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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Pandemia eleva número de acidentes com queimaduras

Acidentes com queimaduras são muito frequentes no cotidiano e, com o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19, houve um aumento sensível de casos ocorridos dentro de casa.


Entre as causas mais frequentes estão água quente, ferro de passar roupas e panelas, além do álcool 70%, solução mais concentrada que passou a ser amplamente utilizada neste período.

Queimaduras são lesões provocadas pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio intenso, produtos químicos (naturais ou sintéticos), eletricidade ou radioatividade. Considerando que a pele é o maior órgão do corpo humano, cuja principal função é nos proteger dos agentes externos, a intensidade dos danos causados por uma queimadura dependerá do grau de acometimento dos tecidos.

É isso também que irá definir o tratamento adequado para cada situação. Dessa forma, as queimaduras podem ser classificadas em:

1º grau: atinge as camadas superficiais da pele, deixando a pele avermelhada e causando dor leve. Não há bolhas.

2º grau: fere as camadas mais profundas da pele. Notamos bolhas, vermelhidão, manchas ou mudança da cor, com dor mais intensa e descamação.

3º grau: afeta todas as camadas da pele e pode até chegar aos músculos e ossos. Muitas vezes não há dor e o aspecto é de pele branca nacarada, ou carbonizada escura. A ausência de dor acontece pela lesão das terminações nervosas sensitivas.

Em todos os casos, a recomendação é colocar a área queimada sob água fria corrente e limpa por cerca de 20 minutos ou, quando estiver em ambientes com muita poeira, insetos ou areia, deve-se cobrir a área com um pano limpo e úmido. Logo após, a vítima deve procurar atendimento no Pronto-Socorro mais próximo.



Tratamento para queimaduras

Nas unidades da Rede São Camilo de São Paulo, o primeiro atendimento é realizado por um cirurgião geral, que poderá avaliar a causa e o grau da lesão para, então, encaminhar o paciente para o tratamento necessário.

Assim, casos menos graves são acompanhados por um cirurgião plástico, enquanto as queimaduras mais profundas são direcionadas para internação e tratamento com uma equipe multidisciplinar formada por enfermeiros estomatoterapeutas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, fundamentais para uma recuperação bem-sucedida.

Entre os principais critérios que determinam a necessidade de internação do paciente estão:

- Queimaduras de 2º e 3º graus com acometimento de mais de 10% da superfície corpórea total em pacientes com menos de 10 anos de idade ou mais de 50 anos de idade;

- Queimaduras de 2º e 3º graus com acometimento de mais de 20% da superfície corpórea total em todas as faixas etárias;

- Queimaduras de 3º grau com acometimento de mais de 5% da superfície corpórea total;

- Todas as queimaduras de 2º e 3º graus com possível prejuízo a áreas funcionais ou estéticas, como face, mãos, pés, genitais, períneo ou articulações;

- Todas as queimaduras elétricas, incluindo lesões por raios;

- Queimaduras químicas ou envolvendo lesões inalatórias;

- Queimaduras circunferenciais de extremidades ou do tórax;

- Queimaduras com outros traumas associados, como acidente de carro, por exemplo;

- Queimaduras em pacientes com condições médicas pré-existentes que possam complicar o manejo das mesmas e/ou prolongar a recuperação, como Insuficiência coronariana, Doença pulmonar crônica ou Diabetes Mellitus.

Vale ressaltar que o sucesso no tratamento desses casos depende de um conjunto de fatores, aliando uma equipe multidisciplinar qualificada, agilidade no atendimento e tecnologia avançada.

Tais elementos são fundamentais para garantir a melhor recuperação do paciente vítima de queimaduras. Em alguns casos, será realizada uma limpeza em centro cirúrgico, sob anestesia geral, para a retirada do tecido morto.

O paciente ainda pode ser submetido à terapia por pressão negativa, uma técnica moderna que visa substituir a manipulação diária para troca de curativos, o que causa dor intensa e desconforto. O procedimento também reduz o tempo de cicatrização, além de preparar melhor o tecido quando é necessário realizar a reconstrução da área queimada. 

Nestes casos, por exemplo, os pacientes podem ser submetidos à terapia por pressão negativa, onde evitamos essa manipulação diária, além da aceleração da cicatrização ou o preparo para a reconstrução da área acometida.



O que não fazer em caso de uma queimadura em casa

É importante frisar que muitas medidas caseiras podem prejudicar o tratamento da queimadura, algumas vezes até mesmo piorando o quadro.

Portanto, em caso de acidentes desse tipo, independentemente da gravidade, não se deve tocar na queimadura com as mãos ou furar as bolhas, pois isso poderá contaminar a ferida, prejudicando sua recuperação. Da mesma forma, deve-se evitar manipular a área afetada, arrancando tecidos ainda grudados na pele, por exemplo.

Por fim, jamais deve-se aplicar qualquer produto no local, como manteiga, pasta dental, azeite, café em pó ou clara de ovo.




Flávio Marques Nogueira - médico cirurgião plástico na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

O professor readaptado e seus direitos na aposentadoria


É sempre relevante colocar em pauta os direitos dos professores e suas nuances. Olhamos com carinho para esses trabalhadores, por se tratar de uma classe batalhadora do País, e que enfrenta desafios diários para o futuro da nossa educação e futuro profissional. 


