Com feriados prolongados se aproximando,
nefrologista explica como o paciente que realiza terapia renal substitutiva
pode se planejar e aproveitar esses momentos
Com
os feriados de novembro e o recesso oferecido por muitas empresas durante as
festas de dezembro, muitos já começam a planejar viagens. Sejam elas rápidas ou
de muitos dias, é preciso adotar alguns cuidados para que a doença renal não
prejudique os planos, especialmente se o paciente realiza alguma terapia renal
substitutiva. Quem faz diálise peritoneal, hemodiálise ou hemodiafiltração pode
aproveitar esses momentos de lazer sem impeditivos.
É
importante que o paciente fale com seu nefrologista antes de fazer qualquer
plano de viagem, para que o seu estado clínico seja avaliado, evitando riscos e
garantindo segurança.
Uma
recomendação importante é não comprar as passagens sem o aval médico ou da
clínica da cidade de destino, enquanto ela não autorizar o tratamento
dialítico. Isso porque a diálise em trânsito pode ser necessária, e a
solicitação do serviço deve ser feita com 30 dias de antecedência, para que a
clínica responsável pelo tratamento do paciente possa realizar os trâmites
necessários. É essencial que a viagem não atrapalhe o tratamento renal.
“Há
condições que impedem a viagem de um paciente, como a vigência de uma infecção,
excesso de líquidos ou patologias de base descompensadas, como hipertensão mal
controlada, diabetes mal controlado e excesso de líquido para retirada na
diálise”, explica Bruno Graçaplena, nefrologista e responsável técnico pela
DaVita Monte Serrat.
O
médico afirma que para garantir uma viagem segura, o nefrologista avalia as
condições clínicas e intercorrências nas últimas sessões, a condição do acesso
vascular para diálise, a média de ganho intradialítico (peso adquirido entre
sessões de diálise) e os últimos exames laboratoriais, além de realizar exame
físico completo e minucioso.
Se
a praia for o destina da viagem, os pacientes renais crônicos precisam de
cuidados dobrados. “Os portadores de cateter vascular para diálise devem se
atentar aos cuidados de higiene do acesso e não o molhar com água do mar, e
assim evitar a sujidade no curativo”, alerta Graçaplena.
O
especialista reforça que praias e localizações com temperaturas elevadas pedem
mais atenção ao estado volêmico (quantidade de sangue circulando no corpo) do
paciente. É preciso ter cuidado com uma possível desidratação, pois os
pacientes são mais suscetíveis a tal condição, porém aqueles que urinam pouco
ou nada, devem se atentar para o excesso de ganho de peso e não abusar da
ingestão de líquidos, além de realizar refeições leves e saudáveis conforme,
orientações de um nutricionista.
Diante
de todos esses cuidados essenciais, o paciente deve sempre ter em mãos seus
documentos (cartão SUS, RG, CPF e carteira do plano de saúde), as medicações,
relatório médico e exames atualizados antes de viajar. Também é importante
reforçar aos profissionais da clínica de destino, caso seja alérgico a alguma
medicação.
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