parte da história de Daysi. Em 2010, ela ficou internada na UTI de um hospital de Curitiba devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, de acordo com  a equipe de saúde, dizia com frequência: “Preciso ir ao hospital, preciso ir ao hospital”. Os profissionais que a acompanhavam tentavam acalmá-la, respondendo: “A senhora já está no hospital, pode ficar tranquila”. Entretanto, Dayzi rebatia: “Não, preciso ir para o Hospital Cajuru, tenho que trabalhar”, recorda a voluntária, reforçando o que o voluntariado representa na vida dela.


Coração dos hospitais

Luciano José Simioni, de 44 anos, também trabalha nos hospitais que fazem parte da frente de saúde do Grupo Marista. Ele se dedica há 15 anos ao trabalho voluntário. Luciano teve seu primeiro contato com o Hospital Universitário Cajuru em 2002, quando era paciente. Ele sofreu um grave acidente de trabalho enquanto atuava como maquinista. A locomotiva em que estava capotou, resultou em fraturas na 6.ª e nas 7.ª vértebras, além de uma secção parcial de medula. Naquela época, o diagnóstico indicava paralisia do tronco e dos membros inferiores. Após sessões de fisioterapia e terapias complementares,  recuperou os movimentos e agora caminha com tranquilidade. 

Enquanto ainda estava em processo de recuperação, Luciano frequentava consultas habituais no Hospital Universitário Cajuru. Durante uma das visitas, deparou-se com um cartaz que convidava para o trabalho voluntário. A partir desse momento, Luciano deu início a um novo projeto de vida. “Comentei com a minha esposa e, alguns dias depois, estava no hospital me inscrevendo. É um trabalho que não tem preço. Ouvir as pessoas agradecendo é algo especial. Talvez elas nem se lembrem do meu nome, mas naquele instante, fiz a diferença, pude inspirar algo. Fico muito feliz, pois Deus me deu a oportunidade, concedeu-me tempo pra que eu possa impactar positivamente a vida de algum irmão meu. Fazemos isso de forma gratuita, mas quem recebe o pagamento somos nós”, reflete Luciano. 

A coordenadora do voluntariado dos hospitais, Nilza Brenny, fala com orgulho sobre sua equipe de voluntários. Ela lidera o projeto desde o início e contempla com gratidão tudo que foi possível vivenciar. “Comecei com um ou dois voluntários. Hoje somos quase 400. Atuamos com um olhar mais humanizado, procurando compreender a perspectiva do outro. Sinto como se fôssemos parte integrante do coração dos hospitais”, conclui Nilza.


“Estamos avançando para melhorar a visão e a qualidade de vida das pessoas com doenças da retina”, afirma médico que coordena pesquisas no Brasil

 

Neste Mês Mundial da Visão, oftalmologista fala sobre os últimos avanços da ciência e como podem impactar a jornada das pessoas com doenças oculares

 

Doenças que afetam a retina das pessoas e podem prejudicar a visão a longo prazo são cada vez mais prevalentes no Brasil e no mundo. A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) úmida e o edema macular diabético (EMD), por exemplo, são duas das principais causas de perda de visão entre pessoas acima de 55 anos e afetam cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, essas duas doenças atingem hoje 1,4 milhão de pessoas, segundo dados da Clarivate Decision Resources Group, e podem exigir tratamento com injeções intravítreas (dentro do olho) até uma vez por mês. 

Ambas as condições podem acometer a mácula, uma região no fundo do olho, que é responsável pela formação da visão mais nítida e detalhada. Atividades de rotina, como dirigir ou fazer compras no supermercado, podem se tornar difíceis para os pacientes que, além dos sintomas, precisam encarar outros desafios, como explica o médico oftalmologista Arnaldo Furman Bordon, presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), chefe do Setor de Retina e Vítreo do Hospital Oftalmológico de Sorocaba e diretor da clínica Oftalmo Furman. 

“Os cuidados exigem muito do paciente, que normalmente precisa ter visitas mensais às clínicas e consultórios”, afirma o médico, que ressaltou que esse é um dos maiores obstáculos dos pacientes. Uma pesquisa realizada pela ONG Retina Brasil em 2022, com apoio da Roche, atesta a experiência na clínica: mais de 40% dos pacientes com DMRI úmida em tratamento em algum momento de sua jornada não aderiram ao cuidado. Alguns deles queixaram-se das muitas aplicações de injeção e do desconforto, dor e irritação gerados pelos cuidados, bem como do tempo de espera para marcar consultas, exames e do deslocamento necessário para receber o tratamento. 

Nos últimos anos, a ciência tem investido em pesquisa clínica com o objetivo de preservar a visão das pessoas e atenuar a jornada dos pacientes com doenças da retina, em busca de inovações capazes de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas redes de apoio, familiares e cuidadores. “Tivemos um salto muito grande nos últimos 15 anos com o advento das terapias chamadas antiangiogênicas, que são medicações injetáveis que mudaram o curso dessas patologias, capazes de não só estabilizar a doença como melhorar a visão”, contextualiza o Dr. Bordon. 