Pela experiência nos atendimentos, notamos sempre diversas dúvidas sobre quando o professor é readaptado em outra função. Como, por exemplo, para uma função administrativa, ou se a aposentadoria especial do professor ainda é válida com essa readaptação. 


Nesse artigo quero esclarecer as dúvidas sobre esse assunto.

 

Como funciona a aposentadoria “especial” do professor


Essa aposentadoria tem requisitos diferenciados para a categoria e é possível para toda a carreira do magistério do ensino básico (infantil, fundamental e médio), não somente ao professor de sala de aula.

 

Isso porque, são considerados profissionais do magistério aqueles que exercem atividades de docência e os que oferecem suporte pedagógico direto ao exercício da docência, incluídas as de direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica, desde que dentro do ambiente escolar.

 

Em regra, os requisitos são mais brandos, tendo uma redução de cinco anos na idade, no tempo e nos pontos, dependendo do requisito exigido para cada regra de aposentadoria. Por esses motivos ela ganha o termo “especial”.

 

O que é a readaptação?

 

É a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica.

 

A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

 

Motivos que levam os professores à readaptação

 

As doenças ocupacionais são as maiores causadoras das readaptações dos professores em seu ambiente de trabalho. O próprio exercício da profissão da docência leva esses profissionais a ficarem doentes.

 

Os casos mais comuns de doenças ocupacionais acontecem por algum distúrbio na voz (disfonia, rouquidão, afonia, dor ao falar, cansaço ao falar, falhas na voz, falta de projeção vocal e dificuldade para falar em forte intensidade), distúrbios mentais (síndrome de Burnout, ansiedade, depressão, pânico etc), problemas respiratórios, distúrbios osteomusculares (músculos, nervos, ligamentos etc).

 

Situações que levam ao desgaste do professor

 

Não é novidade nenhuma que a situação da educação no Brasil ainda está muito aquém, com certeza você quando estudante já presenciou isso de perto ou através de relatos. Nas escolas ao redor do Brasil, é fato encontrar salas de aula sem estrutura, ambiente ruidoso (com um barulho acima do limite desejável de 50 decibéis, geralmente a média gira em torno de 80 a 100 db), assédio moral, falta de acompanhamento e consequentemente de prevenção das doenças e posições forçadas, além da alta carga de trabalho.

 

Como é feita a readaptação dos professores

 

Geralmente essa readaptação do professor é feita com o objetivo desses profissionais realizarem as funções pedagógicas (orientador, coordenador, ou até mesmo algum cargo na direção) ou administrativas, ou seja, para outras funções em que ele seja capaz de exercer.

 

O que mais preocupa o professor readaptado, são os casos em que o ente público não reconhece sua atividade como de magistério, por conta da readaptação no meio de sua trajetória trabalhista, perdendo o direito da aposentadoria especial. Por esta razão algumas aposentadorias do professor são negadas a esses profissionais.

 

Alguns estados e municípios já têm legislação própria a respeito, para garantir os direitos dos professores.

 

Como o exemplo do estado de São Paulo e alguns outros estados, que já tem uma legislação específica para os professores readaptados, com o direito ao acesso à aposentadoria do magistério. Se você é professor do estado de São Paulo, pode correr atrás dos seus direitos, caso isso seja negado.

 

Em outros casos é preciso recorrer ao judiciário para que seja reconhecido o direito do professor readaptado o acesso à aposentadoria do magistério.

 

Para quem é a aposentadoria do professor com requisitos diferenciados

 

É bem comum nomear esse tipo de aposentadoria com o termo “professor”, mas na verdade o correto é citar como aposentadoria do “magistério”, abrangendo atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacional, exercidas no âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional.

 

O entendimento do STF sobre o direito à aposentadoria especial do professor readaptado

 

Trazemos um trecho de julgado do Supremo Tribunal Federal, para mostrar e reforçar, caso aconteça alguma negativa para a aposentadoria diferenciada dos professores, que esse direito pode ser revisado e deve ser conquistado.

 

Segue o trecho do julgado: “A readaptação do professor por motivo de saúde decorre de recomendação médica e, a partir do diagnóstico, a Administração Pública é quem determina, com base na limitação da capacidade física ou mental constatada, quais as atividades poderão ser por ele exercidas, de modo que absolutamente nada depende da vontade do docente. Então, se o problema de saúde que leva à readaptação funcional não depende do livre arbítrio do professor, mormente porque ele não tem esse poder de escolha (adoecer ou não), é evidente que o tempo de serviço referente ao período em que estiver readaptado, exercendo atividades administrativas burocráticas, deve ser computado para fins de aposentadoria especial de professor ou professora.”

 

Esse é o entendimento do Supremo Tribunal Federal, favorável à tese de que mesmo readaptado, o professor deve ter direito e acesso a aposentadoria do magistério, com regras mais brandas.

 

Demais direitos do professor readaptado

 

- Os salários do cargo efetivo e a jornada de trabalho não podem ser diferentes.

 

- As funções devem ser compatíveis com a área de atuação na educação.

 

- Tem direito a indenização/auxílio acidente do INSS para continuar trabalhando e receber um benefício. 

 

- O direito à aposentadoria do professor e ao abono de permanência, caso opte por continuar na atividade. Se você tem o direito, idade e tempo reduzidos, e não se aposentou ainda, pode receber o abono de permanência até completar os requisitos de outra aposentadoria compulsória.

