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quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Projeto Verão 2024: especialista orienta sobre medicamentos e outras estratégias para a perda de peso com saúde

Nesta época do ano, aumenta a procura por dietas milagrosas e outras medidas que colocam em risco a vida de pessoas em busca de resultados rápidos


A menos de dois meses do início do verão, começa agora a corrida contra o tempo perdido. Para muitas pessoas começou a contagem regressiva para chegar às férias de fim de ano com o peso ideal. Já se sabe, no entanto, que a perda de peso e um organismo saudável não são conquistados às pressas. Ao contrário, são fruto de hábitos saudáveis, uma rotina alimentar equilibrada e prática de atividade física regular. 

Quanto mais tempo mantivermos essa rotina, melhores serão os resultados, explica o Dr. Daniel Lerario, médico endocrinologista, mestre e doutor pela Escola Paulista de Medicina.

“Nunca é tarde para começar e os resultados rapidamente aparecem. Mas não existem milagres”. 

Atualmente, diversas estratégias incluindo, inclusive, medicamentos, auxiliam a perda de peso de maneira bastante segura e eficaz. No entanto, é preciso ter cautela e seguir a orientação médica, pois assim como qualquer medicamento, há contraindicações e efeitos colaterais que precisam ser observados para que, eventualmente, o tratamento seja alterado ou até mesmo interrompido. 

Confira, a seguir, uma entrevista com o especialista e conheça um pouco mais sobre o assunto. 


O emagrecimento atravessa diferentes fases e com elas os seus modismos. A ideia de emagrecer sem esforço, há décadas, ilude pessoas em busca de ideais de beleza muitas vezes inatingíveis. Por que é tão difícil perder peso? 

Perder peso é de fato desafiador e os ideais de beleza atuais são incompatíveis para boa parte das pessoas. Um dos segredos de sucesso é montar uma estratégia racional, definindo metas realistas e viáveis, que permitirão um emagrecimento consistente e sustentável. Dietas da moda acabam tendo um efeito negativo, porque têm pouca ou nenhuma fundamentação científica e muitas vezes induzem a resultados efêmeros, o que provoca frustração. 

 

O que leva as pessoas a seguirem acreditando em fórmulas milagrosas? 

Isso faz parte da natureza do ser humano e é compreensível que as pessoas queiram soluções rápidas para suas questões de saúde e/ou estéticas. Por outro lado, é importante ponderar os riscos e buscar, sempre, os caminhos mais seguros e sérios para a perda de peso desejada.

 

Dietas líquidas ou restrições alimentares severas podem colocar em risco a saúde das pessoas?

Quando feita em níveis exagerados, podem causar fadiga, irritabilidade, mal-estar e desnutrição. O argumento mais importante para contraindicar este tipo de abordagem, no entanto, é que tais medidas raramente trazem perda de peso consistente e duradoura, o que gera sofrimento e frustração. É muito mais sensato seguir um plano dietético no qual a pessoa se sinta bem e que possa ser sustentável. Isso pode envolver tanto ajustes de hábitos de vida, quanto o uso de medicações, que ajudam no controle alimentar para aqueles que têm tal indicação.

 

E os jejuns prolongados, são benéficos ou também oferecem riscos?

Existem mais de mil tipos diferentes de dietas e a melhor é aquela que a pessoa consegue aderir, sentir-se bem e obter resultados duradouros. Há aqueles que têm boa adaptação e resultado satisfatório com o chamado jejum prolongado, modalidade de dieta em que a pessoa se alimenta durante 8 horas do dia e nas outras 16 horas toma apenas líquidos sem calorias. Mas esta não é uma modalidade de dieta que se aplica a todos que querem perder peso, não por gerar riscos, mas porque certas pessoas se sentem mal quando ficam muito tempo sem comer e não conseguem aderir. 

 

Partindo para os medicamentos para emagrecer, quais as diferentes classes de medicamentos disponíveis hoje no mercado brasileiro? 

Há quatro principais classes de medicações auxiliares para emagrecer:

 

- inibidores da absorção de gordura: reduzem a absorção de calorias, porque parte do que se come na forma de gordura passa a ser eliminado nas fezes. Podem, no entanto, provocar diarreia.

 

- medicações inibidoras de apetite: provocam um aumento de neurotransmissores cerebrais (serotonina, noradrenalina, dopamina e outros), que levam a uma redução da fome e/ou da vontade de consumir alimentos mais calóricos, como doces. Tais medicações podem também ter algum efeito benéfico sobre o metabolismo.

 

- medicações anticompulsão alimentar: utilizadas nas áreas de psiquiatria e neurologia, para a redução da ansiedade e compulsividade pela comida.

 

- medicações de ação periférica: substâncias descobertas a partir de estudos com pessoas submetidas à cirurgia bariátrica. Auxiliam a perda de peso, sobretudo porque lentificam a digestão, permitindo a saciedade com menos quantidade de comida.

 

Como os medicamentos para emagrecer agem no organismo?

Independentemente de agir no sistema nervoso central ou no sistema digestório, o principal mecanismo das medicações antiobesidade é a modulação da vontade de comer, ou seja, reduzem a fome ou aumentam a saciedade. Isso ajuda demais na aderência a um plano alimentar hipocalórico e costuma resultar em perda de peso mais consistente do que a observada apenas por intervenções comportamentais.


 

Quais as principais contraindicações destes medicamentos? 

Medicações que agem no sistema nervoso central podem ter uso limitado para pessoas com questões psiquiátricas ou cardiovasculares e precisam ser avaliados caso a caso pelo médico.

Já aqueles que agem no sistema digestório, podem ser contraindicados para aqueles com problemas digestivos mais sérios.

 

Que consequências podem trazer se utilizados de forma inadequada? 

Remédios para emagrecer sempre têm que ser usados com indicação e controle médico. A utilização inadequada de medicamentos antiobesidade pode trazer inúmeras consequências negativas, por isso deve ser evitada.

              

Muitos dos medicamentos prescritos hoje para a perda de peso foram desenvolvidos originalmente para o tratamento de outras questões, sobretudo o diabetes. Mesmo utilizados fora do objetivo descrito originalmente na bula, podemos dizer que é seguro prescrever estes medicamentos para a perda de peso mesmo por aqueles que não têm diabetes?

