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terça-feira, 14 de julho de 2020

Aumento na testagem para Covid-19 pode deixar doentes em fila por resultados


Na última semana, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também incluiu na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde o teste sorológico para o novo coronavírus


Festas regadas a testes rápidos para detectar infecção pela Covid-19 viralizaram na internet nos últimos dias. Laboratórios e farmácias estão disponibilizando os exames que podem ser feitos por qualquer pessoa, inclusive para aquelas que são assintomáticas. Além disso, na última semana, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu o teste sorológico na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. Para a pneumologista Fernanda Miranda, que atende no Órion Complex, essa situação pode gerar um uso inadequado dos testes, que segundo ela, devem ser feitos apenas por pessoas que apresentam sintomas. 

Para a médica, a corrida por exames em quem está saudável vai prejudicar aqueles que estão doentes e precisam de agilidade dos resultados. “É urgente e necessário que as pessoas tenham informação correta em mãos. Já estamos com nossos pacientes esperando sete dias pelos resultados. Pessoas que realmente estão doentes e precisamos do exame para estabelecer as condutas”, diz ela, que lembra também que muitos estão fazendo exames para viajar por causa do período de férias ou até mesmo para realizar encontros sociais com aglomerações desnecessárias. 

O grande problema é que, quando se trata do RT-PCR, feito a partir de coleta de secreção nasal, todos os resultados são processados na mesma central de análise, independente do laboratório ou hospital que coleta. “Com os planos de saúde sendo obrigados a custear isso, a grande preocupação, é que os pacientes pressionem os médicos a pedirem os testes mesmo quando não há real necessidade e isso vai sobrecarregar o sistema ”. Para Fernanda, que é especialista em doenças respiratórias, não há fundamento fazer testes em assintomáticos, isso porque o estágio da doença interfere diretamente na precisão do resultado. O exame mais comum de RT-PCR, que detecta o RNA viral, tem melhores resultados entre o 2° e 7° dias depois de iniciado os sintomas. Podendo permanecer positivo por mais de 30 dias depois da infecção não significando que o indivíduo continua transmitindo. 

Exames de sangue através de várias metodologias que podem ser utilizadas, podendo ou não ser o chamado teste rápido, detectam as imunoglobulinas produzidas a partir da infecção, que na Covid-19, aparecem após o 7° dia de iniciados o sintomas, sendo a data mais ideal, a partir do 21º dia. “Perceba que há uma absoluta importância em se correlacionar data de início dos sintomas com a solicitação de qualquer tipo de teste, portanto não há nenhuma indicação para se realizar testes em indivíduos assintomáticos, salvo raríssimas exceções”, explica Fernanda, que lembra também que o positivo e não sintomático, detectado no teste rápido, não é um "passaporte para imunidade" e não deve ser interpretado como sendo uma proteção para o indivíduo para um possível reinfecção. “Solicitação de testes para frequentar lugares, festas e eventos é completamente imprudente. Recursos são finitos, os testes devem ser bem aplicados, já estamos sofrendo com a demora de resultados devido a alta demanda para quem realmente precisa do diagnóstico”, pontua. 




Mitos e Verdades da Candidíase e Alimentação

Imagem google
Estudos apontam que o acúmulo de alumínio, chumbo, arsênico e mercúrio estimulam o supercrescimento da cândida. E a intoxicação de metais no intestino estimula organismos como fungos (no caso a cândida), bactérias a crescer desesperadamente, pois a cândida se liga aos metais.

A cândida é uma levedura presente em pequenas quantidades na microbiota gastrointestinal. Ela trabalha na digestão e absorção de nutrientes e seu crescimento é limitado pelo sistema imunológico e pelas bactérias promotoras da saúde presentes no trato digestivo.

De acordo com a nutricionista Luanna Caramalac, o fator emocional também pode ser um gatilho para candidíase de repetição. Todos nós passamos por momentos de estresse, e isso leva a emoções e comportamentos que somados podem desencadear a candidíase crônica. Bem como, o uso de medicamentos, deficiências de vitaminas e minerais, alimentação inflamatória. “Por isso é importante avaliar o todo sempre, identificar a raiz do problema e tratar a causa,” reforça a médica.


O consumo excessivo de café e de bebidas alcoólicas não contribuem para a candidíase?

Mito Principalmente as bebidas fermentadas, como a cerveja, também podem contribuir para o desequilíbrio da microbiota como um todo, favorecendo o crescimento fúngico e acabam piorando os sintomas da candidíase.


Cândida de repetição afeta pessoas com sistema imunológico enfraquecido?

Verdade - pessoas que consomem alimentos inflamatórios, estresse crônico, deficiências nutricionais, intoxicação de metais...  estão mais suscetíveis à candidíase, pois isso interfere justamente na imunidade.


Diminuir o consumo de alimentos com ação anti-inflamatória também ajuda a controlar o desenvolvimento da colônia e evitar novas crises?

Mito - O ômega 3, um ácido graxo poli-insaturado, pode ser importante nesses casos, pois contribui bastante para aumento da imunidade e combate a inflamação e podem ser encontrados nos peixes de águas frias e profundas. Bem como, uma suplementação individualizada. Os alimentos com importante ação anti-inflamatória são a cebola, o alho e o própolis, que podem fazer parte da dieta.


Má alimentação pode contribuir para o surgimento da Candidíase?