 

Portanto, a aposentadoria do professor já é bem complicada, com regras específicas nos dois regimes de previdência, regras de transição e novas regras da reforma. Na aposentadoria especial do professor readaptado é importante tomar mais cuidado e é sempre recomendado ter o acompanhamento e entendimento de um advogado especialista.

 

Em nosso Canal no YouTube você encontra mais informações sobre seus direitos previdenciários e trabalhistas.

 


Carolina Centeno de Souza - Advogada especialista em direito previdenciário, trabalhista e sindical. Palestrante e sócia do escritório Arraes e Centeno Advocacia. Visite nosso site: arraesecenteno.com.br/


Como pequenos empresários devem se planejar para vender no mercado digital?

Especialista em gestão dá dicas e pequenos empresários contam quais são os principais desafios encontrados durante a migração para as vendas on-line


“Em alguns anos existirão dois tipos de empresas: as que fazem negócios pela internet e as que estão fora dos negócios.” A frase célebre de Bill Gates demonstra a grande necessidade dos empresários de se adaptarem ao meio digital. O agravamento da pandemia no País, resultando em uma nova onda de fechamento ou redução de circulação no comércio físico em diversos estados, trouxe ainda mais esse senso de urgência aos empreendedores, que se sentiram praticamente obrigados a renovar seu modelo de gestão para não terem que ver seus negócios fecharem as portas.

Segundo dados da Neotrust – considerado o “censo” do varejo on-line brasileiro –, só no primeiro trimestre de 2021 as vendas no e-commerce tiveram alta de 57,4% em comparação ao mesmo período de 2020. Foram realizadas 78,5 milhões de compras on-line só nos três primeiros meses deste ano. Essa quantidade de compras resultou em um faturamento de R$ 35,2 bilhões para o e-commerce entre Janeiro e Março de 2021 – aumento de 72,2% na comparação com 2020.

Carlos Eduardo Soares tem 40 anos e é CEO da Empresa Obabox – que está no ramo de atuação no varejo on-line há 17 anos. Ele comenta que a empresa cresceu 148% desde o início da pandemia, e as maiores dificuldades enfrentadas durante esse crescimento foram relacionadas à importação e adaptação de pessoal:

 “Tivemos um crescimento rápido, e estruturar a empresa no cenário de pandemia foi bastante desafiador, já que, por exemplo, contratamos mais de 50 pessoas de maneira 100% remota. Nossos desafios também foram grandes em relação ao suprimento de produtos, devido à instabilidade que ocorreu com nossos fornecedores, sobretudo em itens de origem internacional. E houve ainda a adaptação de toda estrutura para essa nova realidade, além do esforço para manter a cultura da empresa com a chegada de tantos colaboradores novos e ainda trabalhando em home office.”

Maria Fernanda Bonome tem 38 anos, é sócia-proprietária e diretora de marketing da Empresa Defacile – que atua há sete anos no ramo de decoração, presente nos principais market places do mercado. Ela conta que as vendas aumentaram muito durante a pandemia porque as pessoas, que estão mais em casa, resolveram decorar os ambientes. Houve muita dificuldade para atender essa alta demanda, para ir em busca de contratação rápida e compras de maquinário:

 “Por conta da pandemia, tivemos um crescimento ainda maior do mercado digital. As pessoas estão confiando e comprando cada vez mais. Desde o início, sempre tive a motivação para as vendas on-line, porque eu queria minha liberdade de poder trabalhar de qualquer lugar. E sempre achei que não tem como não estar nesse meio digital, afinal, é uma tendência que acontece no mundo todo. Mas é sempre um passo decisivo, que envolve grandes desafios. Eu mergulhei de cabeça e arrisquei. Fui trabalhando bastante e a empresa foi crescendo.”

Marcelo Germano - empresário, especialista em gestão empresarial e idealizador do método do EAG (Empresa Autogerenciável), ele também é responsável por orientar muitos empresários a saírem do caos causado pela pandemia e direcionar o Planejamento das empresas para o mercado digital:

 “Eu sempre falo que a grande empresa é a pequena empresa que fez a coisa certa. E não adianta, estamos falando de uma tendência mundial. O comércio físico está cada vez mais perdendo terreno porque estamos diante de uma revolução do mercado digital. Quem está de fora, vai sofrer. E muitos já estão sofrendo para se adaptar ao varejo on-line. Mesmo quem é pequeno empresário já passou da hora de ir para o digital. E o mais importante: o investimento é acessível para os empreendedores que estão a fim de aprender e se adaptar. O mundo caminha para isso.”

 

Planejamento: como se preparar para a migração digital

Os pequenos empresários que ainda não migraram para o digital (ou estão em processo) já tomaram consciência de que o problema de estar de fora é real, e que é necessário um senso de urgência. Mas ainda que solução pareça estar bem à frente, é preciso muita estratégia para a adaptação e colocar em prática ações que vão fazer a diferença.

Para isso acontecer, é de grande importância buscar conhecimento em gestão empresarial, ferramentas aplicáveis, conteúdo prático para trabalhar indicadores, criar processos claros e métricas para acompanhar o progresso. Além de tudo, o time de funcionários precisa trabalhar bem, ter comprometimento. E nesse caminho todo vai ser preciso delegar, contratar um agência especializada em marketing digital ou um time interno de marketing, por exemplo, para conseguir uma empresa em que os processos de gestão estejam em pleno funcionamento.