Sim, de fato alguns dos medicamentos que indicamos hoje para tratar o sobrepeso/obesidade, foram inicialmente desenvolvidos para outros propósitos. Os medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 são um exemplo que inicialmente tinham indicação para tratar diabetes, mas os estudos validaram que também têm boa segurança e eficácia como auxiliares para emagrecer. Atualmente não vemos problemas relevantes em indicar estes medicamentos para pessoas sem diabetes.

 

Mesmo havendo a indicação, nem sempre o tratamento ocorre como esperado. Quais efeitos colaterais ou sinais devem ser relatados ao médico, pois podem indicar que será necessário interromper o uso do medicamento?

A sensibilidade e resposta medicamentosa é muito individual e tem inclusive componentes genéticos. Sempre devemos ter cautela no uso dos medicamentos porque apenas testando o remédio no paciente saberemos qual será a sua dose ideal. Alguns efeitos colaterais são esperados e toleráveis e se resolvem naturalmente com o tempo de uso da medicação. Apenas o médico poderá ponderar se o tratamento pode ser continuado ou deve ser interrompido. Por isso é importante que todo o tratamento seja realizado com o acompanhamento médico.

 

Que outras estratégias devem ser adotadas por pessoas que fazem uso destes medicamentos, para potencializar o sucesso do tratamento?

O medicamento não é o ator principal do tratamento para emagrecer, mas um adjuvante. Ajustes comportamentais, tanto dietéticos quanto de atividade física, são o ponto mais relevante para o sucesso do tratamento. Quem aprende novos hábitos e passa a conhecer melhor os fatores que propiciam o controle do peso corporal, terá melhor prognóstico para a manutenção do resultado obtido.

 

Ao longo do tratamento, por que deve acontecer um acompanhamento médico para avaliações periódicas?

Os estudos mostram resultados bem claros de que pessoas que têm controle médico durante o processo de perda de peso apresentam melhores resultados e menor taxa de recidivas.

 

 Com que frequência devem ocorrer as consultas e quais aspectos serão avaliados?

A frequência das consultas depende de caso a caso, mas comumente é recomendável um controle ao menos mensal. Os encontros são importantes para rever as estratégias comportamentais e/ou medicamentosas, uma vez que a aderência ao tratamento pode se perder com o tempo. Por vezes, aconselhamentos muito simples geram um impacto motivacional significativo. Nas consultas, temos também a oportunidade de, através de dados clínicos e exames, avaliar os benefícios que a perda de peso vem trazendo ao paciente, como redução de hipertensão arterial, apneia do sono, gordura no fígado, entre outros.

 

Alguns estudos têm investigado a relação do uso de alguns destes medicamentos ao desenvolvimento de câncer de tireoide, depressão, mudanças de humor e até mesmo ideação suicida. Hipóteses como estas podem comprometer a confiabilidade nestes medicamentos?

De fato, os estudos vão trazendo novas informações sobre as medicações e precisamos ficar atentos a questões que podem ser relevantes para a segurança no uso das mesmas. Por exemplo, já houve relatos de que a semaglutida poderia estar associada a câncer de tireoide e ideação suicida, mas tais dados ou não foram comprovados em humanos, ou não foram considerados relevantes. Em tempos digitais e globalizados, por vezes há divulgações alarmistas na mídia ou redes sociais que devem ser analisadas por pessoas com formação técnica, por isso é fundamental que o uso dos medicamentos ocorra sob controle médico.

 

Uma vez atingido o peso ideal, a orientação será a de interromper o uso do medicamento?


Toda pessoa que emagrece pode recuperar peso, especialmente quando há uso de algum medicamento neste processo. Talvez este seja um dos maiores desafios para boa parte das pessoas que emagrecem de modo satisfatório. Para a manutenção do resultado, é fundamental que haja mudança comportamental. Uma vez atingido o peso ideal, levando em consideração o contexto de cada pessoa, podemos montar uma estratégia de retirada da medicação e a otimização de medidas de gerenciamento do peso a longo prazo. À semelhança de hipertensão arterial ou diabetes, a obesidade é atualmente considerada uma doença crônica, podendo-se assumir a continuidade dos medicamentos antiobesidade a longo prazo, a depender da segurança e eficácia dos mesmos para aquele paciente.  

 

Nos casos em que não é mais necessário o uso do medicamento, como é interrompido o seu uso?

Não existe uma regra fixa para a suspensão dos medicamentos auxiliares para emagrecer, mas costuma ser mais sensato uma retirada gradual, sempre acompanhada de aconselhamentos comportamentais, que permitam uma manutenção do peso corporal a longo prazo.

 

No caso de perda de peso acentuada, há necessidade de realização de exames específicos ou outras orientações?

Sim, em casos de perda de peso muito acentuada, pode haver deficiências nutricionais que podem ser detectadas através de exames sanguíneos. Outro ponto importante é que níveis de glicemia, pressão arterial, colesterol e triglicérides costumam baixar após reduções de peso, o que pode requerer ajustes no uso de medicações para estas condições. 

 

Como prevenir o reganho de peso?

Talvez este seja um dos maiores desafios para boa parte das pessoas que emagrecem de modo satisfatório. É habitual relaxar nos padrões dietéticos e/ou reduzir os exercícios físicos após tratamento de perda de peso e isso acaba levando aos poucos ao reganho de peso em pessoas com predisposição para engordar. O gerenciamento do peso é algo para ser mantido para sempre. As melhores formas de ter êxito na manutenção do peso a longo prazo são: 

- manter o hábito de se pesar e monitorar os hábitos de vida

- ser proativo em relação a qualquer aumento de peso

- identificar os alimentos gatilho que desencadeiam descontroles alimentares

- manter atividade física regular

- buscar ajuda profissional de modo precoce


A calvície é genética? Entenda a relação entre os genes e a perda de cabelo

Teste de DNA indica se você tem chance de perda capilar


A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, é uma característica que influencia a queda progressiva de cabelos. Segundo a Sociedade Brasileira do Cabelo, cerca de 42 milhões de brasileiros têm calvície. Até mesmo jovens entre 20 e 25 anos podem sofrer com a queda capilar. 

Os primeiros sinais da calvície em homens, normalmente aparecem cedo, e ficam visíveis perto da testa, as chamadas “entradas”. Em seguida, se tornam um círculo sem cabelos no topo da cabeça até sobrarem apenas os cabelos nas faixas laterais e atrás da cabeça. Já nas mulheres, os sinais podem demorar mais, pois até a menopausa elas contam com hormônios femininos que protegem da queda. Nelas, os cabelos da frente permanecem, enquanto os fios do topo da cabeça ficam finos, até o couro cabeludo se tornar visível. 