Verdade - Uma alimentação repleta de produtos industrializados, açúcares e bebidas alcoólicas pode colocar o organismo em estado de alerta, agravando ou até sendo a principal causa de infecções por fungos.
 Para evitar a candidíase, é necessária uma dieta balanceada, rica em vitaminas, minerais e proteínas, estas que aumentam a imunidade. Além disto, é recomendável a atividade física, uma vida saudável e sem estresse crônico.
  
Nos casos em que a candidíase se repete com frequência é indicado o uso de probióticos?

Depende – muitas pessoas acham que tratar a causa é sempre tomar probióticos. Nem sempre. Precisa limpar o terreno biológico, mudar a alimentação, verificar se há gatilho de estresse crônico... e se houve necessidade o profissional nutricionista irá prescrever a suplementação ou indicar o uso de kefir ou kombucha. Muitas vezes, se o uso de probióticos for logo iniciado, pode agravar o quadro.





Dra. Luanna Caramalac Munaro - CRN-3 49383 - Nutricionista pela UNIDERP, pós-graduada em nutrição clínica funcional, pela VP – Centro de Nutrição Funcional, pós-graduanda em adequação nutricional e manutenção da homeostase, pós-graduanda em nutrição comportamental pela IPGS, formação em modulação intestinal. Atua na área integrativa com foco em prevenção e tratamentos de doenças crônicas degenerativas e emagrecimento saudável.



O que é Síndrome de Korsakoff?



"Imagine que você está preso no tempo. Imagine não ter mais memória futura. Imagine ter a mente estacionada em uma determinada data, embora seu corpo continue a envelhecer. Triste, não é mesmo? Mas é o que ocorre na Síndrome de Korsakoff"
O efeito Covid-19


O que o Covid-19 e a Síndrome de Korsakoff têm em comum? A princípio e diretamente, nada. No entanto, a pandemia causada pelo vírus teve como consequência a quarentena, e o isolamento prolongado pode provocar diversos transtornos mentais, como, por exemplo, a depressão e o Transtorno de Ansiedade, bem como desenvolver hábitos pouco recomendáveis que indiretamente podem levar à Síndrome de Korsakoff. Apesar de rara e, talvez, pouco conhecida, pode causar danos irreversíveis ao cérebro.


A Síndrome de Korsakoff

Imagine que você está preso no tempo. Imagine não ter mais memória futura. Imagine ter a mente estacionada em uma determinada data, embora seu corpo continue a envelhecer. Triste, não é mesmo? Mas é o que ocorre na Síndrome de Korsakoff. A memória simplesmente se apaga após alguns minutos e o indivíduo volta ao momento em que ele estava um pouco antes. Eternamente.

Agora, imagine que um desconhecido se aproxima. Você o cumprimenta e pergunta quem ele é. Ele diz seu nome e sua profissão. Vocês conversam por um curto momento, uma conversa agradável, e então, o homem vai embora. O que você não sabe é que essa mesma conversa já aconteceu antes, exatamente do mesmo jeito. O desconhecido é um médico que já te examina há meses, mas para você será sempre um desconhecido.

No entanto, você se lembra exatamente do dia anterior. Você se lembra do seu aniversário de 25 anos e da sua noiva, Helena. Você se lembra de sua formatura, dos beijos roubados no cinema, do novo filme de sua atriz preferida. O que você não sabe é que o dia anterior foi dia 07/04/2000 e você está agora com 45 anos. Helena já está casada com outro homem e tem dois filhos. Sua atriz preferida já não atua há mais de 10 anos.

Sim, o passado ainda existe. Mas o tempo agora só passa fora de sua mente. Você ainda tem 25 anos e ainda vai se casar. Tem a vida inteira pela frente, sem saber que sua vida parou.

Quando, um dia, sem querer, você se depara com um espelho, seus olhos não conseguem acreditar no que estão vendo e você entra em pânico. Quem é aquele velho que te encara? É impossível. Você sabe que é você, mas como poderia ser você?

Felizmente, a dor não demora muito a passar. Logo, tiram o espelho de sua frente e você já não se lembra de mais nada. Está novamente feliz.
 
Esse exercício de imaginação serve para ilustrar como se manifesta a Síndrome de Korsakoff, que é um transtorno amnéstico persistente em que a capacidade de codificar novas memórias é gravemente prejudicada. As características incluem amnésia proeminente, com dificuldade de aprendizagem de novas informações e esquecimento rápido, e tendência a confabulações. O que o indivíduo aprende é prontamente esquecido e sua vida só existe no passado.
 
Para quem se sensibilizou com o que leu até agora, uma boa e uma má notícia: a má é que ela não tem cura. A boa é que é possível evitá-la. Diferente do Mal de Alzheimer, que pode ser retardado, mas não necessariamente evitado, a Síndrome de Korsakoff pode facilmente ser detida. Mas já chegaremos lá.


Como funciona a memória?

Um rapaz, acometido pela Síndrome de Korsakoff, é chamado para tocar violão. Ele afirma que nunca tocou aquele instrumento na vida e se surpreende quando consegue tocar alguns acordes e até mesmo uma música inteira. Ele não faz ideia de que há muito tempo vem aprendendo a tocar e a cada dia aprende um pouco mais, embora nunca se lembre do que aprendeu, nem sequer de que algum dia tocou violão.

Como isso é possível se ele não consegue mais guardar nenhuma informação?

A memória é dividida em aspectos funcionais e espalhada por todo o cérebro. Resumida e simplificadamente, a memória é assim armazenada:

O lobo frontal é responsável pela memória de trabalho, aquela que utilizamos quando precisamos lembrar de alguns dados por apenas alguns segundos, como o telefone de alguém, ou dos números para fazer uma conta de cabeça. O lobo temporal, a área mais importante para a memória, é responsável pela maior parte de nossa memória, envolvendo principalmente a memória declarativa, ou seja, semântica e episódica (passagem do tempo, memórias de curto, médio e longo prazo). 