Segundo o oftalmologista, que também é pesquisador e participa regularmente de protocolos de pesquisa clínica nacionais e internacionais envolvendo condições como a DMRI e o EMD, os estudos e inovações têm focado em manter a qualidade de resultado visual para o paciente, com segurança, porém com maior qualidade de vida. “Atuando nisso podemos conseguir uma melhor aderência do paciente, e isso é um avanço bastante importante”, finaliza o médico.

 

AVC: como combater esse inimigo silencioso?

Especialista do CEJAM destaca fatores que influenciam o quadro, além de dar dicas para reconhecer rapidamente os sintomas

 

Imagine precisar lutar com alguém que você nem sequer consegue enxergar ou identificar a sua chegada. Parece difícil, não é mesmo? Mas é exatamente dessa forma que muitas pessoas vivenciam um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que recebeu até uma data (29/10) para alertar a população sobre a gravidade do problema. 

Essa desordem vascular faz com que os vasos que transportam sangue para o cérebro sejam obstruídos ou se rompam por algum motivo. E, como consequência, a falta da circulação sanguínea na região faz com que a vítima sofra sérios danos em suas células cerebrais, de maneira súbita.  

“Existem dois tipos de AVC. O isquêmico é o mais comum e representa 85% dos casos. Ele ocorre quando há obstrução do vaso, impedindo o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a chegada de oxigênio ao tecido cerebral. Essa obstrução, geralmente, pode ser causada por trombos que se formam na superfície do vaso, ou por êmbolos, que se soltam de outros locais do corpo e se instalam nos vasos, impedindo a passagem do sangue”, explica a Dra. Pilar Tavares, neurologista no Centro Especializado em Reabilitação (CER) IV M’Boi Mirim, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”  em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Já o AVC hemorrágico, segundo a médica, ocorre quando o vaso se rompe, causando sangramento, que pode acontecer tanto dentro do tecido cerebral como na superfície do cérebro.

Desde 2013, as internações pelo quadro cresceram quase 40% no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Hoje, a doença ocupa o posto de uma das principais causas de morte no país e no mundo.

“Esse aumento no número de casos está diretamente relacionado aos maus hábitos de vida da população, que interferem diretamente no bom funcionamento do sistema circulatório. Fatores como alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo, uso de álcool e outras drogas, problemas no sono e alta taxa de estresse afetam a saúde das pessoas e podem resultar em AVC”, afirma a especialista.

Além desses fatores, existem também doenças e comorbidades que podem potencializar o aparecimento em algumas pessoas. O aumento da pressão sanguínea, colesterol, obesidade, diabetes e doenças cardíacas são algumas delas e precisam de atenção. Já condições como idade, sexo, raça e genética podem intensificar ainda mais o seu surgimento.

“Sem contar infecções, defeitos de coagulação sanguínea e alguns traumas, que também são causas comuns para AVCs, principalmente na população jovem”, reforça a Dra. Pilar.

Estudo realizado pela Organização Mundial do AVC, publicado recentemente no periódico científico Lancet Neurology, estima um aumento de 50% no número de mortes por Acidente Vascular Cerebral no mundo, chegando a quase 10 milhões até 2050, caso ações de monitoramento e prevenção não sejam aprimoradas.

"Pensando na necessidade urgente de identificação e tratamento, o CEJAM vem investindo cada vez mais na capacitação profissional multidisciplinar, para conduzir casos clínicos dessa magnitude. Nós contamos com padronização nos atendimentos e fluxos e protocolos ágeis bem definidos, além de estarmos ampliando os serviços de hemodinâmica para aprimorar a assistência e reduzir a demanda. Também fazemos o uso da telemedicina para auxiliar na identificação rápida de sintomas e orientar o paciente. E ainda, constantemente, promovemos a divulgação de programas educativos que visam incentivar hábitos saudáveis preventivos”, destaca a médica.

Para prevenir o quadro, de forma geral, a neurologista enfatiza a necessidade de praticar exercícios físicos, evitar o ganho excessivo de peso, manter uma alimentação saudável e o sono equilibrado e evitar o uso de álcool e cigarro.



Reconheça um AVC

Na maioria dos casos, o Acidente Vascular Cerebral se manifesta repentinamente, com sintomas que podem surgir em poucas horas ou até minutos antes. Por isso, reconhecer os sinais é extremamente importante para buscar assistência médica o mais rápido possível.

Confira abaixo alguns deles e atente-se:

  • Formigamento e Fraqueza: Sendo os sintomas mais populares, o AVC pode começar com uma sensação de formigamento que, gradualmente, pode se transformar em fraqueza. Essa fraqueza, por sua vez, costuma afetar um lado do corpo, podendo acometer a face e outros membros;
  • Alteração da Visão: A visão também pode ser comprometida e a pessoa pode perceber alterações na sua capacidade de enxergar. Isso pode variar de visão embaçada à perda parcial ou completa da visão em um ou ambos os olhos;
  • Tontura e Perda de Equilíbrio: Outro sintoma comum é a tontura súbita, que, consequentemente, pode levar à perda de equilíbrio. Com isso, a pessoa pode ter dificuldade para se manter de pé;
  • Confusão Mental: O AVC pode, ainda, provocar confusão mental, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade em pensar com clareza e compreender o que está acontecendo à sua volta;
  • Alteração na Fala: A pessoa pode apresentar dificuldades em falar claramente, formando palavras de maneira arrastada;
  • Dor de Cabeça Intensa: Em alguns casos, a pessoa também pode experimentar uma dor de cabeça intensa e súbita, sem causa aparente.