O especialista em gestão empresarial e idealizador do método do EAG (Empresa Autogerenciável), Marcelo Germano, explica que da infraestrutura à logística, do controle do estoque à contabilidade, contar com ferramentas que melhorem os processos e aumentem a confiança nas transações é de extrema importância para as vendas on-line de sucesso. Mas que em primeiro lugar, deve vir o planejamento, para evitar os principais erros de execução, perda de dinheiro e do valioso tempo do empresário durante a migração digital:

“A organização precisa estar focada em metas. E, para isso, é preciso um plano de ação bem executado. E, para alcançá-lo, iniciativas-chaves são essenciais. Por exemplo: quanto mais focado no projeto de migração digital o empresário estiver, ele vai agir com mais eficácia e eficiência, obtendo maiores resultado. É preciso escolher quais projetos ele vai atacar – que estejam relacionados com a visão do negócio – e de quais ele vai abrir mão para direcionar melhor as ações.”

A empresária Maria Fernanda também conta que sempre foi necessário planejamento, para tudo, mas principalmente para saber onde a empresa quer chegar. E ir em busca de um método de gestão foi essencial:

“Se não sabemos qual caminho seguir, qualquer um serve, e não vamos saber para onde estamos indo. E, nesse cenário, um método de gestão ajuda muito. No começo a empresa ia ‘pelo sopro de Deus’, sem rumo, sem nada, apesar de termos um certo planejamento, não sabíamos onde queríamos chegar. Então, estruturamos nossas metas, visão, valores e uma cultura. Foi quando o Planejamento foi bem feito, e isso nos ajudou bastante. Foi um divisor de águas na nossa performance, fez muita diferença na nossa vida pessoal, profissional, de desempenho e nos resultados na empresa.”

Marcelo Germano explica que, nos 25 anos de jornada como empresário e orientando centenas de donos de empresas, ele descobriu o que chama de “miopia empresarial”:

“A miopia empresarial me mostrou que a maioria dos donos e donas de empresa estão jogando fora a própria vida fazendo um ‘trabalho burro’ dentro do negócio ao invés de ‘trabalhar duro’. Esses donos parecem não perceber que estão no papel completamente errado e, por isso, acabam se frustrando, acabam perdendo a paixão pelo negócio, e os que ainda têm forças vivem numa corrida de ratos de trabalhar 12, 14, 16 horas por dia por 10, 20 anos, mas a vida não muda e o negócio continua estagnado. São normalmente viciados em apagar incêndio, atolados no operacional e não lhes sobra espaço mental para olhar novas estratégias.”

Por isso, durante um período como o de pandemia, diante de uma situação externa que não é possível controlar, é necessário olhar para dentro da empresa e elencar o que realmente é importante para o negócio. Visto que as vendas digitais são tendência no mercado, ainda mais pelo cenário vivenciado, o empresário deve estruturar uma pirâmide de produtividade e acompanhar os resultados para executar essa migração. Assim como explica o idealizador do método do EAG (Empresa Autogerenciável):

“É de extrema importância saber estruturar a pirâmide, ao entender o caminho da liderança, fazer planejamento estratégico, visitar clientes, treinar o time de vendas, otimizar os processos, montar um processo comercial, montar o processo de marketing, fazer branding, networking, organizar reuniões mensais de resultados, avaliar desempenho dos colaboradores. Desde estruturar a logística, o departamento de finanças até como atrair o cliente para as vendas on-line, todos são processos essenciais para a migração digital.”

 

Tração – como atrair o cliente ideal para a venda on-line

Toda empresa precisa de clientes. A tração é o processo de como a empresa atrai a atenção dos potenciais clientes, como ela os converte em clientes e como faz para eles continuarem a comprar da empresa. E no mercado digital o princípio não é diferente, mas demanda uma especialidade no trabalho do marketing digital para atrair o cliente potencial para a compra do produto/serviço oferecido.

A empresária Maria Fernanda achava que no começo era só colocar no ar um site bem feito e funcionando corretamente, mas percebeu que não era apenas isso. Foi necessário sair da zona de conforto, mudar a rota e executar o planejamento de maneira correta para saber lidar com as dificuldades e imprevistos que poderiam aparecer:

“No primeiro mês em que colocamos site no ar, vendemos apenas dois itens de decoração. A partir disso, percebi mais profundamente que precisava de muita dedicação, estudo especializado em marketing digital, estratégia, conhecer o público, como alcançá-lo e saber as necessidades dele. E o legal do mercado digital, é que nas vendas on-line tudo é mensurável, conseguimos medir e saber melhor como nos planejar e onde queremos chegar. Superamos essa fase com muito planejamento e organização de processos, e nos reinventamos, inovando a cada necessidade.”