Já o lobo parietal é responsável pela memória de procedimentos ou implícita, como, por exemplo, dirigir um carro, tocar um instrumento, andar de bicicleta, amarrar os sapatos.

Assim, embora o cérebro não consiga formar mais memórias declarativas, a memória implícita, aparentemente, permanece ilesa. Por esse motivo, quem sofre da Síndrome de Korsakoff pode continuar aprendendo novas habilidades, embora nunca vá perceber isso.


Qual é a causa desse mal tão devastador?

O grande vilão da Síndrome de Korsakoff é uma combinação da falta da vitamina B1 com o alcoolismo. O excesso e abuso de álcool pode prejudicar a absorção de Tiamina no organismo e causar um efeito devastador sobre o sistema nervoso central, prejudicando a memória. Novas memórias não conseguem mais ser produzidas, enquanto as memórias antigas permanecem intactas.

O elevado consumo de álcool, não apenas por parte da população adulta, mas também por grande parte dos jovens, está se tornando cada vez mais preocupante para a saúde pública.

Atualmente, o estresse cada vez maior leva o indivíduo a buscar o relaxamento nas bebidas alcoólicas. O álcool diminui o nosso medo, mascara nossas inseguranças, torna pessoas tímidas em indivíduos mais sociáveis, faz a vida parecer mais leve e bela. Como o álcool tem efeito depressor, assim que ele é liberado do organismo, o individuo pode se sentir pior do que ele estava e a solução é beber novamente.
 
Com o isolamento, devido ao Covid-19, há indícios de que o consumo do álcool está se acentuando. Talvez por estresse, por conta do medo, da situação. Talvez por uma tristeza aguda que o indivíduo não consegue enfrentar. Talvez por ter perdido o emprego, e a bebida seja a única fonte de consolo. Talvez pelo tédio, por não ter nada melhor para se fazer. Talvez porque a solidão esteja insuportável. Enfim, há vários motivos possíveis para o aumento do consumo de bebidas alcoólicas nessa época de crise.
 
Se o álcool não viciasse, talvez não houvesse tanto problema assim. Mas ele vicia. E se o isolamento durar um tempo considerável, o indivíduo pode voltar à vida normal com grandes tendências ao alcoolismo.
 
Todos sabem que a bebida pode causar cirrose. Talvez alguns saibam que a bebida pode causar depressão, ansiedade e insônia. Talvez poucos saibam que a bebida pode aumentar as taxas de câncer no esôfago e estômago. Tudo isso é muito grave, tudo é devastador. No entanto, a Síndrome de Korsakoff rouba sua vida, seu futuro, mesmo que você continue vivo. Você se torna prisioneiro de sua mente, encarcerado em seu passado, destituído de seu presente. Perder a memória é perder a identidade.

A boa notícia

A Síndrome de Korsakoff é rara e não ataca de uma vez e repentinamente. O indivíduo começa a ter lapsos de memória, ficar confuso, desorientado. Agora, o médico, após os exames que confirmem o diagnóstico, irá adverti-lo para não mais beber e, se for o caso, providenciará o suprimento da vitamina B1.

Caso o indivíduo ignore as prescrições médicas e continue a beber exageradamente, então ele estará correndo um sério de risco de danificar irremediavelmente sua memória.

Como bem disse Luis Buñuel, vida sem memória não é vida. Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nosso sentimento, até mesmo nossa ação.

É imprescindível, portanto, que o indivíduo que sofre de alcoolismo busque ajuda profissional. Não basta a abstinência, embora ela seja fundamental. É importante, também, descobrir e tratar o foco psicológico que levou aquela pessoa a beber demais.

Sim, a Síndrome de Korsakoff é rara. No entanto, você apostaria sua vida nisso?






Lucia Moyses - psicóloga, neuropsicóloga e escritora. Em 2013, a autora lançou seu primeiro livro “Você Me Conhece?” e dois anos depois o livro “E Viveram Felizes Para Sempre”, ambos com um enfoque em relacionamentos humanos e psicologia. Três anos após a especialização em Neuropsicologia, Lucia lançou os três primeiros livros: “Por Todo Infinito”, “Só por Cima do Meu Cadáver” e “Uma Dose Fatal”, da coleção DeZequilíbrios. Composta por dez livros independentes entre si, a coleção explora a mente humana e os relacionamentos pessoais. Cada volume conta um drama diferente, envolvendo um distúrbio psiquiátrico, tendo como elo o entrelaçamento da vida da personagem principal. Em 2018, a psicóloga lançou mais três livros: “A Mulher do Vestido Azul”, “Não Me Toque” e “Um Copo de Veneno”, totalizando seis livros da coleção. Em 2020, Lucia, lança o livro "A Outra". 




Hospital São Camilo adere à campanha de combate a hepatites virais e ilumina suas fachadas de amarelo



Instituição alerta a população sobre a importância das ações preventivas e orienta sobre os riscos da doença, muitas vezes sem sintomas


Durante todo o mês de julho, as unidades Santana, Ipiranga e Pompeia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo terão suas fachadas iluminadas de amarelo. O objetivo, com esta ação, é contribuir com a campanha do Ministério da Saúde disseminando informações sobre sintomas, prevenção e tratamento das hepatites virais A, B, C e D.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, foram registrados mais de 42 mil casos de hepatite no Brasil na última década.