Dentre as causas da condição estão o excesso de oleosidade no cabelo, excesso de produtos químicos, distúrbios da tireoide, má alimentação, estresse e, sobretudo, genética. Isso porque a calvície está associada a genes que interagem com hormônios masculinos, principalmente a testosterona, por isso, os homens são os mais afetados. As mulheres também produzem esse hormônio, porém em quantidades menores e com menos resultados nos fios.

A genética também pode influenciar a idade em que a calvície se inicia, assim como a velocidade e o padrão da perda de cabelo. Essa característica é considerada poligênica, ou seja, é resultado de variações em não apenas um, mas vários genes. 

 

O que o DNA diz sobre você

Para descobrir as chances de perda de cabelos, segundo o seu DNA, existe o meuDNA Perfil, um teste que entrega resultados semanais com embasamento individual do assinante. Com uma única amostra de saliva coletada em casa, o teste faz a análise de diversos genes e suas variantes. 

Com base no sequenciamento do DNA e de cruzamentos dos dados genéticos com grandes bases de dados e pesquisas acadêmicas, este teste genético consegue estimar vários traços físicos, hábitos, preferências alimentares, comportamento e muito mais, entre eles a calvície. 

A condição não tem cura e dificilmente é evitada, principalmente quando tem causa genética, mas existem tratamentos com medicamentos e intervenções, como transplantes capilares, que podem retardar o processo da perda capilar. Dessa forma, é sempre importante procurar um dermatologista para avaliar o caso.


Estudo sobre terapia hormonal indica: não houve aumento da mortalidade por câncer

O posicionamento da Sociedade Norte Americana de Menopausa (leia aqui) ratifica que a terapia hormonal é o tratamento mais efetivo para os sintomas vasomotores (os clássicos fogachos e calores noturnos), síndrome genitourinária, além de evitar perda óssea e diminuir o risco de fraturas. 

“O tratamento deve avaliar o risco/benefício de cada mulher individualmente, sempre levando em consideração a idade do início do tratamento, tipos dos hormônios, doses, vias de administração e duração do tratamento. A reavaliação desse risco/benefício deve ser realizada periodicamente”, explica Dra. Larissa Garcia Gomes, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP). 

Os riscos de complicações associadas à terapia hormonal são raros, menos de 10 a cada 10.000 mulheres por ano, porém ainda geram muitas dúvidas nas mulheres enfrentando o climatério. O risco associado à terapia combinada (estrógenos e progestógenos) ou terapia de estrógenos isolados (mulheres sem útero) incluem trombose venosa e cálculo de vesícula. Além disso, a terapia combinada também está associada ao aumento de risco de câncer de mama e AVC. 

Porém, dados recentes do seguimento por 18 anos do maior estudo avaliando terapia hormonal na menopausa, chamado WHI, demonstram que não houve aumento da mortalidade por câncer ou doença cardiovascular no grupo de mulheres que iniciaram a terapia hormonal entre 50-59 anos e usaram terapia hormonal por 5-7 anos. “Adicionalmente, considerando o grupo terapia combinada, o risco de mortalidade por todas as causas foi reduzido no grupo tratado versus o grupo placebo, e no grupo terapia com estrógenos isolados, o risco de mortalidade por câncer de mama foi reduzido nas mulheres tratadas versus placebo”, conta a endocrinologista. 

Logo, nesse grupo de mulheres entre 50-59 anos, apesar do baixo aumento de risco de doenças associadas ao uso da terapia hormonal, essas condições não aumentaram o risco de morte dessas mulheres e novos dados sugerem até proteção de mortalidade, sendo que esses dados precisam ser confirmados e melhor entendidos. 

Portanto, de acordo com o posicionamento, nas mulheres jovens com menos de 60 anos ou menos de 10 anos pós-menopausa e que não apresentam contraindicações, a razão risco/benefício favorece o tratamento dos sintomas vasomotores e prevenção de perda óssea. Para os sintomas genito-urinários sem indicações de terapia sistêmica, a terapia local vaginal está recomendada.

 

SBEM-SP- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo
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Dengue Clássica ou Dengue Hemorrágica, Qual a Diferença?

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Aprenda a Diferenciar os Sintomas e a importância vital da vacina no combate a essa doença crescente no Brasil 

                                       Proteja-se e informe-se sobre as diferentes formas da dengue e conheça o poder da vacinação como aliada na prevenção e redução dos casos 

 

A dengue, uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, continua sendo uma preocupação crescente no Brasil. Com o aumento dos casos, é fundamental conhecer e saber diferenciar as duas formas principais da doença: a Dengue Clássica e a Dengue Hemorrágica. Além disso, é essencial entender a importância vital da vacinação como uma ferramenta eficaz no combate e na prevenção dessas formas graves da doença. 

Os diretores da Salus Imunizações, a médica Dra. Marcela Rodrigues e o médico Dr. Marco César Roque, explicam que a Dengue Clássica é a forma menos severa da doença e apresenta sintomas como febre alta, dores de cabeça intensas, dores musculares e nas articulações, fadiga e erupção cutânea. Embora desconfortáveis, esses sinais são geralmente tratáveis e a recuperação ocorre em aproximadamente duas semanas. No entanto, a Dengue Hemorrágica é uma condição mais grave e requer atenção médica imediata. 

Os sintomas iniciais da Dengue Hemorrágica são semelhantes aos da Dengue Clássica, mas à medida que a doença progride, podem ocorrer complicações graves. Os pacientes podem apresentar sangramento nasal ou gengival, manchas roxas na pele, sangramento gastrointestinal e até mesmo sangramento interno, que pode levar a danos nos órgãos e, em casos extremos, à morte. Reconhecer prontamente esses sinais de agravamento é crucial para buscar atendimento médico e iniciar o tratamento adequado. 

No entanto, há uma arma poderosa na luta contra a dengue: a vacinação. “A vacina contra a dengue foi desenvolvida para fornecer proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Isso é vital, pois a infecção por um sorotipo não confere imunidade duradoura contra os outros, podendo levar a casos mais graves em infecções subsequentes por sorotipos diferentes”, destaca a Dra. Marcela Rodrigues.