Antes de migrar para o mercado digital, é essencial que o empresário estude a base, a parte estratégica e entenda qual a jornada de compra do cliente, o que ele pensa, o que faz, em que horário costuma comprar. E a primeira alavanca das vendas é a atração dos clientes, gerar leads, pessoas interessadas no produto ou serviço. Eles são o público-alvo, a persona envolvida na compra, e só a partir do momento em que o dono da empresa tem a clareza de quem é o cliente ideal é que se torna possível trabalhar a comunicação diretamente para ele. É possível direcionar todos os esforços para atingir os resultados, e neste momento entra em cena a comunicação, onde o foco deve estar:

“Quando o dono da empresa começa a desenvolver novas habilidade e entende que o marketing e o comercial trabalhando de forma alinhada, consegue vender muito mais sem entrar apenas na guerra de preços. Porque, afinal de contas, existem mecanismos de persuasão, de atração de clientes e de conversão de clientes no meio digital que ele pode usar a seu favor. Existem, por exemplo, habilidades do presente que muitos empresários acreditam que são habilidades do futuro: copywriter, editor de vídeo, gestor de tráfego, todas já são habilidades do presente. E têm que fazer parte da empresa, não podem estar fora, seja através de uma agência especializada ou através de um time interno competente: todos precisam estar alinhados aos objetivos da empresa, quem é o cliente ideal, e quais são os canais que vão ser utilizados para a venda digital”, diz o idealizador do método do EAG.

Quando o dono da empresa não sabe quem é o público ideal, não tem foco nele. Acaba trazendo inovações que são remendos na estratégia, que não visam atender o cliente, e sim necessidades momentâneas. É necessário relacionamento, conteúdo relevante e de qualidade, comunicação direcionada para o cliente ideal, assim como explica Marcelo Germano:

“Nos nossos treinamentos, eu sempre pergunto para os empresários: o que você quer que o seu cliente pense ou sinta toda vez que ele tem contato com a sua marca? Isso faz com que você direcione toda a atenção para a experiência do cliente, o que é fundamental.”

 

Revolução Digital – tendência mundial e a realidade do Brasil

Ainda é cedo para dizer quando o e-commerce vai vender mais que o comércio físico no Brasil. Mas podemos dizer que a digitalização é um processo irreversível, assim como tem acontecido em países como a China, os Estados Unidos e a França. Por isso, é importante que cada vez mais as empresas façam a migração e se profissionalizem. Como explica Marcelo Germano:

“Temos que tomar cuidado ao comparar, por exemplo, o mercado do Brasil com o da China – que possui todo o aparato em infraestrutura logística, grande população e a própria cultura do povo. Muitas coisas não se comparam com o Brasil, e a ideia não é mesmo essa. Muitas pessoas no nosso país não têm acesso à internet e, embora grande parte da população tenha perdido o medo das compras on-line, ainda existe um caminho a ser percorrido. Desde questões logísticas, fretes, meios de pagamento, atendimento ao consumidor e boa internet ao alcance de todos. Tudo isso tem que ser levado em consideração. Mas, ainda assim, precisamos analisar dados e citar novos comportamentos, para que os pequenos empresários do Brasil possam se adaptar a tempo. Olhar para esse setor com otimismo é inevitável. E, para finalizar, eu sempre digo que o dono da empresa é o comandante dela, não importa o que está acontecendo ao redor. E os empresários são os diamantes, os líderes do Brasil. São eles que vão fazer um País melhor e contribuir para a geração de empregos, mesmo diante do caos em que estamos vivendo.”

 

Histórias de superação na migração para o digital

Da sala de aula para o computador de casa

Ana Paula Petrosino tem 37 anos, é professora de língua inglesa, CEO da Embassy – escola de inglês para adultos, que atua no ramo de educação corporativa. Durante a pandemia, ela conta que havia ficado sem realizar vendas por dois meses seguidos, e isso gerou grande preocupação. Foi quando a adaptação de uma ideia pensando em vendas estratégicas surtiu grandes mudanças:

“Nós tínhamos desenvolvido uma plataforma de ensino de língua inglesa para ambiente corporativo para uma grande fábrica da cidade. A ideia que fez mudarmos os rumos do nosso negócio para o digital foi readaptarmos essa plataforma para ensinar inglês a adultos que trabalham, utilizando assuntos diversos, complementado para aulas on-line e ao vivo. Tudo pensado para o mercado nacional, e ainda podendo ser internacional, já que entrando no mercado digital não temos mais a barreira geográfica. Esse mercado até existia, mas não estávamos usando essa oportunidade, o que a pandemia veio deixar mais latente. Depois do lançamento, já vendemos e conquistamos cerca de dez alunos. Uma receita que existe hoje e vai fazer parte da nossa cesta de produtos.”

Ana Paula conta que enxerga essa situação como uma tendência na área em que atua. Durante a pandemia, os novos alunos não vão mais à escola presencialmente, todos assinam contrato de maneira digital, as matrículas são on-line, as reuniões estratégicas também. Não é mais necessário sair de casa:

“Nós percebemos que a virada de chave é ver o quanto vamos deixar a pandemia nos abalar. Dentro do que conseguirmos controlar, nós vamos agir – fizemos melhorias dos nossos processos, na entrega, na plataforma utilizada e na experimentação do usuário – e quanto ao que está fora do nosso controle, nós vamos nos adaptar. É realmente uma mudança de mentalidade. Muitas pessoas pensam que migrar para as vendas on-line é fácil, mas não, para fazer o marketing digital é preciso ter foco, humildade, testar inúmeras vezes, ter disponibilidade, dedicação grande, aprender, buscar novas formas para, assim, ser um grande player no mercado.”

