Pesquisar no Blog

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A depressão no subconsciente



Entenda como a hipnose pode intervir positivamente
 
A depressão, também chamada de Transtorno Depressivo Maior (TDM) é um problema grave que pode ser fatal e afeta mais de 11,5 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O problema tem sintomas como: insônia ou excesso de sono, isolamento, mudanças de humor, falta de interesse, tristeza persistente e, em casos extremos, pensamentos suicidas.
“O depressivo que procura tratamento já dá o maior passo em direção à sua melhora. Nunca se pode dispensar o diagnóstico e acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, porém, a hipnose pode ser uma boa opção, pois não trata apenas a doença no momento que se encontra e sim a causa”, conta Madalena Feliciano, hipnóloga.

Não há causa conhecida para a depressão, existem pessoas que indicam pré-disposição hereditária ou biológica, assim como aqueles que acabam desenvolvendo a doença por algum acontecimento específico.

“Com a hipnose, partindo do pensamento que o paciente adquiriu a depressão em determinado momento, pois não nasceu com ela, há um motivo para que tenha acontecido”, relata.

Por mais que o paciente não saiba qual é a razão, o subconsciente grava cada memória de nossas vidas. Através da regressão, é possível descobrir, identificar e interferir no que está causando essa mudança mental.

“Uma nova interpretação daquela memória que pode ter sido traumática traz também sentimentos diferentes para como o depressivo vê a vida agora”, explica Madalena.

É possível superar a depressão, contanto que você procure auxílio. Ter sua própria mente de volta é algo que todo pessoa merece, assim como viver com qualidade.




Madalena Feliciano - Gestora de Carreira e hipnóloga
Professor Aprígio Gonzaga 78, São Judas, São Paulo - SP.

No mês de conscientização sobre Saúde Mental, especialistas falam das demências


Mais comum entre elas, Doença de Alzheimer acomete cerca de 1,2 milhões de brasileiros e exige conscientização e apoio da família e da sociedade nos cuidados com idoso 



“Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente”. A reflexão é da personagem central do livro Para Sempre Alice, uma renomada neuro-linguista que, ironicamente, descobre e passa a conviver com a Doença de Alzheimer. Assim como a personagem, cerca de 1,2 milhões de pessoas, a maioria com 60 anos ou mais, vivem com demências no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

No mês marcado pela conscientização sobre a Saúde Mental, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) alerta para a importância das demências, doenças neuro-degenerativas, de curso crônico, irreversível, que causam a diminuição progressiva das funções cognitivas, alterações de comportamento e perda da capacidade funcional.

Segundo a psicóloga especialista em Gerontologia, Eloisa Adler, a longevidade é um desafio do século XXI. Doenças como o câncer e as demências têm maior prevalência com o avançar da idade. “Uma pessoa acometida por uma demência perde progressivamente a sua autonomia, ou seja, a capacidade de fazer suas próprias escolhas e tomar decisões”.

O médico geriatra Paulo Canineu detalha que os primeiros sintomas geralmente são de alterações da memória recente. “Também pode haver mudanças de comportamento, ansiedade e depressão, evoluindo lentamente para perda de nexo, incontinências fecal e urinária e imobilidade física, que pode levar a pessoa a ficar acamada”, diz.

 “A autonomia, um referencial fundamental da Bioética contemporânea, como um princípio lapidar da liberdade de escolhas, é comprometida precocemente na devastadora Doença de Alzheimer”, acrescenta a médica geriatra Claudia Burlá.


Família e atendimento especializado

De acordo com Canineu, tratar uma pessoa que teve infarto, por exemplo, é diferente de tratar outra com uma demência, como a Doença de Alzheimer, a mais frequente entre elas. “Enquanto a primeira depois de um ano pode melhorar, fazendo uma reabilitação e melhorando os hábitos, a segunda, terá uma evolução progressiva por mais precoce que seja o diagnóstico e o início do tratamento”, explica.

Nesse momento a presença e o envolvimento da família são essenciais, enfatiza Burlá: “Os familiares têm responsabilidade de proteger e cuidar da pessoa idosa com diagnóstico de algum tipo de demência”. De acordo com a especialista, além disso, não adianta apenas prescrever remédios, mas realizar um trabalho integrado, multi-interdisciplinar de reabilitação cognitiva e suporte familiar.

Adler e Burlá complementam que a abordagem integrada geronto-geriátrica é a base para a maximização da autonomia e otimização funcional da pessoa idosa nos diferentes cenários do processo do envelhecimento.


 


Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)



Código help: questão de ética


Não bastassem os problemas de financiamento, a falta de acesso, os desvios de verbas públicas e a má gestão, entre tantas outras falhas, a saúde do Brasil enfrenta nova mazela neste início de século XXI. Recentemente, o Tribunal de Justiça firmou parecer de que o médico é responsável pelo doente, não instituições com arremedos de protocolos, muitos propondo condutas erradas, infelizmente acatadas por médicos de formação questionável. 

A propósito, é cada vez comum médicos seguindo protocolos equivocados e dispendiosos sem contestá-los. Dignidade, defesa de valores, zelar pelos pacientes e pelo uso correto de recursos econômicos e humanos quase não têm mais peso na rotina de diversas instituições. 

Profissionais que não honram o juramento de Hipócrates e de formação medíocre simplesmente dizem amém, quando o cumpra-se vem de cima. Assim, os protocolos ameaçam pacientes, colocando suas vidas em jogo, enquanto hospitais somam superávits estratosféricos e abrem novas unidades, como se ergue um boteco.   

Essa falta da ética tem consequências diversas. Antigamente, havia hospitais diferenciados, ao menos no campo da moralidade. Eram obstáculo a recursos humanos desqualificados e mal-intencionados. Com o passar dos anos, aventureiros passaram a assumir a administração de vários deles, transformando-os em campo propício às más práticas. 

Distintos hospitais atropelam médicos titulares, apossando-se de seus pacientes e jogando-os nas mãos de sua equipe própria. Isso apenas para garantir lucros vultosos. O resultado, já disse, são vidas em perigo, tratamentos retrocedendo e prejuízos de toda a ordem ao sistema de saúde.   

A vassalagem e a antiética caminham juntas em um terreno de conivência. Os órgãos responsáveis por fiscalizar desvios de médicos e diretores clínicos omitem-se, favorecendo o jogo do poder.   

É absolutamente antiético escalar colaboradores para tratar dos pacientes cujo acompanhamento sempre foi seguido por um médico titular. Quanto mais graves os casos do doente, maiores os riscos. 

Lamentavelmente, existem muitos que não estão minimamente preocupados com o bem-estar de pacientes. Vivem prontos para ajoelhar e atender aos interesses institucionais. 

Um bom hospital não se presta a tal prática. Deveria haver regra rígida para o banimento de gestores e médicos desconectados com a assistência de qualidade e a boa medicina. 

         Tantos absurdos recorrentes apenas compravam ausência de caráter e de princípios morais. Há um contingente de médicos de formação inadequada (em geral formados em faculdades de fundo de quintal) que aceitam ser engessados por protocolos, o que afronta a medicina humanística e os direitos dos cidadãos. 

O desabafo deve-se a minhas crenças pessoais. Penso, ou melhor, tenho convicção de que nada pode estar acima da conduta e da decisão do bom profissional de medicina.

As mudanças são urgentes e é obrigação apontar malfeitos a serem corrigidos. 




Antonio Carlos Lopes - presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica 



Posts mais acessados