A vacinação em larga escala desempenha um papel crucial na redução da incidência de dengue e na prevenção de casos graves. Além de proteger o indivíduo vacinado, a vacina também contribui para a imunidade de rebanho, protegendo aqueles que não podem ser vacinados, como crianças pequenas e pessoas com condições médicas específicas. Com menos pessoas infectadas, a transmissão do vírus é interrompida e a disseminação da doença é reduzida, impactando positivamente a comunidade como um todo. 

“A vacinação contra a dengue não apenas previne a formas graves da doença, mas também evita hospitalizações e complicações graves, reduzindo o risco de desenvolver Dengue Hemorrágica. Estudos clínicos comprovam sua eficácia e segurança, fornecendo um respaldo sólido para sua utilização como estratégia de combate à dengue”. Comenta o Dr. Marco César Roque. 

A Dra. Marcela Rodrigues também comenta que, além disso, é essencial destacar a importância das medidas preventivas no controle da dengue, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o uso de repelentes e a adoção de telas nas janelas. Combinar essas medidas com a vacinação é o caminho mais eficaz para enfrentar a ameaça crescente da dengue no Brasil. 

Os diretores da Salus Imunizações concluem enfatizando que, ao identificar os sinais de alerta que podem indicar o agravamento da doença e busque atendimento médico imediatamente, se necessário. E, acima de tudo, não subestime o poder da vacinação na prevenção e redução dos casos de dengue. Ao tomar essa medida protetora, você estará não apenas cuidando de si mesmo, mas também contribuindo para a saúde e bem-estar de toda a comunidade. Juntos, podemos combater a dengue e viver em um ambiente mais seguro e melhor.

 

 Clínica de Vacinas Salus Imunizações


9 em cada 10 brasileiras não sabem mencionar subtipos do câncer de mama, destaca pesquisa Datafolha

Apenas 11% das entrevistadas responderam conhecer alguma categoria relacionada à doença, o que demonstra que o assunto ainda é limitado e com poucas informações relevantes 



Embora o câncer de mama seja o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, sua manifestação não é uniforme, pois a doença engloba uma variedade de subtipos, com características distintas. As diferentes categorias da patologia, no entanto, ainda são relativamente desconhecidas pelas pessoas, conforme demonstra uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pela Gilead Oncology, da Gilead Sciences Brasil. Segundo os dados, 9 em cada 10 mulheres não conseguem identificar nenhum subtipo específico do câncer de mama. Esses números revelam que apenas 11% das entrevistadas são capazes de indicar algum subtipo da doença, enquanto 89% delas não possuem o mesmo conhecimento.

"Aprofundar o entendimento sobre os subtipos possibilita que a paciente seja protagonista do se tratamento, crucial para iniciar o tratamento o mais cedo possível, assegurando um tratamento adequado e personalizado para cada paciente. Empoderar as mulheres através da comunicação são fundamental para que elas sejam capazes de identificar os diferentes subtipos e características do câncer de mama e compreender sua relevância", destaca Flavia Andreghetto, diretora associada de Oncologia da Gilead Sciences Brasil.


NÍVEIS DE CONHECIMENTO SOBRE OS SUBTIPOS

Quando questionadas pelos entrevistadores, 57% das mulheres revelaram não ter conhecimento sobre nenhum dos tipos mencionados. 35% das entrevistadas disseram ter compreensão ou já ouviram falar do câncer de mama metastático RH+/HER2-. Por outro lado, quando questionadas espontaneamente, 56% mencionaram a categoria câncer metastático como um tipo que se espalha pelo organismo. O câncer de mama receptor hormonal positivo/receptor do fator de crescimento epidérmico humano 2 negativo (RH+/HER2-) é o tipo mais comum da doença e acontece quando o tumor se espalha para outros órgãos do corpo, como pulmão, fígado e ossos e cérebro.

O câncer de mama triplo negativo, por sua vez, é o grupo menos mencionado quando estimulado diretamente, com apenas 7% das mulheres afirmando ter conhecimento sobre ele. De forma espontânea, 12% das entrevistadas associaram essa classe como maligna e de difícil tratamento, caso não seja identificada precocemente.  Considerado o mais agressivo dentre os subtipos de câncer de mama, o termo refere-se ao fato de que as células cancerígenas não têm receptores de estrogênio ou progesterona e não produzem a proteína HER2.

"Mesmo que algumas delas mencionem subtipos relacionados à doença, é notável que a maioria não possui um conhecimento aprofundado sobre o assunto, o que destaca a alarmante falta de informação existente. É crucial compreender que um entendimento superficial não é suficiente para uma compreensão adequada sobre a doença, especialmente considerando que mulheres jovens, por exemplo, também estão em risco de serem afetadas pelo câncer de mama triplo negativo", completa Flavia.



OUTUBRO ROSA: DISSEMINAÇÃO NO CONHECIMENTO

A disseminação do conhecimento sobre o câncer de mama e seus subtipos é atribuída também à influência da campanha Outubro Rosa. 98% das entrevistadas estão cientes e conhecem essa ação. A pesquisa Datafolha revela que as participantes reconhecem a relevância do “Outubro Rosa” na conscientização e afirmam que essa iniciativa tem um impacto significativo em suas atitudes em relação à prevenção do câncer de mama. A campanha se destaca por sua eficácia, visto que 99% das entrevistadas acreditam que ela desempenha um papel fundamental na disseminação de informações sobre os riscos da doença. Além disso, 70% delas foram motivadas a consultar um médico, enquanto 66% realizaram autoexames para detectar caroços ou nódulos e 48% decidiram fazer mamografias graças ao impacto da campanha.


Gilead Sciences
Saiba mais no site da Gilead.


A Importância dos Cuidados Periodontais na Prevenção e Controle do Diabetes


O diabetes, uma doença crônica metabólica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, é conhecido por sua influência abrangente sobre a saúde. O aumento da concentração de glicose no sangue, característico dessa condição, desencadeia uma série de complicações sistêmicas, incluindo problemas renais, oculares e vasculares, bem como condições bucais que frequentemente são subestimadas. 

A principal doença bucal associada ao diabetes é a periodontite, condição caracterizada pela destruição dos tecidos de suporte e proteção dos dentes. Além disso, os pacientes diabéticos também são mais propensos a sofrerem de hipossalivação, xerostomia (sensação de boca seca), síndrome de ardência bucal, candidíase, ulcerações na mucosa bucal, dificuldade de cicatrização e hálito cetônico. A relação entre diabetes e periodontite é bidirecional, o que significa que cada uma dessas condições pode aumentar o risco e a progressão da outra. 