Ana Paula fala da importância em buscar uma consultoria em gestão empresarial para realizar com sucesso a migração para o mercado digital:

“Ao buscarmos a nossa consultoria em gestão, percebemos que é necessário sempre estudar e não pensamos em desistir. Aprendemos com outras empresas e vimos o que poderíamos adaptar para o nosso negócio. Estudamos formas de lançar produtos digitais, como são entregues, vendidos, fizemos planejamento estratégico. É o ‘oceano azul’, ele existe para todos, e estamos atrás dele, trabalhando para termos cada vez mais penetração nesse mercado. Tivemos um pouco de medo e receio, mas consigo minimizar isso olhando o que outros estão fazendo, através de benchmarking, estudando os processos. Com a utilização da consultoria em gestão, com um modelo de empresa autogerenciável, enxergamos novos caminhos, através do acompanhamento com especialistas, pessoas que provocam mudanças, auxiliam a ver outras alternativas. Dessa forma temos uma segunda opinião, tomamos decisões com esses novos pensamentos. Durante todo o processo, você sabe que tem alguém ali para compartilhar e te instigando a pensar o que pode fazer dar certo. E ainda, ser der errado, qual o plano de ação para seguir, o que se pode fazer hoje para minimizar esse impacto, caso aconteça alguma coisa. Por fim, isso tudo vai nos dando propriedade maior sobre as ações e ficamos mais positivos de que vai dar certo também, como já tem dado.”


Quitanda de hortifruti no digital: aumento em 200% nas vendas

Bruna Cardoso tem 28 anos, é empresária do ramo de hortifruti, da Quitanda Divino, empresa familiar que existe desde 1986. Ela conta que antes da pandemia as vendas físicas representavam 100% e, após a implementação on-line esse número caiu para 60%, totalizando hoje 40% das vendas no mercado digital:

“Tivemos um aumento de 200% nas vendas no início da pandemia. Buscamos a inovação através do oferecimento dos produtos pelas redes sociais, criação do site da loja, contratação de novos colaboradores para funções que não tínhamos antes (como separadores de hortifruti para montar a sacola do cliente e atendentes on-line). No final, nossa maior dificuldade foi o crescimento repentino: ir em busca de compra de produtos, atender a alta demanda, atender clientes da loja e do delivery ao mesmo tempo, além de gerenciar a equipe em meio a todas essas mudanças.”

Bruna explica quais foram os principais ganhos da migração das vendas também para o digital:

“A migração para o digital possibilitou ao cliente comprar produtos de hortifruti por unidade ou por quilo e já ter o valor na finalização da compra. Sem contar que buscamos sempre um atendimento diferenciado, já que o cliente precisa confiar na pessoa que vai separar a compra dele”

Em termos de gestão da empresa, Bruna comenta que mesmo operando há mais de 35 anos, não existia um planejamento com ações estratégicas para a gestão do negócio, e após a busca por uma consultoria especializada, fala como isso tem feito grande diferença:

“Foi essencial buscar uma consultoria em gestão empresarial para darmos conta de toda a reestruturação para o digital. A partir disso, foi possível que eu me despertasse como empresária. E hoje o planejamento faz total sentido em todas as áreas de atuação do nosso negócio.”

 



Fonte Marcelo Germano: empresário, especialista em gestão empresarial e idealizador do método do EAG - Empresa Autogerenciável - Personagem Carlos Eduardo Soares tem 40 anos, é CEO da Empresa Obabox - ramo de atuação no varejo on-line há 17 anos - Personagem Maria Fernanda Bonome tem 38 anos, é sócia-proprietária e diretora de marketing da Empresa Defacile - que atua há 7 anos no ramo decoração, nos principais market places do mercado - Personagem Ana Paula Petrosino tem 37 anos, é professora de língua inglesa, CEO da Embassy – escola de inglês para adultos, que atua no ramo de educação corporativa - Personagem Bruna Cardoso tem 28 anos, é empresária do ramo de hortifruti, da Quitanda Divino - empresa familiar que existe desde 1986 - Temos indicação de Personagens empreendedores em todo o território Nacional.


Estudo revela como o maior lago do mundo sumiu há 10 milhões de anos e mudou a biodiversidade na Eurásia

Modelo inovador poderá ser usado em pesquisas para ajudar a entender a formação de áreas geológicas atuais, como as camadas de pré-sal no Brasil (imagem: área ocupada pelo megalago Paratehys, segundo o estudo; acervo dos pesquisadores)

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Pesquisa publicada este mês na revista Scientific Reports revela a formação e o desaparecimento, há cerca de 10 milhões de anos, do maior lago conhecido na história da Terra: o Paratethys, localizado na Eurásia, entre os Alpes Orientais e o atual Cazaquistão.

No trabalho, os pesquisadores usaram um modelo paleogeográfico 3D e concluíram que o megalago perdeu cerca de 70% de sua superfície e um terço do volume de água pela evaporação durante quatro grandes crises hidrológicas ocorridas entre 11 milhões e 7,5 milhões de anos atrás. Essas crises levaram à formação de hábitats completamente novos e provocaram impacto no clima, na hidrologia e na vegetação, influenciando a evolução de espécies na região.

Os pesquisadores acreditam que esse modelo inovador de análise da estrutura do megalago poderá ser usado em outros trabalhos que ajudem a desvendar a formação de áreas geológicas atuais, como as camadas de pré-sal no Brasil ou campos de gás próximos a Israel.

De acordo com o estudo, que teve o apoio da FAPESP, por volta de 11,6 milhões de anos atrás o Paratethys começou a se fragmentar e, depois de perder conexões com regiões a oeste dos Cárpatos (cordilheira de 1.500 quilômetros), tornou-se cada vez mais instável e suscetível aos processos de seca extrema.

