Iniciativa da Special Dog Company conecta responsáveis por pets a mais de 60 bancos de sangue veterinários em 19 estados
Todo ano, o mês de junho mobiliza campanhas em favor
da doação de sangue humano com o “Junho Vermelho”. O que muitas pessoas ainda
não sabem é que existe uma demanda igualmente urgente e bem menos visível para
pets que também precisam de doadores.
O sangue que salva um cão ou um gato só pode vir de outro animal,
e diferente do que ocorre na medicina humana, não há estoque centralizado de
sangue veterinário no Brasil. Os hemocentros dependem diretamente de animais
cadastrados para manter o abastecimento, e a escassez de doadores é um problema
recorrente. "A doação de sangue é essencial para salvar a vida de muitos
pets que passam por cirurgias, traumas ou doenças graves. Mas o número de
doadores ainda é muito abaixo do necessário", alerta Kelly
Carreiro, médica- veterinária da Special Dog Company.
A baixa conscientização dos responsáveis por pets sobre o tema é
um dos principais obstáculos, pois muitos desconhecem que seus pets poderiam
ser doadores. Para se tornar doador, cães precisam ter entre 1 e 7 anos, pesar
mais de 25 kg, ser dóceis, estar vacinados e vermifugados e gatos devem atender
aos mesmos requisitos de idade e saúde, pesar acima de 4 kg e viver
exclusivamente em ambiente fechado.
Antes de cada coleta, doador e receptor passam por exames físicos
e hematológicos completos para garantir a segurança do procedimento, o que funciona
na prática como um acompanhamento regular de saúde para o próprio doador. O
procedimento é feito pela veia jugular, dura entre 10 e 15 minutos e é
conduzido com cuidados específicos para reduzir o estresse do animal.
A compatibilidade sanguínea é um fator crítico para o processo de
doação, pois os cães têm múltiplos grupos sanguíneos, sendo o tipo DEA 4 o
chamado doador universal canino. Entre os gatos não existe tipo universal, e a
incompatibilidade entre tipos pode provocar reações graves, tornando a testagem
prévia indispensável.
Por trás de cada pet doador, há um responsável pelo pet que
escolheu transformar seu animal em um agente ativo nessa causa. Engajar-se
exige atenção ao calendário de doações e disposição para levar o pet ao banco
de sangue regularmente. Em troca, além de contribuir para salvar outras vidas,
o responsável pelo pet passa a contar com um acompanhamento periódico da saúde
do próprio animal por meio dos exames realizados antes de cada coleta.
Desde 2018, a Special Dog Company mantém o programa Doe Amor,
voltado à conscientização e ao cadastro de animais doadores, e que já
beneficiou mais de 248 mil animais. A iniciativa articula uma rede de mais de
60 bancos de sangue veterinários distribuídos por 19 estados brasileiros “Nosso
programa atua para informar e engajar os responsáveis por pets que queiram
transformar seus animais em verdadeiros heróis", finaliza Carreiro.
Para mais informações sobre o programa e os bancos de sangue parceiros consulte: specialdog.com/doeamor.

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