Estudos têm demonstrado essa conexão. Em 1993, um estudo realizado por Löe indicou a periodontite como a sexta maior complicação do diabetes. Além disso, uma revisão sistemática e meta-análise que avaliou cerca de 50 mil pacientes em treze estudos mostrou que o diabetes aumentou o risco de desenvolver ou progredir a periodontite em impressionantes 86%, em comparação com pacientes saudáveis ou com diabetes bem controlada. Isso significa que os pacientes diabéticos têm de 1,5 a 3 vezes mais chances de apresentar periodontite, e que essa condição pode ser ainda mais grave quando o controle glicêmico é inadequado, independentemente do tipo de diabetes. 

Um estudo realizado nos Estados Unidos também revelou que um em cada cinco casos de edentulismo (ausência total de dentes na boca) é atribuído à periodontite. No entanto, o ponto crucial é que os pacientes com diabetes bem controlado apresentam um risco periodontal semelhante ao de pacientes sem diabetes. Isso ressalta a importância vital do controle glicêmico na saúde bucal. Além disso, alguns estudos indicam que o tratamento periodontal pode contribuir para o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2, reduzindo os níveis de marcadores inflamatórios sistêmicos e ajudando a regular a insulina. 

Embora os pacientes com diabetes tipo 1 sejam menos estudados nesse contexto devido à natureza autoimune da doença, é evidente que a relação entre diabetes e saúde bucal é significativa. Tanto o tipo 1 quanto o tipo 2 de diabetes têm impactos adversos na saúde oral, e ambos os grupos podem se beneficiar de uma atenção especializada. 

É importante notar que o diabetes não está limitado a uma faixa etária específica, embora o tipo 1 seja mais comum em crianças e adolescentes, representando cerca de 10% dos casos, enquanto o tipo 2 é mais prevalente em adultos, abrangendo 90% dos pacientes. A periodontite, por sua vez, torna-se mais comum após os 40 anos de idade. Portanto, a maioria dos pacientes afetados por essa interação entre diabetes e saúde bucal são adultos com mais de 40 anos. 

Os dentistas desempenham um papel crucial na identificação precoce do diabetes, pois podem detectar sinais e sintomas da doença, como hálito cetônico, sede excessiva, aumento da frequência urinária, fome excessiva e perda de peso inexplicada. Portanto, a consulta odontológica pode ser o primeiro passo para o diagnóstico do diabetes, especialmente em casos ainda não diagnosticados. 

Para os pacientes com diabetes bem controlado, a resposta aos tratamentos dentários é semelhante à de pacientes sem diabetes. No entanto, se condições bucais, como periodontite, hipossalivação ou candidíase, já estiverem presentes, elas devem ser tratadas adequadamente. A manutenção de uma higiene bucal rigorosa, a ingestão adequada de água e um controle glicêmico eficaz são fundamentais para minimizar os impactos do diabetes na saúde bucal. 

Além disso, é essencial realizar um controle de manutenção preventiva após procedimentos odontológicos, como implantes, para evitar complicações, como a peri implantite. Pacientes diabéticos correm um risco ainda maior de complicações com implantes devido à sua associação com periodontite e aos impactos negativos do diabetes no metabolismo ósseo, inflamação e circulação sanguínea. 

A recomendação odontológica mais importante para pacientes com diabetes é buscar acompanhamento regular com um periodontista, conforme indicado nas Diretrizes da Sociedade Brasileira do Diabetes de 2019/2020. Conscientizar o paciente sobre seu risco aumentado de periodontite e outras condições bucais é fundamental, assim como destacar a influência positiva do controle dessas condições na glicemia. 

Além disso, recomenda-se que pacientes diabéticos realizem profilaxias de revisão a cada 3 ou 4 meses, no máximo, devido ao risco aumentado para periodontite. A placa bacteriana patogênica, responsável pelo desencadeamento de doenças bucais, incluindo periodontite, leva cerca de 3 meses para se reconstituir após sua remoção em uma profilaxia profissional. Portanto, um acompanhamento frequente é necessário, levando em consideração o controle glicêmico e outros fatores individuais. 

Inovações no campo odontológico, como o Protocolo GBT, têm proporcionado uma profilaxia menos invasiva e mais eficiente, reduzindo a dor e o desconforto do paciente e economizando tempo. Isso é alcançado através de técnicas avançadas que incluem a orientação do profissional por meio de evidenciadores e o uso de pós para polimento simultâneo, agilizando o processo de profilaxia. 

Por fim, é fundamental que os dentistas avaliem cuidadosamente os níveis de glicose de seus pacientes, evitando procedimentos invasivos ou que envolvam sangramento em casos de glicemia abaixo de 70mg/dL ou acima de 300mg/dL, devido aos riscos de complicações dos quadros de hipoglicemia e hiperglicemia, respectivamente. Uma anamnese completa, incluindo a medição da glicemia, deve ser realizada em pacientes diagnosticados com diabetes ou suspeita dessa condição. 

Em resumo, a relação entre cuidados periodontais e diabetes é profunda e bidirecional. O controle glicêmico e a manutenção da saúde bucal desempenham um papel crucial na prevenção e no gerenciamento eficaz dessa doença crônica. Os pacientes diabéticos devem estar cientes de seu risco aumentado para periodontite e outras condições bucais, buscando cuidados odontológicos regulares e seguindo as recomendações de acompanhamento profissional. 



Manuela Netto - Cirurgiã Dentista formada pela Universidade Veiga de Almeida (UVA), pós-graduada em Periodontia pelo IOPUC - RJ, mestre em Ciência de Materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME-RJ) e treinadora da Swiss Dental Academy.