Acabou se dividindo em um lago salgado central e bacias dessalinizadas periféricas, enquanto vastas regiões (de até 1,75 milhão de km2) tornaram-se uma terra emergente, adequada para o desenvolvimento de paisagens de estepe florestal. A abertura desse cinturão de estepes formou uma ponte ecológica para a migração de espécies animais para a Europa e para a Ásia Central.

“As dessecações [estado de secas extremas] parciais do megalago correspondem às mudanças climáticas, alterações da teia alimentar e da paisagem em toda a Eurásia, embora os gatilhos e mecanismos exatos ainda não tenham sido resolvidos”, escreve o grupo.

Primeiro autor do artigo, Dan Valetin Palcu, destaca que as crises hidrológicas detectadas no estudo foram semelhantes à dessecação registrada atualmente no lago Aral, mas com magnitude centenas de vezes maior. De água salgada, o Aral está localizado na Ásia Central e começou a secar nos anos de 1960 – hoje tem apenas 10% do tamanho original, tendo perdido uma área equivalente ao Estado de Santa Catarina.

“O Paratethys se expandiu e ocupou uma área de 2,8 milhões de km2. Chegou a armazenar 1,77 milhão de km3 de água salobra. Isso representa mais de dez vezes toda a água armazenada nos lagos modernos”, explica Palcu, que faz estágio de pós-doutorado no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), sob a supervisão do professor Luigi Jovane.

"Este estudo pode se tornar uma referência na compreensão das bacias do pré-sal como 'megalagos'. Pode ter repercussões fundamentais para estudar, por exemplo, as bacias de Campos e Santos, no Brasil, e outras que eram abertas para o mar", diz Jovane, em entrevista à Agência FAPESP.

O professor do IO-USP cita que os locais analisados na pesquisa, principalmente durante os períodos de dessecação parcial do megalago, devem ter sido parecidos com as bacias do pré-sal do Atlântico.

Biodiversidade

Durante as crises climáticas registradas na região, houve o que os pesquisadores classificam como uma "catástrofe ecológica" para a vida no local. Parte do megalago secou e ficaram quatro grandes bacias, entre elas a central, localizada onde hoje estão o mar Negro e o Cáspio. Com isso, parte da água doce ficou salobra e a salinidade de algumas áreas aumentou, tornando o local particularmente tóxico e estéril.

O impacto disso foi a redução e a modificação da fauna endêmica, com o encolhimento da biodiversidade – a quantidade de espécies diminuiu drasticamente ao longo dos anos. Os pesquisadores identificaram animais marinhos, como crustáceos, baleias e golfinhos, que chegaram a se multiplicar inicialmente, mas, forçados a se adaptar a difíceis condições no local (salinidade e alta toxicidade), foram se deformando e viraram exóticos.

Em alguns casos, se tornaram os menores na história da Terra – uma das espécies mais conhecidas é a baleia-anã, a Cetotherium riabinini, de 3 metros de comprimento (para ter uma ideia, uma baleia jubarte mede, em média, 15 metros e a azul ultrapassa os 25 metros). Já os corais desapareceram do lago.


Construção do modelo

Para fazer o estudo e a descrição do passado geológico do Paratethys, com a reconstrução histórica do padrão da superfície da Terra, os pesquisadores analisaram o período entre 11,6 milhões e 7,2 milhões de anos atrás.

Foram usados dois modelos digitais de elevação (DEM, na sigla em inglês): o primeiro para estimar a expansão máxima do megalago e o segundo, mais próximo dos maiores episódios de dessecação parcial do Paratethys, para simular a queda do nível da água e obter a paleogeografia parcialmente dessecada. O modelo digital representa altitudes da superfície topográfica agregada a elementos geográficos, como cobertura vegetal.

Essas reconstruções foram complementadas com dados paleogeográficos de uma série de estudos regionais do norte e oeste da Europa, dos Alpes e da Europa Central, da região de Gibraltar, do mar Egeu, além de um mapa tectônico do Oriente Médio.

A reconstrução da paleogeografia também exigiu a conversão de mapas para batimetria, que é a medição da profundidade dos oceanos, lagos e rios expressa cartograficamente por curvas que unem pontos com equidistâncias verticais, à semelhança das curvas de nível topográfico.

Para isso, foram adotadas estimativas de profundidade de referências usando dados atuais do mar Negro, mar de Azov e lago Cáspio. Além dos dados geológicos e de perfuração, os pesquisadores estudaram também fósseis encontrados na região.

O artigo Late Miocene megalake regressions in Eurasia, dos pesquisadores Dan Valentin Palcu, Irina Stanislavovna Patina, Ionut Sandric, Sergei Lazarev, Iuliana Vasiliev, Marius Stoica e Wout Krijgsman, pode ser lido em www.nature.com/articles/s41598-021-91001-z#Sec7.

 

 

Luciana Constantino

Agência FAPESP


quinta-feira, 17 de junho de 2021

Junho Vermelho - Campanha realizada pela Abrale e Abrasta, Doe Sangue. Salve Vidas! reforça a segurança do procedimento nos Bancos de Sangue e Hemocentros

 

Diversas ações durante todo o mês pretendem estimular a doação


Junho é o mês de conscientização da importância da doação de sangue. A iniciativa ganha força no contexto de pandemia, em que os estoques dos Bancos de Sangue estão baixos e muitos doadores estão com receio de ir aos hemocentros.