É importante salientar que os sintomas podem variar de acordo com o perfil de cada um. No entanto, reconhecer os sintomas gerais, seja em si mesmo ou em outra pessoa, e procurar ajuda podem fazer toda a diferença.

 

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial
cejam.org.br/noticias


Pegar no sono rápido não é sinal de dormir bem, otorrino alerta


Normalmente quem se deita e logo cai no sono, imagina que dorme super bem. Mas, para o médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista, pode ser exatamente o contrário. “Quando uma pessoa já entra no sono muito rapidamente, pode ser sinal de que ela não está tendo boas noites de sono REM, que é o sono reparador”, diz. 

O especialista afirma que alguns sinais podem ajudar a identificar se as noites de sono não estão sendo satisfatórias. “Se há presença de ronco, se a respiração está sendo feita pela boca, se o travesseiro acorda babado ou a boca seca e ainda, se há necessidade de ir ao banheiro regularmente durante a noite, podem ser alguns dos sinais de que o sono não está saudável. 

Quem se identifica ou reconhece algum destes sinais no companheiro (a), é importante verificar se há apneia que pode ser tratada com Cpap - uma máscara que joga ar sob pressão através do nariz e da boca e ajuda a evitar o ronco pois impede a obstrução das vias aéreas e assim proporciona um sono mais saudável. “Ainda há opções de tratamentos que podem ser feitos com aparelho intraoral(móvel) ou até por cirurgias”, revela o médico. 

Dr. Bruno alerta que quase 30% das pessoas que roncam têm apneia e não sabem. “O problema é a apneia que gera problemas de saúde, aumenta risco de infarto, AVC, altera a pressão arterial e o metabolismo de açúcar e de colesterol, problemas de memória e até de concentração. O ronco em si é só um problema social, mas as noites mal dormidas são um perigo para a saúde e precisam ser tratadas”, finaliza.

 

FONTE:  

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Mamografia 3D é mais eficaz na detecção do câncer de mama

Estudo revela aumento de 48% na detecção de tumores invasivos por meio desta tecnologia, ajudando o diagnóstico do câncer que mais mata mulheres no Brasil

Divulgação Fujifilm: exame de mamografia em 3D com tomossíntese apresentando massa hiperdensa durante rastreamento médico.


 

A tomossíntese, conhecida como mamografia 3D, é um exame de rastreamento que proporciona uma visão tridimensional detalhada da mama, por isso, é mais eficaz na detecção do câncer. A tecnologia apresenta benefícios significativos em termos de precisão e redução de falsos positivos, conforme pesquisas científicas, contribuindo para o diagnóstico precoce. A última estimativa do Instituto Nacional do Câncer (2023) é de 73.610 casos novos de câncer de mama em 2023, com um risco estimado de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres.
 

Um estudo realizado pela Universidade de Munster, da Alemanha, e publicado pela revista científica Lancet Oncology, revela que há um aumento de 48% na capacidade de detecção de tumores invasivos quando a tomossíntese é utilizada em conjunto com a mamografia tradicional, tornando-a mais precisa do que o exame tradicional.
 

Tecnologia aprimorada

A tomossíntese oferece uma visão aprimorada da mama, permitindo que radiologistas identifiquem lesões mamárias de maneira mais acurada. “Esta abordagem tridimensional reduz a sobreposição de tecido mamário, tornando mais fácil a detecção de pequenos tumores e lesões suspeitas, muitas vezes imperceptíveis em mamografias tradicionais. Isso é muito relevante, considerando-se que o câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo, incluindo o Brasil,” afirma Josemaria Pereira de Francesco, especialista de produtos Raio-X da Fujifilm.
 

O exame também demonstra uma significativa redução na taxa de falsos positivos em comparação com a mamografia convencional. Isso não apenas ajuda a evitar procedimentos invasivos desnecessários, mas também proporciona às pacientes uma maior tranquilidade durante o processo de triagem.
 

Além disso, ao ser realizada usando a mesma máquina de mamografia de rotina, a tomossíntese se torna o procedimento mais eficiente e minimiza o desconforto para as pacientes. Isso significa que as mulheres podem continuar a realizar seus exames de rastreamento de maneira conveniente e com maior confiança nos resultados.
 

“Com base na crescente evidência científica, a tomossíntese está ganhando reconhecimento como um avanço significativo na detecção precoce do câncer de mama. É importante que as mulheres discutam com seus médicos a possibilidade de realizar a tomossíntese como parte de seu check-up anual”, complementa a especialista.
 

À medida que a tecnologia e a pesquisa continuam a evoluir, espera-se que a tomossíntese desempenhe um papel cada vez mais importante na detecção precoce e no tratamento bem-sucedido do câncer de mama.



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