Referências Bibliográficas:
Stöhr J, Barbaresko J, Neuenschwander M, Schlesinger S. Bidirectional association between periodontal disease and diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis of cohort studies. Sci Rep. 2021 Jul 1;11(1):13686. doi: 10.1038/s41598-021-93062-6.
Alves, C. D. A. D., Brandão, M. M. D. A., Andion, J., Menezes, R., & Carvalho, F. (2006). Atendimento odontológico do paciente com diabetes melito: recomendações para a prática clínica.
Yamashita, J. M., Moura-Grec, P. G. D., Capelari, M. M., Sales-Peres, A., & Sales-Peres, S. H. D. C. (2013). Manifestações bucais em pacientes portadores de Diabetes Mellitus: uma revisão sistemática. Revista de Odontologia da UNESP, 42, 211-220.
Salci, M. A., Silva, D. M. G. V. D., Meirellles, B. H. S., Rêgo, A. D. S., Radovanovic, C. A. T., Carreira, L., & Oliveira, M. L. F. D. (2020). Diabetes mellitus e saúde bucal: a complexa relação desta assistência na atenção primária à saúde.
de Almeida Caldeira, G., & Souza, M. T. (2021). Saúde bucal e implicações odontológicas de pacientes portadores da diabetes mellitus: revisão de literatura.


“Água potável, saneamento básico e vacinas são as medidas mais eficazes para a promoção da saúde pública”, afirma Dr. Renato Kfouri

Entrevista foi concedida para o “Falando de Saneamento & Saúde”, podcast do Trata Brasil em parceria com a Probongo!

 

O Instituto Trata Brasil (ITB), organização com foco nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país, acaba de lançar um novo episódio do seu podcast, o “Falando de Saneamento & Saúde”, em parceria com a Probongo!. O espaço, voltado para abordar diferentes assuntos relacionados ao saneamento básico, foca nessa temporada nos impactos do tema na saúde. Luana Pretto, presidente-executiva do ITB e host do podcast, conversou neste episódio com o Dr. Renato Kfouri, médico especializado em pediatria, neonatologia e infectologia, ocupando hoje o cargo de presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). 

“As vacinas e a água potável realmente mudaram o cenário das doenças infecciosas, que eram as principais causas de morte na população mundial dos últimos séculos”, afirma o Dr. Kfouri. Apesar disso, ainda temos um longo caminho a percorrer no Brasil. A precariedade do saneamento básico ainda é uma realidade, no qual, mais de 33 milhões de habitantes vivem sem acesso à água potável e mais 93 milhões não são atendidos com coleta de esgoto. Apenas 51,2% do volume de esgoto gerado é tratado, isto é, mais de 5,5 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são despejadas na natureza diariamente. Dados do DATASUS (ano base, 2021) presentes no Painel Saneamento Brasil, apontam que ocorreram cerca de 130 mil internações por doenças associadas à falta de saneamento no país. 

Sobre as crianças e a vacinação, Dr. Kfouri afirma que “se o saneamento básico propicia melhores condições de higiene e saúde, é a vacinação que garante a proteção dessas crianças. Temos hoje uma dezena de doenças preveníveis que, dado o relaxamento na vacinação, propiciam a criação de bolsões de baixas coberturas que levam ao ressurgimento de algumas doenças. É importante deixar o recado que junto as questões de saneamento, fundamentais para a saúde da população, as vacinas também não podem ser negligenciadas”. 

Os episódios podem ser acessados no site do Trata Brasil, no Youtube e nas principais plataformas de áudio como Spotify, Deezer, Google Podcats e Apple Podcasts. 


Instituto Trata Brasil (ITB) é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público)
Para mais informações, acesse.

Probongo! - uma iniciativa fundada por profissionais da área da saúde ajudando a acelerar o impacto das ONGs no Brasil.

 

FRIO PIORA DOR? VEJA ESSES E OUTROS MITOS SOBRE DORES NAS COSTA

   

Fisioterapeuta e Diretor Científico do Instituto RV, afirma que não existe uma postura correta. Se doeu? Mude; a melhor posição é sempre a próxima.

 

Sentir dores constantes em qualquer parte do seu corpo não é normal. Inclusive, dor nas costas. Embora esta seja uma das regiões mais comuns de sentir desconforto, é indicado investigar e tratar. Um estudo recente publicado na revista The Lancet Rheumatology analisou a prevalência dessa condição, estimando que mais de 600 milhões de pessoas no mundo experimentaram essa queixa em 2020. Além disso, as projeções apontam que esse número pode ultrapassar 800 milhões nos próximos 30 anos. 

De acordo com Caio Marengoni, Fisioterapeuta e Diretor Clinico do Instituto RV, as causas são variadas, incluindo fatores como estilo de vida, lesões e problemas médicos. Mas, ressalta que essas causas podem ser atenuadas por meio de simples mudanças nos hábitos. 

“Há diversas modalidades que tem uma alta capacidade de contribuir para que as dores reduzam gradativamente. No entanto, é preciso estar atento a mitos, os quais, por vezes, não apenas falham em aliviar o problema, mas também podem agravá-lo. Como Marengoni resume: "Recebemos muitos questionamentos, por exemplo, se existe uma posição correta, se o frio piora as dores ou se as dores pioram com a idade, mas nenhum deles tem comprovação cientifica”, explica.

Por isso, para esclarecer todas as dúvidas, a seguir, você confere os principais mitos e verdades destacados pelo fisioterapeuta.
 

Frio piora dor nas costas? 
Mito: De acordo com o Caio, a temperatura ambiente não é a causa principal da dor nas costas. A dor nas costas geralmente resulta de sobrecarga mecânica, lesões ou condições médicas subjacentes. O frio, no máximo, pode contribuir para a tensão muscular ou diminuir nossa atividade diária, mas não é a causa primária da dor nas costas.
 

Sentar-se de pernas cruzadas causa escoliose e dor nas costas?
Mito: Não existem evidências científicas sólidas que estabeleçam uma ligação direta entre cruzar as pernas e esses problemas. Marengoni enfatiza a importância da moderação e da variação de posições ao longo do dia. “Caso alguma posição causar desconforto, não significa que ela está errada, a melhor posição é sempre a próxima”.
 

Má postura é uma causa de dores nas costas?
Mito: A má postura não, exceto em escoliose grave (acima de 50°), contribui para o desconforto. No entanto, é igualmente essencial reconhecer que a dor nas costas não é exclusivamente desencadeada pela gravidade da escoliose. Diversos fatores, como o estilo de vida, lesões traumáticas e problemas médicos, desempenham um papel significativo.
 

As dores nas costas pioram com a idade?
Mito: É um equívoco pensar que as dores nas costas pioram obrigatoriamente à medida que envelhecemos. Na verdade, as dores nas costas são uma queixa comum que pode afetar pessoas de todas as idades. “As dores nas costas podem ocorrer em jovens, adultos e idosos devido a uma variedade de causas, por isso manter um estilo de vida ativo e, quando necessário, a orientação de um fisioterapeuta, pode ajudar a gerenciar e prevenir dores nas costas em todas as idades” orienta.
 