Os dados também revelam 70.671 óbitos relacionados à doença, sendo que 76% dessas mortes ocorreram em decorrência da hepatite C, para a qual ainda não há vacina.

A doença, como o nome já diz, ocorre a partir da transmissão de um vírus que provoca uma inflamação no fígado, podendo acometer pessoas de todas as idades.

Embora a pesquisa aponte para uma redução de 7% no número de casos registrados nos últimos dez anos, o Ministério da Saúde estima que mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da hepatite sem saber, uma vez que a doença é assintomática.

É justamente por essa razão que, de acordo com a Dra. Michelle Zicker, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o maior desafio no combate às hepatites virais é o diagnóstico precoce.

No entanto, ela explica que alguns sinais podem servir de alerta. “Caso a pessoa apresente febre, mal-estar, náuseas e vômitos, fezes claras, olhos e pele amarelados, deve procurar um médico para realizar os exames”, esclarece.

Segundo a especialista, além das vacinas para evitar a infecção pelos vírus da hepatite A e B, é recomendável realizar o teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida adulta, aumentando as chances de um diagnóstico precoce e início do tratamento. Ela ainda ressalta que a hepatite D está associada com a presença do vírus B. Assim, a vacina para hepatite B nos protege indiretamente também em relação a doença causada pelo vírus D.

“Vale frisar que as hepatites B e C, caso não sejam tratadas, podem evoluir para um quadro de doença hepática crônica ou até mesmo câncer de fígado”, destaca a Dra. Michelle.

Dessa forma, campanhas como o Julho Amarelo são cruciais para trazer esclarecimento à população e permitir que muitos que vivem com a doença tenham a chance de buscar o melhor tratamento, seja para obter a cura ou mais qualidade de vida.

Além de iluminar suas fachadas, o Hospital São Camilo também divulgará informações sobre essa temática nas redes sociais e reforçará junto aos seus profissionais as orientações sobre métodos preventivos e tratamento da doença.


Doenças pioram visão e COVID-19, diz pesquisa


Pesquisa mostra que diabetes e hipertensão arterial são frequentes nos casos graves de COVID-19. Entenda.


Pesquisa do Ministério da Saúde (MS) mostra que no Brasil 72% das mortes por COVID-19 aconteceram entre maiores de 60 anos até 20 de abril. O
levantamento do MS revela que desses, 38% tinham diabetes e 53% hipertensão arterial, uma clara evidência do risco que estas doenças representam durante a pandemia. A pasta também divulga que mais da metade dos brasileiros nesta faixa etária (59%) têm hipertensão arterial e 20% são diabéticos. Significa que se forem contaminados pelo Sars-Cov-2 podem ter graves complicações sistêmicas e oculares.


Diabetes

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier tanto o diabetes como a hipertensão arterial podem causar lesões nos vasos da retina e provocar a perda definitiva da visão se a doença não for diagnosticada e tratada em estágio inicial.  O especialista afirma que independe da idade o diabetes também dobra o risco de surgir catarata. “Não se trata de uma doença de idosos. A catarata é multifatorial. Pode ser causada por diabetes, hipertensão arterial, alta miopia, lesão ou trauma ocular e até erros na alimentação como o excesso de sal”, esclarece.  Isso porque o consumo de sal acima dos 5 gramas/dia preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) o equivalente a uma colher de chá, dificulta a manutenção da pressão osmótica entre as células do cristalino. “Isso significa que para a lente do olho manter a transparência requer baixo nível de sódio”, afirma.



Cirurgia livra míopes dos óculos
Queiroz Neto explica que o diabetes é causado pela produção insuficiente no pâncreas de insulina, hormônio que faz a glicose penetrar nas células. Também pode ser causado por resistência à insulina que impede a absorção celular. O oftalmologista   ressalta que depois da opacificação do cristalino o único tratamento é a cirurgia. “O procedimento é ambulatorial, feito com anestesia local e consiste na substituição da lente natural do olho pelo implante de uma lente intraocular. Independente do tipo de lente implantada, míopes renascem com a cirurgia porque ficam definitivamente livres dos óculos para enxergar à distância.


São Paulo lidera diabetes e COVID-19 no Brasil

A pesquisa do Ministério da Saúde mostra que de todas as regiões do Brasil a Sudeste teve o maior número de casos confirmados de COVID-19. O estado de São Paulo é o primeiro no ranking nacional com 35,9% dos casos e 40,2% das mortes confirmadas. A cidade de São Paulo também está entre as cinco com maior prevalência de diabetes (23,1%) e embora tenha uma das menores taxas de hipertensão arterial, a prevalência ainda é alta (53%).

A pesquisa aponta o estado do Rio de Janeiro como o segundo no ranking de COVID-19 com 12,1% dos casos confirmados e 16,4% das mortes. A cidade do Rio de Janeiro aparece com 57% da população com mais de 60 anos com hipertensão e 21,9% com diabetes. O terceiro estado elencado no ranking nacional é o Ceará com 8,6% dos casos de COVID-19 confirmados e 7,7% das mortes. A cidade de Fortaleza apresentou 25% da população com mais de 60 anos com diabetes e 54,1 com hipertensão arterial.


