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quinta-feira, 15 de março de 2018

Imigração

 Brasil concede mais de 25 mil autorizações de trabalho para estrangeiro em 2017


O número concessões caiu em relação a 2016, ano em que as concessões fecharam em mais de 30 mil


O Ministério do Trabalho concedeu 25.937 autorizações de trabalho para estrangeiros em 2017. Foram 24.294 autorizações temporárias e 1.006, permanentes. As informações fazem parte do Relatório Anual elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), da Universidade de Brasília (UnB), sob a supervisão da Coordenação Geral de Imigração (CGIg), e foi apresentado durante a 2ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) ocorrida na terça-feira (13).

O número de autorizações foi inferior ao verificado em 2016, quando foram emitidos 30.327 mil documentos. De acordo com o ministro do Trabalho, Helton Yomura, 2017 foi marcado por um ano de mudanças na legislação de imigração, que pode justificar a redução nas concessões de trabalho. "O ano foi de mudanças na lei de imigração. O período de adaptação acaba tendo influência no processo de concessão", disse.

Dos estrangeiros interessados em exercer alguma atividade laboral no país, o sexo masculino predominou com 22.537 autorizações emitidas, enquanto para o sexo feminino foram 3.399. Quase todos os imigrantes tinham o ensino superior completo (13.444) ou o ensino médio completo (10.724). Por faixa etária, foram emitidas mais autorizações para estrangeiros entre 20 e 34 anos (9.989) e 35 e 49 anos (10.857).

Países – Os Estados Unidos ocupam o topo do ranking entres os países emissores de mão de obra estrangeira para o Brasil. O MTb concedeu 5.098 autorizações de trabalho para americanos, seguido pelas Filipinas (2.127), Reino Unido (1.827), China  ( 1.606), Índia (1.459) e França (1.424).

Dos países da América do Sul, as autorizações se concentraram a nacionais da Venezuela (239), Colômbia (223) e Argentina (188).  

Para a realização de eventos no Brasil prevaleceram entre as autorizações temporárias, contempladas pela Resolução Normativa nº 69, com 10.295 concessões, sendo 4.238 para os EUA e 1.159 para o Reino Unido.

Outra ocupação de destaque no relatório é do profissional estrangeiro para trabalho a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira, atividades contempladas pela Resolução Normativa nº 72. Para esse grupo foram 6.504 autorizações, das quais 1.991 para filipinos.

Estados - O Rio de Janeiro é o estado que mais recebeu profissionais estrangeiros (11.110), seguido de São Paulo (10.788), Rio Grande do Sul (603), Minas Gerais (595), Bahia (507) e Espírito Santo (426).

O coordenador-geral de Imigração, Hugo Gallo, explica que a autorização de trabalho baseada na legislação anterior era a condição exigida para que estrangeiros pudessem exercer qualquer atividade econômica remunerada no Brasil. Atualmente, com o novo marco legal (Lei n. 13.445 e Decreto n. 9.199), a condição para o exercício de atividade remunerada é a emissão de autorização de Residência Prévia (solicitada no exterior) e Residência (para solicitante já no país) e é diferente do visto humanitário, que é concedido a imigrantes em situação de crise política ou econômica no país de origem.

Casos omissos - O relatório anual do CNIg registrou ainda 4.801 autorizações concedidas para estrangeiros trabalharem e manterem residência no país. Nesses casos, o crescimento foi de 315% em relação a 2016, ano em que 1.156 pessoas receberam esse tipo de autorização.

"A maioria dessas autorizações foi contemplada pela antiga resolução normativa nº 27, que analisava as situações especiais e os casos omissos, não previstos em outras resoluções", explica o coordenador e presidente do CNIg.

As emissões deste documento atenderam sobretudo senegaleses (2.285) e haitianos (1.244), que se fixaram predominantemente nas regiões Sudeste e Sul do país.



Como e quando levar minha empresa para o universo digital?



A automatização, ou migração para o digital, já é uma realidade para empresas de todos os portes e segmentos. No entanto, sabemos que nem todas se adequaram a isso ainda, embora não faltam motivos para que se migre. Basta ver que hoje, no Brasil, temos 139 milhões de usuários de internet, 122 milhões de usuários ativos de redes sociais e 239 milhões de usuários de dispositivos mobile. Qualquer negócio depende do mercado, e este já está na era digital.

Ficar de fora é condenar sua empresa à morte, de forma progressiva, e acelerada exponencialmente. Mas por onde começar? Muitas empresas nasceram e viveram por décadas, antes da revolução digital, e isso pode criar certas ilusões de que mudar não é necessário. Quando analisados os fatos, percebemos que os custos já não são tão altos. As vantagens são imensas. Podem existir até barreiras de conhecimento e qualificação, mas não existem desvantagens. Só que há, certamente, a relutância de alguns empresários, algo de caráter muito mais comportamental do que prático.

Respondendo à pergunta do título, o quando, pode ser respondido simplesmente com: agora! Já não vale protelar a migração. É tudo muito rápido e muito mais simples se tirarmos o medo de mudança da nossa frente. Entretanto, podem faltar recursos. Pode haver fatores que atrasam o processo. O que mais determina isso como imprescindível, a meu ver, é seus concorrentes já terem migrado e seu mercado não aceitar mais o analógico.

Se houver concorrentes grandes atuando no digital, o segmento deve estar demandando a digitalização - e isso quer dizer que em breve você perderá clientela. É bom estar em grupos de discussão, acompanhar notícias, inclusive as de tecnologia. Isso permite que, como empresário, se tenha insights do que o mercado está pedindo.