Cirurgia é a única opção de tratamento para dor nas costas?
Mito: De acordo com Caio Marengoni, a maioria das pessoas que sofrem de dor nas costas não necessita de cirurgia para tratamento definitivo. Na verdade, apenas uma pequena parcela de pacientes com dor na coluna requer intervenção cirúrgica. “O tratamento da dor nas costas deve começar com abordagens não-cirúrgicas, que incluem diversas modalidades terapêuticas. Entre essas modalidades estão a fisioterapia, exercícios de fortalecimento, algumas terapias manuais, educação em dor e outras terapias complementares”, comenta.
 

Colchões firmes são sempre melhores para as costas:
Mito: A escolha do colchão é pessoal e depende das preferências individuais. O objetivo do colchão é te fazer dormir, e não aliviar a dor nas costas.
 

No momento da dor, ficar de repouso é a melhor opção?
Mito: O corpo humano não foi projetado para permanecer inerte. Há diversas modalidades que trazem benefícios para o fortalecimento e estabilização do tronco, aliviando dores e prevenindo lesões. “A estrutura da nossa coluna foi feita para suportar a carga do nosso corpo, por isso: movimente-se”, orienta.

Por fim, Caio explica que buscar orientação profissional e abandonar ideias errôneas é essencial para preservar a saúde das costas. “Manter-se informado e cuidar do corpo de maneira responsável e equilibrada é a chave para uma vida saudável”, conclui o Fisioterapeuta e Diretor Científico do Instituto RV.



Mais uma onda de calor: 5 dicas para aliviar a temperatura corporal

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Médica reforça cuidados com a hidratação e exposição ao sol durante a fase de temperaturas altas

 

Recentemente, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para mais uma onda de calor no Centro-Oeste. Conforme informou o Climatempo, há uma grande massa de ar seco sobre a região, que também abrange o Sudoeste e Nordeste brasileiro. Por isso, segundo o órgão, os próximos dias serão de poucas nuvens e falta de chuva, o que ocasionará o aumento da temperatura. De acordo com o boletim, a sensação térmica será ainda maior, com temperaturas de até 5º C acima da média, e deve durar de 3 a 5 dias. 

Nesse momento, é preciso manter alguns cuidados. A médica Mariana Arraes, especialista em emagrecimento e longevidade saudável, explica que é essencial cuidar da hidratação do corpo em dias de muito calor, assim como evitar exposição ao sol das 10h às 16h. Ela destaca que, além de beber muita água, alguns alimentos podem ajudar a se refrescar adequadamente e aliviar os sintomas dessa onda de calor. Confira:
 

- Águas aromatizadas ou saborizadas

- Sucos e chás naturais

- Frutas ricas em água (melão, melancia, morango, laranja, limão, abacaxi, maçã e mamão)

- Picolé natural da fruta

- Açaí 

Dra Mariana acrescenta: “os cuidados com a alimentação, seja no calor ou em qualquer época do ano, não precisam ser um castigo, eles podem e devem ser prazerozos”. A especialista reforça que é crucial evitar o sol, usar roupas leves e beber bastante água em pequenas quantidades.

 

Atividade física

O professor de educação física Carlos Eduardo Nerosky, do Colégio Everest Brasília, reforça que se exercitar em clima quente pode aumentar rapidamente a temperatura central do corpo e traz risco de exaustão por calor ou insolação. "A exaustão por calor pode se desenvolver após vários dias de exposição a altas temperaturas e reposição inadequada ou desequilibrada de líquidos", comenta o educador. 

Conforme o docente, é fundamental a ingestão de líquido antes, durante e pós exercício, pois o calor e o tempo seco provocam desidratação. "É importante também evitar horários próximos ao meio-dia e se for treinar em local fechado, procure lugares bem ventilados ou com controle de temperatura”, conclui o professor.


Como a fé pode auxiliar pessoas que atravessam momentos difíceis?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Cerca de 2,3 milhões de casos novos foram estimados para o ano de 2020 em todo o mundo, o que representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas nas mulheres.

As taxas de incidência variam entre as diferentes regiões do planeta, com as maiores taxas nos países desenvolvidos. Para o Brasil, foram estimados 66.280 casos novos de câncer de mama em 2021, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

Descobrir uma doença pode causar sentimentos negativos como medo e ansiedade. Nestes momentos, ter a fé como uma das formas de apoio é uma boa opção. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a fé tem impactos positivos na saúde física e emocional das pessoas. Em Mateus 11:28-29 está escrito: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas”.

Entre as ferramentas que podem ser utilizadas no fortalecimento da fé, está o Glorify, maior aplicativo de devocionais diários do mundo. De forma gratuita, é possível realizar um momento devocional diário, ler todos os capítulos da Bíblia, fazer orações individuais ou compartilhadas, escutar músicas e testemunhos, e fazer anotações.

“Durante momentos difíceis, a ansiedade gera outros sentimentos como a angústia. O Glorify surgiu para fortalecer a fé das pessoas em todas as situações. Buscar refúgio e auxílio na palavra de Deus é, sem sombra de dúvidas, edificante e faz bem para a alma”, comenta Bárbara Benevenuto, Gerente de Marketing Brasil do Glorify.

Aproximar-se as escrituras sagradas e dos ensinamentos que ela traz é o primeiro passo para fortalecimento da fé. Por isto, separar um tempo para fazer o devocional diário é muito importante, especialmente em momentos difíceis. O segundo passo é refletir e aplicar o conhecimento no dia a dia: “assim, a pessoa sentirá mais segurança ao tomar suas decisões e as dificuldades se tornarão menores”, reforça Barbara. 



Glorify
O aplicativo está disponível para download na Google Play Store e Apple Store.

 

Acidente Vascular Cerebral: entenda quais são os sintomas, diagnóstico e prevenção

 

Doença é uma das principais causas de morte, incapacidade e hospitalizações em todo o mundo

 

Em 29 de outubro é comemorado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), data criada com o propósito de conscientizar a população sobre os riscos da doença. Quando se trata de AVC, cada minuto conta e pode fazer a diferença. É fundamental que as pessoas tenham conhecimento dos sintomas, saibam como agir rapidamente e busquem ajuda médica imediatamente.