Hipertensão e visão

Queiroz Neto afirma que a hipertensão arterial nem sempre apresenta sintomas. Isso explica porque só metade dos hipertensos sabe que têm a doença, pondera. A falta de sintomas faz um em cada dois não seguir o tratamento após o diagnóstico. Significa que a cada 4 hipertensos 3 não têm controle da doença, conforme levantamento da SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão). “Este descontrole causa diversas comorbidades sistêmicas. Nos olhos pode causar a retinopatia hipertensiva, uma alteração nos vasos da retina que leva ao edema retiniano, catarata, descolamento da retina e glaucoma neovascular. Embora diferente da retinopatia diabética, ambas são diagnosticadas mediante retinografia e tomografia de coerência óptica que permitem ao oftalmologista visualizar todos os vasos retinianos. 

O alto índice de mortes entre pessoas com COVID-19 apontado pelo levantamento do Ministério da Saúde está relacionado não só à faixa etária, como à diminuição da oxigenação no sangue, falência dos pulmões e formação de pequenos trombos em todo o organismo. Os finos vasos da retina são os primeiros a serem atingidos por terem a espessura de um fio de cabelo e é por isso que a prevalência de hipertensos nos casos graves de Covid-19 é tão alta”, explica.

Tanto o tratamento da retinopatia diabética como da hipertensiva são feitos com fotocoagulação a laser, injeção anti-angiogênica e em caso de hemorragia o mais indicado é a cirurgia. O tratamento contínuo garante a visão até o fim da vida para a maioria das pessoas, conclui.


Instituto Estáter e Sociedade Brasileira de Infectologia anunciam primeira fase da campanha "alert(ar)" para conscientização de sintoma silencioso da COVID-19


A iniciativa visa chamar a atenção sobre a importância de acompanhar os níveis de saturação de oxigênio no sangue (oximetria) para um diagnóstico precoce da doença e evitar a chamada ‘hipóxia silenciosa’ nos pacientes, especialmente de grupos de risco

O Instituto Estáter (IE) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) anunciam um acordo de cooperação para atuação conjunta na primeira etapa da campanha "alert(ar)", que visa à conscientização sobre a importância de se medir e monitorar os níveis de saturação de oxigênio no sangue (oximetria). A iniciativa tem como objetivo apoiar o enfrentamento à pandemia da COVID-19 para reduzir a mortalidade e internação em UTIs, principalmente nas comunidades mais vulneráveis e grupos de risco.
A campanha "alert (AR)" surgiu a partir da constatação, por meio de uma base de dados e análises do IE, de que grande parte dos óbitos por COVID-19 no mundo ocorreu fora das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Esses estudos mostram que parcela importante das mortes nesta pandemia, bem como a sobrecarga nas UTIs, tem sua origem na hipóxia silenciosa, doença que se caracteriza por não ter sintomas perceptíveis - o paciente não se queixa da falta de ar, mas apresenta a queda no nível de oxigênio sanguíneo. De acordo com os dados, grande parte dos infectados ou morre ou chega em estado muito crítico aos hospitais, aumentando a demanda por internação em UTIs, uso de respiradores e também o tempo de recuperação.
"A experiência internacional mostra que pacientes com perda de oximetria constatada precocemente podem ser submetidos a métodos mais simples e menos invasivos de oxigenação ministrados ou apenas clinicamente ou em leitos de enfermaria, etapa anterior ao tratamento intensivo, com recuperação mais rápida", diz Clovis Arns da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.
O Instituto Estáter compila desde o início da pandemia uma base de informações de mais de 20 países diretamente de fontes primárias como ministérios da saúde ou secretarias de estado. As curvas de mortalidade por hipóxia silenciosa no mundo mostram que a medição do oxigênio das populações mais vulneráveis poderia ser um dos caminhos auxiliares para detecção e tratamento precoces da doença proporcionando uma redução importante na mortalidade.
"Mais de 70% das mortes por COVID-19 no mundo ocorrem fora as UTIs", informa Pércio de Souza, fundador do Instituto Estáter. "Por isso, estabelecemos uma aliança baseada em protocolos e referências científicas, com atuações estruturadas, para agir de forma coordenada e reunindo recursos para apoiar os esforços e planejamento do sistema de saúde, assim como levar informações para a população por meio de suas entidades representativas e veículos de comunicação", completa.

Fase 1 e Fase 2
A campanha "alert.(ar)" terá duas fases distintas. A primeira fase, anunciada hoje, tem a missão de disseminar a informação de que medir o nível de oxigênio no sangue pode ser uma das medidas mais eficientes para o diagnóstico precoce da doença. Além de conscientizar a população, essa primeira fase da campanha visa trazer parceiros e entidades da sociedade civil para que a segunda fase, a de implementação, ocorra de forma planejada e abrangente.
O reconhecimento da importância da iniciativa já reúne apoio institucional de empresas como O Boticário, Embraer, Gol, Grupo Ultra, Klabin e banco Voiter, assim como entidades da sociedade civil organizada (terceiro setor) como a CUFA (Central Única das Favelas) e o Todos Pela Saúde, além de entidades como Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) - todas mobilizadas para apoiar institucionalmente a campanha por meio de sua difusão e, numa segunda etapa, de operacionalização do projeto.
Caberá à SBI, em todo o projeto, estabelecer orientações médicas que permitam o acompanhamento seguro da oximetria nas comunidades e os parâmetros para as situações de hospitalização. O Instituto Estáter, por sua vez, atuará no planejamento e logística necessários para a implementação do programa assim como na busca de alternativas para a implementação do plano de ação, além de realizar, em conjunto com SBI, a análise dos dados coletados.