A digitalização está dividida em dois grandes grupos, o interno, que inclui a parte de operações e gestão, e o externo, que inclui marketing e vendas, quem faz a ponte com o cliente. Se a venda da empresa não está boa, não vale a pena investir em operação. Porém, se as vendas estão estáveis, mas o volume de dados está tomando tempo e dinheiro, não vale se focar em automação dos fatores externos, por exemplo.

O interno cobre processos do dia a dia. Automatização de softwares de gestão, de contabilidade, de pagamentos, digitalização de documentos e até de processos cotidianos. Informatizar a empresa permite maior controle sobre o que acontece nela, seja no aspecto financeiro ou mesmo na operação. É algo que oferece agilidade para lidar com mais clientes e deixa a empresa pronta para se desenvolver e melhor aproveitar o que já possui. Melhor ainda, vai fornecer dados para tomar boas decisões em gestão.

O externo cobre um site responsivo, campanhas de divulgação na internet, automação de marketing, CRM, e-commerce, dentre outras coisas que irão modernizar a parte de contato com o cliente. Seu maior objetivo é expandir o alcance da sua mensagem, ampliando potencial de vendas e permitindo maior entrada de caixa. É tão crucial e estratégico quanto a digitalização interna.

Se antes era preciso contratar empresas de softwares e desenvolver programas específicos para cada necessidade, demandando grandes investimentos, hoje já é possível encontrar sistemas padronizados, que atendem as demandas de uma boa parte das empresas, por preços que partem de R$ 20,00 / mês. Ou seja, falta de recurso não serve mais como desculpa para não digitalizar processos. 

Se dinheiro não é o problema, a dificuldade maior talvez esteja na barreira psicológica. Aquela velha máxima de que “sempre foi assim e deu certo”, simplesmente não pode mais ser aceita. Por mais que os colaboradores, e até mesmo os empresários, tenham dificuldades para lidar com a tecnologia, é preciso que todos estejam abertos a aprender e incluir o uso desses sistemas no dia a dia. 

Cabe ressaltar que, se esses programas não forem adotados e alimentados corretamente por todos, certamente não serão eficazes. Para vencer a resistência e dificuldades, além de cursos e treinamentos, pode-se lançar mão de abordagens como o coaching, que tende a trabalhar questões de cunho comportamental. 

Independentemente de qual for a maior necessidade de digitalização da sua empresa, os recursos que ela tem disponível ou o empenho da equipe em adotá-los, já deu para perceber que trata-se de um caminho sem volta. O mundo já é digital e, ficar de fora significa perder mercado e, talvez, nem sobreviver. Cabe ao responsável pela empresa, seja ele o dono ou presidente, buscar alternativas para fazer essa transição de modo tranquilo e eficaz. Felizmente, opções não faltam. Basta foco e uma boa dose de empenho de todos para que os benefícios logo apareçam.







Marcos Guglielmi - treinador de empresários, empresário e sócio fundador da ActionCOACH São Paulo.

 

Conheça o principal erro cometido por profissionais no momento de desenvolver treinamentos



A metodologia tradicional de Design Instrucional peca em um fator indispensável na modernidade: o tempo


Disseminar novos conhecimentos, aprimorar habilidades e otimizar a execução de atividades. Essas são as prerrogativas organizacionais sob a responsabilidade do Design Instrucional. A metodologia de ensino/aprendizagem surgiu na década de 1960 com a finalidade de treinar o máximo número de soldados de forma veloz e sistemática. A técnica que sobreviveu aos dias atuais é utilizada por empresas no desenvolvimento de treinamentos para os colaboradores.

Entre os processos que fazem parte da metodologia estão a análise de cenário e definição de indicadores, processo de designer e desenvolvimento de conteúdo, implementação e medição dos resultados. Mas, apesar do ciclo sistêmico trazer bons frutos para a companhia, ele ainda peca no fator tempo.

Em latim o termo Design Instrucional significa “desenhar informações”. Portanto, como o próprio nome sugere, a técnica desenvolve os processos por meio de desenhos. De acordo com Flora Alves, sócia fundadora da SG – Aprendizagem Corporativa, este é um dos principais erros cometidos pelos designers instrucionais, pois diminui a velocidade do desenvolvimento de treinamentos.

Flora também é autora do livro Design de Aprendizagem com Uso de Canvas e acredita que a estrutura de ensino aos colaboradores tem mais efeito ao inserir pôsteres e post-its. Dessa maneira, ela criou o Trahentem®. Com base nos princípios de Design Thinking a metodologia tem os seguintes pilares: Colaboração, investigação, experimentação, propósito, visual, agilidade e simplicidade.

“O mundo mudou, os aprendizes mudaram. Não é mais o tempo do design instrucional convencional, é hora de criarmos um design de aprendizagem que facilite o processo, seja apetitoso, divertido e funcione”, afirma a sócia fundadora.

O Trahentem® faz com que o ser humano seja o protagonista e alinha as estratégias da empresa com o desempenho desejado do colaborador. Contudo, implementa o processo com três Canvas diferentes:
- Canvas Di-Empatia: É uma ferramenta de diagnóstico com foco no participante que permite entender as necessidades da instituição e as demandas do colaborador levando em consideração os Gaps de performance e facilitando a construção de um objetivo de aprendizagem efetivo.
- Canvas Di-Tarefas: Ferramenta de filtragem de conteúdos essenciais para a aprendizagem do colaborador.
- Canvas Di-Ropes: Acelera a criação de soluções de aprendizagem e catalisa o conhecimento em si. Esta etapa trabalha as informações selecionadas do Di-Tarefas com foco nos processos psicológicos para adquirir o conhecimento.
“A metodologia veio para trazer dinamismo ao tradicional meio de desenvolvimento de treinamentos. A ideia é tornar o processo mais intuitivo para os designers instrucionais e os colaboradores”, pontua Flora.  




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