O AVC é o nome que se dá a um quadro clínico caracterizado por déficit neurológico que dura mais de 24 horas, ou que leva o paciente a óbito, que acontece quando vasos que transportam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, e fazem com que uma determinada área cerebral fique sem circulação sanguínea. Já o Ataque Isquêmico Transitório (AIT) é o déficit neurológico que regride em até 24 horas, e também pode ser causado tanto por hemorragia (rompimento) quanto por isquemia (entupimento) do vaso.


Diferenças entre AVC Hemorrágico, Isquêmico e Ataque Isquêmico Transitório

De acordo com o angiologista, cirurgião vascular e membro da Comissão de Doenças Carotídeas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular - Regional São Paulo, Dr. Celso Ricardo Bregalda Neves, existem dois tipos diferentes de AVC, sendo eles: o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico.

O AVC Hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe, levando a sangramento dentro do cérebro (chamado AVC hemorrágico intraparenquimatoso) ou na área entre a massa cinzenta e suas membranas (conhecido como AVC hemorrágico subaracnóideo).

AVC Isquêmico acontece quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode manifestar-se devido a um trombo (trombose) ou um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.

Já o Ataque Isquêmico Transitório (AIT) também pode ser causado tanto por isquemia quanto hemorragia, como citado acima, e o quadro clínico é semelhante ao AVC, mas é denominado desta forma quando os sinais e sintomas neurológicos duram menos de 24 horas.

Os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC ou AIT são caracterizados por uma série de sintomas. Isso inclui uma manifestação súbita de fraqueza ou formigamento em um dos lados do corpo, que muitas vezes afeta o rosto, o braço ou a perna. A confusão mental é outro indicador crítico, juntamente com a alteração na fala ou na capacidade de compreensão. Mudanças na visão, capazes de prejudicar um ou ambos os olhos, são indicativos preocupantes. Além disso, há a possibilidade de ocorrer dificuldade no equilíbrio, problemas de coordenação, sensação de tontura ou alterações na marcha. O único sintoma que pode ser mais frequente no AVC hemorrágico é a dor de cabeça súbita, pelo aumento e expansão de sangramento dentro do cérebro.

O AVC é uma das principais causas de morte, incapacidade e hospitalizações em todo o mundo, e segundo o Dr. Celso, qualquer pessoa, independentemente da idade, corre o risco de ser acometido pela doença. “Não há uma idade específica, já que alguns fatores de risco como uso de drogas, aneurismas, ferimentos na cabeça, hemofilia e defeitos cardíacos congênitos podem estar presentes em jovens e crianças. Mas é mais comum em idosos, a partir dos 65 anos, pela maior prevalência de aterosclerose e outras doenças nesta faixa etária. Em torno de 25% dos Acidentes Vasculares Cerebrais acontecem em pessoas com menos de 65 anos, pois existem fatores de risco como sobrepeso, colesterol alto, diabetes, sedentarismo, entre outros, que não são relacionados necessariamente com idade avançada. E os homens, em geral, são mais atingidos do que mulheres”, declara o médico.

O diagnóstico do AVC é feito pelo exame clínico por médico especialista e exames de imagem que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo de evento (isquemia ou hemorragia). Tomografia computadorizada de crânio é o método de imagem mais utilizado para a avaliação inicial do AVC, demonstrando sinais precoces de isquemia ou sangramento.

Já as sequelas de um AVC podem ser variadas e incluem paralisias, déficits sensitivos, afasia, apraxias, negligência, agnosia visual, déficits de memória, alterações comportamentais, depressão e outras. A extensão das sequelas depende da área do cérebro afetada. O especialista explica ainda que é possível que uma pessoa sofra mais de um episódio, especialmente se permanecer exposta aos fatores de risco.

Para prevenir o AVC é essencial adotar um estilo de vida saudável, incluindo não fumar, não consumir álcool em excesso, evitar o uso de drogas ilícitas, manter uma alimentação saudável, manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente, controlar a pressão arterial e a glicose e tratar doenças cardíacas. Além disso, exames preventivos incluem medição da pressão arterial, dosagem da glicemia para verificar o diabetes e avaliação da saúde cardiovascular.

“Em caso de suspeita de um AVC é preciso buscar ajuda e ligar para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), ou para o atendimento de convênio, para garantir a remoção rápida do paciente para um hospital especializado. A intervenção precoce é crucial para a sobrevivência e recuperação”, orienta o médico.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram).

 


Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP
www.sbacvsp.com.br


Busca por cupons de desconto em medicamentos ganha força em 2023

Com aumento significativo nos preços, a busca por descontos é cada vez mais uma opção, neste cenário a CUPONATION oferece 4 cupons de descontos para o setor 

 

O ano de 2023 está marcando uma tendência no setor de saúde e bem-estar: um aumento significativo na busca por cupons de desconto para medicamentos, constatado pelo Cuponation, maior comunidade de compras e recompensas do Brasil, uma marca da Global Savings Group (GSG).  

Os preços variam de drogaria para drogaria e também se a compra é feita pela internet ou de forma física. Levantamento da Precifica, empresa especializada em estratégias de precificação, mostra que somente de abril para maio deste ano houve uma alta de 6.6% na média de preços dos medicamentos.  

Algumas redes oferecem cashback - retorno de parte do valor da compra para ser gasto em novas aquisições - e até a opção de “retirada na loja”, para não cobrar o frete. Neste cenário, os cupons de desconto em medicamentos têm sido a saída perfeita para driblar a alta de preços de produtos cuja compra não pode ser adiada. 

Confira abaixo os cupons de descontos disponibilizados pelo CUPONATION: 

  • Drogaria São Paulo: 10% OFF na primeira compra - válido até dezembro/2023; 
  • Drogaria Venâncio: R$ 25 OFF na primeira compra (mínimo de R$ 250) - válido até dezembro/2023; 
  • Farmácia Indiana: cupom de desconto de 5% OFF exclusivo Cuponation. Válido até 31/10; 
  • Drogal: primeira compra com R$ 10 OFF. Válido até dezembro de 2023. 

Todos os descontos em destaque podem ser consultados diretamente na plataforma do Cuponation por meio deste link e você pode acessar a página de top20 com mais descontos em medicamentos, beleza e outros.

 

Cuponation
www.cuponation.com.br

 

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