Instituto Estáter - Criado em 2010, o Instituto Estáter tem como objetivo de investir em projetos de responsabilidade social focados na educação, na promoção da autoestima e no desenvolvimento de crianças e adolescentes de comunidades carentes ou que se encontram em situações de vulnerabilidade social. O Instituto tornou-se uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) em abril de 2012. Desde sua criação, o Instituto Estáter já investiu mais de R 5 milhões em diversos projetos.
Pércio de Souza - Sócio-fundador da Estáter Assessoria Financeira, formado em engenharia civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), iniciou sua carreira em 1984 na área corporativa do Citibank. Em 1992, seguiu para o BBA, onde se tornou sócio, diretor estatutário e responsável pelas áreas de mercado de capitais, fusões e aquisições e pela corretora da instituição. Fundou o Instituto Estáter em 2010.

Sociedade Brasileira de Infectologia - Fundada em 1980, é uma entidade civil, sem fins lucrativos e de caráter científico, composta por médicos especialistas. Com abrangência nacional, encontra-se presente em 24 estados do país. O objetivo da SBI é promover o desenvolvimento da especialidade de Infectologia - que se dedica à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e à cura das doenças infecciosas - bem como os intercâmbios científico, técnico, cultural e social entre seus associados e profissionais da área. A SBI possui diretrizes específicas para promover o desenvolvimento da especialidade, promove permanente atualização e estudos referentes à especialidade, sob diversas atividades para o aperfeiçoamento profissional dos infectologistas. A entidade defende os interesses profissionais dos especialistas em Infectologia e colabora com autoridades governamentais e entidades congêneres, nacionais ou internacionais, em assuntos pertinentes à Infectologia. Desde sua criação, a SBI tem atuado em conformidade com as demandas da sociedade brasileira, desempenhando papel fundamental na discussão dos principais problemas de saúde pública do país.

Clovis Arns da Cunha - atual presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, é professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Infectologia pela Universidade de Minnesota (EUA) e consultor médico na área de antibióticos.


Pesquisa mostra que cirurgias urológicas caíram pelo menos 50% na pandemia


Na semana da Saúde do Homem, Sociedade Brasileira de Urologia lança campanha on-line de texto, áudio e vídeo para alertar sobre a importância de retomar tratamentos


Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia com seus associados mostra o impacto da pandemia da Covid-19 na saúde urológica brasileira. Cerca de 90% dos participantes informaram ter tido redução igual ou maior que 50% nas cirurgias eletivas e 54,8% relataram diminuição de pelo menos 50% no número de cirurgias de emergência.

Esse panorama acendeu o sinal de alerta na entidade de que boa parte dos pacientes com doenças urológicas (como cânceres, hiperplasia de próstata, incontinência urinária entre outros) possam ter postergado o tratamento pelo receio de contraírem a SARS-CoV-2. “No Dia Nacional do Homem, importante realçar o papel do urologista como o profissional mais capacitado para identificar e tratar os agravos da saúde masculina", afirma o presidente da SBU-SP, Dr. Geraldo Eduardo de Faria.

A entidade lança uma grande campanha de saúde, chamada “Trato Feito”, na semana do Dia do Homem, celebrado quarta, dia 15 de julho. O objetivo da ação é mostrar à população de que, há doenças urológicas que não podem esperar e que quanto antes forem diagnosticadas melhor será o resultado de seu tratamento. Entre elas estão o câncer de próstata, de pênis, de testículo, a hiperplasia benigna da próstata, a incontinência urinaria e a bexiga hiperativa. A campanha on-line conta com vídeos e podcasts com especialistas debatendo diversos temas, um hotsite com vasto material de apoio dentro do Portal da Urologia (www.portaldaurologia.org.br) e conteúdo para as mídias sociais da entidade (@portaldaurologia).

O cardiologista Claudio Gil, especialista em medicina do esporte, fala sobre a importância do exercício na saúde; o ator Júlio Rocha aborda os desafios e obrigações da paternidade na atualidade; o economista Ricardo Amorim discorre a saúde financeira no período de pandemia; o coach Jaime Jimenes debate sobre como dosar a saúde e a carreira; e um grupo de humoristas falam de forma descontraída sobre os preconceitos com o exame do toque retal.

Já a UroTV  contará a cada dia desta semana, com vídeos dos departamentos da SBU, que visam alertar para os cuidados com a saúde masculina: o diretor do Departamento de Andrologia, Dr. Fernando Faccio fala sobre disfunção erétil e virilidade; o membro do Departamento de Uro-oncologia Dr. Marcus Sadi aborda o câncer de bexiga; o membro do Departamento de Uro-oncologia Dr. Ubirajara Ferreira conversa sobre o câncer de próstata e testículo; Dr. Wilson Busato fala sobre câncer de pênis; o membro do Departamento de IST's Dr. Júlio Carvalho alerta sobre o risco das infecções sexualmente transmissíveis; o coordenador do Departamento de Hiperplasia Benigna da Próstata, Dr. Ricardo Vita, discorre sobre a HPB; e o diretor do Departamento de Disfunções Miccionais, Dr. Cristiano Gomes, explica sobre a incontinência urinária.

“Os efeitos da pandemia sobre a saúde do homem ultrapassaram, de longe, os limites da agressividade desta doença por atingir outras áreas de vital importância física, psicológica e social. Particularizando a Urologia, pesquisa da SBU que avaliou o atendimento da especialidade, mostrou alarmantes resultados relativos à diminuição assistencial. Mais da metade dos pacientes que necessitavam tratamento cirúrgico e, o que é mais grave, de emergências, deixaram de ser operados! Os consultórios trabalham parcialmente, é notório que os pacientes têm temor justificável do contágio pessoal e do potencial de transmissão da doença. A expectativa de retorno à normalidade ainda é questionável. A SBU cumpre com todas as forças seu papel de alertar a comunidade sobre o problema e orientar todos sobre as melhores opções nesta fase. Estamos seguros de que vamos vencer!”, ressalta o presidente da SBU, professor Antonio Carlos de Lima Pompeo.