A Abrale - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia e a Abrasta - Associação Brasileira de Talassemia, para dar mais visibilidade ao tema, realizou um grafite em um muro cedido pela ViaQuatro, localizado entre as pistas expressa e local da Marginal Pinheiros, com visão para a plataforma da Estação Pinheiros, linha Esmeralda da CPTM.

A arte foi feita por Tito Ferrara, em uma área total de 73,83 m². O objetivo é chamar a atenção de quem passa de automóvel pelo local, além dos usuários da linha de trem e os que utilizam o corredor de acesso à linha 4 amarela do Metrô.

Além do grafite, as estações Sumaré, Sacomã e Trianon Masp, da linha verde do Metrô, ficarão iluminadas durante todo o mês de junho, para alertar os usuários sobre a importância da doação de sangue.

Desde maio, as entidades promovem a campanha "A pandemia parou o mundo. Mas a esperança não pode parar. Doe Sangue. Salve Vidas!", para incentivar a doação neste momento grave que vivemos, por conta da COVID-19. Em 2020, por causa do novo coronavírus, houve queda de aproximadamente 20% no número de doações.

Famosos como Fábio Porchat, Gloria Maria, Hortência Marcari, Rafinha Bastos e Rodrigo Faro também vão disseminar as informações em suas redes sociais, vestindo uma camiseta vermelha com o slogan da campanha. A iniciativa faz um chamado para que os doadores de sangue vistam uma peça de roupa vermelha, tirem uma foto e postem a imagem marcando a @abraleoficial e a @abrastaoficial, além das #VistaVermelho e #DoeSangue, convidando os amigos a fazer parte da ação.

"A reposição frequente dos estoques de sangue é necessária para tratar anemias crônicas, nos procedimentos de urgência, acidentes que causam hemorragias, complicações da dengue, febre amarela, tratamento de câncer e outras doenças graves. Queremos mostrar a segurança do procedimento e que há milhares de pacientes que necessitam deste ato de amor", afirma a presidente da Abrale, Merula Steagall.

A campanha já conta com 10 Estados parceiros; com 70 postos de coleta mapeados; apoio da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular); Grupo GSH; das empresas ligadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) - EMTU, CPTM, Metrô, ViaQuatro, ViaMobilidade e Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ). A iniciativa pretende engajar a sociedade em ações e medidas que impulsionem um esforço coletivo para o abastecimento dos Bancos de Sangue.

Os locais de doação estão preparados e higienizados para receber o público. Com as restrições da pandemia, há esquemas especiais para evitar aglomerações e manter distâncias seguras entre os doadores.

E, para facilitar ainda mais, a 99, empresa de tecnologia, agora é parceira da Abrale e Abrasta na ação para doação de sangue. O app disponibilizará vouchers de ida-e-volta a doadores de sangue das principais capitais do país para que cheguem em segurança até os hemocentros. As informações completas de acesso ao cupom estão na página da campanha - https://www.abrasta.org.br/campanha-doacao-de-sangue/

A promoção acontecerá até o dia 14 de julho ou até acabarem os vouchers.

Nos Bancos de Sangue do Grupo GSH, também parceiro na iniciativa, ao longo do mês, acontecem ações de conscientização sobre a campanha Junho Vermelho, com o tema: "O Caminho para a Solidariedade é mais simples do que você pensa", cujo conceito é a trilha que o doador deve percorrer para praticar esse gesto solidário que pode salvar até 4 vidas. Até o dia 30 de junho (ou enquanto durarem os estoques), os doadores estão sendo contemplados com corações antiestresse, como uma forma de reconhecimento ao seu dia especial e à prática solidária desse gesto de amor pelo próximo.

Para a doação, é necessário ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos. Para menores de 18 anos, é necessário o consentimento dos responsáveis. O modelo estará disponível no hemocentro. A pessoa também precisa pesar mais de 50kg e levar um documento de identidade original, com foto recente. É recomendado ligar no hemocentro ou ponto de coleta mais próximo e agendar um melhor horário, para evitar aglomerações.

O presidente da Abrasta, Eduardo Fróes, reforça que a doação é segura e qualquer pessoa, um dia, pode precisar de uma transfusão. "Segundo a OMS, o Brasil está abaixo do número de doadores ideal para um sistema de doação saudável", destaca.

As informações completas da ação, e sobre a doação de sangue, podem ser vistas em https://www.abrasta.org.br/campanha-doacao-de-sangue/

 

Sobre a Abrale

A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) foi fundada por pacientes e familiares em 2002, com a missão de oferecer ajuda e mobilizar parceiros para que todas as pessoas com câncer do sangue no Brasil tenham acesso ao melhor tratamento. A atuação da associação é sustentada por quatro pilares: Apoio ao Paciente, Educação e Informação, Pesquisa e Monitoramento e Políticas Públicas. Mais informações em https://www.abrale.org.br

Sobre a Abrasta

A Abrasta, Associação Brasileira de Talassemia é uma ONG que atua com o aval e a orientação de um Comitê Científico Médico, formado por especialistas nacionais e internacionais, oferecendo às pessoas com talassemia um acesso fácil e rápido ao melhor tratamento e qualidade de vida. https://www.abrasta.org.br


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