Cuidados essenciais

Assim como as mulheres, os homens devem fazer check-ups anuais. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre eles, seguidas pelos cânceres, sendo o de próstata o mais incidente. “A disfunção erétil é um marcador para a doença coronariana. O calibre da artéria peniana é 1/3 do tamanho da artéria cardíaca, então é obstruída primeiro e todos os urologistas estão orientados para que se o homem procura ajuda para tratar disfunção erétil, deve fazer um check-up cardíaco. Por isso sempre ressaltamos a importância de não se automedicar nessa situação”, explica o secretário-geral da SBU, o urologista Dr. Alfredo Canalini.


Principais problemas

CÂNCER DE PRÓSTATA – estimam-se 65.840 casos novos de câncer de próstata para cada ano do triênio 2020-2022 (Inca). Não apresenta sintomas em estágio inicial, quando suas chances de cura beiram 90%. Sua detecção ocorre por meio de anamnese, exame de toque retal e dosagem do PSA no sangue. Quem estava para realizar exames complementares, como a biópsia, após suspeita levantada pelos exames anteriores, não deve postergá-la.


ISTs - As Infecções Sexualmente Transmissíveis são causadas por dezenas de vírus e bactérias durante o contato sexual, sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. O Ministério da Saúde aponta que o uso do preservativo vem caindo com o passar do tempo, principalmente entre o público jovem. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) todos os dias ocorrem um milhão de novas infecções sexualmente transmissíveis.


CÂNCER DE TESTÍCULO – O tumor de testículo é o câncer mais comum em homens entre os 20 e 40 anos. O fator de risco mais comum é a criptorquia (crianças que nascem sem que o testículo tenha “descido” para dentro da bolsa escrotal). Mais de 95% dos tumores testiculares são curáveis, porém é importante todo homem e todos os pais e mães de crianças do sexo masculino prestarem atenção a um eventual aumento do volume da bolsa escrotal, mesmo que sejam indolores.


CÂNCER DE PÊNIS – Acomete em geral indivíduos com mais de 50 anos de idade e tem como causas: as altas taxas de infecções sexualmente transmissíveis, principalmente do vírus HPV, a má higiene e a presença de fimose. Pode-se prevenir o câncer de pênis com medidas eficazes: higiene genital, prevenção de ISTs e o tratamento cirúrgico de portadores de fimose.


HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA - Essa alteração apresenta relação direta com o envelhecimento, presença de hormônios sexuais e genética. Cerca de 50% dos indivíduos acima de 50 anos terão HPB. Aos 90 anos, essa condição afeta cerca de 80% dos pacientes. Embora tenha alta prevalência, nem todos os portadores de HPB apresentam sintomas clínicos. Entre os sintomas estão: diminuição da frequência urinária, diminuição da força e do calibre do jato urinário, vontade de urinar diversas vezes à noite, entre outros.


INCONTINÊNCIA URINÁRIA – No Brasil, 15% dos homens, acima de 40 anos, apresentam incontinência urinária. A perda involuntária de urina gera ansiedade, depressão, redução na produtividade no trabalho e afastamento do convívio social e da intimidade com o parceiro. O tratamento para a incontinência urinária inclui mudanças comportamentais e de estilo de vida até tratamentos cirúrgicos.


BEXIGA HIPERATIVA - Bexiga Hiperativa é a necessidade urgente de urinar. Essa urgência é de difícil controle e pode estar associada à incontinência urinária (perda involuntária de urina). Quem sofre desse problema costuma acordar à noite para urinar (e o sono é prejudicado). Além disso, é comum necessitar ir ao banheiro para urinar mais de 7 vezes em 24 horas.


Especialista chama a atenção para as mudanças na reabilitação dos idosos pós isolamento social


A perda da funcionalidade é um dos fatores que mais preocupam os profissionais da área


Aos poucos a flexibilização do isolamento social vai sendo estabelecido e com isso uma nova preocupação na área da Saúde: como estarão nossos idosos? Diante desse cenário a gerontóloga e fisoterapeura Carla Gutschov explica que a perda da funcionalidade é só uma das mudanças que os profissionais já começam a perceber.

"O número de quedas em casa aumentou significativamente e isso é muito preocupante. Nas ruas toda dinâmica de tempo e espaço é diferente para o idoso e ele precisa estar com sua capacidade funcional em dia para aos poucos voltarem as atividades diárias em segurança, como ir à padaria por exemplo." explica Dra Carla Gutschov

Em alguns casos isso significa perder anos de avanços em tratamentos que estavam acontecendo antes da pandemia.

Falta de comunicação, medo, problemas ligados ao sono e alimentação descontrolada são alguns dos fatores que a especialista enxerga como responsáveis por fazer o idoso perder a vontade de manter uma rotina de atividades diárias e com isso percam dia após dia o fortalecimento muscular sentindo assim o impacto direto na perda de funcionalidade.

"Será de extrema importância que os fisioterapeutas junto com a equipe multidisciplinar se comuniquem com os familiares/cuidadores para estarem juntos e alinhados nesse processo. É preciso cada dia mais e principalmente agora dar espaço para um atendimento humanizado" finaliza Dra Carla Gutschov.





Dra Carla Gustchov - fisioterapeuta com especialização em Gerontologia. Atualmente realiza atendimentos domiciliares, em Instituições de Longa Permanência além de fazer parte do corpo clínico do Hosp Santa Paula. Ela também é docente na PhysioCursos e fundadora da página Equipe Balance, onde entrega conteúdos diários
Equipe Balance
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Fisioterapeuta ressalta a importância da ergonomia em home office


Com o distanciamento muitas pessoas passaram a realizar atividades em casa, mas é importante adequar o ambiente para evitar dores


Durante a pandemia trabalhar em casa se tornou uma realidade para muitas pessoas. Embora estar em casa possa parecer mais confortável nesse período, a mobília pode ser um grande problema, causadores de dores e má postura que precisam ser regulados para não gerar transtornos mais graves no futuro.

O fisioterapeuta Fábio Akiyama explica que o home office pode ser prejudicial para a coluna quando os equipamentos essenciais não são ergonômicos. “Quando em casa as pessoas podem se acomodar para trabalhar na mesa de jantar ou no sofá, o que não é ideal. Uma cadeira confortável e uma mesa adequada para essa atividade fazem toda a diferença e precisam estar de acordo com a altura de cada pessoa”, relata.

Algumas dicas para o trabalho em casa é que a tela do computador esteja na altura dos olhos, evitando a necessidade de levantar ou abaixar a cabeça, já os pés devem estar em 90º com a base no chão. Para isso não é necessário adquirir inúmeros itens, mas sim adaptar os que já existem, como colocar algum apoio sob os pés ou alguns livros embaixo da tela do computador para que ela alcance os olhos.

O home office também pode trazer consequências no psicológico, como a cobrança de passar o dia em frente ao computador para não perder nenhum momento ou em caso de emergências. Por esse motivo o profissional ressalta a importância de levantar periodicamente para tomar uma água ou alongar o corpo, alterando a posição e evitando dores. O mesmo vale para as crianças, é fundamental que elas se movimentem e não passem o dia na mesma posição, que pode prejudicar a postura. Nesse caso é interessante procurar por atividades lúdicas, permitindo que as crianças fiquem ativas mesmo com o distanciamento social.

Recorrer a remédios no momento em que as dores chegam não é o ideal, já que eles não são efetivos nesse caso. “Os remédios apenas mascaram as dores. Quando uma pessoa está há tempos sentada em uma cadeira que causa o problema e toma um remédio, o efeito permite que a pessoa continue sentada nessa posição por ainda mais tempo. Aumentando a exposição da pessoa a uma postura inadequada, prejudicando a coluna e o restante do corpo também”, Fábio informa.

Existem diversas formas de fazer com que o ambiente seja adequado, mas o primeiro passo é reconhecer quais são os problemas que estão causando dores e então procurar um profissional que possa ajudar a melhorá-las, além de utilizar a equipamentos ergonômicos.






Fábio Akiyama - fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, além da formação em osteopatia visceral, posturologia clinica e equilíbrio neuro muscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canada. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e treinamento funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral no módulo avançado do curso de formação em microfisioterapia.


Médico aponta sintomas não usuais da Covid-19

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A doença do coronavírus 2019 (COVID-19) pode causar uma variedade de sinais e sintomas. Os mais comuns são febre, tosse seca e cansaço. Outros sintomas incluem falta de ar ou dificuldade para respirar, dor muscular, calafrios, garganta inflamada, dor de cabeça e dor no peito. Mas, como o especialista em doenças infecciosas da Mayo Clinic, o Dr. William F. Marshall, III explica, a COVID-19 também pode causar sintomas que você não espera, incluindo:

  • Sintomas gastrointestinais. A COVID-19 pode causar sintomas gastrointestinais leves, incluindo perda de apetite, náusea, vômito e diarreia. Esses sintomas podem durar somente um dia. Algumas pessoas com COVID-19 têm diarreia e náusea antes de desenvolver febre e sintomas respiratórios.
  • Perda de olfato ou paladar. A COVID-19 pode causar uma nova perda de olfato ou paladar, sem congestão nasal. Isso dura tipicamente de nove a 14 dias. Algumas pesquisas sugerem que a perda de olfato ou paladar possa ser um indicador precoce da COVID-19.
  • Mudanças na pele. Pessoas mais jovens com COVID-19 menos severa podem desenvolver lesões doloridas e pruriginosas nas mãos e nos  pés que se parecem com frieiras, uma condição inflamatória de pele. Algumas vezes chamado de dedos de COVID, esse sintoma dura normalmente cerca de 12 dias. Foi reportado que a COVID-19 causou bolhas pequenas pruriginosas, aparecendo mais comumente antes dos outros sintomas e durante cerca de 10 dias. Outros podem desenvolver urticárias ou erupção cutâneas com lesões lisas e elevadas. Essas mudanças na pele podem durar uma semana, aparecer no mesmo momento que os outros sintomas e estão associadas com infecções mais graves.
  • Confusão mental. Também foi reportado que a COVID-19 causou confusão mental em pessoas mais velhas, especialmente as que tinham infecções graves.
  • Problemas nos olhos. A COVID-19 pode causar problemas nos olhos, como vasos aumentados e avermelhados, pálpebras inchadas, lacrimejamento excessivo e aumento de secreção. A infecção também pode causar sensibilidade à luz e irritação. Esses sintomas são mais comuns em pessoas com infecções graves.

Sinais e sintomas da doença do coronavírus 2019 (COVID-19) podem aparecer de dois a 14 dias depois da exposição ao vírus e podem ser de leves a graves. Se você acha que pode estar experienciando sintomas da COVID-19, ligue para seu médico.



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